segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Trilha para consumo semanal

Difícil achar uma trilhinha que seja pedalável desde casa durante a semana. Pois nestes dias esticados de horário de verão, o Dariva hoje me apresentou à umas trilhas circulares no alto do morro no joão paulo, ao lado da SC 401.

Muito show, desde casa e volta foram 34 Km. O cume ficava a 130 m e na descida pelas estradas asfaltadas a máxima foi de 63 Km/h no cateye.

Tem um monte de trilhas curtas lá em cima, circuitinhos pra explorar mas não hoje, pois estava derretendo de tanto suar. Bom percurso pra treinar durante a semana na MTB, enquanto durar o horário de verão pelo menos.

O mapa mostra o topo do morro do saco grande. Abaixo uma panorâmica. Coisa linda esse googlemaps, na busca por imagens não achei, indo no mapa, taí o visual do cucuruto. Aqui o roteiro completo.

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Crédito da panorâmica: Vendramini - ID: 8277437

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A quinta disciplina


Não é o livro do Peter Senge não. Trata-se de uma conclusão óbvia. Já li que a transição é a quarta disciplina do triatlhon, pois além de linkar as modalidades tem toda uma técnica pra ser feita. A nutrição dispensa comentários. Pelo menos eu dispenso. É sempre possível destruir tudo, treino, investimento, viagem, com alimentação incorreta, seja excesso, falta ou simplesmente errada. Normalmente prefiro excesso e errada. Portanto, a nutrição é a quinta disciplina !

Ou seja, não são 3 modalidades no triatlhon, são 5 :-0 !!! E é bem verdade, em todos os treinos e provas a alimentação é sempre foco, o quê e quando comer, quanto beber e de que forma, que suplementos usar, cuidado com a comilança antes do treino/prova, etc. A transição também é treinada, ensaiada e simulada até com frequência, justamente para automatizar a parte onde o condicionamento não conta, mas a cabeça tem que estar ligada.

Uma referência muito boa fora os vídeos do Dave Scott no youtube (já postei alguns aqui) é este blog, que tem um capítulo especial sobre transições. Tem sido interessante ver a ênfase nas transições que há nos treinos mais recentes. Sábado passado por exemplo, a Ironmind fez um treino de fast triatlhon com 3 baterias, forçando justamente a fazermos um monte de transições pra habituar e automatizar as coisas. Infelizmente (ou felizmente :-) não fui por motivos comemorativos.

Vendo as poucas provas de triatlhon que fiz, em todas fiz alguma bobagem ou fui muito lerdo nas transições, então a coisa vale a pena ser treinada. Só no ironman deste ano dá pra ver que tem uns 8-10 minutos que não exigem muito esforço pra desaparecer, pois levei quase 10 min na T1 e 6 na T2 :-)

Alimentação é um assunto muito vasto, e realmente tem que ser testado por cada um o que melhor funciona. O mais importante que aprendi recentemente foi sobre a ingestão de carbo, em relação à quantidade, frequência e forma de consumo. Usa-se normalmente 1 g/Kg/hora para provas de longa duração e intensidade razoável. Num vivente de 75 Kg isso dá portanto 75 g de carbo engolidos a cada hora. Pode não parecer, mas é bastante coisa - são quase 3 powergel. Em duração mais curta ou intensidade menor, de 30 a 60 gr para este mesmo peso. Pense no Desafrio, com 5 horas e isso dá de 8 a 10 saches comidos durante a prova (considerando-se uma base decente no café da manhã)! Ou seja, é preciso inventar, variar e bolar maneiras de ingerir o necessário sem matar o estômago, que uma vez revoltado, pode acabar com tudo.

Uma coisa que eu fazia até um tempo atrás era utilizar de todas as opções oferecidas pela organização. Já tive problemas de sobra com isso, e ultimamente tem sido gel e malto comigo e apenas coca-cola, banana e clubsocial/bisnaguinha da organização. Frutas cítricas, bolachas, doces, sopa, bolos e etc tem ficado pra depois da chegada. Tem funcionado bem.

A frequencia é outra coisa importante, já cheguei a botar o apito do relógio pra apitar a cada meia-hora para lembrar de comer. Deixei disso mas sigo usando a técnica de comer duas vezes por hora e tem dado resultado. Muito importante é fazer as contas direito e ver se também não tem excesso, claro. O difícil é se habituar a isto enquanto se tem reservas (umas 2 horas no meu caso), pois se não for assim, a quebrada é inevitável e aí demora muito pra voltar (se voltar, vide K42).

Também tem a questão do que comer em cada modalidade. Na natação não há muito o que fazer, mas sempre vai um gel antes e no iron foi outro na saída da primeira volta. A bike dá pra arriscar mais sólidos e na corrida só o que desce mesmo é gel, água e coca-cola, eventualmente uma bisnaguinha.

Tirando tudo isso sobra a alimentação como hábito, baseada em coisas saudáveis e o menos poluídas o possível. Incrível como a alimentação tem o poder de melhorar um treino ou então estragá-lo de vez. Muitas vezes no início deste ano me vi acabado e podre e quando comecei a prestar a atenção ao que ingeria depois do treino e botei mais qualidade nisso, a recuperação é notável. Como prévia, em períodos de alto volume o 'jantar de massas' vira uma constante, nunca havia comido tanto macarrão, até de manhã, como antes dos treinos longos de bike para o iron este ano.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Porquê ?

Interessante post no blog do Mauro Cavanha:

" Você não bebe...
não sai...
não pode comer um pastel, e nenhuma fritura...
ao invés disso come um Gel, bebe um suco...

NADA, fazendo mais de 100 idas e voltas numa piscina de 25m,
PEDALA, de 2 a 8 horas disputando espaço com os carros e caminhões,
CORRE num sol de rachar ou pior ainda, na chuva, no frio...
enfim, sofrendo o dia inteiro.
cansaço, fadiga e cãibras são comuns...
inclusive nos finais de semana.

e ainda gasta todas suas economias
numa bicicleta, suplementos, e outros equipamentos...
Pra chegar num dia que vai sofrer mais ainda, e talvez não ganhe nada em troca??? "

Porquê ?

"Emoção,
Coragem,
Energia,
Disciplina,
Determinação,
Força,
Paixão,
Superação,
Garra,
Habilidade,
Dedicação,
Estratégia,
Velocidade,
Satisfação,
Missão Cumprida..."

Ok, acho que tá bom.

Resumão de 2009

É sempre assim, as coisas se acumulam e a memória recente é sobreposta pelos planos do por vir. 2009 foi mais um ano excelente, esportivamente falando começou antes em dezembro com a inscrição para o Ironman 2009, quando eu acreditava que estava muito bem treinado :-), pois em outubro tinha fechado 8 semanas de treinos aos domingos para o praias e trilhas. Não tinha idéia do que viria a seguir !

Começou com o Multisport Brasil, muita trilha e remada em mais de 10 horas de prova. Aí então foi a vez do Olímpico de canasvieiras - o meu segundo triatlhon em 18 anos, logo seguido do mountaindo costão do santinho, com um memorável segundo lugar nas duplas.

Aí então foi a hora de apertar o treino para o Ironman Brasil 2009, algo que um ano antes eu julgava na região cinzenta entre o sonhável e o impossível, fechado em 12h8min e sem sombra de dúvidas o ponto alto do primeiro semestre. O Desafrio seguiu e novamente um pódio, já são 3 em quatro participações, hehehe.

A meia de são pedro serviu pra não deixar o hiato ficar tão grande e aí foi a vez do K42, uma bela maratona de trilha numa região espetacular, em uma quebrada também espetacular que fazia tempo eu não fazia. Depois, pra não ficar sem uma vitória, ganhamos a corrida de aventura do sesi :-)

O Olímpico de Jaraguá do Sul veio logo a seguir, coisa boa variar do mar e nadar num lago (mas mar é bom). Então foi a vez do Praias e Trilhas 2009 uma semana depois. Surpresa e satisfação foi pouco com o resultado na fantástica competição. E achava que não era possível treinar mais do que em 2008 :-)

A meia de Blumenau trouxe um recorde pessoal na distância (melhor saboreado devido ao calor e às subidas com os quais foi servido) e a volta à uma oficial nesta distância depois de 5 anos. Então veio o XTRIAL, que eu esperava há um ano quando deixei de correr o xterra (só fiz a prova noturna) pois achave que não conseguiria completar !

Pois é, foi mais do que minha esposa gostaria, mas menos do que eu poderia :-) E os treinos ? Bom, nada se comparou aos primeiros meses do ano. Vivi um regime disciplinar até então inédito, consegui ajeitar todas as demandas de um jeito ou de outro e finalizei boa parte do previsto. Mas poderia ter sido melhor, e será em 2010.

Resumidamente foi isto, mais no label provas alí ao lado. Agora é regime de fim de ano com uma coisa diferente a cada dia, entremeadas por festas é claro. Os treinos ficam um pouco de lado mas tento manter o mínimo para satisfazer o vício, o volume só é suficiente pra não engripar as juntas, como a calmaria antes da tempestade que virá em janeiro.

Agradecimento especial a todos que fizeram possível este ano: vocês sabem quem são :-)
Feliz 2010 ! Bons treinos e sigamos firmes e fortes !

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

XTRIAL Barra da Lagoa

Neste domingo participei da última etapa do xtrial 2009, circuito de cross triatlhon organizado pela sb5. A prova foi na barra da lagoa, com distâncias divulgadas de 1000, 27 e 7. No simpósio corrigiram o percurso para evitar um longo trecho de areia fofa na bike (boa idéia) e encolheram um pouco a corrida para 5,2 Km (não sei porque), bem como adiaram a largada para às 9 horas.

Chuvarada no sábado, mas com vento sul entrando no final do dia. Aí domingo amanheceu azul e muito promissor para ralar. Saí de casa acompanhado pela Laís e o Jacó com a Samantha, levamos a criançada pra ver o esporte de perto :-)

Arrumei tudo perfeitamente para transição rápida e saí da AT com tudo preparado. Ao chegar no carro vi tinha esquecido de por a garrafa com VO2 na bike e deixado os óculos e touca junto com o tênis. Usei dos favores de um atleta que estava do lado de dentro da cerca e acertei tudo, aí fomos pra praia ver o marzão.

