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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Duathlon Blumenau 2017 - cada segundo conta

Mais uma prova de Duatlhon em Blumenau. Diferente de 2014, dessa vez fui sozinho sábado a noite depois de um dia bem divertido. Acordei cedo e pedalei 70 km com o Rodolfo e o Cassol na varginha, que é pra preparar as pernas pro desespero. Depois fui pra festa da família no colégio do Arthur e ficamos até o fim da tarde. Daí fui direto arrumar as tralhas, trocar as rodas da bike e partir pra Blumenau, onde cheguei as 21h azul de fome. Por sorte tinha um restaurante no hotel e por lá fiquei.

No domingo acordei e fui tomar um café mínimo, dado o exagero alimentar da noite anterior. Do hotel, 5 minutos até a área de transição, onde já encontrei todo mundo e achei o Fabrício e Décio pra me ajudar a encher o pneu que não enchia.

A largada era a uns 300 m da transição, e fiz um aquecimento leve lá evitando começar muito forte para preservar o tendão de aquiles afetado. Alinhei bem na frente e quase fui atropelado na largada, baita povo louco. Havia também revezamento e identificava os indivíduos dessa categoria pelo calção de corrida.

Apesar do esforço o ritmo estava lastimável. Fiquei bem pra trás, o que significa uns 40 ou 50 segundos do segundo grupo, então comecei o pedal sozinho. Logo encontrei dois caras e veio o Juliano, um ciclista de Rio do Sul com sangue nos olhos. Segui revezando o que conseguia com ele por metade da primeira ida e a volta toda. No retorno vi que estávamos bem longe do primeiro grupo e não tanto do segundo. Seguimos forte até a área de transição, onde fazíamos um mergulho em descida, curva e logo uma subida de elevado, onde deixei o Juliano escapar, desgraçadamente. Quase explodi as pernas e vi o cara se afastando, afastando até sumir :-). Porém eis que no retorno já estava bem mais perto do segundo grupo, e tentei forçar mais um pouco.

Acabou que não consegui chegar mas aproximei legal. Saí pulando num pé só na transição, achei que não daria pra correr dada a dor no calcanhar direito. Mas isso durou só os primeiros passos, logo calcei os tênis e saí em disparada.

Ritmo igual a primeira corrida. Pelo menos tem alguma vantagem não conseguir correr forte, que é não morrer na segunda corrida hahaha. Achei por bem forçar logo de cara pra ver se chegava em alguém, e cheguei em alguns ! Vi o Fabrício e Gabriel próximos e bem a frente, o Rodolfo lá na brigando com os primeiros e tentei ganhar umas posições. Nos últimos 700 m veio aquele pensamento maligno "how bad do you want it ?!" e apertei o passo tudo que dava. É aquela história, se 1 segundo dá uma posição, porque não apertar o torniquete até o máximo ?!

E deu certo. No funil final estava embolado com mais 4 atletas, todos sprintando. Passamos o pórtico embolados e fiquei feliz. Depois fui ver no resultado que chegaram dois atletas em 1:00:35, eu e mais outro em 1:00:36 e mais um em 1:00:49. Incrivelmente o atleta no mesmo segundo que eu era da cat 40-44 !

O Fabrício ganhou a dura categoria 35-39 com maestria, tá correndo demais o camarguinho ! Já o Rodolfo pulou de nível e está lá na frente dando trabalho pra Elite, simplesmente detonou na prova, correu junto o tempo todo, incrível !

Baita prova, mostra que cada segundo conta, e quando se quer, só acaba quando termina ! Até a próxima. Track do garmin aqui.

Assim sendo acaba o campeonato catarinense, com vitória na categoria 40-44 :-)

Descanso antes da pancadaria :-D

Tudo nosso HAHAHAHAH

Ciclismo excelente
Pedal furioso, boa potência, 39,4 de média num percurso perfeito e ondulado

Chegada nervosa hahahaha
Fotos foco radical, Fabrício, eu e o Vini que pegou a foto no piquenique, valeu !

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Duathlon Fetrisc São José 2017 - como auto esfolar-se a si próprio

Duathlons são provas fantásticas. Fiz a primeira na pedra branca em 2011 e peguei o gosto. Como normalmente acontece no inverno, é legal pra dar uma variada das provas longas e complexas de triathlon, pois no duathlon a transição é de uma simplicidade absurda, além de fundamental se a prova tiver vácuo liberado. Completando as vantagens, o alto percentual do vo2max com a qual a prova é executada é um bom teste, calibrador do limiar de sofrimento, e como proferido recentemente, é uma excelente forma de melhorar a capacidade de auto esfolar-se a si próprio. Sim, porque fazer a prova bem feita, independente do condicionamento de cada um, dói, arde e dá uma sensação de desespero razoável.

