quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Um dia qualquer

É interessante como a gente consegue se adaptar. Dá pra dizer que triatleta amador que trabalha full time treina na hora de descansar e descansa na hora de trabalhar.

Então hoje foi assim:

5:15 - Acordar
5:30 - Café
6:30 - Natação no mar
8:20 - Trabalho
12:30 - Pedal indoor
13:45 - Trabalho
19:00 - Trabalho
20:30 - Casa




segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Chegada da etapa final da ITU em Cozumel

Essa chegada vai ficar marcada na história. Sensacional.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Ironman 70.3 World Championship - Austrália

Eis que chegou a hora. O tempo literalmente voou desde o Ironman Florianópolis e a classificação parece que foi uma década atrás, mas tá na hora de go down under. O que esperar eu não faço ideia, porque nesse meio tempo deu tempo de ter uma lesão esquisitíssima na lombar e ficar 3 semanas sem correr. Só sei que vou pra fazer o meu melhor, o máximo que eu puder, atrapalhar a concorrência o máximo possível. Notícias de lá, no facebook, instagram e twitter, rpina73 em todos eles.

Até a volta.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Training camp Urubici

Indo pra Urubici frequentemente, há tempos queria fazer um camp por lá. Como todo camp, a ideia era uma imersão nos treinos, falar besteiras relacionadas e dar risadas. Acabamos confirmando em cima da hora e fomos o Fabrício, Manente e eu.

Saímos sexta a noite pra aproveitar o tempo. Depois de quebrar a cabeça pra enfiar as bikes no carro chegamos lá por volta da meia noite.

Estava frio, com previsão de mais frio porém tempo seco sábado. Acordei umas 8 horas e o céu estava cinza mas sem sinal de chuva. As sete faziam 3 C disse o Fabrício, que acorda antes mesmo de dormir.

Arrumamos tudo lentamente pra dar tempo da temperatura subir, inclusive tentei arrumar uns pequenos problemas hidráulicos. O frio anda tão forte que estragou uns encanamentos por lá.

Deixamos o carro na cidade e zarpamos pro pedal até o Cruzeiro, 90 km ida e volta com uma baita montanha no caminho. 700 metros de subida em 12 km pra aquecer.

Saca só a altimetria do longo de pedal

Ali já começamos a alucinar, o manente ligou o turbo em vôo cego, pois estava sem o garmin e portanto ia só na percepção de máximo o tempo todo. Eu subi forte e descontrolado no início e depois estabilizou. Alcançamos o Manente no topo (ele voltando pra nos achar) e seguimos no terreno fantasticamente ondulado dos campos do topo da serra, por volta de 1500 metros de altitude.

Estava frio mas tudo pode piorar. Chegando no Cruzeiro começou uma garoa, parecia que estava feio pro lado de lá, então assim que deu 45 km voltamos pois estava realmente frio. E claro, tudo piora. De onde vinhamos o céu estava preto e tempestuoso.

Voltamos com chuvinha mas o chão bem molhado e vento contra. Nunca senti tanto frio pedalando. Os pés mesmo com meia e saco plástico doíam.

Vi um cartaz de alguma coisa pendurado num poste. Era de plástico grosso, já se rasgando do sol e vento. Portanto não necessariamente destruí o cartaz, mas usamos pedaços dele pra fazer um moderno wind shield rural de emergência. Tentei por um pedaço na testa, que crescida que anda, comporta cada vez mais frio. Mas ficou ruim e tirei.

No Pericó parou de chouver e depois começou a secar. Descemos pra urubici já seco, ainda bem porque aquela serra com chuva causa caimbras nos dedos das mãos de tanto frear.

Uma vez na cidade fomos largar as bikes e almoçar. Almoçamos toda a comida que ainda estava no buffet do restaurante e depois fomos pra casa pra correr. Com um kilo de comida cada um foi difícil, então começamos ali pelas 17 horas.

O Manente faria o longo e eu e o Fabrício iríamos só soltar. Saímos juntos e por um km o Fabrício pensou em devolver o almoço. O Manente se foi com poucas instruções de orientação rumo ao desconhecido e logo desapareceu.

Voltamos com 3 km pra fechar meia dúzia de kms regenerativos e escureceu rápido. Morrinhos e terra batida, perfeito.

Já tomando um vinho fui olhar pra escuridão e lá vinha o Manente com o celular alumiando o caminho, pelo menos não se perdeu kkkkk.

Saímos pra jantar um absurdo de pizza e falar besteira até cansar, mas sempre assuntos científicos relacionados ao estado da arte do treinmento de endurance. Ainda trouxemos embora a pizza doce na caixinha.

Domingo saímos mais cedo pro treino de transição. Um pedal de ida e volta até o final da estrada que vai pro corvo branco, com céu azul e temperatura de sobrar vestimentas.

Fizemos o intervalado que foi excelente e depois a corrida de transição, cada um com um treino diferente.