A água estava bem geladinha, os dedos dos pés logo ficaram dormentes, mas mergulhei e dei umas braçadas pra habituar ao freezer. O percurso seria um tipo de U, largando no lado direito junto aos molhes da barra, com uma bóia a contornar a uns 150 mts da praia. Depois um longo trecho até a outra bóia lá na conchinchina, e então voltávamos em diagonal sudoeste para um pórtico em frente a ruazinha que levava à AT. Mas o vento sul estava lá começando a acordar, aí no alinhamento da largada a organização disse que a diagonal não precisava ser feita, que os atletas poderia sair da água no ponto em que conseguissem. Frisei a palavra pois ao tentar sair do mar entendi porquê seria onde conseguíssemos.

Largamos e logo contornei a primeira bóia, mirei bem num morro acima da segunda e lá fui tentando forçar pra espantar o frio. Surfistas e jetski faziam a segurança e davam o rumo. Em torno da metade do percurso comecei a sentir o balanço do mar e logo fui chegando na segunda bóia. Aí fui tentar ver a praia e não via nada, só as restingas do moçambique, o mar balançava bastante, fui indo no que achei que era uma reta e depois mirei numa casinha de guarda-vida que consegui avistar entre duas ondas. A arrebentação estava divertida e rapidamente fui engolido por uma onda e perdi o óculos, que por sorte caiu pra baixo no pescoço. Aí fui de peito e crawl tentando alinhar na casinha e tomando caixote na cabeça até dar uma braçada na areia. Meio longe da praia levantei e comecei a tentar correr, mas logo caí num buraco e nadei de novo até parar quase na areia da praia. Saí correndo com mais um povo, teve gente saíndo da água num raio de uns 200 mts :-). Aquilo alí sim foi nadar em águas abertas !

Fui pra transição e como não uso clipe no pedal da MTB já meti os tênis. Descalço mas sem bolhas desta vez, pois encapei os dedos atritadores com esparadrapo que não desgruda nunca (tem colá no meu pé até agora) e economizei valiosos segundos na transição !

Saí rápido e entrei num pasto cheio de buracos e logo em areia fofa, praticamente impossível de pedalar. Não tentei carregar o trator pra não me quebrar todo, então fui arrastando a bike com a roda traseira suspensa trotando o que dava. Aí começou a florestinha, sombra excelente e percurso 100 % plano, mas bem técnico pois onde não tinha areia eram raízes, ou curvas fechadas. Muitas curvas, centenas delas, num percurso que mais parecia um labirinto. Em um ponto caíamos na SC e vamos fazer força nos 600 mts de asfalto, 36 de máxima, para então dar de cara numa subida de 1,5 mts de areia fofa que não consegui subir em nenhuma das voltas, nem vi ninguém conseguindo.

Eram duas voltas neste percurso labiríntico, onde minha velocidade quando muito batia em 20 km/h nos trechos bons. Aí voltávamos para a transição no trecho das areias movediças e então dá-lhe corrida. Fiz a transição mais rápida da minha vida, pulei da bike, troquei o capacete pelo boné já correndo e pronto. Vi o Diogo e a Cínthia que foram lá cumprir o treininho de bike de domingo e prestigiar a prova.

Saímos pra praia e logo tive que pisar na água. A areia que entrou começou a lixar a parte de cima do pé mas não deu nada além do sobrepeso nos pisantes. Saí exagerando como sempre e o primeiro km saiu a 4:09 enquanto o coração tentava pular pra fora da boca, mas encaixei um ritmo suportável na areia lamacenta e então pegamos a florestinha. Um slalon muito show pra correr e então mais praia. No ponto de retorno tinha água e aí pude aliviar a sede pela primeira vez com H2O pura! Não deveria ter posto só VO2 na bike, argh !

Voltei tentando baixar o que desse do tempo quando a areia ficou boa, passei pelo Anastácio que surfava e cheguei com 1h59min11seg. Muuuito dureza pra um short, mas muito legal.

Nível alto, percuso difícil e um dia perfeito em boa companhia. Nada melhor pra fechar o calendário do ano. Fiquei em quinto na categoria e vigésimo no geral. Diferentemente do que sempre acontece a bike não foi o pior, saí em 31 na natação, entreguei a bike em 23 e fechei em 20. Consegui passar bastante gente na bike, a natação que achei que tinha sido boa foi lerda. A corrida foi boa, 10 geral mas como a bike não foi rápida não deu pra tirar a diferença toda. Detalhes dos resultados estão aqui.

Os percursos da bike e da corrida foram medidos no garmin, mas esqueci de fechar o lap da primeira transição e perdi 10 min e aprox. 3 km no registro da bike. Na natação a Laís ficou com o relógio e me entregou na saída do mar. Uma hora dessas me entendo com a função multisport.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Transição invertida

Hoje era pra ser MTB, mas fui testar o novo selin que chegou semana passada. Gastei quase uma hora colocando o selin e o xlab grudado na traseira dele. Agora com 4 garrafas mais o aerodrink tenho autonomia líquida para mais de 120 Km :-)

O banco é realmente muito bom. Girei por 30 Km fazendo tiros na beira-mar de são josé sob intenso vento sul e núvens ameaçadoras. Muito confortável e melhor que o antigo, é vazado nas partes importantes e ainda tem 1 cm a mais de avanço pra frente, melhorando um pouco a geometria da minha non-tri-bike.

Depois fui direto nadar. O total deu 2h10min de treio acumulado, só comi um nutry no processo e voltei cambaleando pra casa. Fiz 300 mts + 10x100m/2min + 200m e fiquei totalmente acabado, acho que faltou gasolina mesmo. Valeu o treino pelos tiros na bike, já a natação foi só pra cumprir tabela, a água parecia viscosa.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Simulado cross na armação

A última prova do ano acontece dia 13/dez, na barra da lagoa. Será o XTRIAL, etapa do catarinense de triatlhon cross com 1000 mts de natação, 27 de moutainbike e 7 de corrida em trilha. Sem treino no taikô por conta do meio-iron de punta del leste, tive que inventar. Combinei com o Tiago um treino de transição completo na armação. Saí atrasado por conta da sobra de sono da minha parte, e cheguei lá só 8:30. Fomos direto pro mar, que estava perfeito.

Temperatura boa, céu azul e solzinho. Fizemos um triângulo na praia, indo até o trapiche, o que totalizou aproximadamente 1500 mts nadados em tempo absolutamente desconhecido. Muito show nadar no meio dos barcos de pesca cheios de gaivotas nas bordas. Em certo momento um cara de pé no barco me acenava. Quando fui ver o que era, o sujeito me diz: "sai daí, vai mais pra beirada... nós vamos cercar !". Bom, só não nos cerque também :-) O mar estava tão transparente que tentamos parar de nadar onde ainda nem dava pé.


Saímos da água e trotamos até a nossa AT. O Tiago gostou dos efeitos transitórios água-terra e logo nos aprumamos pra perna de bike. Saímos pro sul e entramos na estrada de terra da costa de dentro, passando pela subida do sertão até os açores. De lá voltamos, passamos pela armação e fomos até a polícia rodoviária, quando entramos pro leste numa estrada de areia de praia até a castanheira no campeche, para então voltar até a transição novamente.
Pouco vento e sol morno ajudaram o pedal, que fechou 29 Km.

Com rápida transição saímos pra correr rumo à magnífica lagoa do peri. O Tiago é um privilegiado, correr ali é excelente. Dos 9 Km, 7 foram em trilhas. Uma delas eu não conhecia, a parte norte partindo da sede. É uma trilha que como diz o Tiago, pede pra ser corrida, toda na sombra, poucas pedras e raízes e chão coberto de folhas. Fizemos o percurso na boa, sempre na sombra e terreno perfeito. Voltamos pra AT pra então fechar os 9 Km de corrida e o treino excelente de sábado. Depois, um engarrafamento básico no rio tavares e então casa.

Aqui tem os logs do GPS do percurso da corrida e aqui o da bike.

Foto da armação: Google Earth [?] - ID: 24790712
Foto da lagoa do peri: Google Earth [?] - ID: 5404256

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Meia-Maratona de Blumenau

Inscrevemo-nos três, mas o Hélio não foi por problemas digestivos. Saímos eu e o Tiago às 5:30 da manhã rumo a Blumenau, lá chegando descobrimos que não sabíamos onde era a largada, perguntamos e achamos, depois de dar carona ao informante.

Achamos um bom lugar pra estacionar e fomos pegar os kits com o Sérgio da Ironmind. Arruma, ajeita e fomos pra largada aquecer. O calor já estava forte, pois suava muito ao trotar na sombra.

Largamos e logo perdi o Tiago de vista na multidão da largada, 1700 inscritos para a meia e a rústica (largou depois). De cara uma subidinha de leve pra começar, encontrei o Kiko e segui junto com um cara que veio com ele, que não lembrei de perguntar o nome. Seguimos num ritmo de 4:20 até o Km 9, aí ele encontrou uma amiga e eu segui forçando um pouco mais. No final desse Km as pernas ficaram pesadas, só depois é que vi que era uma subida e eu mantinha o ritmo, pois botei só isso e a distância no display do GPS e não vi a FC, que chegou a 185. Muito sobe e desce pra um percurso plano.


Depois disso o sol saiu pra valer, mas o percurso passava nos trechos mais bonitos. Do Km 17 em diante fui pro abraço, rangi os dentes e apertei o ritmo até estourar as bolhas nos pés. E foram quatro, só posso culpar as meias velhas e àsperas por isso, pois tinha tapado tudo de esparadrapo nos pontos usuais de atrito. Cheguei com o último Km a 4:08 e FC altissíma, 189. Associo isto ao calor, pois nunca cheguei perto dessa FC em treinos neste ritmo.