A prova de ontem foi a primeira etapa do campeonato catarinense, novamente na beira mar de São José. Nas distâncias de 5 km de corrida, 20 de bike e mais 2.5 de corrida, foi um dia bem rápido.

Eu cheguei cedo pra pegar a bomba de pé do Fabrício emprestada, já que destruí a minha no sábado. Arrumei a bike e fui aquecer - até ficar suado, pois aprendi que aquecimento tem que suar em quantidade razoável. Alguns estímulos de velocidade por 30 segundos, uns educativos e em 10 minutos estava pronto.

Largamos alucinadamente. Como bem disse o Duks, o fotógrafo destas fotos fantásticas, parece uma prova de crianças. Pois nelas os pequenos largam sem medo, dando o máximo desde sempre, como se não houvesse amanhã.

E realmente não há. A corrida inicial é no máximo, não sei se sairia uma corrida solo de 5 km melhor do que foi. Comecei com o grupo de frente mas logo deixei desgarrar, estava muito rápido e o km inicial virou em 3:22. Daí em diante o grupo começou a esfarelar e formamos outro grupo com o Fabrício e o Ivan, mas logo espalhamos novamente. No retorno estava a uns 20s do pelotão dos líderes, o que era bom pois só faltavam 2 km, embora naquela intensidade isso signifique uma eternidade.

Entrei na transição e executei tudo com perfeição, até pulei na bike correndo ao sair pro pedal. Porém fiz uma mágica com o pé direito, consegui enfiar os dedos por cima do velcro de baixo, ficando com o calcanhar dentro e os dedos pra fora da sapatilha. Arrumei e o Rodolfo passou, junto do Lucas, que ficou arrumando algo na saída da T1. Formamos um belo grupo, junto do Ivan e mais o André.

Fizemos a bike bem rápida, só atrás do primeiro grupo. Um pedal tenso e divertido. Não sou acostumado a pedalar em grupo, ainda mais naquela velocidade e com retornos apertados. Saiu NP de 259 watts e AVG de 238, bem distantes em função das retomadas e vácuo, mas ainda assim IF de .93 foi bom.

Na entrada pra T2 eu acabei esquecendo de sair da bike e parei com ela no meio das pernas. O grupo escapou mas fiz a transição rápida, porém algo aconteceu. Fiquei ofegante e quando vi estava parado do lado da bike com os tênis calçados e o capacete na cabeça. Por instantes fiquei ali olhando o pessoal se distanciar, até que arranquei o capacete e fui atrás. Não sei que diabos aconteceu. Talvez uma tentativa do cérebro de descansar um pouco, sei lá. O diafragma estava dolorido de tanto respirar kkkk.

Saí correndo e lá na ciclovia lembrei de dar o lap, e então comecei a correr morrendo, afogado e desesperado, pensando em como seria horrível ter que andar em 2.5 km, ou pior, me jogar na grama pra recuperar o fôlego. Porém em uns instantes avaliei tudo e vi que não tinha dor alguma, era só o esforço se fazendo presente, então mirei no cara da frente e comecei a apertar o ritmo, embora muito pouco de prático acontecesse. No retorno concentrei mais e consegui aproximar do André e ultrapassá-lo, mas não consegui chegar no Cléber e muito menos no trio Ivan, Rodolpho e Lucas, que correram absurdamente bem e chegaram embolados em 6o, 7o e 8o, 45 segundos à frente. Pelo tempo, correram no mesmo ritmo da primeira corrida.

Acabei em 1h00min16seg, um tempo excelente e o melhor neste tipo de prova. Não olhei pro relógio em nenhum momento. A corrida 1 foi excepcional, uma das melhores já feitas. Não deixo de ficar feliz e impressionado, pois nada de velocidade foi feito nos últimos 3 meses. Como diz o mestre Roberto Lemos, o corpo vai aprendendo, a experiência ajuda, a referência já existe, e a gente vai evoluindo. O pedal foi alucinante mas não tão forte por ser com vácuo, mas puxei bastante e fiquei feliz. Já a segunda corrida foi como correr com as pernas depois de passar num moedor de cana. Algo estranho, mas muito interessante. Estou lendo um livro sobre psicologia do esporte e parece realmente que a cabeça faz as pernas trabalharem mais quando realmente importa, sou obrigado a concordar com alguns dos efeitos estudados ali.

Agradecimento especial à Fetrisc por organizar essa prova tão bem. Excelente pra reunir os amigos no quintal de casa pra uma brincadeira séria num domingo de manhã. Obrigado e parabéns ao Duks pelo excelente trabalho de cobertura fotográfica, e a todos os atletas por fazerem parte dessa festa. A próxima etapa é em Blumenau dia 27 de agosto, pra quem quiser ir brincar já sabe quando e onde.