Aí então foi só arrumar tudo e voltar pra casa no início da tarde, depois de um tratamento de crioterapia à base de rio. Baita fim de semana com amigos mais loucos que a gente, num percurso animal, duro, bonito e divertido, sem praticamente nada de trânsito, com altitude e ar puro. A repetir periodicamente. E são dessas que nascem as melhores ideias. Vem aí algo que você nunca viu. Fodaxman, em breve. #retardadostri #ironmind #urubici #fodaxman

Mirante de Urubici. A subida até ali requer muitos Watts
Na volta a alegria é maior do que na ida, a amiga gravidade ajuda
Solto a 70 % na terra batida
A pizza assustou o casal lá no fundo.
Essa coisa é do tamanho da roda da bike do Fabrício

Plantação de bikes
O cara desmaiou lá no banco de trás

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Treinos pós Ironman e próximas provas

Esse ano tem sido atípico, sem provas pós iron até agora. Normalmente já teria feito o Desafrio e o Marcio May MTB Marathon, mas por diversas razões que nem sei mais quais são não fui.

Tenho treinado constantemente embora dessa vez as pernas tenham ficado pesadas mais tempo. As primeiras corridas foram doloridas, e até agora mais de 10 km está dando sinais de canseira.

Como hoje por exemplo. Infelizmente esquecí o frequencímetro, mas a impressão era de sobrar cardio e respiração fácil, mas as pernas estavam bem pesadas e doendo mesmo. Toda a musculatura, atrás, dos lados e na frente, coxas principalmente. Talvez resquícios do fim de semana que foi forte.

A natação está surpreendente, depois de 2 semanas de moleza veio firme de novo e estão saindo tempos muito bons. Acho que melhorei o posicionamento na água.

Já a bike está muito boa também. Os treinos de rolo estão começando a ficar fortes de novo apenas desde a semana passada, mas os ritmos na rua estão bem tranquilos e saindo números interessantes.

É curioso como o condicionamento se preserva, mas ao mesmo tempo parece que as pernas ficam cansadas mais facilmente, ao menos na corrida.

Esse mês talvez não tanha competição também, a definir o powerman. E aí então vem o alvo 1 do segundo semestre, o mundial de 70.3. Depoi, o outro alvo 1, o Ironman Fortaleza. Vamos ver o que vai ser, divertido e dolorido eu garanto que será.

Por hora devemos ter um inédito trainning camp na serra, pois é hora de subir muito morro pra ganhar força e potência na bike. Isso dá resultado. Em julho do ano passado foi um bloco intenso, janeiro idem, e agora começamos a primeira semana de várias de morro em cima de morro.


Fico pensando se daria resultado também na corrida. Será ? Colocar trilhas cheias de morros no longo ? Chefe e aí :-) ?

A natação aparentemente já tem 'morros' e eu que não sabia. O palmar já está lá em todos os treinos há mais de um ano. Será que por isso melhorou ?

Bom, os devaneios são muitos mas o tempo pra tudo escasso. Por hora é isso, inté.


quinta-feira, 2 de junho de 2016

Ironman Florianópolis 2016 - a visita do inesperado

Desmontado na chegada


Depois de meses de preparação e foco na prova, a última semana trouxe uma sensação de "já está na hora ?!". Parece muito tempo, mas esse período é tão intenso que passa rápido. E esse ano teve muita coisa diferente, o treino encaixou como nunca e eu estava me sentindo no auge do condicionamento. Embora tenha sentido isso ano passado, nesse estava melhor ainda. Interessante como dá pra fazer a mesma coisa de formas diferentes. E o resultado veio, diferente do esperado mas veio. Veio na percepção e no entendimento de que o que foi realizado foi bem feito e que realmente eu tinha condições de fazer o que achava que poderia fazer.




Dedico especialmente essa prova à minha família que me apoia em tudo e sempre. Principalmente à Daiane que é quem segura as pontas pra eu poder treinar do jeito que treino. Ficaram pra lá e pra cá na chuva o dia todo pra me ver passar por uns míseros segundos. Elas sabem como é importante e dão importância também. Não tem nada melhor que isso. Obrigado meus amores.

Pré Prova

Fui no congresso técnico do Ironman. Tudo certo, de novidade uns recados importantes sobre o cronograma das largadas. Depois uma passada rápida na expo pra comprar mais um CO2 e uma câmera e então casa. Fim de tarde tivemos uma sessão de mentalização da prova bem legal com o Roberto e aí então fui no jantar de massas com o Arthur. O pequeno homem curtiu.

Sábado amanheceu com chuva e logo abriu o tempo. Saí ali pelas 9:30 para o Lá Serena fazer o micro treino de ativação, 600 m nadando leve, 10 minutos correndo e aí então voltei pra pedalar uns 20 minutos. Tudo muito calmo e leve, sem estímulos de prova. Só pra ligar o corpo e desligar de novo.

Era dia de minimizar ao máximo qualquer esforço, dia de gerenciar a fadiga e deixar as pernas pro ar o máximo possível.

Fim de tarde fui deixar a bike no checkin as 17 horas, horário programado para o meu número. Não sabia ao certo se haveria checkin prioritário para o tal AWA, mas chegando lá foi só entrar, deixar a bike e ir pra fila enorme pra pegar o chip e pintar o número. Rapidamente uma staff chamou os AWA para a frente da fila. Meio desagradável furar a frente de todo mundo daquele jeito, mas muito prático :-).

Depois disso foi só ir desligando aos poucos, jantar decentemente e ir dormir cedo. Conseguir apagar antes das 10 da noite, fato inédito.

Pré largada

Dado que apaguei cedo outro fato inédito aconteceu: acordei antes do despertador. Fiz o café da manhã de treino: tapioca gigante com queijo e manteiga, café puro, dois ovos mexidos e uma banana. Eram umas 4:30 quando acabei de comer.

O Fabrício passou pra me dar carona às 5:20 e seguimos até perto da largada. Fomos pra dentro da transição arrumar as tralhas.

Só acertei tudo na bike e fui entrar na roupa de borracha. Detalhe: comprei uma nova na semana anterior e achei que não daria pra usar. Testei em casa no seco e quase morri pra sair, ficou sufocante no pescoço. Mas aí nadei na piscina, uma vez no mar, depois coloquei um pote de suplemento, daqueles bem largos, no lugar do pescoço da roupa e fechei, pra dar uma 'alargada'. Técnica ninja que aprendi com o Fabrício. Aí no treino de natação oficial aprovei a roupa e decidi nadar com ela. Foi uma decisão excelente, 100% aprovada.

Encontrei a galera na saída da transição e vestido que estava tive que atender um chamado da natureza de alta complexidade. Uma operação demorada.

Saí pra praia com o Miranda e logo chegamos na área de largada. Fui aquecer e nadei leve uns 10 minutos. Senti a corrente que estava pra direita e percebi o céu claro com uma lua tímida. Oba, vai parar de chover. Sim, claro.

Natação

Alinhei na minha onda de largada e logo encontrei a Daiane, Laís e o Arthur que tinham madrugado pra ir me ver. Pouco tempo depois, largamos.

Estava bem na frente e saí feito louco, entrei na água bem na frente e logo comecei a ser atropelado. Levei um baita tapa no óculos, que saiu todo. Na largada de 2000 atletas nunca tinha perdido os óculos haha. A primeira boia estava bem dentro da neblina, e comecei a nadar muito com a cabeça fora dágua.

Os óculos foram alagando a primeira volta toda, parei umas 4 vezes mas enchia de novo. Saí da água com o olho bem ardido, tirei os óculos e lavei os olhos com água doce, que maravilha. Daí entrei na segunda volta.

E alagou tudo de novo kkkk. Desisti de tentar resolver e fui com o olho esquerdo cheio dágua. Meio estranho nadar sem enxergar direito, mas nadei bem reto, apesar de achar que tinha nadado torto. Deu 3990 e 1h02min, ruim mas bom pelas condições.

Bike

Fiz a transição bem rápida, botei a camisa (nadei sem pois esperava pedalar seco), enchi os bolsos de gel e comecei a pedalar. Apesar da chuva, me sentia aquecido desde o início, e na SC já estava em ritmo de cruzeiro.

No Floripa Shopping vi a bandeira completamente morta, zero vento. Segui firme e fácil, curtindo pedalar na chuva. Coisa estranha, eu não gosto de pedalar chuva.

Nas descidas eu só pensava em não cair. Na beiramar parou de chover e na baía sul não havia vento algum. O ritmo estava forte mas ainda assim bom, segurando. Quando saí do túnel caiu uma bomba dágua que durou até o elevado do CIC, depois a pista estava seca. Nada de vento e segui até canasvieiras fugindo de um pelotão miserável.

Esse pelote foi crescendo e me alcançando, até me engolir perto do pedágio. Segurei bem lá atrás até que respirei fundo pouco antes do elevado da vargem e saí ultrapassando todo mundo, aproveitando a subida. Consegui passar todos na última reta para canas e segui forte até o retorno para não ser engolido de novo.

Na volta até jurerê vim forte e não me passaram mais, mas aquela coisa continuou coesa, ridículo.

Fiz o retorno nos 90 km em jurerê com aquela energia fantástica e voltei pra SC pronto a começar a forçar o ritmo, feliz de pedalar forte e bem.

Na frente da PRF não vi um buraco pequeno e meti as duas rodas dentro dele. Fiquei assustado mas segui, passei o pedágio e comecei a subida de santo antônio, até perceber o pneu traseiro furado.

Fiquei puto da vida, mas comecei a trocar rapidamente. Montei a roda de volta e ao encher o CO2 vazou todo pela válvula. Botei outro CO2 e vi que a borracha do bico estava ressecado e rasgado. Tentei de novo e encheu parcialmente, até que veio um espectador com um CO2 com adaptador que ele achou caído.

Tentei com este adaptador e consegui encher, mas ouvi ar vazando. Eu tinha usado o mesmo extensor de válvula que estava na câmera furada, mas apertei com as mãos molhadas. Achei que era por isso, apertei mais e parou o barulho.

Ainda dava pra pensar em continuar no plano A.Voltei pra bike e apertei o ritmo no caminho ondulado que havia à frente (morrinhos de Santo Antônio, Cacupé e João Paulo).

Na descida para o Itacorubi vi o Fabrício e segui descendo com cuidado. Logo percebi o pneu dançando. Vazio de novo. Sem muito pensar, imaginei pedir o adaptador do Fabrício emprestado. Iria desmontar a câmera, apertar ou trocar e encher novamente com o último CO2.

Assim, na mais estúpida ideia da história, berrei pro Fabrício me 'jogar' o adaptador. Ele parou, tirou o adaptador com CO2 da bolsa e me deu. Falei que só queria o adaptador, que ele poderia seguir. "E eu vou sem o adaptador ? Enche aí...". Só aí percebi a asneira que tinha feito e falei pra ele ir embora :-). Por pura sorte apareceu um apoio mecânico e ele se mandou.

Pedi pro mecânico apertar a válvula e encher. Enchemos 120 lbs e pareceu tudo firme e certo. Tudo durou 2 minutos e voltei a pedalar agora já pensando no plano B, talvez fechar antes de 10 horas.

Segui furioso e lá no fim da beira mar encontrei o o Fabrício de novo... depois da ponte passei por ele e logo, surpresa ! De novo, novamente e outra vez, pneu murcho. Ele perguntou se precisava parar e eu respondi rápido que não, era o que faltava. Eu estava mais puto em tê-lo parado lá atrás do que com as paradas pneumáticas em si. Fiquei puto de estragar o resultado dele. Que ideia de jerico dos infernos eu fui ter.

Bom, desmontei a roda, tirei o extensor e pensei no que fazer. Tentei por o extensor original da SRAM, mas sem veda rosca esse nem enche. Apareceu um staff de filmagem com uma bomba de mão que não funcionava. Apareceu um árbitro que chamou o mecânico. Chegou uma atleta argentina perguntando se precisava de algo, e aí chegou o mecânico... o mesmo lá do itacorubi.

Aí então trocamos tudo, a câmera, o extensor. Não sabia se era mesmo o extensor, se tinha furado por rodar vazio, etc... ele pôs veda rosca e apertou com alicate (acho que nunca mais tiro aquele extensor da câmera...). Enchemos e segui, já no plano C: terminar de qualquer jeito.

Bom, pneus furam. Mas eu consegui piorar tudo com várias asneiras. É aquela história, é sempre uma sequência de coisas erradas que causam o desastre:

  1. Não testei o adaptador antes da prova, deveria ser comum treinar com isso
  2. Não levei pitstop (levei em 2012 quando furei pneus e não resolveu)
  3. Não levei bomba. Nunca levei, mas falando com o pessoal na segunda feira, parece que eu era o único 'desbombado' na prova :-)
  4. Não apertei direito o extensor de válvula, ou não botei veda rosca. Não sei. Esse da continental não era pra precisar do veda rosca, então imagino que não apertei direito. Mas com veda rosca e alicate resolveu, ou seja: sei lá que cagada eu fiz.
  5. Não desmontei tudo e troquei na segunda parada com o mecânico 'à mão'

Agora as voltas na baía sul continham o ingrediente secreto de todo Ironman Florianópolis: o vento do final da manhã. Um nordeste bem forte, e depois das duas voltas segui pro norte com o vento nas fuças fazendo muita força. Queria acabar logo o pedal, estava com medo de furar de novo sem ter como arrumar e já tinha uma certa fome se instalando.

Apertei o ritmo e segui sem pegar nenhum pelote mais. Fiz a volta em canas e tirei o pé legal, já estava com dores nos quadríceps e com fome. Comi uma banana no último posto e achei que caiu estranha, estava muito dura pra uma banana comestível.

Entrei em jurerê bem leve, preparando pra correr. Saí da bike com 5h30 em grande estilo, com o pé direito pro lado esquerdo da bike, de onde pulei já correndo. Só que durou dois passos, pisei em alguma pedrinha e saí mancando com o pé esquerdo espetado.

Transição rápida, só limpei a sola dos pés que estavam cheias de areia da chuva, botei as meias e tênis e saí trotando com os gels, viseira e número nas mãos sendo instalados nos seus devidos lugares.

gel ainda nas mãos na saída da T2

Corrida

Comecei forte na festa da búzios. Impossível correr leve ali em qualquer das voltas. Na percepção claro. Segurei o ritmo um pouco e logo engatou, mas só até os morros. Subi tudo correndo exceto o da igreja, bem leve. Retorno em canas e voltamos pra jurerê e aí então passei na frente de onde estávamos hospedados.

Todo mundo lá, muito legal ver a família toda. Meu pai preocupado da demora, o Adriano perguntando o que houve e o Arthur correndo e gritando feito doido, fez todo mundo que estava perto rir. Uma coisa contagiante...

Fechei a primeira volta de 21 km já meio embrulhado, passei na búzios provavelmente azul achando que iria vomitar. Mas melhorou depois de dar uns belos arrotos e então abri a segunda volta.

De novo passagem em casa, mas agora estava chovendo e ventando, então a turma estava debaixo de umas cabaninhas de palha na praça dos teletubies, gritando sem parar.

Continuei embalado e exatamente no km 25 senti uma estranha pressão interna. À frente estava o posto de alimentação e logo atrás dele 3 casinhas químicas. Corri direto pra lá e fiz o serviço rapidamente. Do jeito que veio, foi: rápido. Quilômetro corrido em 7 minutos incluindo a parada no poço do fedor eterno.

Segui um pouco melhor mas com dores no posterior da coxa. Pedi um advil pro Palhares e segui pra fechar os 30 km. Interessante como a perspectiva muda ao botarmos a segunda pulseira de controle: agora é só fechar os 10 km finais !

Cara de não sei o que
Passei novamente na torcida da búzios, contagiante. Ironmind, Pé na Lama, amigos por todos os lados. Só correr ali no dia do iron já vale qualquer dor. Segui pra jurerê tradicional, voltei e passei na frente de casa de novo: ninguém lá, já deviam ter ido pra chegada.

A última volta doeu em tudo quanto é lugar, e eu só lembrava das palavras do Roberto: é pra procurar a dor. Então se estava doendo estava certo :-). Entrei na búzios pela última vez, novamente aquela galera que incendeia a gente.

Corri o km 41 a 4:50, coisa que não acontecia desde o 25. Encontrei e abracei o meu pai, depois parei com o Adriano e os pequenos, bati na mão de todo mundo que estendeu a mão pra mim, gritei feito doido e entrei no pórtico cambaleante e eufórico, aliviado, cansado, feliz e muito, mas muito satisfeito de ter terminado mais uma prova.


Logo vi a Daiane e a Laís na arquibancada, estavam lá na chuva desde sei lá que horas me esperando. Foi difícil não começar a chorar feito criança aquela hora. Subi na arquibancada pra dar um beijo nelas... de novo, muito obrigado !

Quando os staffs começaram a me arrancar dali, fui pra área de alimentação. Achei o Fabrício e fui pra massagem depois de comer alguma coisa, faminto que estava. Voltei pra praça de alimentação, achei todo mundo.

Na terceira vez que pediram saí dali hahah


Que hora e lugar incríveis aquele, é indescritível.

Saímos pra pegar a bike e mais fila. E frio. Liguei pra Daiane ir pra casa e depois de pegar todas as tralhas segui pedalando com tudo pendurado por 3 km até em casa.

Pós prova

Hoje quarta feira estou relativamente bem. Fiquei com os pés bem estragados, duas bolhas gigantes, uma unha prestes a cair e um buraquinho inflamado na sola. A musculatura estava bem ruim terça, mas melhorou muito na natação e mais ainda na massagem hoje cedo.

Ainda bem que o bem é relativo mesmo. O que eu menos quero é ficar 'inteiro' depois de uma prova como essas. Se for buscar o limite, vai doer e sequelar nos dias seguintes, não tem jeito :-).

Dados técnicos

Dizemos que nunca choveu em Florianópolis. Mas choveu em 2009. Pouco mas choveu na bike perto do cic. E sei disso por que o Arthur tinha então um ano e meio e ficou lá o dia todo, pegou chuva e frio e ficou grupadinho e com tosse. Desde um ano ele já participa do Ironman todo ano :-).

O clima foi um fator interessante. Deu neblina no mar e chuva na bike, depois vento e aí olho de sol e chuva na corrida. Certamente a chuva complicou o ciclismo com furos e quedas, infelizmente.

A alimentação foi boa. Dez gels e 4 medidas de GU endurance na bike, e mais um toco de banada e uns goles de gatorade. Na corrida, 4 gels e coca cola, muito pouca água. Na saída da T2 ainda tomei uma garrafinha com duas medidas de endurance e no km 26 tomei 2 bcaa e 1 advil. Talvez devesse ter levado algo comível na bike, senti falta das mariolas.

A roupa de borracha foi excelente, uma blueseventy sprint de 150 dólares bem melhor que a esgarçada mormaii de 7 anos. O uniforme da 3T também foi excelente, totalmente confortável e termicamente eficiente. Nada de frio. Nem calor, é óbvio.