Da chegada fui direto pra área de dispersão. Excelente, tinha barril de gelo cheio de gatorade, mesas de frutas, massagem e o melhor de tudo, piscina infantil cheia de água gelada. Me meti lá e fiquei uns minutos congelando da cintura pra baixo. Zerou tudo, pernas novas. Logo chegou o Tiago e mais amigos da Ironmind, batemos um papo com o Kiko e nos mandamos de volta pra Floripa, chegando às 13 hs. A tardinha ainda pedalei 8 km na MTB com o Arthur na cadeirinha nova dele, treino de transição invertido :-)

Fechei os 21,1 Km em 1:33:05. Tentei ficar em 1h30min mas não deu, mas bati meu recorde que era na meia de 2003 em Floripa !!! A FC média ficou absurda, 174, máx 189, ritmo 4:25/Km. Percurso completo aqui. O campeão da prova cravou 1h5min56seg, notícia e resultados aqui, mas ainda não tem o do povão.

Tetra campeão no Ultraman

Alexandre Ribeiro novamente. Das seis participações, quatro vezes campeão e um vice. Isso sim é que é fenômeno, não é só jogar futebol :-) Ele correu a dupla maratona em 6h30min. Não foi o melhor tempo mas garantiu a vitória com quase 20 minutos de vantagem, já que detonou no pedal. Resultados da prova aqui. Paulo Calil terminou com 33h e Mário Maddalozzo infelizmente não completou a etapa da corrida, que volte ano que vem !

No mundo ultra-exclusivo do Ultraman, realmente o Ribeiro é o fenômeno. Resultados no site oficial, que ainda não tem fotos nem muitos detalhes.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ultraman 2009

Você sabe o que é ? Não é o boneco do seriado japonês de antigamente. Trata-se de uma competição de triatlhon de ultra-endurance que acontece há 25 anos no Hawaii, e tem o brasileiro Alexandre Ribeiro (que correu o XTerra ano passado aqui em Floripa) como tri-campeão e um dos favoritos este ano. Correm também pelo Brasil Mário Maddalozzo estreando na prova e o Paulo Calil pela quarta vez.

A brincadeira chega a impressionar pelo improvável: são 515 Km em três dias de prova. No primeiro, 10 Km de natação, com tempo limite de 5h30min, seguido de 145 Km de bike com desnível de 2000 mts. No segundo dia, 276 Km na bike com desnível acumulado de quase 3000 mts. Aí pra fechar o terceiro uma dupla-maratona, 84,4 Km de corrida. Todos os dias tem tempo limite de 12 horas para não desclassificar.

Quer entrar ? Só através de convite e análise de currículo. A largada é sexta 27 às 6:30, 13:30 do Brasil. Detalhes e cobertura estão no site oficial do evento. Sorte aos brasileiros e a todos os insanamente determinados que participarão desta prova.

domingo, 22 de novembro de 2009

Simulado de transição


Ontem rolou um super-simulado. Com uma turma grande que vai para o meio-iron de punta del leste, o treino seria de 2000 de natação, 90 de bike e 10 de corrida. Eu faria 80 Km. Saí as 6 da madrugada de carona com o Luiz, pois estava sem carro. Só mesmo por estar marcado fui com chuva forte, mas lá por ratones já estava limpando e começamos sem chuva.

O mar de jurerê estava uma maravilha, quente e totalmente calmo. Fui sem neoprene e foi show, fiz os 2000 em 41 min muito tranquilo. Aí saí pra transição e vi como sou lerdo ali, cheguei e estava cheio de bikes, quando saí já eram poucas, tem que melhorar.

Fui pra tentar os 80 Km com uma média decente, a pista estava molhada em certos pontos mas nada demais, sem chuva, apenas um vento sul fraco. Passei por uns e outros e lá pelos 20 Km na subidinha antes da unisul um da turma tinha tomado uma queda, era o José Geraldo. Fiquei ali pra ajudar a orientar as coisas, de grave tinha um corte profundo no queixo. Chamamos a ambulância e eu fiquei com a bike dele esperando o resgate do Roberto. Tudo levou mais de 40 min, e quando saí fiz as contas e encolhi o pedal, pois queria correr também e tinha que sair as 11:30 sem falta. Inventei mais uns Kms e fechei 60 Km junto com os primeiros que fechavam 90, aí saí pra correr.

Essa transição fiz rápido, 1:30. Incrível como saímos forte pra correr, quando vi que estava a 4:10 reduzi. Encontrei o Alexandre e seguimos numa média de 4:30-4:40 sem forçar demais, fechamos a primeira volta de 5 Km na barraca e eu catei um gatorade e nos mandamos pra mais 5, completando os 10 Km em 46 min. A bike fechou a 31 km/h e a corrida a 4:40/Km.

Beleza de treino, dalí o resto do dia foi bem agitado, mas o dever estava cumprido :-)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Calendário de corridas em Santa Catarina

Aí pessoal, olha só que legal. Direto do blog do Lucena: http://www.corridassc.com.br/

"O site Corridas em Santa Catarina tem como proposta ser um local onde os corredores de rua de nosso estado encontrem informações sobre TODAS as corridas que aqui se realizarem.

Como corredor de rua (nossa, falando assim me sinto quase um Wanderley Cordeiro...) resolvi construí-lo pois estava cansado de procurar em dezenas de sites espalhados pela internet, as corridas que eu pudesse participar.

Se você tem o mesmo problema, espero ajudá-lo a participar do maior número de provas possíveis. Se isso acontecer, meu objetivo terá sido atingido.

Contamos com o apoio de todos os corredores para nos manter informados sobre corridas que ainda não estejam cadastradas no site."

Bem que podia ter um REtwitt aqui :-)

Corrida-relâmpago


Não foi tão rápida, mas pra lerda não serviu. Fechei o longo da semana com 19,3 Km em 5:09/km@144. O temporal que se armou aqui em Floripa as 16 horas com ventos de até 80 Km não trouxe a chuva esperada, e saí as 19 e pouco num baita calor. Entrei na beira-mar e fui com vento em popa até o koxixos, aí quando voltei a água começou a cair e refrescou legal junto com o vento na cara.

Lá pelo trapiche corria sobre a grama a tropecei feio num pedaço de concreto semi-enterrado. Caí com as mãos mas um reflexo rápido me fez dar uma cambalhota de lado e terminar o tombo sentado. Esfolei as palmas e a lateral da perna mas tudo bem, levantei da lama e segui correndo. Ninguém viu, pois estava tudo deserto.

Muito legal foram os raios. Enquanto não chovia o ar estava claro e os raios eram plenamente visíveis, estilo árvore muito fortes, caindo direto no mar. Quando choveu era só o clarão branco aluminando o céu noturno desta quinta-feira.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Treinos do final de semana que já passou

Semana moderada, enforquei os treinos de quarta e sexta em prol das confraternizações de fim de ano. Sábado fui pra transição, cheguei atrasado pra nadar e não vi ninguém, nem unzinho. Entrei no mar e fiquei dando tiros até a bóia de 200 mts, aí vi uns braços voltando, o pessoal tinha ido nadar paralelo a praia. Fechei apenas 1500 mts para não atrasar e poder correr também.

Me fui pra bike e pedalei o tempo todo com o Luiz Otávio, fechamos 50 Km e aí vi a feirinha de equipos usados que a Ironmind organizou. Fiquei por lá e acabei comprando um suporte pra caramanhola traseiro da xlab da Sílvia, aí ficou tarde pra correr.

Domingo depois de pouco dormir saí pra tentar fazer uma transição. Fui pra lagoa, pois o Hélio saiu com o Diogo e a Cínthia para fazer uma volta à lagoa pelo norte e eu iria tentar encontrá-los. Pra variar saí uma hora atrás e fui em perseguição virtual que não deu em nada, pois além de ser impossível subir o morro da lagoa decentemente com a relação que a minha speed tem, eu estava muito podre. Andei bem nos retões do rio vermelho e só, cheguei tão cansado que não fui correr depois de exatos 80 Km bem morrentos. Aqui tem o treininho.

Hoje fui pra um moderado de 12 Km corridos a 4'40''/km numa boa, que deveria ter sido ontem. No próximo sábado tem simulado completo lá no taikô, vou lá pra fazer a transição de 2000+80+10, quero ver no que vai dar. O povo tá todo inscrito para o meio-iron de punta del leste. Eu não sei direito porquê mas fiquei de fora, agora já era. Poucos vão pra pirassununga, eu também não. Na verdade este resto de ano tem a meia-maratona de blumenau e o xterra aqui em Floripa para então entrar em recesso natalino e começar pra valer no ano novo.

Mundial de 70.3


Novamente um campeonato mundial é vencido na corrida. Desta vez o alemão Michael Raelert saiu do mid-pack para vencer com uma meia-maratona impressionante de 1h9min. O resultado final foi de 3:34:04. Como é que pode uma prova de meio-ironman ser feita neste tempo minúsculo ? Não consigo conceber. O pior é que descobri espantado recentemente que já tem ironman abaixo de 8 horas, 7h50 e poucos. No femino, a campeã também bateu as 4 horas. Vão ser rápidos assim lá nos raios... Acho que mediram o percurso errado :-)

Parece que a briga pelo sexto lugar foi boa... Notícia aqui e resultados oficiais aqui.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Treino da uva-passa

Muito atribulado ontem estava , pedalar e nadar não fui. Como diria o mestre Yoda, a paciência uma virtude é. Dormi pouco, almocei mal hoje mas insisti em fazer o longo de corrida. Cheguei em casa faminto e aí comi demais, resolvi descansar para esperar assentar a massa e cochilei por 40 min. Acordei e saí pro treino sem tomar mais água e além disso não levei uma garrafinha - gel nem pensei pois estava ainda empanzinado.

Fui pros 20 Km na cara e na burrice, e lá pelos 12 já estava sedento por demais, todo ensopado de suor. Acelerei com vento a favor pra criar vento, aí voltei mais devagar com o vento contra e no parque de coqueiros já estava tropeçando nas pernas, tomei uns goles numa torneira que achei lá e segui bem lento até em casa, quase andando o morro de itaguaçu. Fechei 19,5 @ 5:36/min, pois não registrei os primeiros 500 mts: o GPS ficou doido no começo, reclamou que não achava satélites no meio da rua, nunca vi disso.