Resultados oficiais no site da fetrisc, ou aqui. Link do garmin aqui.

Galera boa !

O Manente e o Duks podem ensaiar o quanto quiserem que nunca mais conseguem um foto como esta !!

Nunca tinha estourando espumante no pódio hahah, então fiz todo mundo esperar eu abrir a garrafa

Primeira corrida. Havia passado o Ivan e logo depois ele devolveu

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Vídeo do Powerman 2015 Florianópolis

Uma prova sensacional... vale a pena ver de novo :-D !

sábado, 5 de setembro de 2015

1ª Etapa do Catarinense de Duathlon - São José 2015

Sem mais delongas sobre as ardências de uma prova de duathlon, já tem bastante coisa escrita aqui no blog :-). É muito legal repetir uma prova para efeitos de comparação. Diferentemente do triathlon, o duathlon tem um constância maior das condições no mesmo percurso pela ausência do mar, e dessa vez o dia foi bem parecido, sol bonito, pouco vento e temperatura agradável mas um pouco quente pra agosto.

Ver a evolução sempre é algo bom. E numa prova curta e rápida, as melhoras são poucas mas perceptíveis. Foi a prova mais rápida de duathlon que já fiz, 1h01min17seg, mais rápido que blumenau onde entrei num pelote forte.

Mas o legal foi a percepção, sempre boa. A recuperação então foi excelente.

Largada forte como sempre, saí com os Fabrícios, Neto e o Luiz, socamos a bota nos primeiros metros e logo a coisa se estabilizou até o km 2, quando chegamos no Fabrício Oliveira que estava escapado. No km 3 seguramos e o Fabrício Abido ficou um pouco.

Entrei na transição com 3:33 de média, muito bom. Muito ofegante mas nada anormal, sai pra bike junto com o Neto e Fabrício e consegui perdê-los ! Incrível, mas engatei o pé direito e quando fui enfiar o esquerdo derrubei a sapatilha e pesquei com o dedão. Uns 20 segundos foram suficientes pros caras abrirem e aí saí desesperado.

Fiquei uma volta esgoelado ao máximo e na segunda fui pifando, achei melhor deixar do que me matar, não teria jeito de alcançar o massaranduba num pelote. O Fabrício estava uns 500 m atrás no máximo, pensei em esperar mas resolvi seguir mantendo o ritmo sem apertar nem soltar. No fim das contas saiu uma potência legal, IF .93 quase constante, mas queria chegar em 1, pois em prova muito curta achei que deveria dar. Talvez pelos 90 km de sábado, corrida forte, canseira da tarde toda na escola do arthur ou moleza mesmo saiu .93, mas já foi bom !

Voltando à contagem de voltas, na quarta o Fabrício e o Eurico vinham chegando e o pelote à frente estava lá longe, consegui a proeza de pedalar 100% do tempo sozinho hahaha.

No final da última volta o Fabrício chegou e aí entramos na T2 juntos. Avisei da entrada, escaldado que estava do ano passado quando passei reto, e aí esqueci de tirar a sapatilha. Tirei um pé na verdade e tive que sair correndo calçado, o Fabrício esqueceu também e saíram duas toupeiras tamancando na T2 kkkkk.

O Neto e o Fabrício Oliveira já estavam longe mas saí forte, acabei conseguindo passar um cara que pedalou com eles e mais nada, corri sozinho do mesmo jeito que pedalei. E gostei disso, não teve ritmo alheio e não saí muito estragado. Boa prova !

Uma clima muito legal essas provas locais. Uma baita experiência encontrar os amigos pra sofrer um pouco, um dia legal e mais um pódio, 1o cat e 7o geral. Gostei mesmo. A galera arrebentou, ironmind dominando os pódios, Julia 2a geral, Guilherme 3o cat, Fabrícios campeões da categoria, eu idem, Vitória 5a geral. Povinho que treina.

Vamos ver se vou encarar a segunda etapa na prova curta do powerman dia 27 de setembro, provavelmente sim. Ah, link do garmin aqui.

Saindo da T2

Pódio da 40-44

A prova era com vácou :-) ;-)

Deixei a bike perto do massaranduba e corri com ele, mas consegui perder o bonde

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

2ª Etapa do Catarinense de Duathlon - Blumenau

A última vez que eu tinha ido a Blumenau pra correr foi a primeira, na meia-maratona de 2009. Ontem voltei lá pra visitar minha prima e correr a segunda etapa do campeonato catarinense de Duathlon, novamente nas distâncias 5 - 20 - 2,5.

