sábado, 16 de fevereiro de 2019

Documentário Fodaxman Extreme Triathlon 2018 - A calmaria antes da tempestade

Uma prova espetacular e um documentário espetacular. Trabalho excepcional do Flows. Sem mais palavras, assistam em tela grande e com som.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Fodaxman Exteme Triathlon - edição 2018

A imponente Serra do Rio do Rastro

A terceira edição do Fodaxman foi épica em todos os sentidos. Extrema, brutal e espetacular, foram os adjetivos que ouvi e que melhor descreveram o dia 15 de dezembro de 2018.

É um privilégio sem tamanho poder organizar e ainda correr essa obra prima. Sim, criamos uma obra prima do esporte de endurance. Tivemos a ousadia de unir dois ícones do esporte no Brasil num percurso só, a serra do Rio do Rastro e o Morro da Igreja, que por questões que fogem a nossa compreensão, estão separados por uma distância viável para uma prova de triathlon full distance ponto a ponto. E para tornar a obra completa a partir deste ano mudamos a largada para um local espetacular e acolhedor, que tornou a natação uma coisa fantástica.

O lado da organização foi intenso. Reforçamos a a estrutura em tudo o que foi possível, ampliamos a divulgação da prova e dobramos a quantidade de atletas. Trouxemos novos patrocinadores e inventamos moda ao preparar o kit de prova mais recheado da história. Tudo isso ao longo de um ano de trabalho e parceria, pontilhado por infinitas trocas de mensagens, reuniões, vídeo-conferências e transmissões ao vivo. Fabrício, Manente e Palhares, obrigado por essa jornada, é só o começo e o céu não é o limite.

Falando sobre a prova, a largada agora acontece na Barragem São Bento, um recanto espetacular no pé da serra. Uma vila inundada pela represa que abastece Criciúma e toda a região, no município de Siderópolis.

De lá, seguimos até Criciúma e então continuamos no percurso original de todas as edições. Tivemos uma redução de 7.5 km na distância mas ganhamos uns metros verticais a mais. Além disso o pedal é mais tranquilo, evitamos a BR-101 e os primeiros 7 Km antes de Nova Veneza, a cidade sede da largada, são feitos numa estradinha dentro da mata que é uma maravilha.

A estrutura de uma prova dessas é um desafio logístico que só é possível com o empenho de todo o pessoal que trabalha na organização. É uma quantidade absurda de detalhes e material para dar conta nos 3 dias que compõe o evento. Árbitros, médicos, quiropraxistas, fisioterapeutas, fotógrafos, cinegrafistas, staffs. Todos se desdobraram em várias funções e o mais importante de tudo, se divertiram muito. Alguns se decidem ali e na hora a participar de edições futuras. A todos, sem exceção, obrigado novamente. Manente e Fabrício, vocês foram inacreditavelmente incríveis.

Não bastasse toda a logística e distâncias envolvidas, ainda temos a variável mais incontrolável de todas, que é o clima. Sendo a serra um local propício a variações, este ano ela fez jus à fama. Tivemos extremos de todos os tipos. Começamos com um dia escaldante, quente já na madrugada, seguimos torrando no ciclismo e a partir da serra todas as condições apareceram, ventania, neblina, sol, chuva, vento e granizo. A chegada no morro da igreja foi épica. Não foi linda como a do ano passado com a grande bola alaranjada se pondo, mas foi linda com a névoa dando o ar de mistério àquela subida magnífica que é o morro da igreja.

A minha prova foi praticamente perfeita. Consegui encaixar tudo de um jeito natural, inclusive a alimentação.Dessa vez meu staff foi o Jeferson Cassol, abduzido recente pelo Triathlon e simplesmente perfeito na função. O Fodaxman é um prova individual, mas na prática é em dupla.

Nadei relativamente mal, senti muito cansaço nos braços e até achei que a roupa estava me trancando algum movimento, mas era nos dois lados então não parei pra tentar arrumar. No último retorno passei ao lado da Luíza Tobar e saímos juntos da água. Transitei rapidamente e desci a saída da represa ao lado do Cini.