Entrei em casa, enchi uma jarra com água gelada e gelo e tomei tudo de uma vez sentado na sacada com a ventania sul na cara, aí sim comecei a deixar de me sentir uma uva-passa.

domingo, 8 de novembro de 2009

Resumido da semana, depois do descanso do praias e trilhas

Esta semana foi a retomada depois do descanso do praias semana passada. No sábado fui pra uma transição parcial, pois não levei a roupa de borracha, aí fiquei de molho no domingo na praia. Segunda corrida 16 de leve, e então terça e quinta forcei na natação, os tempos estão um pouco menos piores.

Quarta fiz o longo de corrida moderado, pois estava muito quente, parecia que o verão estava com pressa. Na quinta também encaixei uma bike de 1 hora antes de nadar e na sexta foi o intervalado, 2Km+6x1@4min/km+2Km. Ontem apenas pedalei 50 Km bem lerdos, estava com uma moleza ou preguiça muito estranhas. Hoje não sei se rola algo, pois o verão saiu correndo pra frente fria e chuvosa que tá chegando aqui.

Falando nisso, engraçado como a semana pós praias não precisei forçar descanso, estava bem exausto mesmo e foi natural parar um pouco pra recuperar as pilhas.

Como melhorar a maratona no Ironman

A maratona é onde normalmente o bicho pega mesmo para excelentes corredores. Fui dar uma pesquisada nisso nesta semana, e na Triatlhete deste mês tem um pequeno artigo bem interessante.

Uma coisa que eu estranhei no início dos treinos este ano foi que sempre havia uma corrida pequena, 5 ou 6 Km, depois dos longos de bike. Muito esperto, deixava de lado esta corrida e aumentava um pouco o regenerativo da segunda-feira. Logo fui corrigido pelo Roberto, aprendendo que aquele mesmo era o objetivo: começar uma corrida com as pernas moídas, apenas para ensinar o esqueleto que ele tem que correr depois de pedalar muito.

O artigo fala também que uma milha corrida em 'pernas cansadas' depois de muita bike equivale de três a cinco milhas em pernas novas. Sem enfatizar os números, dá pra concluir que correr depois de pedalar além de ensinar a pedalarcorrer como uma coisa só, ainda reforça algum mecanismos oculto da adaptação.

Outro ponto que eu achei curioso é que fala claramente que não adianta segurar na bike esperando com isto ter um melhor desempenho na maratona. Cita atletas de elite no Hawaii este ano, mas insinua que isso vale também para amadores - Craig Alexander provavelmente não faria uma maratona de 2:35 ao invés de 2:45 se tivesse feito a bike em 4:55 ao invés de 4:37. Mas e o Colucci ?! Será que não teria melhorado um pouco se não tivesse forçado tanto na bike este ano ?

Tem outas coisas interessantes também que valem a leitura, resumindo:
  • Fique forte na bike: é onde tem que se concentrar boa parte do treino
  • Realizar transições bike-corrida pelo menos semanalmente, a kilometragem da corrida não precisa ser alta
  • Não exagerar em intervalados de corrida (pelo tempo disponível para o restante dos treinos)
  • Controlar a ingestão de alimentos na última hora da bike, para evitar revoluções estomacais (mas cuidar da hidratação)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Resultado praias e trilhas 2009

Então, estes são os resultados oficiais da edição 2009 do Praias. Meu tempo oficial ficou em 6:06:13 no primeiro dia e 6:04:20 no segundo, totalizando 12h10min33seg para os 84 Km, ritmo médio de 08:38/Km. Categoria 2/14 e Geral 18/81.

A surpresa ficou por conta do Tiago, que emplacou 3o na categoria na sua primeira particiapação !!!
Mais notícias no blog da Cínthia e do Diogo.

Aqui estão os logs do GPS nos dois dias de prova. No primeiro fiz besteira e fui com o auto-pause ligado. O resultado é que as paradas eram removidas, e como dentro da mata o sinal fica fraco, quando perdia entrava em pausa e demorava a voltar, reduzindo a distância e o tempo.

dia 1 - Caieira até a joaquina.
dia 2 - Joaquina até ponta das canas.

Se tem alguma precisão, o desnível acumulado de cada dia ficou em aprox. 1150 mts, argh !!!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Transições rápidas

Vídeos interessantes sobre transição da natação para bike e bike para corrida.

T1: natação para bike



T2: bike para corrida


domingo, 25 de outubro de 2009

Trilhas da Ilha - Praias & Trilhas 2009

Mais um Praias & Trilhas e o resultado não poderia ser melhor. Largamos às 7:30 lá na caieira da barra do sul depois de madrugar às 4:00 . Trotamos no asfalto até pegar a trilha pra naufragados onde a coisa começa a ficar boa, aí então rumamos para o pântano do sul por trilhas bem íngremes e fechadas. Na vila do saquinho o primeiro posto dágua ajudou a aliviar o que seria um dia quente para a estação. Passei a solidão e encontrei o William que estava na praia dos açores e seguimos por um tempinho, até ele voltar pra acompanhar o pessoal

Depois disso a corrida no pântano do sul foi um alívio e a possibilidade de progredir rapidamente, deu pra mandar uns Kms a 5:30 e então chegamos no primeiro posto de alimentação. Lá o Aracajú e a Cínthia esperavam o Varela para trocar no trio e eu segui bem nutrido rumo à Lagoinha.

A Lagoinha do Leste é sempre especial, não me canso de admirar aquela praia lá de cima do mirante. Areia boa, mas vento terrível no nariz. As areias vinham voando rasteiramente e lixavam as canelas, o boné não podia ficar na cabeça. Quando começou a trilha para o matadeiro um carinha comentou que não aguentava mais pedras no caminho. Fiquei pensando se contava pra ele a realidade ou o deixava descobrir sozinho: essa trilha é a mais técnica de todas, pedras o tempo todo. Neste ponto eu estava me sentido tão bem que estava até preocupado.

Quase na praia ouvi uns passos e era o Aracajú que vinha turbinado, corremos juntos até o PC da armação onde a Cínthia se mandou e eu fiquei pra abastecer. Quando saí nas areias cruéis para o morro das pedras já quase não a avistava. Andei e xinguei bastante aquelas areias, até que cheguei no asfalto e tomei um caldo de cana e me enchi de vontade de detonar até a joaquina.

O primeiro Km foi uma festa, inteiro, abastecido e correndo sobre areias duras. Aí veio a constatação: maré cheia, ventão nordeste. A coisa se transformou num arrasto de dar dó, andar demorava e cansava muito, tentar correr era muito difícil e causava dores por tudo que é lado. Tudo realmente é relativo, pois os trios passavam fortes em pernas novinhas, as nossas é que estavam podres. Perto da praia do campeche a coisa sempre melhora, até me animei mas ao abastecer no posto dágua o fiscal me desiludiu: "a areia tá uma bosta até a joaquina".

Fui do jeito que consegui até a joaquina, lento que só, mas perseguindo uns da individual e tentando fugir de outros. Os trios passavam levantando poeira a despeito da meleca onde corríamos. Cheguei na joaca em 6h06min. Não quebrei, estava muito bem, mas a natureza contrabalancou a fisiologia com aquela areia e vento. De qualquer forma, estava intacto para mais um dia. Conferi na pesagem que o mundo livrou-se de 2,5 Kg de mim.

Logo depois chegaram os demais, Taty em 6h24min, Tiago em 7h05min e o Hélio e o Anastácio em 7h11min. Muito bem para um primeiro dia tão dureza. O trio chegou em 5h45min, a Cínthia voou nas areias, acho que catou uma vela de kitesurf no meio do caminho :-)

Toda a função de finalizar uma prova é duplicada pelo trabalho de se preparar para outra, pois assim que chegamos a idéia é recuperar o mais rápido possível para largar de novo em menos de 18 horas. Assim, segue-se massagem na fisioterapia, gelo nas partes doloridas, alongamento, muita comida, se mandar pra casa, lavar as imundices principais, descansar, dar sinal de vida pra família e preparar os equipos pro dia seguinte. Neste meio tempo ainda saí pra jantar com a Daiane e me atrevi a pedir um vinho, mas só tomei uma taça. Boa coisa resultaria disso, pra contrariar os céticos.

Aí então lá fomos novamente. O Rodrigo nos acompanharia neste dia e seguimos em dois carros até a joaca. Chegamos em cima da hora, pesagem obrigatória, checagem de equipos e larguei depois de alongar 30 segundos a perna esquerda, foi na estica.

O Anastácio correu descalço nas dunas, eu fui de tênis molhado do dia anterior e logo tinha duas milanesas nos pés. A despeito da avançada tecnologia goretex, vi uns corredores com uma idéia sensacional: amarraram saquinhos de supermercado nos tênis, assim livraram-se de todas as areias que entrariam nas dunas. Simplesmente arrancavam aquilo lá no campo de futebol no beco do surfista e pronto, pés novinhos em folha.

Segui na trilha junto com o Varela, atravessamos o costão da mole totalmente desprotegido. Quando chegamos na praia é que a organização veio correndo pra por as cordas, baita vacilo. Corri com o Varela direto até o topo do morro da barra, quando ele resolveu engatar a quinta e seguir alucinado morro abaixo, não consegui acompanhar nem querendo. Aí passamos na ponte da barra e chegamos no PC alimentar. Lá o Aracajú se mandou e fiquei a abastecer, levei umas bananas e bisnagas para enfrentar a grande praia.

Corri o moçambique todinho, a menos de uns 500 mts talvez. Estava muito bom no início e no final, com trechos ruins no meio. Mas engraçado como o desgaste pega, no início ia fácil a 5:30-5:40, no trecho final não baixava de 6:10-6:20. Vi o Aracajú entrar na trilha e só depois de 10 min cheguei lá. A trilha da ponta das aranhas mesmo bem seca tinha aqueles trechos de lama preta típicos, o que me fez chegar lá no santinho bem podre depois de corrê-la quase toda (fora as subidas, que àquela altura já eram proibidas por lei).

Falei com o William e me fui depois de tomar até sopa no PC. A trilha cruel que liga o nada a lugar nenhum, aquele morro entre o santinho e os ingleses, é o requinte do segundo dia. Subimos e descemos 160 mts em 1,5 km para avançar apenas 300 mts. Depois os ingleses, exatos 5 Km de areias perfeitamente planas. Ali percebi algo engraçado: entrei em regime permanente, a FC só ia até 152 e o pace não melhorava além de 6min/km, mas neste esquema dava pra ir embora...