Fui no sábado e me enrolei todo pra achar o local (muito fácil, mas difícil debaixo do dilúvio que caiu no fim de tarde e sem GPS). Cheguei lá o simpósio havia terminado, mas o Puma me explicou todos os detalhes e me entregou o kit que havia retirado pra mim. Tudo aparentemente tranquilo, fui pro hotel e saímos pra jantar, a Daiane e o Arthur foram no sushi e eu comi salmão com batata doce.


Acordei às 6, tomei café com suco de laranja (não façam isso jamais antes de prova intensa) e fui pro complexo esportivo do Sesi. Que lugar sensacional, tem pista de atletismo emborrachada, piscinas olímpica e semi, quadras de tudo que é jeito, alojamento pra atletas, e espaço pra todo lado.

Estacionei, tirei a bike e enchi os pneus. Dei uma voltinha e encostei a máquina no carro, fui arrumar umas tralhas e um barulho de vazamento de ar chamou minha atenção. Pensei logo, "Ih, alguém furou o pneu.." mas vi que não tinha ninguém perto. Encostei o ouvido e era o traseiro. Incrível, que beleza ! Mas era cedo, e chegar cedo é pra imprevistos, então troquei tudo calmamente. Só que tive que lançar os dados. Tinha duas câmeras na bolsa: uma remendada com um pedaço de remendo descolado e outra estranha. A estranha estava 'nova', mas quando enchi pra ver formou uma 'coisa', tipo um batata enfiada dentro da câmera, ou então parecido com uma sucuri depois de comer, com aquela protuberância no meio do corpo da cobra. Escolhi a remendada.

Aqueci legal e fui pra largada. Alinhei na frente mas a largada era em curva, então depois da buzina me vi entalado entre a pista e o canteiro central da rotatória, saí dali rápido e soquei a bota. Corri forte até ver a subida e lembrar que o Puma tinha dito que a ida era subindo e a volta descendo. E era tudo subida, leve mas subia.

Foram duas voltas, no final da segunda passei o Fabrício e fui chegando perto do Luiz. Só conhecia esses dois mesmo na prova hehehe. Pouca gente de Floripa, o pessoal da ABTRI dominou a prova. No último retorno deu pra ver que tinha mais de uma dúzia de atletas na frente.

Entrei na T1 e saí rapidamente, pulei na bike sem parar dessa vez e segui rápido pra alcançar alguém. Demorou um km e cheguei no Luis, aí mais alguém veio, revezamos um pouco e apareceu mais um e aí lá perto do retorno chega o Fabrício, que seguiu puxando em perseguição ao primeiro pelotão, estávamos no segundo e o grupo foi crescendo até começar a andar como uma massa única. E andava, 45-48 no plano, subindo rápido e descendo alucinado. Tive um susto na curva, quase fui pra outra pista por ter entrado muito rápido.

Foi um pedal tenso. Não tenho tanta prática em andar forte em pelotão e o percurso não era trivial. Acabei puxando quase nada e ficando lá atrás, confortavelmente sendo rebocado pelo pelote. Coisa absurdamente mais fácil que é pedalar desse jeito. Não dá pra entender ou aceitar quem anda em pelote em prova sem vácuo, mas isso é assunto pra outro texto. Aquilo ali não é o seu pedal, é o do grupo, e sozinho você não faria aquilo, sacou ? Claro, em prova com vácuo essa é a ideia e é mérito seu se meter num pelote forte, tem que nadar ou correr bem antes e tem que saber pilotar a bike minimamente.

No final da segunda das três voltas dois caras do pelote enroscaram os guidons e caíram em cima de um outro que vinha em sentido contrário. A 'sorte' é que foi bem num topo, então o encontro foi com a menor velocidade possível. Os três se estabacaram e logo depois vi outro atleta sendo atendido pela ambulância. Só tinha visto strike maior em caiobá em 2012. A coisa continuou tensa mas eu arrisquei comer um gel. A terceira volta foi mais forte ainda e o pelote começou a esfarelar próximo à transição. Não deixa de ser um movimento social interessante um grupo desconhecido competindo entre si se ajudando mutuamente dessa forma. Que nome tem isso Vagner Bessa ;-) ?

Voltando à prova, saí pra segunda corrida atrás do Luiz, Fabrício e do Chico de Jaraguá. Passei o Luiz na subida e no retorno estava totalmente embrulhado lembrando com frequência crescente do suco de laranja. Repito: não tome suco de laranja antes de prova intensa. Em garopaba eu já vomitei em cima do aerodrink.

Voltando de novo, arranquei a faixa do monitor cardíaco e comecei a descida, era apenas uma volta. Logo o Luiz passou e abriu, fomos chegando no Fabrício mas a coisa terminou assim mesmo, sem alterar posição desde o pelote.