A escolha do tênis foi errada. Fui com o Go Run Ultra Road. Deveria ter ido com o Go Run Ride 4. Acontece que o Ride é bem mais largo e imaginei que com chuva poderia dar bolhas por ficar 'frouxo'. Me ferrei. O pé ficou apertado já no início, quando tive que afrouxar o elástico. As bolhas foram nas laterais internas dos pés, a unha preta provavelmente da descida em canas com o dedo batendo na ponta dos pés.

A bike se comportou lindamente com graxa para rolamentos de cerâmica em tudo quanto é lugar e corrente nova. Menos os pneus, esses são uns miseráveis haha.

Sobre a prova em si: consegui executar o planejado apesar dos percalços. A bike saiu exatamente com a potência prevista. O tempo foi pro espaço, mas depois em casa vi que o tempo pedalado ficou bem perto do alvo. O ritmo foi certo até o km 130, mas daí em diante eu forcei mesmo a barra. Sabia que afetaria a corrida.

Corri razoável mas com algum desconforto o tempo todo. Deu o tempo igual a 2015, com 15 W NP a mais na bike, então acho que foi bom. Essa corrida ainda precisa aparecer em provas de iron.

Já a natação foi complicada, talvez a mais complicada de todas. As paradas pra arrumar os óculos e a neblina na primeira volta deram trabalho, mas o negócio foi bom ainda assim.

Aqui estão os tracks da prova, numa atividade multisport do garmin.

O sistema de largada em ondas ajudou. Aparentemente reduziu o vácuo, ou o efeito dele, que são tempos assustadores na bike. Ou foi a chuva, não sei. Mas no final das contas esse ano aparentemente foi um pouco mais lento que o ano passado. Coisa de 10-15 minutos.

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E foi bom. Sempre é bom, se não fosse não faríamos. Já escreveu Pessoa: Se quiser passar além do Bojador, tem que passar além da dor. Troque-se o Cabo pelo pórtico de chegada e tudo fica igual.


Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

8 anos, 7º ironman do Arthur

Obrigado de coração à minha família. Daiane, Laís, Arthur, sem vcs eu não existiria.

Meus pais e irmãos já estão cansados de ir lá me ver correr e não cansam, obrigado.

Aos amigos de treino, a parceria é fundamental e nesse ano eu evolui muito graças a vocês ! #retardadostri

Ao Roberto, o meu agradecimento por passar com maestria sempre novos conhecimentos e experiência.

E muito obrigado a todos pela torcida. Vocês não tem noção o quanto é legal. Bom, na verdade tem sim, mas obrigado do mesmo jeito haha.

Era isso amigos, encerramos esta transmissão por aqui. Até a próxima, que será bem próxima mesmo.

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quarta-feira, 18 de maio de 2016

A estranha época do polimento para o Ironman

É uma fase interessantemente estranha esse polimento. Os treinos encolhem em tamanho e as pernas parecem ter vida própria. É preciso segurar a vontade, pra soltar tudo no dia da prova. Que é 29 de maio neste caso.

Começa a sobrar tempo com os treinos mais 'curtos', só que ninguém conta pra fome que ela pode encolher na mesma proporção.

O período nos dá descanso e ficamos ansiosos achando que é preciso treinar mais. Só que não é. Os ritmos aparecem e isso serve pra dar confiança, mas só se tivermos confiança no que já foi feito, porque não tem mais muito o que fazer.

Mas muita hora nessa calma ! Como tudo na vida, pode ser uma faca de dois legumes: pode dar confiança, mas também pode criar falsas expectativas. Por isso, conheça a ti mesmo, pequeno gafanhoto !

É importante saber que os ritmos impressionantes dessa época são para serem usados em distâncias muito maiores. No dia da prova, tudo vai voltar a ser difícil, mas estaremos preparados. E é pra ser difícil mesmo, tudo que é feito com o máximo de empenho é difícil, por isso mesmo recompensador.

É hora de aproveitar a época, que é rara. Acumular energia, como uma mola sendo suavemente espremida para então soltar no dia D. É pra se sentir um leão enjaulado mesmo, doido pra largar. Enjoy !





sábado, 14 de maio de 2016

A curtição de treinar para um Ironman

Deveria ser uma tortura, cansativo e monótono. Só que não! Treinar para uma prova de endurance é sempre divertido. Tem que ser, senão não teria graça. Alterar a logística toda e arrumar os horários mais estranhos pra treinar, procurar novos lugares e percorrer os mesmos de todo dia cada dia de um jeito diferente... não tem preço !

Esse ano apesar de estar no sétimo ciclo pra um Iron, me diverti um bocado. Novos circuitos na natação, ciclismo e corrida, provas pelo meio do caminho, amigos e desafios de sobra.

Nada como aproveitar a jornada, curtir o processo. Como numa escalada, não é só o cume que importa, mas todo o caminho até lá. Claro que queremos o cume e queremos a linha de chegada, e desistir nunca é uma opção enquanto der pra dar mais um passo. Mas a jornada importa mais.

Nesses meses teve de tudo. Voltas à ilha do francês, lagoa do Peri, natação no rio Canoas. Pedal em todas a serras de SC, épico da rio do rastro até Urubici, ponte de laguna, corridas em trilha e em altitude e por tudo que é lugar.

Duas semanas para o lançamento. Aproveitem o polimento.

Uma das travessias da ilha do francês
trailrun de fim de ano
Rio do rastro !
MTB semanal no joão paulo

Provas !
Montanhas de governador Celso Ramos

Longo na serra
A Mãe de todas as serras

Canoas !

BR Sul !

Highlands de Urubici

Baita ponte essa de laguna

Testando a bike fixa da Luana hahaha

terça-feira, 10 de maio de 2016

Análise do 70.3 do Lionel Sanders

O cara está realmente com a corda toda. Domingo último ganhou o 4º 70.3 seguido, dessa vez no campeonato norte americano de Ironman 70.3. O interessante é que desbancou meio mundo e fez isso de forma bem consciente, competindo com clareza de propósito o tempo todo.

A análise no blog do trainingpeaks é fantástica. Decompõe a prova em detalhes e mostra que o mais importante é realmente fazer o pedal dentro das suas possibilidades (embora as desse cara beirem o absurdo) para ter uma corrida consistente.

Os números são impressionantes e o percurso idem, sem sossego na bike e run. Apesar de ter saído bem atrás da água, ele assumiu a ponta na bike e passou a corrida toda fugindo do Kienle, sendo que fez as melhores parciais de duas das três modalidades. Fantástica leitura.


Percurso da bike com 1000 m de subida acumulada em 90 km


sexta-feira, 29 de abril de 2016

Caiobá TriHard Triathlon

Demorou mas saiu ! O post do '70.3' de Caiobá veio com a memória desbotada mas ainda assim é importante registrar essa prova.

Viajei de Floripa com o Fabrício e chegamos na cidade bem na hora do almoço. Trajeto rápido na balsa e tudo certo. Fomos almoçar com a galera da Ironmind depois de descarregar o carro e então voltamos pra arrumar as tralhas. Ainda não tinha kit, que seria as 18 horas, então fui dar um giro pra testar a bike e a roda que teve um raio recém consertado. Tudo certo e então um natação inútil mas importante às 17 horas. Havia um calor sufocante no litoral paranaense naquela tarde... ardido, seco, asfixiante e desesperador pros meus padrões.

O congresso e kit foram rápidos mas insuportavelmente quentes. Daí foi o jantar e então arrumar todas as tralhas. Jantei o habitual mas comi demais. A toupeira aqui não selecionou direito o apartamento no airbnb e pegou um sem ar condicionado. Dormi com a porta da sacada aberta e o ventilador de teto ligado. Já o Fabrício pegou um colchão do beliche e foi dormir na sacada da sala, que pegava um vento kkkkkk.

Estávamos a 1 km da largada, então foi só sair de bike com as tralhas todas e em dez minutos estávamos largando as bikes no checkin. Lá na transição era um pouco apertado, de modo que arrumei as tralhas o melhor possível pra não dar encrenca, mas deu. No final da prova minha bike estava caída do cavalete e as coisas espalhadas por todo lado.

Fui pra largada em cima da hora depois de visitar o banheiro do hotel oficial. Aqueci um pouco, vi a corrente e concentrei, até perceber que estavam já anunciando a minha largada. Fui correndo pra lá e achei o Palhares.

Larguei bem e antes da primeira boia já ultrapassávamos gente da largada anterior, 4 min antes. Era uma volta só, coisa legal. A última perna era meio torta e tive o cuidado de ver bem pra onde estava indo, muita gente nadando em direção à praia antes da hora. Não há nada que duas ou três pernadas de peito não resolvam se precisar, mas você precisa sempre saber pra onde está indo. No primeiro Iron fiz a besteira de não saber pra onde ia e quase voltei pra largada. Nunca mais erro isso.

Quando saí da água vi o relógio na tela de repouso. Por alguma pressa esotérica não apertei start, aí tive que configurar o modo triathlon e dar start e lap pra começar a marcar :-).

Saí pra transição e tirei a roupa de borracha antes de entrar, prevendo o pouco espaço lá dentro. Assim que entrei o Palhares chegou e saímos pra pedalar com poucos segundos de diferença.

Saí pensando em fazer o pedal da vida mas logo comecei a ficar estranho. Uma canseira grande nas pernas e a potência lá embaixo... percepção de muito esforço incompatível com a potência... pensei em ignorar aquilo e tocar ficha, mas também era um teste pro Ironman. Aí numa subidinha eu levantei do banco e vi que não passava de 260 W. Impossível, qualquer subida passa de 300 naquele esforço. Daí lembrei que não tinha calibrado o medidor. Como o erro do medidor é função da temperatura, talvez explicasse as leituras incompatíveis.

Aproveitei uma leve descida e desclipei os pés dos pedais e calibrei o bicho em pleno vôo. Não sei se resolveu alguma coisa, e aí entrei em cruzeiro na melhor intensidade que dava, com algumas ânsias de vômito e gosto de doce de leite voltando. Isso foi um erro. Comprei doce de leite e entupi uma tapioca com isso e duas bananas no café da manhã. Golfei uns pedacinhos de banana e finalmente parei de enjoar.

No primeiro retorno vi que o Cini estava atrás, o que me deixou confiante. Ele é uma das referências aqui em Floripa, e lá não poderia ser muito diferente. Quando ele me passou seguimos próximos e alternando posições até que o deixei escapar. Entrei em modo constante só na segunda pra terceira volta, ali a prova ficou boa finalmente.

No final do pedal o Palhares me passou e depois alcançamos o Cini. Entramos todos embolados na T2 e eu saí rapidinho dali pra fugir deles :-). A corrida começou boa mas logo comecei a ferver. Menos de 3 km e já estava com suor queimando os olhos e a boca seca de colar as bochecas.

A organização salvou o dia com muito gelo nos dois grandes postos de apoio na avenida atlântica. Não teve uma passagem que não tenha parado pra pegar gelo e água gelada na esponja, tomar pelo menos um copo dágua.

Tomei um gel no km 10 e depois só coca cola, um copo cheio a cada posto.  A bike teve uma garrafa de GU e dois gels. Alimentação parece que foi suficiente, mas esqueci as bagas de sal e bcss na T1.

Nos últimos retornos percebi um atleta com a numeração próxima vindo forte (a categoria parecia estar concentrada na centena 300). No último retorno ele estava praticamente colado.

Entramos na atlântica e ele me passou. Contei 3 respirações e contra ataquei, o suficiente pra passar de novo, e aí apertei o passo. Corri uns 30, 40 segundos ali por uns 4:30-4:20, bem mais rápido que o ritmo que vinha. Nunca, nunca tive uma vontade tão grande de andar ou me jogar no chão como naquele sprint. Só continuei porque achava que ele era da categoria e faltavam 2 km. É aquela história: no final, o detalhe é resolvido por quem aceita, consegue, escolhe sofrer mais aquele pouquinho.

Passei a chegada realmente cambaleante mas feliz demais. Poucas vezes fiz uma prova tão no limite e tão arrebentado na corrida. No início tive umas câimbras no abdômen muito estranhas, aí umas travadas no quadríceps que me fizeram encontrar a mecânica que permitisse continuar a despeito do ritmo.

Foi uma corrida muito lenta e ainda assim muito boa pras condições. O calor destruiu todos nós. Todos, sem exceção foram guerreiros demais de correr naquele forno. Eu particularmente nunca tinha me obrigado a correr em condições parecidas.

A galera da Ironmind destruiu geral. Miranda com aquele olhar possuído, a Julinha campeã amadora, Fabrício superando uma corrida de matar, o Manente se divertindo depois de uma semana no Ironman da África e todo mundo fazendo o melhor. O Dedé teve uma infelicidade de furar o pneu mas vai descontar no Ironman, tenho certeza. O Alê Vasconcellos foi lá experimentar o calor do sul com uma zika e terminou a prova, junto com todos os integrantes do boteco, Dalton e Ronaldo, nota dez !

O Fabrício é um capítulo à parte. Insatisfeito com o resultado da natação da prova de Itapoá em fevereiro, simplesmente começou a nadar todo dia no mar. Está fechando 20, 25 km de natação por semana. Fora todos os outros treinos, claro. E o resultado veio. Fez uma natação absurdamente boa. E isso que só nada no mar, começando no escuro às 5 da manhã. Entenderam bem ?! Mostra-se mais uma vez que quem quer arruma um jeito, quem não quer arruma uma desculpa.

Depois da prova vi fiquei em 4º e fomos embora arrumar as tralhas, pois haveria pódio só até 3º. No hotel fiquei impressionado de ver um cadeirante ainda na prova, as 14 horas, faltando uns 6 km. E aí, o que é difícil pra você mesmo :-) ?

Voltamos pra floripa na boa, parando pra comer e descansar.

Na terça vi os resultados oficiais, havia um atleta com 1h13 na meia em 3º lugar. Impossível nas condições. Falei com a organização que corrigiu, o atleta havia desistido e passou pelo pórtico. Só que o campeão também estava errado, correu com o número de outro atleta (?). Aí então caí pra segundo na 40-44 e 20º amador ;-).

Aqui o link para os resultados oficiais. Aqui o track do garmin. A natação deu uns 32 min (tempo aprox do Palhares). Foi um baita dia. Duro e recompensador. Agora pode vir "ni mim" Ironman ! Tô pronto, estamos todos. Bora lá que falta pouco.


Sem cara de boxeador dessa vez haha
  
Essa ardeu

Cansei

Sempre legal o pós prova.
O Gilead estragou o pedivela no km 80 e pedalou 10km com uma perna só !