Entrei na trilha da brava já aos 72 Km (fica mais legal reportar a distância acumulada total :-) e passei mais um cara de um trio, aí foi correr o que dava e chegar na praia. Parei um pouco no PC e segui pelo asfalto até o início da trilha para a lagoinha do norte. Sempre achei que aquela trilha era ferrada, impossível correr. Isso é relativizado pelo estado de exaustão em que eu sempre tinha chegado ali, mas dessa vez consegui correr bastante, até subidinhas leves, e descer melhor ainda. Quando saí do PC achei que estando em 5 horas com certeza dava pra fechar em menos de 6h30. No meio da trilha fui fazendo conta e quando vi já estava na descida, aí comecei a achar que dava pra reduzir o tempo do primeiro dia. Fui indo o mais rápido que podia, até chegar nas areias da lagoinha do norte. Lá era perto, mas não era o final.

Seicentos metros de praia depois outro costãozinho e uma trilhinha totalmente corrível e finalmente a praia da chegada. Corri tranquilo e finalizei em 6h4min, um split negativo no praias e trilhas, coisa linda. Berrei, soquei o pórtico de chegada e pulei no mar. Aí fiquei gelado, porque estava ventando, chuviscando e minha mochila estava no carro com o William, o melhor apoio de corridas que existe. O resultado foi 2 na categoria e 19 no geral, melhor do que a encomenda.

Dessa vez a alimentação foi perfeita. Nada de enjôos, vômitos, zonzeira, buraco no estômago. Tudo na medida certa. Acho que tô aprendendo. Já a dosagem do esforço não poderia ter sido melhor. É muito fácil exagerar nessas provas longas e sair muito forte, além de ser muito difícil não pensar em tudo o que falta lá no início. O segredo é a dosagem. E vinho na noite anterior :-p.

O Aracajú foi embora com a Cínthia e o Varela, chegaram novamente em 5h45min. Mantiveram o tempo no percurso mais difícil e ficaram em 4o na categoria, excelente estréia. Fui pra massagem tentar desemperrar as costas, a lombar estava um lixo. Também fiquei com uma dor no joelho esquerdo que sumiu depois de 20 min de gelo e alongamento. Nisso chegou o William e logo depois a Taty, conquistando o terceiro lugar geral no feminino.

Pra fechar com chave de ouro chegou um quarteto-único, composto pelo Hélio, Anastácio, Tiago e o Rodrigo. Os quatro fizeram o percurso todo juntos, muito show de ver na chegada, fizemos o maior barulho. Foi a primeira maratona do Rodrigo :-) Mais uma vez uma corrida pra ficar na história. Valeu pessoal !!!! Parabéns a todos os que se propuseram este desafio impressionante.

Assim que sairem os resultados oficiais e fotos eu publico aqui.

Somos um DeLorean ?!


É, aquele do Back to the Future inventado pelo Dr. Emmet Brown. Pensei nisso durante o Praias & Trilhas, num dos postos de alimentação. A prova é muito longa e eu evitei usar somente gel, já que a largada é muito cedo e acorda-se mais cedo ainda, logo o café da manhã vence rápido e a fome bate de verdade lá pelas 10 da manhã.

No posto do Santinho, por exemplo, eu cheguei depois de 12 Km de Moçambique e de 3 de trilha, bem faminto. Dada a pressa típica de competições eu parei nas mesas e engoli tudo junto: meio litro de coca-cola, água, dois pedaços de laranja, dois pedaços de banana, uma bisnaguinhas e um copinho de sopa de batata. É sério, tudo enfiado goela abaixo não levou dois minutos. Não tive absolutamente nenhum desconforto e saí correndo 'forte' a 5:50 e depois de 1 Km já estava subindo morrão.

O DeLorean era movido a lixo, bastava jogar qualquer coisa dentro que funcionava (só no segundo capítulo, no primeiro precisava de plutônio mesmo). Nós somos ultra-flex, é só jogar comida dentro e sair correndo. O combustível só não pode dar efeitos gástricos indesejáveis e tem que ser muito bem testado antes. Máquinas perfeitas, estes humanos.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Próxima parada: Desafio Praias & Trilhas 2009

É a competição mais bonita que eu conheço. Como vem gente do Brasil todo, ouve-se de tudo, que é a mais difícil, a mais longa. Com certeza é das mais bonitas que podem existir. Dureza é relativo. Não consigo concordar com comparação com o Ironman, agora que fiz os dois. São muito diferentes. Mas é punk demais o Praias e Trilhas.

A prova larga neste sábado as 7 da manhã na caieira da barra do sul e contorna o sul selvagem da ilha de santa catarina até a praia da joaquina, com 42 Km de trilhas, morros e praias. Muitas praias. Aí no domingo nos reunimos de novo para largar para o segundo dia na joaquina, rumo à ponta das canas, dessa vez com dunas no cardápio dos 42 Km, um dia depois do outro. Diversão garantida em 84 Km que contornam toda a ilha com apenas 6 Km de estradas.

Segunda-feira eu corri moderado, ontem foi descanso e hoje tem a última corrida antes da prova, um fartlek de 12 km. Amanhã é só nadar pra soltar. Vamos ver o que será com o treino aeróbico em alta e o específico em trilhas nulo, hehehe.

A AndarIlha vai participar em grande estilo, com Anastácio, Hélio, Taty, Tiago e eu no individual e o Diogo e a Cínthia vão no revezamento com o Varela. Sorte aos estreantes e juízo aos veteranos. Nesta edição meu objetivo é bem simples: terminar o primeiro dia direito sem quebrar no trecho final do campeche, no menor tempo possível no acumulado dos dois dias.

Detalhes da prova aqui.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Resultados do olímpico de jaraguá do sul

Fetrisc


Sob uma chuva fina e constante, foi realizado no sábado, em 17 de outubro, a V etapa do Campeonato Catarinense de Triathlon, com Triathlon Olímpico de Jaraguá do Sul. A prova centralizada no belíssimo Parque da Malwee, na distância olímpica, teve a participação de 120 atletas. Destaque para as alegres equipes de revezamento, atletas iniciantes na modalidade.

Os campeões da prova foram Igor Amorelli da Trial de Balneário Camboriu e Alessandra Rocio de Carvalho também da Trial. O nível técnico da prova foi bastante alto, em decorrência do ritmo imprimido por Igor Amorelli, um dos melhores atletas do Brasil, e Frederico Monteiro, santista federado em Santa Catarina e segundo colocado.

Com esta prova, o ranking fica definido para Alessandra de Carvalho. Já o masculino vai necessitar de uma conferencia mais apurada por parte da Comissão Técnica da Fetrisc, pois há vários atletas com pontuação aproximada. A prova contou com o apoio da Fundação Municipal de Esportes de Jaraguá do Sul e a Fetrisc está entrando com pedido junto á CBTri, para transformá-la em Campeonato Brasileiro em 2010.

Resultados gerais por enquanto estão aqui, abaixo os tempos oficiais:

Natação 29:33 (1:58/100m), ciclismo 1:22:12 (31,4 Km/h) e corrida 44:31 (4:27/Km)
Geral: 47/89
Categoria: 6/11

Pelo que vi o tempo da natação contém a T1 e o do ciclismo a T2.
Notícia original no site da FETRISC aqui.

domingo, 18 de outubro de 2009

Triatlhon olímpico de Jaraguá do Sul 2009 - parque da Malvee

Terceiro triatlhon do ano, mas lembrou um pouquinho corrida de aventura. A prova aconteceu debaixo de chuva na distância quase-olímpica - 1500m, 43Km, 9km, dentro de um parque exuberante em jaraguá do sul.

Saí de Floripa às 9 horas e consegui perder o simpósio e a entrega dos kits, mas consegui contactar o Alexandre (não pega celular direito no parque). Cheguei as 12 horas, almoçamos (a Daiane, eu fiquei olhando) e fui preparar a bike e equipos. As 13:20 entreguei a bike com o Arthur montado em cima de capacete na cabeça. Alí troquei-o para a motoquinha dele e ajeitei tudo, queria fazer as transições rápidas.

Largamos com pequeno atraso devido a colocação dos cones para o ciclismo. Comecei forte e levando bastante pernadas nos braços. A natação era um circuito com 3 vértices, repetido duas vezes. Na largada deveríamos nadar rumo a uma curva no lago, só tinha duas boinhas amarelas pequeninas, então fui indo na esteira sem ver direito pra onde até o primeiro vértice, aí a coisa espalhou e melhorou. Ótimo nadar naquele lago e ver mata por todos os lados ao respirar.

Saí da água quando dei uma braçada na areia (água limpa mas escura), aí me mandei já tirando o neoprene. Quando vi o tempo estava em 27:50, devo ter saído com uns 27:30, muito bom pros meus padrões lerdos de ultimamente. Fiz uma transição-relâmpago, só terminei de arrancar as pernas da roupa de borracha, botei capacete e pulei na bike - dessa vez calcei e descalcei as sapatilhas em cima da bike :-)

Saí pra estrada depois de passar num areião preocupante na entrada do parque. O ciclismo foi feito em estradas praticamente planas em 7 voltas de 6 Km. Comecei empolgado e logo as pernas reclamaram, aí reduzi um pouco no começo da segunda volta, quando já fui ultrapassado pelo Roberto. Fui passando e sendo passado e lá pela terceira volta o Alexandre me passou. Mantive uma distância máxima de 50 metros tentando balizar o ritmo nele.

Em determinado momento vi alguém na minha roda, colado. Vi que a bike era vermelha mas não vi quem era. Depois de 1 volta levantei do clipe pra tomar gel e a ciclista me passou, mas aí grudou na roda do Alexandre que nem chiclete. Assim foi até o final, no vácuo - proibido nesta prova.

Entrei no parque junto com o Alexandre e mais um cara de Curitiba e pulei da bike já correndo. Na transição quase não achei minhas coisas, um tanso tinha jogado a roupa de borracha sobre minha sacola e colocado a bike no meu suporte. Quando achei, botei o tênis e me mandei, mas 50 metros adiante a fiscal me mandou botar o número. Tive que voltar lá e desenterrar o número debaixo da roupa invasora e saí correndo de novo, quando após uns 30 mts vi água e resolvi tomar gel. Quel gel ? Tinha tomado os do bolso da camiseta e deixei os outros na bike. Voltei de novo, catei o gel e me mandei já desesperado. Transição desastrada é pouco pra descrever isto, a Daiane que estava fora tentando fotografar não entendeu nada.