Segui bem e fácil até Nova Veneza e então comecei a ritmar e só ali comecei a alimentação. Tudo perfeito, passamos Criciúma e as serrinhas de aquecimento pré serra. Vários atletas embolados e o dia só começando... No Guatá resolvi botar uns extras de carboidrato pra dentro e segui pra parte mais divertida do ciclismo.

Lá pelos 30 km o Zinho havia me passado. Viria a ser o campeão da prova e passou muito rápido, mas em algum momento parou para trocar de bike e eu passei de volta. Ele me passou de novo e no começo da serra o vi trocando a bike novamente. Dali em diante só vi o nada na minha frente até Urubici....

Do topo da serra recuperei um pouco até bom jardim e então começou a pior parte do dia. Fiquei estranho com o calor, sensação de estar sendo cozido vivo. O Cassol jogou garrafas inteiras de água gelada na minha cabeça nesse trecho. Subi as subidas intermináveis até o Cruzeiro e então soquei a bota até o Pericó, para aproveitar um pouco de terrenos rápidos. De lá a subida até vacas gordas já não assusta tanto, dada a quantidade de vezes que treinei ali esse ano.

Demorei bastante na T2 para executar todas as funções necessárias e saí correndo ainda com camisa de ciclismo, para por gelo dentro dela. Ajudou legal. No final do ciclismo já tinha visto o Menuci e o Zinho indo e no começo da corrida os vi voltando, bem longe um do outro e muito rápidos.

Quando passei pela igreja vi a Luiza no que calculei ser uns 12-13 minutos atrás de mim. Ali tive a certeza de que ela me passaria em algum momento da prova. Pouco antes do início da estrada de terra comecei a ferver e me livrei da camisa. Logo depois passei em casa e vi todo mundo, que dessa vez não me viu na transição hahaha. Fui muito rápido e só os vi na passagem. Segui escoltando pelo Hélio montado no Herege e começaram as subidinhas, que pareciam leves mas eu caminhei. Não queria abusar dos tendões de aquiles.

A volta para o asfalto ainda estava muito abafada, mas em 3 km apareceu um vento sul forte - o norte durante o ciclismo era contra, e o sul ali também era contra. Ventos são sempre contra, não importa a direção.

No km 26 passei reto só berrando e dando highfive, mas peguei mais uma latinha de coca-cola. Foram umas dez durante a prova toda. Apesar de achar que a Luíza me passaria, eu queria fugir dela o máximo possível kkk, portanto esperei uma curva para parar no carro e trocar os tênis para um par mais levinho.

Dali em diante, até o km 31, temos o trecho mais íngreme da corrida, e finalmente depois de horas vi um carro de staff que não reconheci. Alguém estava no encalço e eu sabia quem era :-). Logo o pessoal de casa passou alucinado, meu pai dirigindo e a Daiane gritando "Tem uma menina vindo te buscar !" :-) :-) :-).

Passei a entrada do véu de noiva e o Heverton e turma apareceram. Já tinham me feito excelente companhia na serra do rio do Rastro, incentivando e dando força mais do que imaginam. O Rodolfo começou a correr comigo um trecho e logo entramos numa rampa de concreto. A Luíza simplesmente passou correndo. Ela não caminhou um passo na maratona. Foi um desempenho espetacular e absolutamente fantástico. Ela fez a prova toda na percepção, saímos juntos da água e com 13 min de déficit na T2 ela me passou no Km 35 a abriu mais 12 min, ou seja, tirou 25 min na maratona \o/. Incrível !

O cume foi especial. Chuva torrencial e neblina, raios e trovões, uns ventos e um bom frio, e aí ao chegar, depois berrar a plenos pulmões e abraçar todo mundo, vimos que a pedra furada apareceu ! Indizivelmente épico, ainda mais recebendo a medalha das mãos do Manente e com a família toda lá em cima !

