domingo, 19 de março de 2017

25o Triathlon de Garopaba

Sprint de Garopaba, um clássico já na sua vigésima quinta edição. Dessa vez, apimentado por um vento nordeste poderoso e em novo percurso (pra mim que não corri em 2016). Foi a abertura do campeonato catarinense de triathlon e dessa vez vou me esforçar para estar presente no ranking.

Saí direto de casa, pouco mais de 50 minutos tranquilos na madrugada até a área de largada, onde estacionei a 20 metros do pórtico. Nestes 50 minutos estavam inclusos uma parada num posto de gasolina pra tomar mais um café e conhecer o banheiro. Prova bem cheia, a cidade estava lotada. Fui organizar a transição logo depois de pegar meu kit e então fui pra praia aquecer.

Sem roupa de borracha, foi pra esfriar na verdade, não pela temperatura mas pelo vento. Dei umas corridinhas e aí a primeira leva de atletas largou, elite e categorias até 39 anos. Corri pro curral e logo largamos pra natação visivelmente curta, chutei 600 metros. O garmin depois mostraria a precisão visual e espacial do chute: 590 m :-).

Foi uma natação conturbada e divertida. Curto demais entrada em mar agitado e mais ainda a saída. Apesar das largadas separadas deu um certo embolamento de gente na primeira boia e "atropelei" um atleta, nadei por cima dele. Até olhei pra trás pra garantir que estava tudo bem.

Depois da segunda boia foi um pulo pra praia, pegando jacaré. O tempo foi podre ao extremo, mas pelo visto todo mundo foi meio lento. A altimetria dessa natação ficou legal kkkk.

Transitei bem rápido pros padrões de garopaba, onde sempre faço besteira. E aí soquei a bota na bike. Pena que estava sem monitor cardíaco, pois a queimação na garganta e nas pernas foi boa. Ida com vento a favor e volta contra, com leve inclinação no meio. Que pedal alucinado.

Fiz a primeira volta muito socado, 300 W a ida e voltei afogado, vendo um grupo grande à frente. Na segunda volta o grupo a frente se afastou mas veio outro com Yago, Matheus e o Cirelli.Grudei nos malucos por uma volta, tendo puxado uma hora que eles resolveram reduzir. Daí eles se foram e eu fiquei sozinho até vir o Gui e o Ricelli acho, agarrei na roda deles e passamos o grupo da frente, mas aí eles todos, que estava uma volta na frente por serem mais novinhos e nadarem feito peixe, entraram pra T2 e eu continuei outra volta solo.

Saiu um pedal forte, 37 e quebrados de média naquele circuito e 260W NP. Os caras de road andam loucamente e a retomada nos retornos era difícil porque ter que escolher entre frear e passar marcha é sempre complicado. Uma vez inclusive passei reto e fiz o retorno 5 m atrás do local certo. As habilidades de pilotagem estão em dia.

Na T2 foi só sair desesperado socando a bota, mas a bota não estava muito boa não. Eram 4 voltas e na segunda o Fabrício me alcançou e passou. Ali fiquei e em meia volta passei de volta se seguimos nos matando a uns 3:45-50 achando que estava em pace de recorde mundial. Tudo muito travado. Estava bem empolgado até que ele entrou pra chegada, estava também uma volta na frente, embora eu não o tivesse visto no pedal (que ele fez com um pneu murchando). Daí em diante corri sozinho e acabei relaxando no final, o que teria sérias consequências.

Cheguei bem e com um pouco de dor na panturrilha, que estava empedrada. Ainda bem que o Éder me salvou sábado, senão não sei se conseguiria correr. Fui na massagem e depois reunir com a galera, etc. Sempre bom esse pós prova. Arrumei o carro e daí resolvi ir embora porque a premiação seria só as 12 e ainda eram 10 e pouco. Saindo da cidade achei uma padaria, a qual ataquei com fúria: dois queijos quentes, uma torta de banana, um café e um suco, com um chocolate pra fechar. Então eram 11:10 e resolvi voltar.

Esperamos na igreja pela premiação e vi que tinha ficado em 2o lugar na 40-44, por míseros 6 segundos. Fiquei muito puto, claro que não com o atleta que ganhou, mas comigo. Dava fácil pra tirar esse tempo, e eu não vi ninguém me passando. Então o campeão estava ali na frente e eu não me liguei nem tentei buscar. Ou então estava tão desligado que fui ultrapassado e nem percebi. Fiquei satisfeito embora insatisfeito com o segundo lugar no enorme contingente na 40-44, o maior que já vi nas provas da Fetrisc. Esse ano é o último na categoria, e a gurizada da 45-49 que me aguarde hahaha.

Resultados oficiais ainda não saíram. Link do garmin aqui. Fotos abaixo.

Polimento de sábado, 115 km na BR norte hehehe

Sprint é uma maravilha: chega, pega o kit, prepara a bike e faz checkin em 30 min
Duelando com o Massaranduba
Sem diversão não tem graça

Mar acalmando no começo da tarde
Espera pela premiação

Pódio !

quarta-feira, 8 de março de 2017

Texto no blog do Gilead !

Domingo tive a honra de sair no blog do Gilead, referência o triathlon e jornalismo investigativo-esportivo em Florianópolis ! Confiram no link e sigam o blog que é sensacional !

Até,

Ponta do Papagaio 30 km

Relato atrasado por demais, mas não poderia passar em branco. Essa prova estava na lista há muito tempo, mas sempre acabava deixando de lado em função dos treinos pro Iron ou algum triathlon curto de início de ano. Só que dessa vez como (ainda) não estava inscrito pro iron, me inscrevi. E inscrito, tenho que ir. Fui.

Com 2 semanas de treinos depois das férias, tinha feito um longo de 18 km depois de 7 de janeiro, então não tinha expectativas, mas as cabeça não aceita isso muito bem. Um longo de bike muito cheio de morros no sábado também ajudou a chegar bem cansado, o que era muito bom para treino específico de iron, onde as pernas tem que acostumar a correr cansadas.

Domingo cedo me mandei pra praia da pinheira. Lá chegando encontrei lugar para estacionar bem perto da largada e fui aquecer e encontrar o Luiz Inácio para pegar o meu kit. Aqueci com a galera, Fabi e Kiko por lá e fui alinhar lá no final depois de passar um trabalho pra achar um banheiro. Largada de prova é sempre um laxante, ainda há de ser estudado esse efeito dos instantes que antecedem as provas sobre as tripas dos atletas.

Larguei com estratégia incompatível com as pernas. Pensei em sair forte pra evitar congestionamento na trilha. Soquei a bota por 2 km planos a 3:45-50 e já afoguei. Tudo bem, agora estou bem posicionado... sim, claro. Logo que começou a trilha deslizei numa pedra e logo após caí deitado de lado na grama. Aderência zero com o Go Run Ride 4, que só ficou bom na areia dura depois dos 9 km. Segui com cuidado nas descidas sendo ultrapassado por todo mundo, e na subida tentava recuperar as posições, o que só piorou as coisas. Perto do final a Lahís me passou e sumiu pra não largar mais a liderança do feminino.

Cheguei na praia achando que agora vai ! Isso, vai se quebrar todo... o vento forte de nordeste complicou e o pace foi uma desgraça decadente, o esforço foi o tempo todo na zona 4 e o ritmo era de zona2. Longa e plana praia, perfeita pra correr. Mas o vento ajudou a atrapalhar como eu nunca tinha visto em prova de corrida.

Segui com um camarada de camisa vermelha chamado Luiz, que todo mundo conhecia. Fomos alternando e juntando com mais alguns atletas de vez em quando até chegar na praia do sonho e pegar a fúria eólica perfeitamente alinhada com o percurso. Areia dançando vinha com tudo, os óculos ajudaram. Não sei como alguém (tinha vários) consegue correr sem óculos escuro na areia branca e céu azul com ventania contra.

De lá eu imaginava que seria retornar no fim da praia, mas tinha um kinder ovo: o percurso pegava umas ruas de terra e logo caia numas dunas, uns trechos alagados com água na cintura e saia na boca do rio maciambú, com areia inclinada e maré alta. Delícia.

Voltei pra praia com vento a favor: agora vai ! Vai pras cucuias, pois aí as pernas já estavam realmente podres. Foi legal correr 7 km com as pernas muito muito pesadas, sensação igual a fim de maratona de ironman. Só mesmo com cabeça pra não jogar a toalha ali. Foi um final pra lá de ardido como há tempos não acontecia numa prova, cheguei acabado mesmo.

Lá encontrei a galera, vi os resultados, Lahís campeã, Fabi em 4o, Luiz 1/cat e 6/geral, Felipinho 5 geral, etc. Galera mandando muito bem ! Também teve confraternização de parte do field do Fodaxman e da Andressa. Baita dia, linda e dura prova. A fazer decentemente no ano que vem. Prova é prova e tem que respeitar.

Felizmente, incompatibilidade entre cabeça e pernas provoca sofrimento que gera aprendizado.

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Track aqui. Dá pra ver a quebradeira. Aqui os resultados oficiais. Apesar de ser uma corrida de corredores e da quebrada o resultado não foi tão horrível, porém incompatível com o esforço: 5 cat e 38 geral dentre 359 concluintes.

Comi 3 gels e água em todos os postos, que estavam a menos de 2 km um do outro. Organização muito boa e premiação rápida.



Amanhecer com o tabuleiro com cobertor de nuvens
Socando a bota pra pifar em seguida kkkk
Trilinha muito show !
Acabou a trilha e acabou a perna junto

Fodaxman team ! O tarso consegui até um champangne pra comemorar :-)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Fodaxman EpicTri 226 - Edição inaugural

Simplesmente incrível o que se concretizou em Urubici no dia 7 de janeiro de 2017. Vai ficar na história. Pensando em retrospectiva e olhando pra foto abaixo, um dia o Ironman foi um encontro de loucos no píer de uma ilha perdida no oceano pacífico...

Largada do Fodaxman EpicTri 226 2017
Um sonho compartilhado. É a melhor definição que arrumei para o que fizemos. Idealizado e realizado por um grupo de amigos que compartilha o estilo de vida do esporte, a não aceitação do comum e a busca por desafios.

Tudo começou no camp em Urubici em janeiro, foi tomando forma no de julho e então no final de novembro a coisa criou vida própria. Um aviso de última hora e dez atletas inscritos e outros em lista de espera.

Depois de algum planejamento detalhado no http://www.fodaxman.com.br, partimos às 5:55 da manhã pra os 4000 de natação. Sim, 4000 já planejados :-). Manente no caiaque cheios de luzes piscantes na cabeça e um bando de loucos alucinados atrás.

Nadei tão leve na primeira perna que deu sono. Apertei e cansei no final, fechando 4060m em 1h14 de nado tranquilo sem roupa de borracha. Saí da água feliz da vida, ainda mais porque o Luciano tinha conseguido trocar a bateria do medidor de potência enquanto eu nadava. Staff 100 % !

Fiz a transição junto com metade da prova, Fabrício, Cini, Lahís e Luiz. Logo segui sozinho e assim fiquei até o pé da serra, sem ultrapassar nem ser ultrapassado por ninguém. Ritmo forte e segurando, sabia o que vinha pela frente.

Na serra encontrei o Tarso e o Massaranduba me passou. Que coisa fabulosa subir aquela serra pedalando. Que lindeza absurda. Fazer parte do ambiente, não apenas passar por ele. No topo lá no mirante parei pra fazer uma selfie com meus staffs preferidos. Encontrei nossa repórter cinematográfica Ana Lídia e segui para o infinito e além.

O trecho depois da rio do rastro até Urubici consegue acumular mais altimetria do que a própria. É um devorador de pernas, vai comendo devagar até não sobrar nada delas.

Um pouco de chuva em bom jardim e vento frio, vesti corta vento pra suportar as descidas alucinadas. Um terreno infinito e descobri que o Bruno havia parado por dor na lombar. Depois encontrei o Cini também parando e fiquei mais preocupado do que já estava em termos feito um bicho maior do que nós.

Encontrei várias vezes os staffs dois outros atletas, coisa linda de ver. O Manente deve ter andado uns 300 km de carro no percurso. Andressa toda hora fotografando e apoiando e o Duks onipresente, sempre fotografando de ângulos espetaculares. Equipe sensacional !

Comemorei muito na chegada ao topo da serra antes de Urubici. Só restava uma descida de 12 km, mais uma reta de 3 e agradecer eternamente aos meus apoios. O que o Luciano e a Luana fizeram naquele pedal foi sensacional.

Transitei para a corrida lentamente na frente da pousada das Flores. Estava com um pouco de fome e sede, acabei com uma caixa de água de côco e saí junto do Massaranduba que não tinha os track nem gps pra achar o caminho.

Falando nisso, algo específico destes triathlons extreme: orientação por conta do atleta e apoio. O percurso está disponível para download e é responsabilidade de cada um cumpri-lo. Não existe um cone, nenhum staff indicando nada. Totalmente auto suficientes os atletas são. E todos cumprem o percurso !


Seguimos para as estradas rurais espetaculares do invernador, ritmo bom e agradável como sempre é no começo de uma maratona de ironman. Só que o que piora pode piorar ainda mais. O sol no asfalto estava absurdamente quente e abrasivo. Passei bastante calor e senti a pele tostar às 15:30 na serra ! Como eu sempre digo, Urubici é a Patagônia Brasileira.

O Luciano sempre me molhando e a Luana abastecendo, fui indo até que na entrada do morro da igreja houve uma parada fisiológica de alta complexidade. Algo estava errado na tubulação gastro digestiva. Segui até entrar na estrada de terra novamente e então logo mais uma parada não programada. Dessa vez foi em meio à natureza, e por pouco não foi um vexame completo, pois pronto para a ação fui surpreendido por um cara de moto tocando uma vaca, seguido logo depois por uma moça fazendo trekking equipada como quem vai para santiago de compostela.

Entramos na estrada para o corvo com o sol baixando e a luz ficando espetacular. Realmente me emocionei ali por saber que estávamos tão perto. A essa altura eu soube do mal súbito da Lahís na T2 e de que todos os outros estavam correndo. 7/10 se todos chegassem. O bicho era grande.

Chegar no topo da estrada para o corvo branco também exigiu uma Selfie com os staffs. Pouco antes tinha visto o Massaranduba descendo e logo depois passei pelo Fabrício subindo forte. Então Tarso, Juan e Sandro ! Todos embolados em uns 30 minutos !

Luana e Lucia, ou os gaiteiros para os íntimos

O final foi de lascar. Correndo no plano e me arrastando nas subidas, acompanhado pelo Luciano nos últimos 12 ou 15 km. Já em transe vi a chegada da pousada do Max com a Ana lá fotografando. Absolutamente indescritível a sensação de chegar. A gente parte querendo correr, corre querendo chegar e quando chega quer voltar. É algo inexplicável.

Uma prova como nunca fiz. Meu nono Ironman (terceiro em 7 mses). O mais demorado. Sem dúvidas o mais difícil. Não sei só se fisicamente, mas mentalmente foi uma batalha boa. O ritmo não existe, o tempo voa. O esforço vai sendo medido apenas pelo esforço, depois de 6 horas de pedal não lembro de ter olhado pro garmin. E a corrida provou ser sensacional. Desenhei como quem faz um quadro, tentei por o percurso só de ida mais bonito que pude imaginar.

Se tem uma coisa que essa prova me ensinou é que tudo pode ser mais simples do que fazemos. Sair de casa às 18 horas, viajar 3, jantar num posto de gasolina e largar num full distance na manhã seguinte, na maior naturalidade.

Uma prova como o Fodaxman tem como características básicas ser desafiador e espetacular, mas aprendi também que o espírito de equipe é o que move um evento desses. A relação de atleta e apoios é fundamental e vital para a conclusão. Ninguém faz nada sozinho, mas aqui essa verdade é elevada a enésima potência. Sem os staffs nós nada seríamos. Muito obrigado Luciano e Luana ! Muito obrigado aos amigos que se realizaram através da realização dos seus atletas !

Muito obrigado a todos que participaram. Nós fizemos história ! E Fabrício, Manente e Palhares: nós conseguimos ! Como disse o Fabrício, cuidado com o que você quer, pode conseguir.

Dados técnicos

4000 na natação, 182 na bike e 42.2 na maratona. Não faltou um metro, apesar da verticalidade :-) ! 3600+ no pedal e 600+/1100 na corrida. Tracks da prova aqui: Swim, bike, run. Fechei em 14:30 total. Pedal com IF .73 (203Watts NP) e TSS absurdo de 436.

Natação em lagoa de água doce, temperatura alta, metade da galera com e metade sem roupa. Passei calor sem :-). Ciclismo em asfalto muito bom em 95% do percurso. Poucos trechos de trepidação e algumas cabeças de ponte bastante irregulares. 5 km de BR 101 e depois tudo em rodovias estaduais. Corrida com 16 km de asfalto e o resto em terra batida e de pedregulhos.

Consumi 6 latas de coca cola, 6 garrafas de 1.5 L de água, 4 gatorades e 2 redbull. Uma penca de banana, 2 barras de proteína, meio pacote de mariolas e uns 6 gels (eram de melancia, pqp). Acho que foi isso, mais 5 bagas de sal e 1 de cafeína. Também teve o amendoim salvador do Mantente.

Resultados

Luís Inácio da Silva - 12:46
Fabrício de Oliveira - 14:13
Rafael Pina - 14:30
Fabrício Abido de Camargo - 14:41
Juan Pablo Salazar - 15:07
Tarso Gonçalves Soares - 15:15
Sandro Barros - 15:21
Lahis Francielle [DNF]
Fernando Cini [DNF]
Bruno Matheus [DNF]

Apoio:
3T Sports
Rio Canoas - Refúgio de Montanha
Pousada das Flores
Aquático Parque Verde
Flows :: Endurance Journal

Enquanto corríamos...

O Max na pousada estava se divertindo preocupadamente. Abaixo a impagável transcrição textual das mensagens de áudio trocadas entre os staffs durante a prova.

6:00 - Partida.

8:13 - Um dos carros de apoio ficou sem bateria. Apoio para o carro de apoio requisitado, e apoio para o atleta que ficou sem carro de apoio também;

9:14 - "Galera, alguém viu o Massaranduba?"

9:14 - "Não o vimos nenhuma vez e já estamos em Lauro Muller"

9:23 - "Putz..."

(aí eu penso: três horas de prova, um carro de apoio precisando de apoio, um atleta sem apoio e outro sumido....ou seja, tudo correndo dentro do esperado).

9:25 - "Massaranduba errou o caminho, pedalou 10km a mais porém já foi localizado e trazido de volta para o percurso".

10:03 - Lahis furou o pneu, que nessas alturas já havia sido trocado;

10:09 - "Meu Staff tá lá em Bom Jardim da Serra. É pra f**ë mesmo né....."

(dito por alguém que estava na parte baixa do Rio do Rastro, sendo que Bom Jardim está na parte alta, uns 30 km distance e outros 800 metros acima....)

10:11 - "Lahis, Sandro, Juan e Fabrício juntos em direção ao começo do Rio do Rastro".

10:20 - Bruno Matheus na frente, subindo o RIo do Rastro. Um atleta aparentemente parou e foi visto dentro do carro.

10:29 - Atleta que parou era amigo do Bruno e iria somente até a serra. Tudo nos conformes.

11:52 - último atleta passando pelo final do Rio do Rastro.

(Isso significa 6 horas de prova com natação e pouco menos de 100 km de ciclismo. O dia será longo. Bem longo.)

Fim da Primeira Parte 

Fodaxman pelo Radinho - Parte II

12:20 - Bruno Matheus abandona com dores na lombar; primeiro colocado com 120km percorridos na bike;

12:49 - O último atleta passa pelo alto da serra;

13:16 - Pneu da moto de apoio / documentação cinefotográfica fura a 6km de Urubici;

15:08 - instruções da corrida: "primeira dúvida que tiver à esquerda, segunda dúvida à direita":

15:16 - Equipe Cini alertada que pegou caminho errado;

15:30 - Equipe Fabrício passou reto a T2;

16:05 - "Qual Fabrício...o Massaranduba ou o Camargo?"

16:05 - Tarso, Fabrício e Sandro saem para correr;

16:06 - Juan chega à T2

16:31 - Boletim Meteorológico: "Tá um sol de fritar os miolitos".

16:39 - Lahis passou mal e foi encaminhada ao hospital local.

17:05 - Primeiro ciclista chegou em T2 às 14:10, último às 16hs.

Sete horinhas de pedal para o primeiro ciclista. Nada mal para 4 mil de altimetria acumulada.


Fotos 

Oficiais aqui. Amostras abaixo...

Estilo bigorna

Sempre Rocky Balboa mas ao menos de olhos abertos

Fabrício "minimonster" "camarguinho" Abido Camargo

Casal Kona parecia estar se divertindo

Juan !

Rio do Rastro

Pain with fun

Teve calor nessa Maratona
Épico ! Sandro e Tarso

Quase final do asfalto, que só cobria 16 km do percurso

Rumo ao corvo

Todo mundo ! Inclusive o Max numa foto

Finishers e o Manente, diretor técnico, idealizador, staff master e atleta #retardadostri
Dudu, o cão triatleta. Dono do Tarso.



terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Uma estratégia para o Fodaxman EpicTri 226

Como muitos já sabem (quem não sabe pode ver aqui), acontecerá em janeiro a primeira edição do Fodaxman EpicTri 226, um triathlon com distâncias de ironman na serra catarinense. Altimetria certamente será o ingrediente chave deste evento, mas outros aspectos merecem atenção.

Assim, reuni algumas ideias e estratégias que acho válidas - para mim, no meu caso, especificamente eu mesmo, mas que podem servir para os demais atletas ;-).

Basicamente será um 'iron' bem mais demorado que o normal. Eu prevejo algo em torno de 4 horas a mais do que o melhor tempo, considerando o atleta treinado. Disso derivam diversas coisas.

Dado o ritmo mais lento, isso implica em necessidades aumentadas de alimentação e hidratação. Será mais tempo exposto ao esforço, que será amplificado pelo terreno da serra geral. Imagino levar comida e não apenas gel e carbo em pó como faço nas provas. Certamente teremos um consumo calórico bem maior que o normal devido a estes fatores, e a fome vai apertar. Quebrar por 'prego de fome' pode ser irreversível e comprometer a prova, mesmo para atletas bem treinados.

Como o fodaxman tem staff individual por atleta, justamente por não ter estrutura de apoio ou estradas fechadas, é importante trabalhar em conjunto com o staff toda a estratégia de acompanhamento, orientação e alimentação. É difícil imaginar o quanto consumimos de líquidos numa prova. Fiz um exercício de cabeça tentando calcular quanta água peguei da organização no ironman fortaleza e pode ter sido algo em torno de 15 litros. Claro que não bebi tudo, também usei para me resfriar. Isso também deve acontecer na serra, já que no verão podemos ter bastante calor por lá. E aí tem os gatorade e o líquido preto precioso dos esportes de endurance. Claro que tudo tem que ser mantido gelado dentro do carro de apoio.

Outra coisa é a insolação. Estaremos 1500 metros mais próximos do sol. Se isso é insignificante em termos de distância, não é em termos de cobertura atmosférica: o sol de montanha é FORTE. Portanto, reaplicar protetor solar, por mais ridículo que pareça numa prova, pode ser necessário.

O treino vai depender de cada um, mas no meu caso eu foquei em treinos longos de pedal em montanha, muita montanha. Corrida nem tanto devido à base de fortaleza, e a natação tenho tentado nadar no mar uma vez por semana. Provavelmente a natação será sem roupa de borracha devido à temperatura da água, então é bom levar isso em conta também.


Dessa vez em especial vou esquecer as transições e tentar recuperar minimamente entre as etapas e me alimentar especialmente bem. Um último detalhe técnico: acho que irei de meia de compressão em alguma etapa. Será muito tempo 'sobre as pernas' e certamente vai ajudar. A definir em função do calor.

Obviamente é um evento que busca superação pessoal e diversão. Por isso, a tônica deve ser curtir apesar do sofrimento :-). Haverá uma proximidade muito grande entre os atletas e staffs no início, mas talvez não depois, já que o percurso é 'só de ida'. O apoio mútuo é fundamental e staffs podem e devem estimular qualquer atleta que encontrem pelo caminho :-).

Reforço: como é um evento não balizado, é fundamental que todos tenham os percursos de GPS, tanto atletas nos seus garmins quanto staffs no celular ou GPS veicular. O ciclismo é todo em rodovias e o GPS do carro atende perfeitamente, porém na corrida são estradas rurais em vários trechos, é o track no garmin do atleta é fundamental. É importante treinar isso previsamente. Eu já estou fazendo isso em alguns treinos. E é sempre bom revisar o link do regulamento, que contém inúmeras dicas e está sendo constantemente atualizado.

Pra fechar, aqui estão os links do google maps para o staff no ciclismo, o track do garmin para o atleta na mesma etapa e o track para a corrida.

domingo, 25 de dezembro de 2016

Ironman Fortaleza - O engrossador de casca

Essa edição do Ironman Fortaleza pode ter sido a última, o que vai torná-la mais especial ainda. De qualquer forma, foi um privilégio e será uma pena se realmente for extinta. Porque um Ironman num local duro, numa paisagem brasileira de verdade, no coração do nordeste, saindo da orla pro interior em rodovias onduladas a perder de vista, com natação sem a facilidade da roupa de borracha num mar de gente grande e com uma corrida incinerante não se acha em qualquer lugar.

Completar esse iron é a certeza de engrossar mais um pouco a casca de qualquer atleta. Que, diga-se de passagem, é o que é necessário para correr fora das CNTP, para evoluir um passo de cada vez e aumentar o auto conhecimento. Eu realmente não sabia que aguentava um calor e um pedal de iron tão duro. E o vento não estava terrível, apenas forte, o que é normal. E o calor ficou só nos 34 graus de máxima.

O resumo da prova é que foi sensacional. Embora tenha ido com a vaga pro Havaí na cabeça, os planos são sempre a) curtir, b) completar bem, c) fazer o máximo possível e se possível pegar a ensaboada e escorregadia vaga. Não deu, eram 5 e fiquei em 8, a melhor colocação até então num iron. O tempo foi 10:19, com parciais de 1h10, 5h20 e 3h42 nas três modalidades, com transições razoáveis de 3 minutos.

Pois então, e lá em Fortaleza teve um acréscimo, a presença do meu pai e da minha família na cidade, que fizeram eu literalmente me sentir em casa na cidade onde morei aos dois anos de idade.

Pré prova

Vaijei na quinta e fiquei entalado no avião por duas horas em Floripa debaixo de tempestade. Chegamos em SP com o vôo perdido e fui alocado num hotel para o vôo das 6 da manhã de sexta. Dormi as 2 e acordei 4:30 pra ir pro aeroporto. Em Fortaleza fui recebido no aeroporto e fui pro hotel largar tudo e correr pro congresso técnico e retirada de kit.

Lá encontrei o Danton, que por sorte estava no mesmo hotel. Ficamos na expo até umas 14 horas e fomos pro hotel. Montei a bike e saí com meu tio para reconhecer o percurso do ciclismo. Foi excelente, deu pra ter boa ideia do que seria o domingo. Dentro do carro com ar condicionado estava fácil, mas foi só parar para fotogravar e sentir o bafo do dragão as 15:30. O calor emanava do asfalto e o vento parecia um secador de cabelo.

Sábado fomos fazer uma ativação das três modalidades e testar a bike. Foi estranho correr 10 min e ficar completamente encharcado de suor as 7:30 da manhã. O sol em fortaleza é homogêneo durante todo o dia.

Depois fui no mercado público comprar castanha de cajú e então descansei um pouco. O Danton foi procurar palmilha pra sapatilha da bike e fui almoçar com a família na praia do futuro.

Fui deixar a bike mais pro fim da tarde pra evitar o sol. Deixei tudo arrumado e então fomos jantar com o Guilherme e o Rangel.

O cardápio indicava pratos pra duas pessoas, mas um começou a pedir o duplo pra si e aí os quatro pediram pratos pra duas pessoas, pra espanto do garçon.

O incrível é que não sobrou macarrão algum. Fui pro hotel comer uns doces de leite que tinha comprado e então dormi magnificamente. Simplesmente dormi 6 horas direto.

Largada

Acordei e desci pro café. E cadê ? No sábado havíamos combinado com a moça de que preparariam um café básico às 4:30. Só que não tinha viva alma no restaurante e quando finalmente apareceu um não sabia de nada. Só tinha castanhas no apartamento. Fiquei apavorado com a possibilidade de fazer um ironman em jejum.

Tivemos a ideia de ir no Ibis do Guilherme e conseguimos tomar café madrugador por R$ 9,00. Bananas, paẽs, suco e iogurte. Deu pro gasto.

Taxi e então área de largada. Arrumei tudo e fui procurar a turma. Já com sol alto as 5:40 achei todo mundo, galera madrugou pra ir lá ver.

Abraços múltiplos, boa sorte e então fomos aquecer rapidinho. O Danton largou antes e eu fui as 6:10.

Natação

Que mar sensacional ! Quente, claro e balançando um bocado :-). Mar grande, oceânico ! Nadei os 3000 iniciais com certa dificuldade e um pouco de dor na lombar, acho que de bater mais perna do que o normal. Cheguei a ficar mareado no início mas logo encaixou um ritmo moderado. Acabei ficando sem referência por ser o primeiro iron sem neoprene, mas achei o tempo alto e segui pra segunda volta, que era de apenas 800 m pra chegar no ponto da T1.

Fui pra transição rapidinho e me enfiei na camisa de ciclismo. Saí comendo banana e logo estava na estrada com vento em popa.

Bike

Que pedal duro ! Estava imaginando algo em torno de 5h15 e fiquei apavorado quando virei os 60 km com média de 41 km/h. Que vento ! A ida foi um passeio e então voltávamos 30 km para fazer outra volta de 60. Os 30 contra foram uma penúria. Não sei de onde os quadríceps começaram a doer lá em cima perto do quadril. Não entendi, nunca tive isso.

Voltei a 40km/h e segurando muito a potência, que estava baixa. Economizei o que pude pensando na volta de 60 km totalmente contra vento. Ali no km 120 estava com 36.7 km/h de média.

E fiquei surpreso com a altimetria. Certamente a sensação de desespero era acentuada pelo vento contra, mas tive que botar a coroinha algumas vezes. O total foi de 1100m, bem mais que os 700 de Floripa. E em Fortaleza não há nenhum morro grande, é uma pista eternamente ondulada.

O contraste do ambiente era impressionante. A vegetação de agreste retorcida e amassada pelo vento, o asfalto escaldante e muito pouco trânsito. Público só nas imediações de um posto de gasolina perdido na imensidão do sertão. Algumas pessoas em cima de burrinhos assistiam na beira da estrada.

Não é um lugar fácil, viver ali não é fácil e competir também não foi. Mas é recompensador saber que conseguimos funcionar mesmo num ambiente hostil como aquele. Fiquei muito satisfeito.

Os últimos 15 km foram como o Guilherme descreveu. Um martírio sem fim. Encontrei o Elano e alguns atletas distribuindo água. No km 120 eu fiquei sem água num posto. Foi uma desgraça. A boca ficou a prova toda seca como o chão da caatinga. O ar além de quente era seco e secava todas as mucosas expostas, e a boca obviamente não podia ficar fechada dado o esforço.

Lá perto da chegada achei o Diogo e segui pra transição empenado mas sabendo que tinha poupado bem, fiquei cravado nos 70% do FTP.

Corrida

Saindo pra correr encontrei a galera toda, que alegria. Meu pai tava lá preocupado e me deu um high five. Segui por dentro do hotel até a saída e já me encharquei num posto de apoio. De todas as orientações do Roberto pra essa prova, a que mais me preocupava era evitar a hipertermia. Manter o corpo resfriado o máximo possível.

Pra isso fui de roupa de manga curta, que protegeu totalmente as costas e braços até os cotovelos, boné e muito protetor solar.

A cada posto eu tomava um banho completo. Nem liguei de inundar os tênis. Corri a primeira volta de 14 km a 4:50 cravado e então implodi. O ritmo despencou e já subi muito lento o viaduto do início da volta, a única subida do percurso.

A ida até o final da praia de Iracema era rumo ao nascente e com vento contra. Voltando o ritmo dava uma leve melhorada mas o vento nas costas e o sol na cara eram cruéis. Por sorte os prédios já fazem algumas sombras as 14 - 15 horas, mas mesmo ensopado num posto já ficava totalmente seco antes do próximo.

Senti muito calor na cabeça, no rosto. Botei gelo em todas as partes que podia. Comi dois gels encavalados com coca cola. Nunca fiz isso mas resolvi tentar pra ver se melhorava. Depois de uns gelos adicionais na roupa comecei a corre melhor (menos pior) e abri a última volta empolgado.

Nos últimos 8 km o garmin apagou e corri sem instrumentos. Legal foi ver que consegui manter exatamente o mesmo pace da média global nestes últimos km.

Corri o tempo todo procurando referências da categoria, controlei um pouco e passei alguns atletas, mas perdi a sétima posição a 5 km da chegada. O cara passou num ritmo muito forte e não aguentei 30 seg, com começos de travamentos nos quadríceps.

Tênue linha a que nos leva à melhor performance. Um pouco a mais e quebramos, travamos. Um pouco a menos e não atingimos o máximo possível para o dia ! E o objetivo é sempre o máximo.

Chegei deveras cansado, com o sol na cara nos últimos 2 km sem conseguir enxergar direito. Entramos pra rua paralela e então virava para a chegada, passando pela terceira vez pode dentro da transição da bike, mas agora pegando a esquerda rumo ao pórtico.

Meu primo fisioterapeuta estava trabalhando na prova e resgatou meus restos desabados na chegada. Cheguei realmente bem oco. Não estava passando mal nem nada, só extremamente cansado.

Uma das coisas que mais me atraem nessas provas de endurance é que nunca temos realmente a certeza de que vamos dar conta. Mesmo com todo o treino, que foi muito bem feito, tem uma parte que não dá pra prever, uma dureza que não dá pra treinar e lá especificamente um calor e vento que não dá pra fabricar em Florianópolis. E terminar nestas condições não tem preço, é das melhores sensações e a satisfação é extratosférica.

Fui pra massagem não sem antes abraçar todo mundo do lado da cerca. Senacional foi pouco. Da massagem fui comer 3 potes de açai e sorvete e mais meia melancia e então comecei a achar o povo.

Depois de certo reestabelecimento orgânico meu tio me levou pro hotel e dei uma recuperada. Ali para as 20 horas peguei um Uber e fui pro churrasco que meu pai fez. Todo mundo lá esperando ! Só então vi que estava meio estragado, morrendo de frio e todo mundo com calor. Comi bastante, tomei uma cerveja e depois um tempo o Pedro me levou pro hotel.

Falei com o Danton que tinha chegado bem com uma bravura exemplar e fui desmontar a bike. Uma tralha espalhada por cada cm2 do quarto demorou a entrar no case. Tudo arrumado e finalmente desmaiei bem depois da meia noite.

Pós prova

Obviamente fui ver a rolagem de vagas, só que não rolou nenhuma. Só a do cara da 65-69 que não completou, caiu na 30-34. Não tem criança ali kkkk. Todo mundo foi catar a ensaboada. Saí de lá, dei uma volta na expo e fomos pro hotel e então almoçar com o Gui e o Rangel. Lá encontramos a Ana e o Vinhas e trocamos experiências da prova certamente mais ardida de todos que ali estavam.

Indo pro aeroporto levei mais uma garrafa de 1,5 L e tomei tudo no caminho. Sede eterna... Foi uma volta lenta, saímos as 16 e chegamos as 23:30 em Floripa.

Eu sempre imaginava como era viajar numa segunda feira pós ironman. Agora já sei ;-D.

Agradecimentos

Como sempre, à Daiane que tem a paciência de buda com meus treinos, e aos pequenos por entenderem e apoiarem. Muito obrigado meus amores.

À Dígitro, Cicles Hoffman, Éder Quiropraxia e Monteiro Fisioterapia esportiva, muito obrigado pelo apoio e confiança ! Ao mestre Roberto Lemos, que conseguiu me botar a prumo pro mundial depois de 3 semanas de lombar inútil e me preparou pra um iron em 7 semanas depois de 15 dias de férias, obrigado novamente.

À turma dos retardadostri, ironmind, penalama, treinar com vcs faz a diferença. A todos os amigos encontrados por lá, especialmente ao Danton pela parceria: a prova não é só a prova, e vcs fazem parte disso !

E dessa vez muito obrigado à família Pina de Fortaleza. Vocês foram ultra sensacionais e fizeram eu me sentir tão em casa quanto em Floripa.

Dados técnicos

Tentei comer 1800 calorias no pedal. Acho que consegui, pois foram 10 gels, 10 medidas de VO2 na garrafa, duas mariolas e alguns gatorades.

Nadei de speedsuit da aquasphere emprestado do Rodolfo. Bike P2, com garmin 520 e roupa da 3T de mangas. Corrida com o Go run ride 4. Nesta etapa foram 4 gels e muita coca cola.

As parciais estão aqui, porém a corrida está truncada por falta de bateria :-).

Resultados: 47 geral, 8 categoria, 10h19min.

Fotos

Asfalto perfeito e visual espetacular

Almoço na praia do Futuro


Transição bem menor que floripa. 800 atletas. ZERO vácuo.

Gosto das bandeiras

O número parece que veio de uma guerra. E veio mesmo






5:40 da madrugada e todo mundo doido kkkkk

Bem mais fácil transição sem neoprene

O pedal mais cascudo até então

Cansou, ardeu, doeu, queimou, mas valeu a pena. Sempre vale.

sei lá pra que essa cara kkkk