Comecei a correr com a FC muito alta, mas logo vinham morros então foi assim mesmo, mas quando bateu 180 eu reduzi antes de entijolar as pernas de vez. Aí foi tentar manter o que dava nas subidas, que não eram curtas, mas quando descia dava pra voar. Depois margeava o lago e retornava para a área de transição, para então repetir tudo de novo, e então de novo. Nas três voltas da corrida percebi que forcei mais na primeira, dei uma reduzida na segunda e melhorei na terceira, fechando uma média de uns 4:43/km. Corri sem meia (outro fato inédito) mas um dedo do pé esquerdo pagou o pato nas descidas, pois esfolou até ensanguentar a parte externa do tênis.

Cheguei em 2h36min aproximadamente. Logo chegou mais um monte de gente, teve um sprint bonito e então a menina do vácou passou pra completar a segunda volta. Tomou uma bronca do Alexandre lá de cima que a fez ficar mais vermelha do que já estava.

Não vi resultado oficial, pois fui embora logo em seguida já que o Arthur estava sem roupas limpas (todas estavam sujas de lama) e exausto. Bela prova muito bem organizada num lugar lindo e com corrida difícil. Ano que vem se tiver estarei lá de novo.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Chegada da campeã do Ironman Hawaii 2009

Na verdade, tricampeã e nova recordista da prova. Pinçado do blog do Tuco, é realmente impressionante.

Intervalado punk pra começar o final de semana

Muitas coisas por fazer e aí só fui pro treino de sexta as 8 da noite. Pagaria o preço no sábado. Este treino era um intervalado bem forte:

2 Km aquecendo
4 x 1 Km @ 4min/km
10 x 400 mts @ 3:40/Km
2 Km solto

Os 4 tiros de 1 Km sairam ao redor de 4min/Km mesmo, o mais rápido a 3:58 e o mais lento a 4:03. Aí veio a série de 400 mts. Foi bem difícil manter um ritmo, pois é um trecho muito curto. Ficou entre 3:32 e 3:48 / Km. Depois foi soltar 2 Km até em casa, mas com as pernas agitadas, vim a 4:50 achando que estava lento. Fiquei com dor nos quadris e joelhos.

Sábado transição completa
1800 m de natação ritmada
45 Km de pedal moderados
10 Km de corrida fortes

Os 1800 foram em 32 min, já a bike foi meio dolorida e a corrida foi mesmo cruel. De novo, menos de 12 horas de intervalo e lá estava num treino de 10 Km @ zona 3, o que é bem rápido pra mim, saiu em 45 min. Voltei torto pra casa e no domingo fiz apenas 60 Km ao invés dos 80, mas saiu bem forte com média de 31,4 Km/h.

Hoje é dia de ficar com as crianças, se parar de chover vou no parque correr atrás do Arthur, mas é improvável :-)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Possível ou ideal ?


Pois é, o ideal era o treino progressivo ontem de 12 Km e os 2000 ritmados hoje. Mas ontem não rolou corrida de jeito nenhum, hoje pela manhã espanquei o despertador, aí foi o jeito inventar uma transição invertida de corrida e natação agora a noite. Só que tudo meio sem tempo, saiu apenas 9 Km fortes e 1500 variados com 4 séries de 50 no final pra acabar de vez com a carcaça. Possível então :-)

domingo, 4 de outubro de 2009

Treinos, trapalhadas e aprendizado

Sexta-feira saí na marra para o intervalado da semana, já que tinha furado as duas últimas. Tenho tido mais gosto neste tipo de treino só recentemente, e como dá pra notar os resultados, insisti. Saí de casa e desci para o abraão. Na frente dos campos de futebol pra alugar fui atacado por quatro cachorros 'sedentos de sangue' como diria o Jacó. Um deles foi mais atrevido e chegou a raspar no tênis - parecia um pitbul. Quando eu estava pensando em como é que iria chutar os quatro ao mesmo tempo, o dono os chamou.

Finalizado o aquecimento de 3 Km foram mais 3 séries de 3 Km com 2 minutos de intervalo, 2 em ritmo suportável e o último mais forte. O primeiro pedaço de 3 Km saiu a 4:21/Km, o segundo pegou mais vento a favor e foi a 4:15, mas o terceiro que deveria ser mais forte saiu a 4:18 com muito vento contra. Depois estiquei um km pra voltar ao normal. Um pouco depois do local dos cachorros da ida tinha umas árvores por sobre a calçada, normalmente corro de boné e não ligo raspar folhas na cara, mas passei por dentro das folhas e acertei a cabeça num galho mais robusto. Ainda bem que foi na parte ainda coberta, se fosse na testa tinha cortado. Como diz o ditado, onde há folhas, há galhos.

Ontem acordei a muito custo às 6:30, arrumei tudo e saí rápido pra jurerê para um treino de transição completo. Pouco antes de chegar lá me lembrei que tinha esquecido o capacete e o óculos de pedalar. Que porcaria... com chuviscos eu é que não iria sem capacete. Ainda tentei sondar alguém pra ver se tinha, aí o Roberto que disse que capacete e sapatilha tem que ficar grudados na bike, já viu gente perder prova por causa disto. Isso, sapatilha, esqueci também.

Bom, o jeito foi nadar. Fui pra 1000 de aquecimento e depois mais 4 séries de 200 fortes, todas a 3:30, totalizando 1800 mts em 34 min fora os descansos. Rumei rápido pra casa com a bike toda suja da chuva da ida, desmontei tudo e me mandei pra pedalar, indo até o aeroporto com retorno pela trindade. Os 47 Km foram bem lentos, mas encaixei uma transição de 3 min e fui pra mais 8 Km moderados/fortes novamente na beira-mar de são josé. No Km 3 me senti mole, mas tinha um gel e grana, aí tomei uma água de coco com o gel e continuei no mesmo ritmo, até sentir umas câimbras de leve nas duas coxas. Muito estranho, devo ter comido umas 4 bananas (potássio), 2 gels (sódio), água de coco (muito potássio) e ainda assim com câimbras. Passei a acreditar mais que trata-se de sobrecarga nos músculos, provavelmente devido aos tiros da noite anterior - o intervalo entre os dois treinos não deu mais de 14 horas. Fui administrando mas sem reduzir até em casa, ufa.

Desta vez usei o garmin 305 no modo multiesporte. Muito legal, você define a sequencia das modalidades, diz se quer transição e pronto. Para trocar os trechos aperta-se 'lap' - para sair da bike, depois para entrar na corrida - e os tempos das parciais são computados junto com as transições. Agora deu vontade de ter comprado o 310 XT :-) Aqui está a parte da corrida de ontem.

Hoje dei folga pro despertador e fui pedalar às 13:30 pra tentar o que fosse possível até as 16 horas. Saí para a BR-101 norte e fui até a entrada de governador celso ramos com muito nordeste contra, mas na volta lavei a égua com trechos planos a 44 km/h sem muito esforço. Foram-se mais 67 Km com média de 27,5 totalmente sem intervalos comerciais.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Fartlek longo coletivo

Fartlek é um treino variado, onde o esforço varia propositalmente meio sem rumo, visando picos e baixos. Uma boa idéia é correr nos morrinhos, escadarias e praias de coqueiros. Hoje rolou um treino diferente, não fui sozinho pra variar. Marcamos às 18:15 no trapiche para uma volta ao morro, chegamos todos ao mesmo tempo e com a mesma camiseta comprida do desafrio.

Vento sul forte, muito forte. Pra desespero do Hélio iniciamos para o norte, o que contradiz a norma de que volta ao morro começa pelo sul. Saímos de leve e o vento omni da beira mar nos atingiu no nariz. Subimos a passarela do cic e pegamos uns trechos esquisitos no transito pesado da trindade. Aí começaram os morrinhos do pantanal. Desci o morro do armazém vieira totalmente na banguela, o melhor pace já registrado foi alí: 2:52/Km :-). Aí entramos na ciclovia sul por um par de KMs e então nos morrinhos da prainha. Com vento a favor, o trecho rápido do treino começou.

O primeiro Km saiu a 4:52 com os morrinhos e então entramos na beira mar com tudo. No último Km eu e o Tiago disparamos. Não foi um Km constante, foi progressivo começando a 4:30 e acabando a 3:38, fechando a 4:14. Bom pra completar 17 Km gelados, estranhamente hoje a temperatura estava em 10 graus. Aqui tem o roteiro do treininho de hoje. Foram 16,9 Km em 1:30, média de 5:22/Km@140 bpm.

sábado, 26 de setembro de 2009

Intervalado no mar batido

Hoje a natação foi das mais punks possíveis. Não sei porque, mas ultimamente estou achando que tem uma âncora comigo na água, sei lá. Saímos da praia para uma volta na bóia de 250 metros, fechando 500. A instrução era sair correndo da areia, passar a arrebentaçãozinha golfinhando e nadando pólo e então encaixar até a bóia. Lá tinha que mirar no ponto certo, voltar, sair na areia e começar tudo de novo.

Na primeira volta saí da água bem tonto, demorei pra voltar e fiz a segunda volta lerdo. Depois melhorou e sairam as últimas duas com mais facilidade. Tinha correnteza de esquerda e o mar estava mexido com o nordeste, o que, acrescido da minha âncora, foi casca. Fechei em 36 min.

Depois transição lenta e bike de 45 Km no gás contra vento de todos os lados. A favor era fácil 45, 46 Km/h. Fechei em 1h26, média de 32. Pouco antes de acabar engoli um gel e saí pra corrida de 6 Km com o morro do forte no meio, fechando bem em 30 min.

Deu um total de 36'+1h26'+30min para 2000+45+6.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Resultados da corrida de aventura do Sesi

Dígitro vence Corrida de Aventura do SESI/SC

A equipe da Dígitro A, de Florianópolis, venceu 7ª edição da Corrida de Aventura, evento realizado pelo SESI/SC no domingo, dia 20 de setembro, no sul da Ilha de Florianópolis. O grupo completou o circuito de trekking, rappel, ciclismo, arvorismo e canoagem em 3’54”54. A prova, que valeu para classificação local e estadual, teve um percurso de 15 km e contou ainda com a participação de 33 equipes. Notícia completa aqui.