A área de dispersão estava excelente, frutas, isotônicos e chopp. Em Blumenau, não poderia faltar. Depois de tomar Whey e comer umas coisas tomei dois copos. Tipo assim, um R4 feito na hora :-). Tinha também um stand com garmins à mostra e pude ver o Fênix 2, o próximo brinquedo na lista dos desejos. Organização excelente, local excelente, percurso que não é de graça, tudo nota dez.

Aí fomos pra premiação, pelas contas e conversas eu havia ficado em décimo e 1º na categoria, e assim foi. Quando começou é vi os troféus, uns canecos de vidro impressos com os dados da prova, muito, muito legal. Finalmente um troféu ÚTIL :-).

Buenas, depois foi encher mais um pouco de chopp no troféu, tomar e ir pro hotel pegar as tralhas e de lá pro almoço com a família toda, um baita dum dia !

Deveria ter ficado só nisso
O rio, passamos sobre ele numa ponte no ciclismo
Dia azul cedinho
Não começou bem mas terminou muito bem
O isotônico dos campeões 
Não há troféu mais útil
Deveria ser eu aí, hahaha

terça-feira, 12 de agosto de 2014

1ª Etapa do Catarinense de Duathlon - São José

Estouro da manada
Aconteceu ontem a primeira etapa de Duathlon da Fetrisc. Eu já disse aqui e repito, é a prova mais ardida que existe. Arde da garganta até as pernas. E aí lá fui eu de novo. É incrível como uma prova onde fazermos a primeira corrida quase no limite ainda pode ter uma bike forte e outra corrida forte depois. Não sei se 5 km solo sairiam muito melhor do que saíram ontem.

A prova foi na beira-mar de São José, a dois km de casa. Fui pra lá pegar o kit e fazer o checkin da bike às 7:00 e preparei tudo rapidamente. Só a bike com capacete e sapatilha, duathlon é prático ;-). E também deixei uma GoPro a bordo e filmando, então teremos um filminho.

A largada foi instantânea depois dos avisos de percurso e regras, quase não tive tempo de apertar o start. E aí foi pancadaria pura, fiz questão de não olhar muito o relógio mas quando vi 3:10 de pace assustei. Mas não reduzi propositalmente, deixei a coisa ir acontecendo regressivamente como tem que ser nessas provas. O bolo dos líderes ficou lá na frente e eu fiquei isolado e fui catando alguns atletas. O percurso era metade na pista e aí entrava para a ciclovia (esse track contém a T1, só dei o lap já em cima da bike). Entrei na transição bem perto do Fabrício e certo de que pegaria um pelote bom dessa vez (prova COM vácou). Fiz a transição rápida e saí desesperado. Mas não consegui ficar nem perto do cara, e aí um grupinho já se formou lá.

O bom é que dessa vez ninguém me passou e ao final da primeira volta alcancei um cara que viria a ser o Luiz de Jaraguá do Sul. Seguimos revezando sozinhos, ninguém chegava e o grupo grande à frente só se afastava. Uns sustos com pedestres e um carro aloprado no meio dos cones e o pedal seria tranquilamente esgoelado se não fosse a asneira fantástica que consegui fazer.

Preparando uma transição rápida, descalcei as sapatilhas bem antes. Quando o Luiz foi descalçar eu saí do vácuo pra não ter que frear e como ele ficou um pouco eu segui. Firme e forte, alucinado e perdido. A contagem das voltas estava certa, só não lembrei de pensar onde era a entrada para a transição. Vi quando passei na frente da transição porque alguém gritou, depois vi que era o pai do Yago que vinha na roda e passou reto também. Fiz a volta e vi que a saída do estacionamento estava mais perto do que a entrada, então fechei os 360 graus e entrei ao contrário na T2, me enchendo de elogios.

Larguei a bike e saí possuído, logo vi o Luiz a uns 150 m e alguém vindo colado. Comecei sentindo as panturrilhas queimarem e fui arrefecendo o ritmo naturalmente depois e alcançar o Luiz e outro atleta, aí segui como pude pra fechar a prova. A constância dessa corrida só pode ser comparada ao meu amigo Milton Bender. Não acredito que o pace foi exatamente o mesmo a cada lap hahaha.

Cheguei sem sprintar, o Yago me passou a metros da chegada mas não reagi com medo de explodir alguma coisa. Corridinha no limite. Como era dia dos pais, a Fetrisc fez tudo rápido e umas 10:30 já estava rolando a premiação. Fui pro topo do pódio da cat 40-44, muito bom ! Gostei muito mesmo, de tudo. Corridas boas, transições rápidas e bike inteligente (exceto a parte estúpida, claro). Mas é pra fazer de vez em quando... arde muito :-). Mas acho que vou fazer outro em setembro hehe.

Não achei nenhuma foto ainda, nem do pódio. Mas segue um videozinho pra ver como é a brincadeira. Agora é polimento de verdade. Uma semana light e então a Maratona de Santa Catarina domingo dia 17. Vou com tudo. Torçam por mim :-D.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

XI Duathlon Pedra Branca FETRISC


Concentração !

Pela terceira vez seguida corri o Duatlhon da Pedra Branca, e vou correr sempre que puder. Adoro aquele lugar, o visual da pedra no fim de tarde é sempre show nesta época do ano. E uma prova intensa é bom pra agitar o esqueleto.

Saí de casa apressado sem almoçar, com café da manhã reforçado às 10:00. Cheguei lá e a entrega do kit tinha fechado, fui com o Sérgio falar com a Naida e pegamos as coisas e fomos entregar as bikes. Aqueci e fiquei com fome, mas fui demovido da ideia de atacar a padaria a menos de uma hora da largada. Mas comi um gel e tudo bem, como 'almoço' só tinha tomado duas medidas de accelerade. Deu certo, corri de estômago vazio e foi muito bom já nada deu "sinal de vida".

Primeira corrida
Aqueci até que legal, alonguei e percebi o vento onipresente. Alinhamos pra largar e lá se foram os loucos apressados. Muito intensa a largada. Segui junto do Sérgio e mantivemos um pace puxado mas suportável, bem constante, Fechou 3:46 para os 5,1 km e fiquei feliz. Entrei na transição e tentamos seguir o Massaranduba na bike, seria uma roda potente. Mas o cara deu três pedaladas e sumiu de vista ;-).

Tocamos a pedalar, novamente com os morrinhos que tinham sumido em 2011. Eram sete voltas de um circuito bem técnico, que começava plano e logo subia dois morrinhos em série e então despencava dois em cascata, fazia uma curva fechada, aí uma retinha e outra curva fechada e então uma reta mais longa pra finalizar. Tudo multiplicado por sete. Seguimos revezando um pouco o vento e fechamos o pedal bem forçado, com média baixa devido ao circuito. Mas o negócio foi puxado e eu saí dos 19 km de bike com as pernas pesadas. Os gráficos ficaram engraçados, só de olhar já dá pra saber a quantidade de voltas no circuito ;-).

A única reta, mas com vento contra

Segunda corrida, também propaganda de ônibus
A última corrida de 2,8 km seria o teste final. Nunca consegui correr bem esta parte, dava uma queda considerável em relação à primeira. Só que desta vez corri tudo exatamente no mesmo pace da primeira, coisa impressionante. Não sofri tanto quando no ano passado, embora o esforço tenha sido bem grande não era aquela sensação de "vou morrer a qualquer hora". As médias de frequência cardíaca ficaram altas também, mas dentro do previsto (ou sem bater no teto).

Bela prova que incentiva o esporte verdadeiramente, com uma categoria infantil muito legal de ver. Breve vou levar o Arthur para brincar lá. Corri com o Sérgio o tempo todo, conseguimos manter um ritmo muito bom na corrida e revezar na bike. Fechamos em 1h7min. Resultados oficiais aqui neste link.


Missão cumprida
Saiu um segundo lugar na categoria e décimo quarto geral, gostei. Mas gostei mesmo foi da corrida e da sensação de esforço. E também de pedalar relativamente bem no domingo e correr segurando o ritmo hoje. Vou contar um segredo pra vocês: acho que foi o vinho tinto devidamente ingerido na sexta-feira à noite e as 10 horas de sono subsequentes. Tenho que fazer mais experimentos. A confirmar.

Créditos: Todas as fotos do Geraldo Gai, exceto a última da chegada que é do Hermeto Garcia.

domingo, 14 de agosto de 2011

X Duathlon Pedra Branca

Largada
Neste sábado à tarde aconteceu na Pedra Branca a décima edição do Duathlon da Fetrisc, nas distâncias de 5 km de corrida, 19 de ciclismo e 2,5 de corrida. Um dia de sol e calor de verão que há tempos não dava as caras por aqui ditou o tom na prova, que foi de alto nível e muito rápida. No ano passado com os morros eu tinha fechado em 1h11min, neste foram 1h02min de fogo na garganta.

Retiro o que eu disse sobre a prova do GP inverno. Essa sim é uma prova de explosão e nunca me matei tanto assim em evento algum. Deu uma fc média absurda já na primeira corrida (183), e a máxima bateu no teto. O calor colaborou bastante, mas a mania de sair forte também. As parciais dos primeiros 5 km foram um exemplo de inconstância: 03:23 03:45 03:57 03:59 04:23. A última está contaminada pela T1, que foi horrível.