De todas as situações e momentos da prova, o que mais me lembra dos extremos do dia foram dois comentários do Éder, nosso Quiropraxista. Segundo o Rodolfo, é o cara mais empolgado do planeta ao assistir uma prova de Triathlon. Pessoa sempre disposta a ajudar tudo e todos, no começo da corrida ele foi de carro me incentivar e me alertava: "Cuidado com o calor, tá quente demais. Hidrata e pega bastante gelo". Umas três horas depois o encontrei novamente empolgando os atletas no morro da igreja, e o comentário foi: "Tá muito frio lá em cima, se protege bem" !!!

Parabéns a todos os atletas que se lançaram nessa jornada ! Todos sem exceção estão de parabéns. Tiveram a coragem de começar ! Nos vemos no dia 14 de dezembro no topo do morro da igreja.

Dados técnicos

Alimentação foi simples: batata cozida (6), 2 bananas, 2 gels, muitas medidas de Dux Kick, castanhas e mariolas. Levei uns 20 litros de líquido, sendo 6 de água de coco e 12 latinhas de 200 ml de coca cola, além de suco de uva e muita água.

O pedal foi bem consistente e eficiente. A corrida foi melhor que o ano passado por pouca coisa, mas foi mais constante e melhorei a subida. A natação foi meia boca, porém não foi ruim.

Muito calor na metade final do ciclismo e início da corrida, onde o termômetro marcava 33 graus. Da metade em diante vento sul mais frio e em seguida chuva. A galera que estava mais atrás pegou uma bom da dágua feia em urubici, com enxurrada e granizo.

Aqui os links do pedal e da corrida. Na bike faltam cerca de 2 km no início pois fiz bobagem com o garmin. Galeria de fotos do Flows aqui !

Fotos

Espelho dágua da Barragem São Bento, com a torre da igreja e a serra ao fundo.
Espetáculo uma natação num lugar desses.


Área da transição 1


Fabrício e Éder na pré largada 


Foto noturna em longa exposição. Os vaga lumes aquáticos somos nós, os nadadores

Tipo, terminar a natação antes de amanhecer, só no Fodaxman

T1

Saindo da T1
A serra dando os primeiros sinais de violência :-)))
Galera da AR Sportswear se divertiu durante a prova !
Muito obrigado pela parceria ! 
Indescritível

Ao infinito, e além !
Jeferson Cassol me abastecendo de batatas no percurso :-)))

Depois da Serra do Rio do Rastro tem muita subida, mas também tem descidas
E aí voltam as subidas



Staffs impedem a fusão do núcleo do reator !
A cada hora, meio litro de água de coco gelada com sal 

Essa foto ganhou as mídias sociais. Era contra vento, e vejam só o posicionamento dos atletas.
Não tem fiscalização ostensiva... mas também não precisa :-)))

Percurso da maratona 
Era uma vez no oeste



Escolta !
Maratona
  
Pensa na sequela do vivente...

Simulação de corrida nos kms finais do Morro da Igreja

Última curva antes da chegada

Sequência da chegada, simplesmente épico











Turma boa !

Paulo Santi, o chefe do Parque Nacional de São Joaquim !
Muito obrigado pelo apoio ! 

Na mídia !
Fotos do Duks/Moveon, Flows e AR

domingo, 23 de dezembro de 2018

Challenge Florianópolis 2018

Uma prova sem expectativa de resultado mas com vontade de fazer bastante força, assim foi essa edição do Challenge Florianópolis. Se antes era a prova para fechar o ano, agora é a prévia do Fodaxman Extreme Triathlon, que já se solidificou no calendário mundial !

Fiz a natação mais torta da história, e ainda assim razoavelmente meia-boca. O sol atrapalhou todo mundo, e apesar de lindo ofuscou totalmente as boias. Incrível ver a galera toda errando junto. Pra não ficar só na manada, errei um tantinho também no retorno mas peguei uma bora esteira. 30 min cravados e toca pra transição.

Bike alucinada sem olhar potência e sem medo de fazer força. Estar treinando muitos longos de montanha é bom por isso, duas horas e pouco de força não é muito. Fiz bem progressivo e acabei bem, tendo, depois de pensar algum tempo, ultrapassado o Roberto no contra vento, sabendo que a conta viria :-).

Saí para correr bem empenado e constante, foi ruim mas ao menos não foi desmoronando. O Roberto passou já com 3 km num ritmo muito bom e eu fiquei tentando não morrer muito. Corrida progressiva no sofrimento e ao final ainda consegui a proeza de perder umas 3 posições no último km, não haviam tendões nem panturrilha pra sprintar ou reagir ao ataque. Foi logo depois de roubar uma coca cola de 2 l da podre staff que olhou atônita enquanto eu recusava um copinho com 100 ml e pegava a garrafona toda.

Chegada muito legal como sempre. Baita prova, muito bem organizada e em casa, não tem como não ir, só quando não dá pra ir.

Campeão da cat 45-49 e 16 geral. Será que sai Samorin dessa vez ?

O Curado veio lá de Rondônia pra correr o challenge !




Rocky balboa como sempre

Empenado mas tentando sair reto
Mamãe na chegada !


Voando pra chegar pra acabar de doer kkkkk
 
Duas semanas depois seria o Fodaxman
 
Pedal furioso

IP !

Tinha um sol pra cada participante, incluso no kit

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Triathlon olímpico da base aérea

Não sei como pude nunca ter corrido nesse lugar. Que sensacional fazer uma prova de triathlon ali !

Segunda prova em uma semana, o plano era (é) encaixar todas as provas que não houveram no semestre em um mês e meio :-D.

Depois da meia veio o olímpico, que é pra re aprender a competir. Baita dia na base aérea de Florianópolis. 

Sem roupa de borracha e alinhado com a faixa no peito, foi a largada mais violenta de que me lembro. Sério, dois socos na cabeça e alguma coisa no maxilar me deixaram atordoado e ouvindo um zumbido, sentido gosto de sangue na boca. Achei umas boas esteiras na primeira volta e saí meio sozinho na segunda, só agrupando na última perna.

A transição foi uma desgraça completa. Não consegui correr nada, saí pulando e mancando todo errado com os tendões parecendo cabos de aço.

Saí bem atrás e logo comecei a fazer força pra chegar em alguém. Vi o Roberto trocando pneu no final da pista de pouso. Mas depois foi um show a parte vê-lo completando a prova ainda que tenha perdido o maior tempo no início da bike. 

Segui forte com o Jailson e fomos começando a passar gente e a criar um mega pelote, o terceiro mas bem longe do segundo (do primeiro não havia a menor possibilidade). Foi uma bike forte e bem feita, mas um tanto quanto travada em 7 voltas. O asfalto não era bom mas não era ruim, mas o que complicou foram as trocentas lombadas. Não entendo isso numa área militar e toda controlada, acho que bastava um radar lá....

Terminei a bike e quase me estabaquei pois esqueci de tirar o pé do lado do desmonte de dentro da sapatilha, só abri o velcro. Como vi depois, foi uma saída idêntica a do Rodolfo kkkkkkkk.

Comecei a correr até que leve e não senti dor nenhuma, não sei o que foi aquilo na saída da natação. A corrida foi boa mas estranha, a pista de pouso era um deserto, concreto branco sob um sol de lascar deixaram a coisa quente.

Consegui segurar um pouco as posições mas só ganhei duas ou três, chegando em 16 geral e 1 na categoria. Uma prova boa pra tirar o ranço e lembrar como é botar o coração pra bater mais forte. Além disso prova com vácuo sempre tem certa adrenalina, seja pelo trabalho em equipe, perseguição ou risco que isso representa (não, não fico confortável em pelotão a 40/h).

Uma baita prova num lugar que vou prestigiar sempre que puder. Como sempre, sensacional competir com os amigos em casa.


Duks, o cara que tem O OLHO

Desmontado


Lugar mais que sensacional

Estacionando a bike

Trem

Ironmind 


Cambirela !





Corrida plana, diura e quente hahaha