Os resultados estão abaixo. O tempo final encolhe pois o cronometro parava durante a equipagem para o rapel e arvorismo. Reparem na diferença da chegada das duas primeiras equipes :-) Breve vem algumas fotos.

ORDEM NºEQ EMPRESA PENALID TEMPO CHEGADA FINAL
11 DIGITRO A
04:08:51 3:54:54
33 DIGITRO C 00:12:00 04:08:46 4:11:21
13 ELETROSUL A
04:32:41 4:18:45
26 OLSEN
04:48:09 4:21:19
12 DIGITRO B 00:12:00 04:20:08 4:24:24
14 ELETROSUL B
04:35:29 4:26:18
27 REIVAX A
04:45:51 4:31:39
28 REIVAX B
04:53:15 4:32:26
6 CEBRA B
04:48:53 4:34:27
10º 31 TRACTEBEL B 00:40:00 04:13:10 4:43:20

Pancadaria é bom para os joelhos

Estava meio cansado de ouvir que treinar (correr) muito iria detonar meus joelhos. Os mais desesperados afirmam que em mais uns anos os joelhos vão pifar definitivamente. Algumas experiências interessantes refutam estas idéias: alguns amigos que tinham joelho ruim quando sedentários, hoje correm e pedalam muito com o mesmo joelho, e nada de dor ou qualquer problema. O negócio é manter o bicho em uso.

Fui dar uma pesquisada rápida e vi que atualmente alguns estudos apontam justamente o contrário: correr é uma atividade de impacto, e isso fortalece os ossos e articulações. Claro que aqui presume-se que não há nenhum tipo de lesão prévio, seja adquirida ou congênita. Muita coisa acontece no submundo bioquímico-motor, mas em resumo, a ingestão de cálcio e proteína e o estímulo do impacto colaboram para o fortalecimento dos ossos e tendões. As lesões normalmente estão associadas à musculatura frágil, o que desequilibra tudo, e à exageros extremos.

Obviamente a dose é o segredo - a diferença entre remédio e veneno normalmente está na quantidade :-).

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Corrida de aventura do Sesi - curtinha mas divertida

Foto do Fernando Varela

Outra prova de que tamanho não é documento foi esta competição. Juntamos 3 equipes da Dígitro (eu achava que eram duas até sexta-feira) e fomos participar da 7a corrida de aventura do Sesi junto com outros 31 times. A prova largou da praia dos açores as 9 da manhã depois de uma plotagem acelerada dos 18 (!) PCs.

Tinha PC demais, de início não entendi aquilo mas no primeiro já saquei. Como era curta (largou dos açores e chegou na lagoa do peri), os PCs ficavam bem escondidos e aí estava o truque para não transformar a prova em simples questão de performance. O PC1 ficava 800 mts depois da largada, no meio das duninhas da restinga dos açores. Bem enfiado no meio dos arbustos, todos perderam um tempinho pra achar. Aí o PC2 era mais um pouco à frente antes do pântano do sul, também numa caverna arbórea. Depois dois PCs virtuais e a trilha da lagoinha do leste para começar (esta praia feia que tem aí na foto do blog). Entramos na trilha e logo fomos passando umas equipes e já não víamos mais a equipe do Dariva/Aracajú/Tiago/Alex, só a outra da Dígitro, composta pelo povo do Rodrigo.

Um PC deveria ser entre o mirante e a trilha da ponta da felicidade e nós chegamos lá bem na frente, embolados com outra equipe. Fui subir no mirante e vinha um descendo dizendo que não era alí, aí sem pensar muito concordei (coisa que não se faz) com o outro navegador e segui até a bifurcação, quando concluímos que tinha que ser lá no mirante mesmo. Voltei com o Vilson correndo e a Beth e o Cristiano vieram caminhando, batemos no mirante e seguimos mais uns 10 metros e lá estava o fiscal escondido. Nessa hora chegaram trocentas pessoas tentando acessar o PC numa trilhinha minúsculas. Saímos dalí o mais rápido possível e tocamos pra praia. Na descida, alguém de outra equipe se deu mal - cabeceou uma árvore e estava todo ensanguentado - mas não precisavam de ajuda.

Na praia outra busca pelo PC6, bem escondido nas trilhinhas do canto direito. Ali embolaram muitas equipes e todas as 3 Dígitro se acharam de novo. PC assinado fomos pra ponta norte, mas antes passamos no PC7 no meio da lagoa, que foi atravessada para anotar o PC. Lá o Dariva se foi pela margem oposta e nós voltamos para a margem leste, rapidamente alcançando o final da lagoa já próximo ao mar. Alí o PC 8 deveria estar. Corri um pouco, fucei e achei o PC em primeiro lugar. Empolgadão, vi o Vilson vindo e já assinei, aí chegou a tractebel e outra equipe também. Voltei feliz e já quase entrando na trilha pro matadeiro o Fred grita lá de longe que a fiscal tinha feito uma observação sobre a equipe não estar completa. Meio joão-sem-braço-com-consiência-pesada eu já tinha pensado nisso, aí reuni a equipe e fomos lá de novo e arrumamos tudo.

Rumamos pro matadeiro em 7o ou 8o mas logo o Dariva chegou e nos passou com o Tiago dizendo que estava 'sobrando', aí nós passamos a equipe do Rodrigo e seguimos atrás das outras. Quase chegando na praia alguém de outra equipe falou algo sobre 'deixar passar' a moça que vinha na nossa equipe (ela era a única entre as primeiras equipes). Bastou pra Beth ligar o Nitro e sair feito louca passando os caras, corremos atrás e juntamos na tractebel novamente, logo o cara se arrependeu :-). Quando pisamos na areia vi a primeira equipe lá no final da praia, era o Aracajú navegando rumo ao PC 10. Chegamos no rio do matadeiro e o irmão do Bona estava lá com gatorade, o que muito nos ajudou, pois eu estava entalado com biscoitos e a Beth com um pouco de câimbras, além do Cristiano estar com o tanque já meio vazio. Tocamos rápido até a ponta do matadeiro, assinamos o PC embolados com a tractebel e fomos em perseguição aos líderes.

Chegamos a subir pra estrada da armação, mas na frente da igreja o Fred notou um ponto na planilha que proibia estrada (mas era na linha do PC2), na dúvida resolvemos ir pela água (não tinha praia). Aí quando a areia reapareceu vimos o Tiago lá ao longe entrando à esquerda. Não tive dúvidas em seguir o nativo, mas quando vi que iria pela estrada até o peri, voltamos pra praia (mesmo assim ainda achei que ele sabia de uma trilha no meio da restinga).

Nos conformamos ao arrasto até o morro das pedras, no pior trecho de areias pra correr da ilha inteirinha. Eu puxei com o máximo de cuidado pra não quebrar ninguém e chegamos um pouco à frente da tractebel, 3 minutos atrás dos líderes.

Na sede do parque, o trecho de MTB foi uma piada: uns 700 metros dando a volta no estacionamento. E só. É, só isso, e eu ainda levei a minha bike - lá tinham várias da organização. Neste ponto rachamos as equipes em duas, uma dupla ia pro caiaque e outra ia correr, rapelar e fazer arvorismo indoor.

Foram-se a Beth e o Vilson pra usar os braços e segui com o Cristiano pra achar o PC 15 para rapel. A coisa embolou muito na sede do parque, tinham 6 PCs num raio de 100 metros, não há instrumento de corrida de aventura que tenha uma precisão assim (eu deveria ter levado lapiseira 0.3mm). O 15 era distante, então até lá foi fácil, mas usei a bússola (pois não lembrava do monte de bifurcação que o Tiago sempre pegava nos treinos).

Achamos a torre de observação e o Dariva e Tiago estavam a equipar, com a dupla da tractebel logo atrás. Todos rapelados, subimos e o Cris esqueceu o capacete lá embaixo - teve que descer e subir :-). Fui rapelar rápido, só dei dois pulos, mas no segundo bati com a perna na estrutura da torre, nada grave. Reagrupamos embaixo e voltamos o mais rápido possível, em 3o. Perdi a bússola. Fiquei puto, lá se foi minha suunto novinha em folha.

Sede do parque de novo, veio a dupla terrestre da tractebel dizendo que não achou o PC. O meu estava mal plotado, eu não sabia mais se era igual ao 18 ou ao 14, era um borrão só. Fomos indo mais um pouco e logo voltavam o Dariva e Tiago perdidos, agrupamos e fomos caçar o arvorismo, obviamente procurando entre as árvores. Descobrimos o circuito dentro do prédio-sede, uma estrutura de uns 3 andares oca no meio. Lá montaram uns quatro percursinhos e lá fomos nós equipar de novo, briga de equipes Dígitro-AndarIlha :-).

Terminamos e fomos pro PC 17, atividade cognitiva. Lá tinha um quebra-cabeça pra montar. Pronto, ferrou - odeio isso. O Cristiano começou, o Dariva e Tiago já estavam lá com o Aracajú. Quando a Beth e o Vilson chegaram dizendo que adoravam quebra-cabeças, o fiscal interrompeu dizendo que a dupla que começa termina sozinha. Depois alguém viu a instrução, discutiu e outro fiscal disse que era atividade da equipe. Juntamos as equipes inteiras a montar o puzzle.

A maior adrenalina da corrida foi ali, uma equipe olhando pra mesa da outra, até que o Dariva berrou que tava pronto e se mandaram. Mais 5 segundos nós acabamos e saímos feito loucos atrás deles. Eram uns 80 metros até o pórtico, nem sei se valia correr ali, mas quando alguém me viu correndo babando gritou pro Aracajú correr e todos os oito saíram em disparada. A equipe do Tiago/Dariva/Aracajú/Alex chegou na frente e a nossa em segundo. Não vimos onde foi parar a tractebel.