Bom, a largada atrasou um pouco e largamos às 15:30 depois de uma espera de desidratar ao sol. No local da largada não batia vento, que estava reservado ao percurso do ciclismo. Todos alinhados e últimas instruções da organização e então a buzina.

Saí forte aproveitando o levíssimo declive e então no primeiro retorno, quando estava bem junto do primeiro grupo, bobeei no contorno do cone e todo mundo se mandou. Fechei o segundo retorno esgoelado e então na volta tinha um ventinho pra refrescar. A FC estava muito alta e não tinha tido água ainda, a boca estava seca e a garganta queimando demais, nunca comi serragem mas acho que a sensação era parecida ;-). No fechamento de primeira volta tinha água e sequei um copinho inteiro. Soquei a bota mais um pouco e alcancei um pequeno grupo e fomos juntos até a entrada na transição.


Deixei a bike posicionada bem no final da T1 e corri até lá no mesmo ritmo que vinha da corrida. Uma bike estava caída pra cima da minha, fui tirar e caiu o capacete da outra. Catei e botei no lugar, saí rápido e antes da faixa de 'monte', o fiscal achou que eu ia subir na bike. Fui dar bola e passei da faixa correndo, e então a idéia genial: pulei com as duas pernas em cima da bike num impulso só. Iria ganhar um segundo ! Só que o pedal girou e a sapatilha direita raspou no chão e soltou. Freei com a dianteira e a roda traseira levantou. Parei, soltei um palavrão, tomei bronca da fiscal, voltei 5 m pra pegar a sapatilha e então calçar na mão. Quando consegui começar a pedalar, o grupo que veio da corrida já estava fazendo a primeira curva lá na frente. Devem ter ido uns 20 s pro espaço. O problema não é esse, mas sim ficar sozinho. A saída era com vento na cara, e na ânsia de alcançar o pelotão o que consegui foi quase vomitar a coca-cola que tinha tomado pouco antes de largar.

Segui desesperado e logo comecei a ferver de verdade. Lembrei de beber água. Catei a caramanhola que estava no sol há pelo menos uma hora. Delícia tomar aquela água morna. Tenho certeza que pegava uma corzinha se jogasse um sache de chá dentro. Em 3 minutos a boca estava seca de novo, como se estivesse colada. Fiz duas voltas sozinho e então alcancei um cara que aparentemente estava esperando um pelote passar. Grudei na roda dele, não consegui nem passar para puxar, aí consegui dar uma acalmada. Chegou outro e empelotamos em três por uma volta e meia, quando veio um pelotão mais forte e levou todo mundo embora e eu sobrei. Comi um gel e foi horrível beber água quente em cima, quase vomitei de novo. Dali em diante não fiquei mais no clipe por um tempo, tive medo de voltar tudo com a cabeça baixa.

Comecei a puxar sozinho, já tinha me reestabelecido da corrida e dado uma baixada legal na FC. Forcei um pouco mais na quinta e sexta voltas, mas o pelote que tinha se formado não puxava, então continuei na boa pra começar a preparar para a segunda corrida, até que veio um mais rápido eu grudei na roda pra fechar o ciclismo. Entrei na área de transição alucinado e saí achando que estava arrebentando, quando vi o ritmo lerdo. Tomei mais uma água e joguei outra na cabeça e então comecei a encaixar uma corrida mais decente e assim fui até o fim. No úlitmo km ainda mirei em alguns atletas, não para passar porque estava muito longe, mas apenas para focar o pace e conseguir melhorar um pouco.

Fui pra área de dispersão, falei com os amigos, bebi dois gatorade direto e comemorei ! Vou dizer uma coisa, essa foi ardida. Que coisa ! Forcei demais mas não quebrei (acho que não dá tempo), mas passei um perrengue no começo do ciclismo.

Depois peguei a bike na transição e saí voando pra casa pra ir no encontro da galera da AndarIlha. Em 1h20 eu cheguei da prova, guardei tudo no carro, fui pra casa, tirei a bike e equipos do carro, tomei banho e dirigi mais 15 km. A correria não acabou na pedra branca ;-).

Depois falei por telefone com o Ferreira e parece que fiquei em 2º lugar na categoria e ele em quarto, muito bom ! O calor estava grande e o nível da prova visualmente mais alto que no ano passado. Não sei a geral, mas acho que entre 20. Ah, como fui sozinho, a foto é do facebook do Lucas Helal ;-).

domingo, 22 de agosto de 2010

Triathlon sem água, mas com topo do pódio

Nunca tinha feito um Duathlon. Apesar dos treinos de transição recentes, prova mesmo nenhuma. Ontem sábado 21 saí para ajeitar a bike na CentralBike e logo depois fui almoçar às 11 horas. Já alimentado, arrastei o Adriano para me levar até a Pedra Branca, local da nona edição do Duathlon da FETRISC, válido pelo campeonato catarinense.

Arrumei tudo e nem tive tempo de dar uma volta no percurso da bike, só fiquei ouvindo sobre o tal morrinho que teria. Achei e conheci pessoalmente o Marcelo Ferreira, legal encontrar pessoalmente essa galera de atletas do mundo virtual. Fui preparar a transição e depois encontrei com o Adriano e com o meu pai, que foram lá ver e fotografar. A largada foi com o infantil, muito legal ver a gurizada começar no esporte.

Uma coisa me deixou cheteado, um menino que foi dos primeiros a sair pra bike. Ele foi montar na bike e o pedal girou em falso, a corrente havia caído. O guri era bem pequeno, e ficou lá tentando segurar a bike e ajeitar a corrente. Perguntei se poderia ajudar, e não poderia. Ele ficou um baita tempo até conseguir resolver o problema, e saiu quase em último. Sei que é regra, mas no infantil não sei não. Um guri daqueles não conseguiria trocar um pneu. Se no ironman tem apoio, porque ali não poderia ter ao menos no infantil ? Isso poderia traumatizar o pequeno triatleta, sei lá.

Depois das crianças nós largamos. Seriam 4 voltas de corrida, depois 7 de ciclismo e mais 2 de corrida, fechando 8,1 km de pernada e 19,2 de pedal. Larguei forte pra caramba mas logo um grupo se destacou lá na frente. Como teria um povo fazendo a prova do Sesi com 2,5 km de corrida - 10 bike - 2,5 corrida, foi confuso acertar o ritmo. Quando o Sérgio da Ironmind me passou no final da primeira volta surtei quando vi o ritmo instantâneo, 2:58 numa leve descida de uma pontezinha (pra padrões normais, o percurso era plano). Reduzi mas fechei o primeiro km em 3:36 com a garganta queimando. Fui encaixando o ritmo e acabei mais consistente antes de ir pro pedal.

Fiz uma transição rápida mas não consegui grudar em nenum pelotão. Na verdade, não vi pelotão nenhum. A volta tinha 2.7 km e um morrinho bem chato em dois estágios. No início foi difícil baixar o batimento, as pernas ardiam e o peito queimava no esforço de alcançar umas pessoas lá na frente, o que eu não consegui. Eu não conseguia acompanhar ninguém, pois em quem eu chegava o ritmo era mais lento, quem me passava no plano eu pegava na subida mas não acompanhava na descida. Tinha uma descida kamikaze, as duas primeiras vezes desci freando bem. Umas curvas em cotovelo também me faziam reduzir bem a velociade. Nunca tinha pego um percurso técnico com essa bike e fui bem conservador para evitar um encontro mais íntimo com o asfalto.

Os três primeiros colocados me colocaram uma volta. Na verdade os dois primeros passaram tão rápido que eu nem esbocei reação de acompanhar. Aí o terceiro veio e consegui grudar nele por parte da quinta volta (sexta dele). Quando abri a sexta e ele a sétima, me pediu para que puxasse um pouco, lá fui eu pra ponta. Mas não durou nada, no morro o cara se mandou e eu não vi mais. Vi algumas outras pessoas empurrando a bike ali. Depois ainda revezei com a primeira do feminino, mas sempre apanhando na descida.

Larguei a bike e fui pros 2,8 km finais, bem ardidos por sinal. As pernas já estavam tijoladas, saí da transição atrás de outros dois atletas, passei um e segui brigando com outro até a chegada, que foi nervosa.

Fiquei por lá papeando com a galera e acertei uma carona com o Sérgio. Ficamos para a premiação, ele havia vencido a categoria dos jogos do Sesi. Depois fui verificar de curioso o resultado e fui surpreendido com a primeira colocação na categoria 35-39 anos. Não tinha idéia de como tinha sido, muito legal. Não vi o geral ainda, mas o quinto ficou 4 minutos na minha frente. Fui pro pódio ganhar a medalha (porque não era troféu !?) junto com o Ferreira em segundo e o cara da 3T (qual teu nome ?) e mais dois outros. Já era noite quando saímos de lá.

Fechei em 1h11m20seg de pancadaria pura. Os gráficos na bike de altitude, velocidade e fc ficaram engraçados. A segunda corrida deu a fcmáx e um ritmo no final que não dá pra crer muito. Na bike vi 64 km/h no cateye mas o GPS marcou máxima de 58. Insano isso naquela bike magrelinha, não tenho segurança ainda como tenho na MTB.

Fotos do Adriano, que tirou dois quilos e meio delas.