Depois vimos que a equipe do Bona chegou em 4o lugar. Fechamos 3 dos 5 primeiros com as três equipes inscritas, um fenômeno ! Corridinha divertida, todos curtiram. Ficamos lá na mesa de frutas a conversar e consertar as avarias e então dispersamos. O Thiago apareceu com uma bússola na mão - era a minha achada no meio da trilha !!!!

Faltam fotos do Varela e resultados oficiais.

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Pós-fatos: tempos contados, pcs virtuais verificados, penalidades aplicadas: nossa equipe ficou em primeira - Beth, Cristiano, Vilson e eu. A tractebel teve uma penalidade. A equipe do Dariva, Tiago, Aracajú e Alex ficou em segundo depois da penalização pela estrada com a Eletrosul em terceiro e quinto lugar. Em 4o mesmo com uma penalidade que não sabem a causa, ficou a outra equipe Dígitro com o Bona, Mário, Rodrigo e Thiago.

Semana da pesada

Fazia tempo que eu não fechava uma semana tão disciplinada. O volume tá baixo, mas foi meio puxada: no domingo foram os 80 Km de bike seguidos de 6 Km de corrida. Segunda foram 12 Km leves mais uma musculação enrolada, terça encaixei 25 de bike e natação longa, 2000 direto. Aí quarta foi o longo de 16 Km num ritmo moderado, quinta musculação decente e corridinha de esteira (eca). Sexta fui fazer o progressivo de corrida, 12 Km com 4 Z2, 4 Z3 e 4 Z4 - nos finalmentes na subidinha pro bom abrigo bateu na Z5, e tudo fechou meio no desespero.

Sábado foi treino de transição completo no taikô, com 1800 de natação lerda em 33 min, aí 48 Km bem feitos na bike, com muito trecho contra vento a 35 Km/h e então corrida de 5 Km forte. Nesse trecho botei o morrinho para a praia do forte no meio do percurso, já que em jaraguá do sul tem um morro na corrida. Saiu ardido, mas os 5 Km ficaram em 4:38min/km.

Domingo pra fechar teve a corrida de aventura do Sesi. Mas aí é pro próximo post, já, já.

domingo, 13 de setembro de 2009

Registro da semana

Semaninha chuvosa, não rolaram muitos treinos, mas os que sairam foram bons. Na terça fui nadar, 300 aquecendo bem leve e depois 1500 direto em 30:14, fechando com mais 200 pra soltar. O s 1500 estão empacados na casa dos 30 min, não foi forte mas pra mole não serviu.

Quarta a chuva pegou e perdi o longo, aí fui quinta com chuvisco mesmo depois do dentista. Programei o garmin para 15 Km @ 5min/Km e me mandei. Foi moderado, fechando os 15 Km @ 4min52seg, muito bom.

Sexta não saiu nada além de uma musculação fuleira, me preparei todo pra sábado e amanheceu uma chuva danada. Aí sábado a noite combinei o longo com o Alexandre. Acordei sem despertador as 7:50 e vi um raio de sol no meio de muitas nuvens baixas. Não dei muita bola, arrumei tudo com calma e saí as 9 em ponto, encontrando o Alexandre na baía sul. Rumamos para o sul e logo o sol saiu, entramos na estrada para a tapera para fazer km, fomos até os açores e voltamos com vento em popa pra descontar da ida. Voltei por coqueiros leve e saí pra correr depois de tomar um gel doado pelo Alexandre (só hoje de manhã fui ver que estou zerado de suplementos). De pedal foram 80 Km em 2h50 e na corrida 6 Km em exatos 30 min. Quando entrei no prédio o porteiro se espantou de me ver chegando depois de ter saído as nove da manhã e perguntou se eu não estava cansado. Eu estava era bem pra caramba, beleza de treino.

sábado, 12 de setembro de 2009

Travessia Anitápolis - Urubici

Travessia de montanha há muito planejada, tomou forma rapidamente e com quórum recorde. Combinamos toda a logística por email para uma travessia de Anitápolis, aos pés da serra, até Urubici, lá em cima. O Adriano, íntimo que está das cidades serranas, armou o transporte de Anitápolis até o início da trilha do índio, que sobe até o campo dos padres. O Dariva cuidou do transporte numa van de 15 lugares até Anitápolis e de Urubici pra Floripa no final da caminhada, durante o feriado da independência.

Saímos da praça de Anitápolis abarrotando uma kombi e uma bandeirantes rumo sul pelas estradinhas fantásticas para bike. Em poucos trechos tivemos que esvaziar a kombi para permitir a subida nuns trechos de pedras, mas os carros, incluso o pálio do Flávio, chegaram sem problemas até bem perto do início da trilha.

Reunimo-nos para ajeitar os equipos aos pés dos paredões e começamos a subida lá pelas 11 da manhã, tendo saído de Floripa às 6:30. Subida curta mas forte e bem empinada, tinha belos visuais e muita mata, entrecortada por córregos cristalinos. Depois de uma hora e pouco, duas no máximo, chegamos no alto do campo dos padres, com desnível de aprox. 600 metros. Lá paramos para descansar e almoçar, reagrupar o povo depois da subidona e nos despedimos do Flávio e da Patrícia, que voltariam tudo no meio das núvens para seguir pela 282 até Urubici.

O William-gps e o Aracajú-tex começaram a navegar rumo a um local para acampar nas margens do Canoas, mas o Dariva logo fui fuçando caminhos no meio dos campos e em pouco tempo chegamos num belo local pra acampar, plano, protegido de vento e na beira do rio. Antes das 16 horas o campo-base já estava pronto e logo seria hora de começar a preparar a comilança.

O Sérgio se foi rumo a uma colina para fotografar com mais horizonte e ficamos a preparar fogo, o Hélio parecia um lenhador trazendo galhos secos e troncos caídos para a fogueira, já tendo recrutado o Hugo para a função também. Antes mesmo de anoitecer o Dariva já comecou a preparar o super carreteiro do jantar e acendemos a fogueira numa noite totalmente limpa, e relativamente fria - atingiu 5 graus.

Domingo cedo o Cesário já tinha se atirado no gélido Canoas, desmontamos a cidade de barracas e rumamos para a cachoeira do Canoas, aquela explorada ano passado. Escondemos as mochilas um pouco antes e nos mandamos pelas estradinhas antigas e trilhinhas até a borda do peráu que mostra todo o esplendor da fantástica cachoeira. Embascados, já planejávamos uma ida por baixo no verão, num baita canyoning, vamos ver se sai mesmo.

Retornamos para o caminho, com navegação perfeita (dessa vez não toquei no GPS) numa caminhada já mais longa neste dia. Encontramos uma convenção de búfalos, passamos pelo acampamento do ano passado e seguimos nos campo. Uma garoa leve nos fez parar na casa caída para almoçar. Quem tinha capa cobriu as mochilas, anoraks em cima e tocamos para logo caminhar sem chuvinha de novo, essa foi a única aparição de água celestial durante a pernada. A coisa estava ficando mais pesada. O Anastácio declarou que acamparíamos em qualquer lugar até as 16 horas no máximo. No meio da trilha sem lembrar direito da distância até o canion do espraiado, nosso alvo do dia, concordamos. Calculamos uns tempos e chegamos antes na bifurcação que subia rumo ao espraiado, as 15:40. Lá reunimos e decidimos subir um pouco, ali era muito podre pra acampar. Subimos e em poucos minutos já dava pra ver o canion. O Tiago e o Hélio juraram que enforcariam alguém se não tivéssemos ido lá, tão perto que estávamos.


Chegamos no início da trilha para o canion com um ventinho forte. Facções queriam acampar ao redor da casa que havia ali, mas sem dar muito tempo pra pensar, o outro bando começou a descer rumo aos penhascos. Logo nos vimos nuns charcos ventosos, que não pareciam muito acolhedores, pulamos uma cerca e seguimos. Mais embaixo vislumbramos o campo-base perfeito, pertinho de um rio, num lugar mais baixo e plano. O Sérgio e o Tiago se mandaram para ver os Cânions, armamos a cidade novamente dessa vez já as 17:45. Alguns poucos destemidos se atiraram no rio para desinfecção geral, eu me limitei a lavar as partes mais podres.

Um belo fim de tarde depois de um dia todo nublado coroou o pedaço mais duro da travessia. O Fábio fez belas fotos e novamente arrumamos a fogueira e o jantar (nós quer dizer o Dariva). O fogareiro deu um pouco de trabalho, mas o Aracajú habilmente descobriu e sanou o problema na bomba. A meia noite o céu abriu totalmente, parecia dia com aquela lua cheia. Um pouco de vento agitou as coisas, e uma pataca de capim bem embaixo do meu isolante térmico me manteve semi-acordado boa parte da noite.



Às seis da madrugada o falatório comecou e logo estávamos todos sonolentos andando até as beiradas do espraiado para apreciar o astro-rei acordar. Espetacular. O Tiago novamente foi até o dente de tubarão, eu fiquei pelas primeiras bordas e o pessoal se espalhou. O Sérgio fez mais um monte de filmes, e todas as câmeras sofreram de amnésia preventiva com tanto a fotografar

Retornamos ao acampamento, o Fábio e o Cesário ainda foram mergulhar numas piscinas mais acima no rio, e às 9 em ponto o Anastácio deu o sinal pra começar a pernada de volta à civilização. Subimos, pegamos a estradinha e descemos tudo até o vale do canoas, chegando no refúgio as 12:30. A van estava marcada para as 13. As 13:30 o Fábio puxou o telefone satelital e conseguimos falar com o motorista, que estava 'perto'. Nos abrigamos da chuvinha que começava numa varanda de uma casa e as 14:30 o transporte apareceu. Voltamos para a cidade, largamos o Adriano e o Dariva que voltariam pra casa com as respectivas e pegamos a estrada, com a continuação de blackjack no DVD da van. Engarrafamentos, desvios, largamos o Tiago em santo amaro e chegamos na Dígitro às 19 horas.

Fim de uma expedição excelente, diferente, tranquila, revigorante e divertida. É realmente um privilégio indescritível poder perambular pelas highlands catarinenses dessa forma, durante três dias sem ver rastro de gente. Até breve.

Todas as fotos são do Sérgio, realmente excelentes. São as únicas que me chegaram às mãos até agora :-), pois não levei fotografadeira.

Aqui o vídeo do Hélio: