quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Fechando um ano para abrir outro


Falei a mesma coisa em 2009, mas tenho que repetir: 2010 foi um ano excelente. Mais do que eu poderia esperar. Para ficar no assunto do relatos, consegui algumas coisas que julgava muito improváveis quando comecei a treinar, aprendi mais do que achei que já sabia, só pra descobrir que ainda não sei nada. Entendi que o meio é o objetivo, que o caminho vale muito mais do que a linha de chegada. Fiz provas inéditas, de tudo um pouco, de 5 e 10 km à Maratona, com Ironman e corrida de aventura, meio-iron, desafrio, volta a ilha, mountaindo, multisport foram 14 no total. Todas elas melhor do que poderia esperar. Ou do jeito que deveria esperar. Isso sem falar na sensacional viagem ao Atacama. Outro fato inédito: convenci o meu irmão a começar a correr, e está durando bastante ;-), parece que o cara tá gostando da brincadeira.

Pouco antes da Maratona de Curitiba fiz as contas e vi que com ela já se foram 19 provas de 42 + km. Digo isso pois oficiais foram 7 (aquelas de exatos 42.192 m em asfalto lisinho) , o restante foi de praias e trilhas ou os 52 km do desafrio.

Não poderia deixar de relembrar o ponto alto desse ano, o ironman 2010. Sim, teve a prova e coisa e tal, mas estou falando dessa chegada, de entrar no pórtico com a família toda e conseguir ainda jogar o filho pra cima depois de desmontar no chão ;-). Com um amigo filmando tudo (e correndo junto).


by Diogo Freitas

Para 2011 os planos já estão fervilhando, são algumas opções mas o foco do primeiro semestre será o Ironman. Para o segundo quero voltar ao praias e trilhas. Vamos ver o que será.

Obrigado aos amigos que passam por aqui, já somos mais de 100 nesta comunidade virtual - 52 seguidores diretos e 56 no google reader, fora os do twitter. Fiz alguns bons amigos este ano por intermédio desse espaço, e só isso já vale o esforço de manter blog atualizado. Por sorte, gosto de escrever quando sobra tempo ;-).

Muito obrigado em especial à galera da AndarIlha e da Ironmind por tanta diversão. Treino e prova sem turma não tem graça ! Que venha 2011 e que eu tenha que dizer a mesma coisa ao final: foi melhor do que 2010 ;-)

Grande abraço a todos.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Mais entrevisas do Xampa - será que dá pra fazer um Ironman ?

Com o objetivo de ajudar um amigo nas dúvidas sobre os treinos para o ironman, o Xampa novamente convidou alguns atletas para responder à algumas perguntas. O resultado tá lá no blog dele, e certamente a iniciativa vai servir pra expandir as possibilidades do quê fazer nos treinos para um Ironman.

Excelente inciativa !

Short Triathlon em Jurerê - Túnel do tempo...

Nem eu mesmo lembrava direito até começar a treinar Triathlon no final de 2008, mas eu já tinha feito um ! Foi há muito muito tempo, quando o meu amigo Jacó destruía nas trilhas de MTB, corridas de rua e também na natação. Não tenho muita lembrança do porquê fui correr, mas lembro de treinar corrida por cima da ponte Hercílio Luz, pedalar com a minha antiga caloi 10 (a original !) pela beira mar e nadar na praia do meio ! Isso tudo deve ter levado uns dois meses entre o convite para competir e o dia da prova. Acho que na época eu não fazia natação. Usava um capacete feito de puro isopor. Não lembro o tempo, mas sei que era um short Triathlon organizado pela ATRISC (embrião da FETRISC) em março de 1991 em jurerê internacional - sei tudo isso porque, pasmem, ainda tenho uma camiseta regata, praticamente em estado de decomposição, com os dados da prova impressos nela! Depois disso a minha bike quebrou em dois pontos, fui fazer zilhões de outras coisas e só voltei às três modalidades praticamente 18 anos mais tarde.

E aí esta semana que passou, à véspera de completar 20 anos do meu primeiro triathlon, lembrei de novo disso tudo e estava prestes a correr de novo uma prova na distância short (tudo bem que agora um pouco torta - 750m - 24Km - 5,5Km ;-), última etapa do campeonato catarinense de 2010.

Depois de fazer o desaconselhável, mas obrigatório nessa época de confraternizações, que é beber cerveja, comer churrasco e dormir tarde (moderadamente, claro), caí da cama às 4:30 da madrugada. Acordei o Adriano pelo celular, pois ele iria assistir a prova e fotografar. Chegamos às 5:20 no P12, área de transição. Levei tudo do carro, pintei os números, arrumei as coisas e a bike e voltei pro carro, onde o Adriano dormia no porta-malas.

Tomei o resto da garrafinha de malto e mais um gel e saímos para a praia. Quando eu acordei já ouvi o vento nordeste uivando, de forma que não foi surpresa ver o mar todo quebrado e mexido. Largamos no mesmo ponto do Ironman, para fazer uma reta paralela à praia de uns 750 mts. Contornamos um bote dos bombeiros e seguimos para o P12. Levei uma onda na cabeça que tirou os óculos, arrumei pernando de peito e segui, quando vi umas pessoas à esquerda andando com a água no peito. O mar estava jogando para a praia, motivo de não terem conseguido prender as bóias direito, e muita gente foi parar à frente da arrebentação depois de contornar o bote.

Largada, o mar estava pra peixe.

Voltei a nadar e quase errei a bóia de saída, tive que fazer uma barriga danada para contorná-la. Saí da água junto com uma galera boa e fiquei até espantado ;-). A transição era meio longe, pelo que lembro e a julgar pelo tempo oficial, deu quase 3 minutos. Saí da água com 11:45 e comecei o pedal com 13:30.

Saindo da água junto do Marcos

Tentando não perder contato com o Marcos e Arthur, saí feito um doido pedalando forte mas mesmo assim os perdi. Rapidinho comecei a morrer, e tentei grudar em alguma roda que não passava. Continuei morrendo até que finalmente ao fim da primeira volta grudei num pelote que logo se desmontou, mas pelo menos fiquei mais de meia volta numas rodas. Depois acabei puxando bastante e revezando de vez em quando, sempre esgoelado. Dores no abdômen e na lombar não eram bom sinal para a corrida, mas sendo curta, gastei o que consegui na bike. Dessa vez corri só de relógio normal, sem GPS ou frequencímetro cardíaco. Foi só na sensação de esforço, e eu não sei dosar muito bem não. Estou meio dependente dos eletrônicos, mas foi legal ver como é ir sem.

Saí da bike com uns 40 min e fui pra uma transição lerda, pois botei uma meia ao contrário e tiver que tirar depois que já tinha colocado o tênis. Aí saí pro que restava. No achômetro, acho que a primeira volta foi forte demais e que fui muito lento na última, eram três totalizando 5,5 km. Completei a corrida errando a entrada dos cones já mais tranquilo, pois a última volta fiz praticamente sozinho, marcava os atletas nos retornos e estava longe de qualquer um pra frente e pra trás. Fechei em 1:19:22, resultados oficiais aqui.

Pedal na búzios

Chega, descansa, agita, conversa, arruma as tralhas e pega o caminho de casa. Foi rapidinho e às 9 horas já estava em casa, coisas improvável. Dali saímos eu e a Daiane com o Arthur para a festa de natal da escola do pequeno, mais duas horas de corrida e levantamento de pimpolho.

O Adriano fez umas fotos incríveis, o cara tá ficando pro ! Foi legal uma prova dessas pra fechar o calendário de 2010. A Ironmind participou em peso e teve belos reultados, com destaques para o Roberto e o Lucas, 2º e 3º geral, e o Marcos e Arthur, que fizeram uma corrida excepcional e terminaram a 10 seg. de distância. O Ronaldo Pasquini cedeu às pressões e foi lá estrear na categoria MTB, mandou muito bem. O Maurício teve alguns problemas mas não perdeu o bom humor, quase ficou sem capacete e depois estourou o pneu. Pra descontar e descontrair, parece que foi lá a noite correr a prova dos 10 km do jurerê nigth run !

Como eu fui embora rápido, nem vi os resultados. Depois recebi uma mensagem do Rodrigo Lins dizendo que eu tinha vencido a categoria, que surpresa ! Ele ficou em segundo na mesma faixa etária. O fechamento do ano ficou melhor ainda ;-)

Ao fim do dia conclui uma coisa incrível, muito interessante e óbvia: a vida passa muito rápido. Mas mais importante do que isso é o suco que tiramos dela, o que fazemos destes anos, que vão passar de uma forma ou de outra. E saber que em um intervalo de 20 anos eu consegui não largar atividades que sempre me agradaram, que ainda tenho condições de praticar de forma saudável (melhor do que aos 17 anos) um esporte não trivial, ajuda muito a saber que os anos estão passando bem ;-). Principalmente no dia que em que se atualiza uma nova versão, no caso, a 3.7 turbo intercooler !

domingo, 5 de dezembro de 2010

Itaguaçu Family Run 2010

Fim de semana agitado, literal e figurativamente falando. Começou bem sexta com treino de natação e depois não consegui me extrair da cama no sábado, só corri na esteira e fiz uma musculação matada. Pra meu desespero choveu fraco até as 9 horas e depois mais forte o dia todo, não consegui pedalar. Falando em esteira isso provoca algum tipo de contração no espaço-tempo, tudo fica mais lento, não é possível. Decidi que quando estiver sem tempo pra alguma coisa vou correr na esteira, que aí o tempo vai demorar mais a acabar.

Hoje fomos eu e o Adriano correr a prova do Itaguaçu. Inscrição grátis, camiseta dry, premiação e percurso passando por dentro do shopping itaguaçu eram as atrações. Saí um pouco atrasado e quase fui sem relógio e número. Chegamos lá às 7:40, pegamos o chip e achamos a Taty e o xará, figura carimbada de todas as corridas da região, fariam a prova de 7 km. Eu e o Adriano estávamos na de 5 - achei muito feia a distância de 7 km.

Aqueci até que bem e larguei forte, no bolo da frente. Demos uma volta no estacionamento e saímos para o kobrasol. O ritmo foi mantido e na reta até as pizzarias consegui passar alguns atletas. Viramos em direção a BR-101 e então novamente para o kobrasol, onde teve a única água do percurso. Estava abafado mas por sorte sem muito sol, mesmo assim poderia ter tido mais uma água.

Corremos mais 100 mts e o povo foi em frente, ouvi um fiscal dizendo '5 km esquerda', mas olhei e não tinha absolutamente ninguém. Confirmei e o cara mandou ir, aí eu fui. Um grupo veio junto, mas com certeza alguns passaram reto no percurso dos 7 km. Viramos na avenida central e vi lá longe, quase virando para o shopping de novo um corredor, e só. Corri dali pra frente fugindo de um grupo de 3 atletas, sem saber a posição que estava.

Um deles chegou perto no túnel, emparelhou. Acelerei e toquei mais forte, tinha dado uma decaída no ritmo. Contornamos o estacionamento e entramos pelo acesso norte. De lá demos uma volta novamente e entramos no acesso do chopp da Bhrama. Corri por dentro do shopping vazio às 9 da manhã, totalmente inusitado. Como o GPS se perde, grudei o batimento lá em cima e saí por outro acesso, para então rumar para a chegada, mas antes tinha que entrar de novo no piso superior e finalmente cruzar a linha de chegada. Corridinha diferente.

O Adriano chegou logo em seguida vermelho feito tomate maduro, feliz por ter baixado bem dos 5min/km, fez 4:45. Eu terminei em 4º geral (acho que é o primeiro pódio geral em corridas !!!) em 20:11 para uns 5,4 km. A FC deu bem alta devido ao calor e ao ritmo, 176 méd. A Taty ficou também na quarta colocação geral do feminino nos 7 km (não vi o xará). Teve até uma mochila de brinde junto com o troféu no pódio.

Um monte de gente estreou nessa prova, incluindo o Keko. Segunda do Adriano, o cara tá perdido agora. Depois disso voltamos pra casa e saímos eu e o Adriano de novo pra pedalar com os pequenos, 30 km na MTB com chumbinho de 18 Kg na frente. Transição invertida ;-). Tentei nadar mas não tive tempo, pois estou aqui entrincheirado enquanto o Arthur não acorda, cansado que ficou do pedal, antes de ir pra aniversário de criança ;-)

domingo, 28 de novembro de 2010

Corrida do BIG 2010


Uma semana depois da maratona de Curitiba e outra corrida, dessa vez 10 km na prova do BIG organizada pela Corpore e SportsDo. Corri um dia na semana e senti os pés e calcanhares ainda. Nadei um dia e só. Sábado fui pro treino de transição, 2000 de natação zen sem relógio e 45 de bike de queimar a garganta. Fiquei o sábado todo na função e fui dormir tarde.

Acordei com a Daiane e o Arthur, arrumamos tudo e fomos lá para o Iguatemi para a primeira corrida do BIG, percurso e local idênticos ao da track & field de setembro. Uma turma legal da Dígitro participou, da AndarIlha só eu e o Hélio (a Taty dessa vez era da organização) e da Ironmind só vi o Lucas e algumas meninas da corrida. Larguei sem conseguir tomar o gel por falta de água e saí forte demais, fiquei desesperado com o peso nas pernas logo de início. Reduzi e consegui entrar num ritmo uns 5 minutos depois e então foi só manter. Um pouco de vento na ida, a favor na volta e então repete, duas voltas. O sol saiu ao final, depois do km 7 e eu senti muita falta dos óculos escuros, não consigo correr direito sem. Cheguei tentando umas ultrapassagens em 40:38, semi-tranquilo, só com dor no calcanhar direito, tenho que gelar o dito cujo de novo.

Depois da prova oficial tinha a corrida infantil. Eu inscrevi o Arthur na categoria até 4 anos. O guri ficou empolgado até a hora de sair de casa hoje cedo, quando começou a reclamar do número na camiseta - arrancou tudo, embolou e queria jogar no lixo ! Na hora de organizar a largada (mais 5 pirralhos), um trabalho, pois ele queria ir de bicicleta. Foi uma confusão alinhar todos e finalmente largou. Eram 50 metros e ele parou uns 15 metros depois de largar. A Daiane tentou correr com ele, mas quando ele finalmente se jogou no chão eu peguei-o no colo e cruzamos a linha de chegada com ele já rindo e querendo saber cadê a medalha ;-). Primeira corrida oficial do pimpolho !!!!!

Fiscal tentando converncer o Arthur a não usar a bike ;-)

O Hélio correu e sumiu. O Jacó deu uma de joão sem braço e só levou a Samantha, filha dele, para participar da corrida de 200 mts. Chegou muito bem a pequena corredora !

Resultado da prova aqui. Já estava online 5 min após a premiação, organização excelente. O pódio ficou perto, 4º na categoria. 25º geral.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Maratona de Curitiba 2010



Viajamos daqui no sábado o Maurício, Taty e Rafael, Loreno e eu. Paramos no Sinuelo e chegamos no local do kit às 16:30. Kit devidamente obtido (bem fraquinho) e passeio na feirinha. De lá nos espalhamos e eu fui achar o Clodoaldo e o Ronaldo lá na loja nova da Decathlon. Saímos para pernar e então fomos pra casa do Clodoaldo jantar. Depois do excelente abastecimento ficamos conversando sobre tudo e assistindo vídeos de escalada até a meia-noite. Fui dormir quase a uma da madruga depois de organizar as coisas (tralha danada só pra correr) e pensar na estratégia para a prova. A dúvida era o calor que prometia e a ondulação do terreno.

Acordei às 5:10 e depois do café da manhã saímos eu e o Clodoaldo pra catar o André, que acompanharia de bike. Seguimos para a largada, ajeitamos tudo no carro e fomos aquecer. Não aqueci quase nada e tive que correr para uma parada técnica de segundo nível. Voltei 5 min antes da largada e fui lá pro fundão do bolo, foi a prova mais cheia de gente que já participei. Encontrei o Arthur e o Chiquinho prontos para a ação, junto com o Danton da Ironmind. Trocamos boa sorte e largou sob muita música, gritaria e aplausos do público, clima eletrizante. Andei até o tapete e comecei a tentar correr, o que foi muito difícil pois não havia espaço não preenchido por alguém. Saí desviando pelos lados e depois de uns 3 min comecei a correr forte em descida, fechando o primeiro km quase a 5min/km.

Encontrei o Clodoaldo e o Ronaldo, depois achei o Raphael Bonatto e trocamos um aperto de mão. Depois disso comecei a encaixar o ritmo e entrei em velocidade de cruzeiro. O percurso era ondulado mas plenamente corrível. Fizemos uma volta pro norte e aos 6 km passamos perto da chegada novamente. Lá pelo km 13 encontrei o Maurício e segui numa descida suave e rápida. Se não tivesse monitorado a FC eu teria feito asneira nesta prova. Na mesma FC hora era 5min/km ora era 4min/km. O desnível é muito sutil (falso plano) e era importante dosar muito bem o esforço. Nada melhor do que manter o olho no conta-giros.

Perto do km 15 começamos a passar umas mulheres (que largaram meia hora antes) e pouco depois ouvi uma comentar que já tinham se passado 18 km ! Não acreditei. Eu estava só monitorando pace, pace médio e FC. Não via tempo nem distância. Rapidinho foi a meia e vi 1h35min. Achei o Antônio Raulino e a Taty quase no mesmo ponto e fui adiante. Lá pelo km 24 estava me sentindo tão bem que cheguei a ficar preocupado. A altimetria era totalmente variada, não tinha nada realmente plano, mas era muito sutil e até alí não incomodava muito.

Segui tomando gel periodicamente, pegando sempre água e esponja com água gelada, pois apesar de nublado estava abafado. Mas sem sol já ajudava muito. Haviam dois postos de isotônico, só que vinha uma garrafa de meio litro. Peguei nos dois, dei uns goles, tampei e joguei fora - despercídio, poderia vir num copinho, sei lá.

Conheço Curitiba apenas muito superficialmente, então correr lá foi muito legal. A prova dá uma volta enorme na cidade toda sem repetir trecho, de forma que o tour é completo. Eu nunca sabia onde estava e isso era divertido. Teve uma descida enorme de mais de 2 km, acho que na avenida marechal floriano. Ao final dela tinha uma subida empinada bem parecida com a Ivo Silveira aqui de Floripa, só que mais curta. Foi a pior, subi sem olhar pra cima de uma vez só pra ver se acabava mais rápido.

Altimetria da maratona.

No km 30 o pace médio tinha melhorado 2 seg em relação a meia. Comecei a delirar que faria um split negativo, que bateria 3h10. Fiquei alucinado e esqueci de tomar um gel e quando vi já tinha passado o posto dágua. Segui até o próximo, peguei dois copos, tomei o gel e lembrei de tomar bcaa. Engoli os dois comprimidos e só tinha sobrado meio copinho. A água não foi suficiente pra descer e aquilo ficou entalado na garganta. Tive que pedir água para uma assessoria que tinha uma tenda no percurso. Alí pelo km 33 o sol saiu forte e eu estava com sede, catei mais 2 copos dágua no posto seguinte e comecei a me arrastar. Do céu ao inferno em 3 km.

O ritmo caiu demais. Tinha acabado de tomar gel, estava bem hidratado mas começou a ficar lento. As solas dos pés começaram a doer forte. Fui meio torto até o 36 e aí reuni os restos que sobraram, empurrei mais um gel, respirei fundo e comecei a apertar o ritmo agora ignorando a FC e a dor, o que tinha era pra gastar até o final. No km 39 uma subida malvada apareceu mas depois desceu forte debaixo de um viaduto e consegui retomar o ritmo. O Raulino chegou novamente. Eu tinha levado 20 km pra alcançá-lo, passei e ele chegou de novo no km 40. Parciais diferentes para resultado igual. Seguimos no mesmo pace até a reta final, que era uma subidinha safada até a chegada. Já dava pra ouvir a música. Mais um pouco e o pórtico já era visível. Sprintamos como as condições permitiam e fechamos a prova em grande estilo cravando 3:16:15.


Pela primeira vez consegui fazer uma maratona totalmente focada. Não andei um passo sequer, sem parada nenhuma. Só execução. Ritmo. Monitoração pró-ativa de todos os sistemas, uso adequado dos recursos e objetivo fixo. Muito instrutivo. Aprendi um monte de coisas sobre as partes que me compõe, mas principalmente sobre foco e força de vontade. Pois é só isso que move um amador a fazer uma maratona. Vontade. De qualquer coisa, mas é vontade, não é treino, nem preparo nem condicionamento. Isso é pré-requisito. Clima sensacional na prova, público sempre presente e participativo, bandas de música, abastecimento perfeito, percurso desafiador. Amigos por todos os lados. Perfeito.

Ao final ficamos lá curtindo a chegada, a premiação, jogando conversa fora, conhecendo a senhora de 70 anos brava pois não ficou em primeiro na categoria 65-99 anos. Depois fomos almoçar e finalmente pegamos a estrada pra casa, 4 horas de viagem de conversa divertida, com foco no tempo de 3:00:40 do Loreno, que não conseguiu fechar 2:59 e faturar uma aposta (suposto erro da organização que não contabilizou tempo líquido - vamos ver no resultado oficial ;-). Obrigado aos amigos que tornaram esta corrida especial. Maurício, Clodoaldo, Taty, Ronaldo, Loreno. Parabéns a todos, valeu muito !!!

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Resultados oficiais em http://www.cronoserv.com.br/resultados_info.asp?calendario_chv=633
03:16:51
Cat: 51/265
Geral: 264/1637

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Maratona. Com M maiúsculo.


Não é uma prova qualquer não. Uma Maratona inspira medo, e isso é bom. Pois esse medo pode ser bem canalizado e virar energia. Cada prova é uma prova, tem daquelas que vamos só pra participar, brincar, completar, curtir e aquelas que enfiamos umas metas malucas na cabeça e vamos com vontade de comer asfalto. Nesta estou faminto.

Talvez por ter feito só provas curtas no segundo semestre, ou então pra ver qual é o desempenho numa maratona solo depois de 36 meses desde a última oficial (essa aí da foto), estou com uma vontade enorme de largar domingo. Se o treino não foi aquilo tudo, a confiança é que a base está boa e com vontade e experiência vai dar tudo certo.

A largada será às sete da manhã e a temperatura não promete nenhum forno de assar pizza, talvez até chova. Também consta que foi retirada uma longa subida do percurso. Vamos ver o que pode acontecer. Já defini uma estratégia com o Roberto e meti o plano A na cabeça. Os outros planos, de B até Z, serão feitos na prova. Que venha Curitiba, a Maratona tida como a mais difícil do Brasil. Depois eu conto se é mesmo, hehehehe.

E pra provar que tudo é realmente muito relativo e que uma Maratona pode sim ser uma coisinha qualquer, o Raphael Bonatto estará em Curitiba fazendo a sua 27ª maratona em 27 dias e fechando este desafio monstro e inédito no Brasil. Amanhã enquanto os outros milhares de normais descansam, ele estará correndo 42,2 km no Ibirapuera em SP antes da prova de domingo, como tem feito há 26 dias pelas capitais do Brasil.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Longão de corrida e impostos irritantes


Para a corrida longa de hoje fui pra beira-mar munido de garrafas, géis e banana, hoje seria auto-apoio de mim mesmo. O treino doeu. Muito e na sola do pé, não entendi porquê. Foi uma dureza mental absurda fechar os 30 km hoje a noite, naquela ventania sul toda, numa semana cansativa. Deserto total na beiramar ao final, já passando das 22 horas. A tentação de parar no km 20, quando passei no carro de novo, foi enorme.

Saí pra o sul, voltei e tomei um gel pois o lanche estava longe no tempo, aí estiquei 14 km ida e volta até o córrego. Muito vento sul na cara em alguns trechos. Voltei morto de sede e comi outro gel, para então voltar até o CIC só movido pelo compromisso com a meta. Muito cruel manter ritmo próximo a 5min/km depois do 26. Curitiba vai doer. Ou não, talvez já tenha doído tudo nos treinos e vá ser um recorde ;-) !! Treino aqui, coisa ridícula a variação de ritmo, mas é culpa do vento, hehehe.

Então, estive num fim de semana prolongado passeando na capital argentina. Como sempre, na volta eu me revolto com o sistema tributário do Brasil. Chile, Argentina, Uruguay, pra ficar só nos emergentes (?) como nós que tem um sistema super simples, onde é possível retirar o imposto pago ao sair do país (já que você não vai usufruir da aplicação daqueles pilas por lá). Imagina fazer isso aqui no Brasil ! Impossível. O que nos leva a questão da tributação dos equipamentos esportivos... Porque raios um tênis que é feito na tailândia tem que custar aqui o triplo do que custa nos EUA ? Uma bike idem. Não dá pra entender... Ou dá: é uma conspiração pra que ninguém faça esportes, todo mundo seja sedentário, só pode ser. E agora ainda vem a reencarnação do imposto mais estúpido de todos, a CPMF.

Falando em Buenos Aires, tá explicado porque a segunda nacionalidade mais populosa no iron Brasil é argentina. A cidade é 100 % plana, asfalto perfeito e longas ciclovias, parques enormes por todo lado, muita gente treinando. Quase deu vontade de treinar por lá ;-)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Altos e baixos, mesmo no plano


Fiz uma coisa horrível no sábado. Meio sem tempo, inventei de ir correr quando sobrou uma brecha, mas isso só aconteceu às 14:30. 13:30 pelo horário do sol, que não tá nem aí pro nosso relógio aqui. Olhei a planilha e fiz o treino de sexta, já que quinta tinha sido o de quarta. Era um intervalado de corrida, mas com requintes de crueldade, série principal de 5 x 1600, progressivo onde era pra fechar o último rápido o suficiente pra dar nó nas pernas.

A manhã tinha sido de chuva, depois nublado e vento, donde saí sem muita preocupação em torrar, pois não estava tão calor assim. Desci até a beira-mar de são josé e nos 3 km de aquecimento o sol veio e vento se foi. O primeiro tiro foi de lascar. O segundo foi de matar. O terceiro interrompi no meio pra entrar num supermercado, quase tomei banho na pia do banheiro e engoli 500 ml dágua. Fiz o terceiro, aí o quarto torto e o último do jeito que conseguia, ainda assim foi o segundo melhor, não que isso seja algo incrível, pois todos foram mais lerdos do que o mais lento que era pra ser. Nenhum deles saiu direito naquele sol de rachar, isso que mal entrou novembro. A estupidez-mor foi errar na distância, e ao invés de fechar com 1 km faltando para soltar as pernas, fechei a 3,2 km de casa, para onde segui me arrastando depois de 14,2 km. Definitivamente treino de tiros não é pra ser feito no sol sem apoio. Não façam isso !!

Domingo foi um pedal muito show, bastante forçado, de 76 km. No final descobri a nova beira-mar do estreito não inaugurada, lugar perfeito pra treinos de tiro de bike (até a inauguração, claro !).

Hoje fui girar corrida e o treino fluiu magicamente. Não sei se pelo espetáculo do sol ou pela vontade de fazer uma corrida que preste, mas foi show. Muito bom mesmo correr no fim de tarde ao lado do mar e de frente pras montanhas de tantas histórias. Pena que não tenho câmera acoplada ao boné ou aos óculos de sol, mas o entardecer foi parecido com esse aí embaixo. Que bom que tem altos depois dos baixos !

Foto da Laís !

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Acho que me meti numa enrascada

Hoje o treino de corrida foi torto. Estranho. Dolorido. Irritante. Não lembro de ter feito um treino ruim assim este ano. Como não fiz o longo ontem, fui para 24 km hoje. Era pra ser ritmo progressivo, mas foi uma desgraça. Comecei duro e terminei arrastado. Tive vontade de interromper o treino várias vezes, mas fui até a ponta de baixo e depois voltei, passei na frente de casa fui até o parque de coqueiros dar uma volta. Choviscou e ventou friozinho. Fiquei pensando em como é que vou fazer a maratona de Curitiba em um mês nesse estado, mas acho que é passageiro, deve ser resto da prova de domingo. Mas os longos por vir deram medo hoje, fazia muito tempo que não corria mais de 20 km. O ritmo foi tão ruim que teve km a 6min/km. Fechou a 5:33 com fcmed muito baixa, 134. Não era cansaço, era perna mesmo. Pelo menos saiu um treino lipolítico, o que deve ajudar para a maratona. Vamos ver.

Também não deu certo o tênis novo no primeiro longo. Comprei um mais baixo e mais leve, mas já foram 100 km no bicho e ainda tá estranho, parece muito duro, toda vez dói alguma coisa no pé. Acho que viciei nos nimbus.

Ia esquecendo. Ontem fiz um treino em sampa, primeira vez que corri lá na rua. Extirpei um tempo dos compromissos de trabalho e corri 1 horinha em santo amaro, num parque perto da hípica. O percurso rotativo tá aqui. Foi bem leve e tranquilo, só pra oxigenar o cérebro, tudo ótimo não fosse o tombo idiota que levei. Ralei bem o joelho e o cotovelo, mas continuei o treino ;-0. Foi o pior tombo de corrida de todos os tempos, inclusive em trilhas.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Resultados do Olímpico

Sairam os resultados no site da CbTri. A prova foi realmente bem disputada, 1:47:10 para o campeão da Elite Henrique Siqueira, 1:57:40 para o campeão amador geral Frederico Monteiro.

Destaque para o Lucas Helal da Ironmind liderando parte da prova do amador e terminando em 3º na disputada 20-24. O Marco Pavarini ficou sem segundo na categoria, com o Arthur em primeiro na 45-49 anos !!

Acabei ficando numa média razoável nas três modalidades e fechando exatamente no plano A, 2:20:02 e 6º lugar. A natação apesar de ter saído melhor do que o esperado ainda está triste, pelo menos para olímpico. A corrida ainda foi a quarta da categoria mas poderia ter sido melhor, achei que não rendia o que deveria. Já o ciclismo ficou bem na média e foi melhor do que o usual, obviamente pela forma da prova, com vácuo liberado. Se tivesse conseguido engatar num pelotão mais cedo teria melhorado, mas aí não sei o que teria sido da corrida ;-).

domingo, 24 de outubro de 2010

Relato do Olímpico

Largada

Combinei com o Maurício Bertuzzi a carona às 5:20 da madrugada. Saímos para jurerê e chegamos em primeiro lugar no estacionamento ! Fomos para o bike checkin, tudo certo. Ajeitei as tralhas, testei os tênis, abasteci a bike. Aí tive a idéia de encher mais os pneus. Enchi o dianteiro e quando fui tirar a tampinha do traseiro, mal toquei e a válvula veio junto. Desastre, faltava meia hora pra largar. Aí o Danton me ajudou a segurar a bike, troquei, botei tudo no lugar e não consegui encher, o pino era curto e a roda era larga.

Só tinha aquela câmera. Uma alma caridosa da Ironmind (não lembro o nome, sorry) me emprestou uma bico longo e aí foi a vez de não conseguir enfiar o pneu na roda. Tirei de novo e recoloquei para então encher com todo o cuidado. Agora só tinha o pit-stop para tentar salvar um eventual furo. Coloquei a bike no suporte e fui buscar a roupa de borracha e os óculos, então percebi que a confusão toda fez aflorar um chamado na natureza de alta complexidade. Chamado resolvido, entrei na roupa e corri pra largada na praia. Percebi que o deck do P12 era escorregadio molhado. Mal cheguei, achei o Diogo e a Cínthia e então largou. Não aqueci 1 min, isso foi feito na troca dupla de pneus. Saí correndo feito louco e entrei na água bem a frente, só pra ser atropelado pelos mais rápidos. A natação era de 2 voltas num triângulo de bóias, a primeira estava em perfeito alinhamento com o sol que nascia no céu azul (espetacular, diga-se de passagem). Fiz muita força e errei a bóia, tive que acertar o rumo e perto da bóia tinha um caiaque (fibra de vidro). Numa braçada meti a mão no caiaque, amassando uns dedos. Fui pra segunda bóia rápido e quando contornei voltei pra praia seguindo a manada, pois não sabia direito pra onde era.


O contorno do cone foi rápido, e novamente corri feito louco até a água de novo. Lá fiquei realmente ofegante, se tivesse com o monitor cardíaco tenho certeza de que daria recorde. Vi o Marcos Pavarini reentrando na água e pensei: vou grudar nele aqui e na bike. Não grudei em nenhuma esteira, mas fui certo até a bóia. Retornei e na virada da segunda mirei no que parecia ser o funil de entrada na praia. Quando saí da água fiquei contente, 27min e uns quebrados. Corri para a transição, o Luiz Otávio e um camarada de Brusque logo à frente. Quando lembrei que escorregava, um fiscal avisou bem na hora do ploft do Luiz no chão, mas levantou ileso e fez a transição rápida.


Transitei rápido e me mandei pra não sobrar. Cheguei no Sandro de Brusque e no Luiz, então seguimos revezando. Uma hora veio uma dupla e o Sandro se mandou, ficamos eu e o Luiz alternando a cara no vento. Foi assim por mais duas voltas. No meio da terceira veio um pelotão gigante e eu grudei nele. Nas retomadas era dicífil acompanhar, e tinha bastante retorno, 10 no total, mas depois de ver o Sandro sumir num pelotão menor, decidi vomitar antes de largar aquele ali. E funcionou, a média subiu bem, vinha a 32 e fechei o percurso de 38,5 km (cadê os outros 1,5 ?) a 34,5 km/h. Sinistro pedalar daquele jeito, muitos malucos colados, é estressante mas é legal. Num dado momento o Hugo puxou um pelote menor que sobrou e revezei com ele. Um momento de pânico ocorreu quando eu andava na roda do Luiz Otávio. Veio uma moto com a fiscal sinalizando pra ir pra direita, gritando alguma coisa. Aí o Luiz reduziu e chegou pro lado, eu cheguei a raspar o pneu no dele mas consegui controlar, felizmente não estava no clipe. Era o que faltava um tombo ali. Vi o Lukinhas liderando a prova, muito show.


Larguei a bike sem ter visto nem sombra do Marcos e fiz uma transição que poderia ser melhor, tive que trocar o relógio e o número caiu do porta número. Fiz tudo já correndo e engrenei num ritmo alucinado até uns 800 mts, quando percebi a besteira e reduzi. Como é fácil sair rápido demais de uma T2. Eram 4 voltas bem medidas. O Diogo acompanhou de bike mas foi espantado pelo fiscal. Fui tentando manter o ritmo suportável para não quebrar e deu certo, todos os kms fora num ritmo parecido, com uma leve quebrada no 7. Passei pelo Arthur e tive a impressão de que ele colocaria uma volta em mim na corrida ;-). Incrível é correr no meio da Elite. Mesmo eles largando meia hora depois, na corrida já estava tudo embolado. Os caras correm demais. Na bike é mais difícil ver a diferença, se bem que uns foguetes passaram. Na corrida parece que você está parado quando um descontrolado passa correndo a 3min/km, mesmo você estando lá se matando pra manter 4:10. Passei várias vezes pela Carla Moreno liderando o feminino, correndo forte com uma cara de quem está tranquila, tranquila... ;-).


No km final apertei um pouco o ritmo e comecei a alcançar um cara perto do funil, mas alguém avisou pra ele, aí começamos um sprint que não deu muito certo, mas cheguei babando. Tem que chegar sem gasolina no tanque, dessa vez foi perto da reserva, com 42min26seg. Não sei ao certo o tempo da prova, mas deve ter dado 2h19min. O plano A era até 2h20, na mosca. Realmente o ciclismo num olímpico com vácou não tem nada a ver com a perna de bike do ironman. Aqui parece que realmente o pelotão te puxa. Que diferença pedalar com a cara no vento ! Ainda sem resultados oficiais.

Foi muito bom fazer essa prova junto com o Maurício, um cara sensacional. Exemplo desde os tempos em que eu ia lá ver o iron, referência a ser alcançado na corrida. Fiquei muito feliz quando descobri que ele voltará ao iron ano que vem, bons treinos virão com certeza.

Fotos e vídeo do Diogo e da Cínthia, que acordaram de madrugada e foram até lá pedalando pra ver a prova. Espero que tenham ficando infectados, pois tem outro olímpico em dezembro !!!

Detalhes técnicos: o asfalto é o pior que poderia ser escolhido. Não sei porque não jogaram o percurso para a praia da daniela, pelo menos o piso seria melhor. Aquele trecho de lajotas já incomoda no ironman, mas passar 5 vezes ali em cada sentido é dureza, acho que daria pra esticar até a frente do campanário, talvez (é fácil falar sem saber de nada ;-). O trajeto da corrida era muito quebrado em esquinas, na primeira volta fiquei em dúvida, e numas curvas sempre tinha gente correndo no sentido errado (que fizeram ser mão inglesa).

sábado, 23 de outubro de 2010

Brasileiro de Triathlon Olímpico em Floripa !!

Amanhã Floripa respira Triathlon novamente em jurerê, com grandes nomes do cenário nacional competindo na última etapa do campeonato brasileiro. A largada das categorias será às 7:15 e da elite às 7:45.

Passei o dia todo fazendo zilhões de coisas, quero ver dormir direito agora. Às 5:30 da madruga partimos pra lá para preparar o checkin. Já deixei tudo ensacolado, uma de natação com a roupa de borracha, outra de corrida e ciclismo e a bike. Acho que não faltou nada, tralha pra caramba. Preparei uns gels e uma garrafa de clicodry pra a bike e grudei no canote do selin um tubo de tapa-furo e uma câmera, ficou meio ridículo.

A prova será com vácuo, novidade pra mim. Espero conseguir grudar num pelotão e ser arrastado, pois os treinos de ciclismo... sei não. Já a natação eu reforçei nas últimas duas semanas e deve estar prestando pra alguma coisa se eu conseguir ficar em alguma esteira lenta. A corrida tá boa, vamos ver.

Hoje cedo fui na Central Bike buscar a magrela da revisão. Pneu de prova, toda revisada e lubrificada, parece outra. Dei umas pedaladas por 5 km ao redor do bairro pra testar tudo e ficou 100 %. O Arthur foi comigo e experimentou todas as bikes infantis que tinha por lá ;-).

Buenos, a julgar pela lua monstra que saiu agora, o dia amanhã será excelente. Até lá.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Mountain Do Lagoa 2010

Voltei a correr o MountainDo da Lagoa depois de dois anos fora, estava com saudades dessa prova. E agora está mais interessante, um pouco mais longa e com base no LIC, fica mais acessível pra quem corre e pro público. Era também a primeira vez em que é possível aos quartetos correr dois trechos com intervalo e não emendados.


Turma reunida

A Equipe AndarIlha correu com dois quartetos mistos bem equilibrados. Reunimo-nos apenas na largada, equipe experiente organiza tudo com perfeição por email ;-). Depois de organizar melhor a logística dos carros e dos trechos a Fabi e o Varela largaram junto à muvuca do grupo das oito horas. A Fabi faria os trechos 1 e 2 emendados e a Taty correria do campeche à joaquina. O Aracajú foi seguir de carro para fotografar, a Taty foi pro trecho dela e eu fui junto do Hélio e do William para o centrinho da lagoa tomar outro café-da-manhã numa padaria. Revezamento é bom por isso, enquanto uns se matam, outros curtem despreocupados a prova.

Esperando na Joaquina

Seguimos para a Joaquina a tempo de ver passar a primeira equipe, uma dupla. Aproveitamos o dia pra fazer umas fotos diferentes por lá e loguinho já vimos ao longe vindo do sul a Fabi chegando. Fui pulando para o posto de troca, fiquei lá aquecendo e correndo no lugar até a Fabi chegar, para então sair para o trecho das dunas. Fui na manha subindo as colinas de areia, trotei no topo e despenquei do outro lado, entupindo os tênis de areia fininha. Atravessei para a trilha do morro da joaquina até a mole, já passando um monte de gente.

Desci a trilha numa boa e subi de novo para sair na estrada da mole, fechando o trecho alucinado no asfalto, até errei a entrada no estacionamento que tem o posto de troca. Larguei o bastão pro Hélio e fui correndo com o William para o projeto Tamar na barra da lagoa.
Fim do trecho 3 na praia mole

Lá encontramos a turma de novo, comi alguma coisa e tomei um monte de líquidos, o dia estava quente pra época e sem vento algum, raridade aqui nessa terra. O Hélio veio e eu segui para o trecho 5. Correr na floresta do rio vermelho é sempre legal. Fiquei lembrando de quantas corridas já fiz por lá. A primeira corrida de aventura em 2002 passou ali e eu atolei a bike na areia, quase morri numa prova de 13 horas seguidas quando nunca tinha feito nada parecido. XTerra noturno, Xtrial diurno, volta a ilha, moutaindo, sulbrasilis, paznaterra. Parece que tudo quanto é corrida explora aquelas trilhas.

Correr na sombra e no chão fofo era uma beleza, ia fácil. Quando pensava em sede lá tinha um posto dágua. Mas aí acabou a festa e o percurso foi pro sol sem vento e pra areia pegajosa do moçambique. Foi difícil manter o ritmo, mas em 4 km voltou pra estrada de terra e aí logo entrou para o rio vermelho, terminando no hotel engenho. Fiquei feliz de ter mantido ritmo sub-5 naquele trecho e passei o bastão pro William deitar o cabelo (raspado) no trecho 6.

O Rafael-Namorado-da-Taty me deu uma carona até o terminal de barco na lagoa, pois o Hélio o foi acompanhar os atletas no trecho 6 até ratones e preparar para correr o 7 junto com o Luciano. Lá no ponto-de-barco achei o Tiago e ficamos lá papeando e matando tempo. Depois de cansar entramos no barco que não saia nunca e finalmente atravessamos a lagoa para a costa. Aquele posto de troca é o mais legal da prova, inacessível para carros num lugar bonito pra danar. Montes de ansiosos esperando a vez de correr. De minha parte, fui ficando com sono e lerdeza. Quando calculei que o Hélio viria levantei e comecei a espantar a preguiça, mas o capitão veio muito rápido e quando o Tiago avisou eu vinha de uma visita à 'casinha' e me apressei pra engolir um gel e um copo dágua e me mandei trilha acima. Foi cruel começar esse trecho, lerdo e cansado. Mas um km de trilha fechada e cheia de sobe e desce foi suficiente pra aquecer e engatei um ritmo bom. Lá pelo meio da trilha fui passado por um atleta, tentei acompanhar, quase me matei e o cara sumiu de vista. Ao final da trilha passei um cara de uma dupla e segui o melhor que podia até a chegada, fechando os 12 km finais da prova de 73 km, ao todo levamos 7h21min na brincadeira. A segunda equipe AndarIlha chegou pouco mais de meia hora depois e encerramos a festa.

Chegando

As fotos são do Aracajú, exceto a da chegada que é do Varela, valeu Diogo, mesmo quando não corre participa !!!!


Vídeo oficial by Hélio, The Captain.



Amigos reunidos num lugar incrível, corrida e endorfina de sobra, não poderíamos querer mais. Valeu turma, obrigado !! Resultados oficiais aqui.


Cambito solitário esperando a hora de sofrer.
The End.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Corrida na costa da lagoa

Neste feriado fui correr na Costa da Lagoa com os meus amigos Hélio e Tiago. Outros dependentes de endorfina foram fazer a trilha da florestinha no morro da lagoa em MTB, de forma que a escolha foi dura. Fui pois precisava correr um pouco em trilha como treino para o MountainDo no sábado. Manhã ensolarada e temperatura agradável junto com o lugar tornaram a corrida excelente. Sempre é muito bom correr lá, e realmente é uma das melhores trilhas para um treino de corrida, pois é praticamente toda corrível.

Saímos as oito e pouco lá do estacionamento do canto dos araçás e fomos até o final da trilha, no ponto de barco 23, onde inicia o trecho 8 da prova de sábado. Eu nunca tinha corrido este trecho depois da bifurcação para ratones, então foi bom um reconhecimento. Melhor ainda foi ver que desastre estou em trilhas. Tropecei inúmeras vezes, foi sorte não ir de cara no chão. Muito lerdas e descordenadas em trilhas estas pernas estão. É até esperado por não correr há tanto tempo em trilha. A corrida foi toda tranquila, só abasteci com glicodry. Lá pelo final da trilha fui atacado por uns cachorros, um deles chegou a arranhar o tênis. Aí em outro ponto um solitário me perseguiu e eu fugi e errei a trilha. Depois errei de novo, num beco sem saída na água onde atolei os pés pra variar. O ritmo foi bem leve, então o longo de quase 2 horas e 16,5 km vai ajudar bem para a corrida sábado.

Falando nisso, minha equipe está tentando me eliminar, pois vou correr 3 trechos fechando quase 29 km, quero até ver o que vai dar pra fazer nos 4 km finais de asfalto que fecham a prova. Que venha mais um MountainDo, estava já com saudade dessa prova !!

domingo, 10 de outubro de 2010

Vento por todos os lados

Final de semana ventoso, este. Como dia 24 tem o olímpico brasileiro em jurerê e sábado próximo tem o MountainDo, tinha que ir neste sábado pra um treino de transição completo, que há tempos eu não fazia.

A natação saiu melhor do que o usual e depois da água gelada fomos pra um contra-vento de 40 km. Incrível como indo e voltando ao mesmo ponto sempre tem mais vento contra do que a favor. Fiz forte e a média não saiu tão ruim dado o forte vento, aí fui pra corrida de 6 km moderada que saiu fácil. Fiquei o resto do dia em compromissos e a noite estava podre, descartei treinar cedo.

Hoje depois de um passeio à base aérea consegui tempo pra pedalar, às 16 horas. Sem ter idéia de algo melhor pra fazer fui pra beira-mar de SJ munido de uma goiaba e uma garrafa com glicodry. Fiz um treino totalmente estranho de 60 km indo e vindo o tempo todo, trechos de vento a favor e contra, o que o transformou num intervalado-longo-eólico.

Sobre a prova de ontem no Hawaii, coisa muito legal acompanhar aquilo online e pelo twitter. Só conseguir chegar perto do computador depois das 21 hs, quase no final, mas conseguir assistir ao vídeo o vídeo dos últimos 40 minutos, durante o dia fiquei espiando no celular. Muito interessante como as modalidades não necessariamente definem o resultado da prova. O melhor nadador disparado, Andy Potts, e o ciclista destruidor Cris Lieto não chegaram entre os 10. O que manda realmente é a constância e uma boa corrida, e que final aquele, os dois caras correndo lado a lado depois dos 38 km da maratona, impressionante !!

domingo, 3 de outubro de 2010

Pedalando aos gritos

Hoje o treino não foi usual. Depois de nada ontem exceto musculação, pois estava chovendo cedo e não fui pra jurerê só para nadar, hoje resolvi sair para o pedal longuinho na BR-101. Imaginei que seria mais tranquilo em dia de eleição.

Pouco antes de biguaçu tomei um susto, um idiota vinha de ré no acostamento tentando pegar um acesso que tinha passado. Berrei até estourar os pulmões e quando passei pelo canto do canto do acostamento o cara xingou de volta. Aí fiquei furioso, xinguei tudo que conhecia e fui embora mostrando dedo, coisa que não faço nunca. O imbecil faz besteira e ainda xinga porque eu berrei pra que ele me visse. Depois desistiu de dar a ré e foi adiante pra pegar um retorno, passou me xingando de novo.

Pouco depois de governador celso ramos tinha uma baita fila de caminhões parados no acostamento. Não entendi mas por sorte estava num ponto de boa visibilidade, esperei não ver carro no horizonte e fui pela pista.

Aí numa descida leve eu estava a quase 55 km/h pedalando clipado e vem um motoqueiro, encosta e me pergunta aos gritos se faltava muito para porto belo. Não acreditei, em plena BR-101 um cara vem pedir informação pra um ciclista, hahaha. Berrei de volta que era mais a frente, o cara não entendi aí então levantei do clipe e só apontei e o finalmente o cara se foi.

Fiz o retorno e me assustei com a média, 36 km/h. Claro que não eram as pernas, mas o vento. Apesar de não ver movimento nas árvores sabia que ele estava lá, mas só quando vai-se contra ele é que se tem noção. O resumo é que a volta deu média de 28 sofrida ;-).

No ponto da fila de caminhões no acostamento fui entender, bem naquele ponto tinha uma escola à margem da rodovia, por isso paravam ali para justificar o voto. Consegui saber isso enquanto esperava um caminhão manobrar e conversava também aos gritos com outro caminhoneiro lá em cima da cabine, que quando fui embora ainda disse "vai lá felipe massa !" (??).

Voltei enfim pra casa com o vento na cara e de tanque vazio. Faltou comida. Quando cheguei percebi que tô rouco. 90 Km confusos mas bem aproveitados, agora é só votar !

domingo, 26 de setembro de 2010

Exemplo para os pequenos

É incrível o quanto somos exemplo para as crianças. Ontem depois do treino ainda conversava sobre isto. Criança só precisa ter alguém pra copiar. Não precisa falar, basta agir e os pequenos vão no mesmo ritmo. Os miúdos são sempre os mais empolgados em qualquer corrida, nos acompanham quando vêem passar, gritam, correm atrás.

Com a Laís foi a natação, nadamos juntos por alguns anos, ela sempre conseguia me deixar pra trás nas pernadas. Fez muitas provas de natação e uma maratoninha, escalou e mergulhou muito comigo. Depois de muito tempo cansou da natação e se encheu de compromissos do segundo grau, mas uma hora dessas ainda retorna à ativa, espero ;-). Já com o Arthur eu estou mais maníaco do que antes, é impressionante vê-lo copiando comportamentos que a gente nunca fez questão de reforçar nele. Ontem estava na sacada correndo de um lado pro outro, de tênis e boné da track and field na cabeça. Perguntei o que estava fazendo e ele respondeu: " eu tô treinando, papai ". Interessante também como é natural correr pra crianças, ele praticamente não anda na escola, só corre de um lado pro outro.

Ele já tem camisetas do desafrio e moleton do ironman e ganha todos os bonés de corridas, e sempre que vai com eles pra escola diz pros amiguinhos que são do papai correr. Sempre que eu vou mexer na bike ele vai atrás com a dele e põe de cabeça pra baixo e então começa a mexer também. Ontem foi o mais engraçado, fui guardar umas tralhas e ele foi junto. Quando viu a MTB sem a cadeirinha dele passear, perguntou: " papai, essa aqui agora também é de treinar ? Não é só a outra de ironman ? "

Hoje garoou desde cedo, então não fui treinar. Quando ele acordou já veio dizendo que queria pedalar. Uma hora a chuva parou e o chão secou, então fomos na minha bike. Segui até o final da beira-mar de SJ e aí começou a chover de novo e ventar bem de leve, primeira chuva na bike do pequeno. De capacete, boné e jaqueta ele não sentiu frio, mas ficou com as mãos e as bochechas geladas. Quando chegamos em casa, disse primeiro do que eu: " mamãaaaee, a gente cansou muito, vamos tomar banho porque eu tô gelado! ".

Tudo isso me deixa muito feliz !

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Corrida de aventura do SESI: execução perfeita com planejamento errado


Foto do Panorâmio

Ou então como disse o Dariva: potência não é nada sem controle.

Domingo de sol, céu azul e mar idem, sem vento e temperatura agradável. Largamos no pântano do sul para a corrida de aventura do Sesi, com a equipe da Dígitro formada pelo Aracajú, Cassol, Maicon e eu. Outra equipe da Dígitro com o Rodrigo completava as 11 equipes da expedição, prova de 25 km dos jogos do SESI de 2010.

Largamos depois de plotar os pontos no mapa, saindo forte pela praia para o trecho de 2,5 km até os açores. Chegamos lá bem rápido e quando olhamos pra trás, ninguém, nenhuma outra equipe fora as duas Dígitro. Pegamos as duas bikes e tocamos em bike and run, o Maicon e o Cassol pedalando e eu e o Diogo correndo em direção à costa de dentro.

O pedal acabou rápido, deu uns 4 km e então pegamos a estrada do sertão do ribeirão (morro maldito para os adeptos da volta à ilha). Fomos andando rápido morro acima, trotando no plano e despencando nas descidas, até a vila, passando pelos visuais fantásticos que aquele lugar proporciona. Lá pegamos a trilha para a cahoeira da lagoa do sertão do Peri e tocamos junto com a equipe do Rodrigo. Fomos descendo como dava e então chegamos à cachoeira. Tinha uma atividade de cordas, um circuito de arvorismo montado em cima da cachoeira que era sensacional. Um dos staff disse que levaram dois dias montando aquilo tudo. Andamos nas cordas e então seguimos de volta pra trilha, rumo à sede do parque.

Pouco depois entramos numa trilha que foi fechando, fechando e quando vi o Aracajú ia na frente rastejando feito rambo em emboscada. Segui ao final da fila e vi que a trilha realmente tinha acabado. Voltamos e dois metros à frente estava a bifurcação à esquerda na trilha certa, onde entramos correndo com tudo pra recuperar o tempo perdido. Como passamos por umas equipes na volta da cachoeira ainda indo para as cordas, achei que alguma equipe poderia ter passado, mas depois de 20 min forte percebi que ainda estávamos na frente.

Chegamos no PC do caiaque e o Diogo e o Maicon pegaram o duck pra remar uns 5 km até a sede do parque, enquanto eu e o Cassol seguimos correndo até a torre de observação da lagoa pra fazer um rapel. Resolvi arriscar e azimutei direto pela margem para pegar a trilha depois do cotovelo, evitando quase um km de estradinha plana. Achamos a torre, equipamos e subimos para a primeira vez de rapel do Cassol, descemos e seguimos para a sede encontrar os remadores.

Chagamos praticamente ao mesmo tempo que os caiaques, o Aracajú e o Maicon remaram demais. Fomos direto para o fiscal pegar a carta de orientação para a etapa final, 3 prismas escondidos na mata. A carta era impressa em jato de tinta e já começou a borrar assim que peguei a folha, que representava o lugar em escala 1:10.000. Faltava um norte na folha, pois várias vezes tive que parar pra pensar onde é que era o norte. Bússola e régua na mão e lá fomos nós. Haviam 5 prismas e cada equipe tinha que pegar 3 aleatoriamente, só que o 5 era lá onde judas perdeu as botas, depois da torre do rapel. Claro que tivemos que pegar este prisma. Acho que deram isso pra primeira equipe que chegou pra ver se acirrava a disputa.

Seguimos para pegar o 2 e não achamos o ponto. Fiquei perdido e o Aracajú teve a idéia de comparar a carta com o mapa e bingo, entendi que estávamos numa trilha paralela onde imaginava estar, e dado o local abandonamos temporariamente o 2 e fomos buscar o 4 e 5. Navegação exata até o 5 e então seguimos até o 4. Na hora de achar novamente o prisma 2 errei a escala e estimei correr 800 metros, fomos e quase chegamos na margem da lagoa de novo. Quando vi a besteira voltamos tudo e então acertamos a entrada da trilha, mais 200 metros e haveria outra a 90º à direita. Pra não errar mais, o Aracajú foi andando rápido contando passos e em 200 certinho batemos na trilha. Ele entrou, catou o prisma e então seguimos aloprados para a chegada, o Cassol se matando pra correr com o joelho pifado, superação total.

Chegamos, festejamos e comi feito louco. Nas 3h21min de prova eu só tinha comido duas bananas e um gel, mas não tinha sentido necessidade de mais nada. Foi parar a abrir uma cratera no estômago. Depois de uns 20 min chegou a equipe do Rodrigo e então mais uns 15 e as outras chegaram, três emboladas. Fomos todos pra casa certos da dobradinha com a outra equipe da Dígitro e felizes por ter liderado a corrida de ponta a ponta.

Fotos aqui.

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Epílogo

O resultado oficial não saiu no domingo, apenas terça na festa de premiação, pois haveriam de computar penalidades e tempos de relógio parado nos trechos de rapel e cordas. Não tinhamos a menor dúvidas de ter zerado tudo e não ter acumulado nenhuma penalidade, só que fomos chamados para o segundo lugar na hora do pódio.

Depois da confusão descobrimos aterrorizados que tomamos 45 minutos de penalidade por não ter marcado um PC. Que não sabiamos que existia. O erro foi que não plotamos o PC1, que estava a 150 metros da largada (3 mm no mapa). Achamos estupidamente (eu) que era a coordenada da largada e fomos plotar todos os outros 11 PCs. Nós e mais três equipes cometemos esta asneira imperdoável. Deve ter sido muito ridículo as outras equipes olhando aqueles malucos alucinados passarem correndo pelo primeiro PC da prova, um PC grátis, fácil, óbvio e obrigatório. Devem te achado que éramos safados ou tapados. Fomos tapados.

A equipe que chegou em terceiro pulou para primeiro lugar e ficamos em segundo por nove minutos, a outra equipe da Dígitro foi parar lá em 6º lugar. Burrice total. Excesso de confiança na hora de plotar, falta de conferência, afobação para largar rápido, erro de planejamento e organização. Burro, burro, burro.

Como eu gosto de aprender com os erros dos outros, não poderia de deixar de retribuir escrevendo este post, mesmo que para relatar o maior mico das corridas de aventura de todos os tempos. Não achar um PC, se perder, plotar errado, navegar errado, são erros normais. Mas não saber que existe um PC é inédito.

Depois ainda ficamos analisando que o PC foi pegadinha, que a penalidade foi exagerada e coisa e tal, pois mesmo engatinhando até o PC e esperando toda as equipes assinarem a planilha não levariamos mais de 10 minutos. Mas lá no fundo eu sei que o erro foi imperdoável, pois corrida de aventura não é só corrida. É uma atividade complexa que envolve planejamento, estratégia, trabalho em equipel, liderança, técnicas específicas e também é claro muito pulmão e pernas. Em qualquer outra prova perder um PC significaria desclassificação. Mas como esta tinha a penalidade no regulamento, acabamos com o segundo lugar como consolação. Eca.

Rápido é inimigo de longo ?

Nem lembro mais quando foi o último longo de corrida. Por outro lado, não lembro de já ter corrido rápido tão fácil. Isso me anima mas dá um desespero, pois perder esse ritmo mais rápido é esperado quando começarem os longos, ao menos eu acho. Preciso ver como manter o pace e adquirir volume de novo sem piorar muito a velocidade. Não sei se isso vai ser possível.

Mas sei que depois do Desafrio não fiz mais prova longa e também não treinei longo, logo alguma coisa tinha que melhorar se não focamos mais endurance apenas. De qualquer forma, pra ver logo como é que vai ficar decidi que este ano vou correr a maratona de Curitiba. Sempre ouvi falar muito bem mas nunca consegui ir, sempre tinha o praias e trilhas muito próximo, e fazer três maratonas em uma semana é coisa de maluco (mas fazer duas, uma sábado e outra domingo em trilhas morrentas é coisa de gente normal). Então vamos ver como vai ser, que venha a planilha rápida e longa ;-)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Beira-mar nova e vento

A ciclovia e o passeio da beira-mar norte estão em reforma há quase um ano. A obra demorou (típico) mas tá ficando bonita. O calçadão foi ampliado e a ciclovia toda refeita, ficando mais larga e de asfalto lisinho. Mas dada a buraqueira da obra, estava impossível passar lá de bike speed.

Neste sábado aumentei o treino de bike em 10 km pois só iria pedalar mesmo em função da corrida de aventura do domingo. Mas como não consegui ir de carro saí de casa sem rumo pensando onde é que arrumaria 60 km de chão. Fui para o norte girar na SC, passando pela beira-mar nova mas ainda em obras. Não é lugar de treinar, é só passagem, porque ali as pessoas não sabem que é ciclo nem muito menos via, param no meio da pista, atravessam sem olhar, usam MP3 e não escutam nem berros e ainda resolvem andar na contra-mão.

Chegando na SC peguei os morrinhos típicos, descidona do morro do estado e então o trecho plano até quase o trevo de canasvieiras. Lá o ritmo foi bom, com vento em popa era fácil bater 50 km/h, máx 54 e a média deu bem alta ali. Mas assim que fiz o retorno no elevado dos ingleses o vento se vingou e foi dureza voltar contra aquela força eólica toda, resultando em média geral pífia dada a lentidadão na beiramar e em coqueiros.

Valeu o treino de bike variado, vento contra, vento a favor, morro acima e morro abaixo, circuito de obstáculos na beira-mar. Consegui girar bem e pela primeira vez arrumei uma cadência média acima de 80 rpm, tá difícil sincronizar o giro dos cambitos.

Foto do click-rbs.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A natação não tá prestando pra muita coisa...


Tem algo de podre na natação. Braços pesados e lerdos tem sido uma constante. Depois da prova de domingo acabei não treinando segunda e só fiz uma musculaçãozinha safada. Fui só nadar terça, mas foi uma dificuldade. Tinha que fazer um 1500 cronometrado no meio do treino e foi um desastre, lento, torto e dolorido.

Ontem corri o pseudo-longo de 14 km (que nos treinos pré-iron seria o treino solto) até que bem, aí hoje fui nadar apenas e de novo o chumbo nos braços. Sei lá o que é isso, só pode ser falta de prática, já que no máximo duas vezes por semana tem sido a contagem de azulejos (mar tá raro). Tenho que arrumar isso, até porque final do mês tem a travessia do Peri de 3000 m e não quero ter que ser resgatado ;-). Além do mais tem uns aí me tentando a entrar num revezamento de 10000 m no paraná em dupla, coisa muito maquiavélica.

domingo, 12 de setembro de 2010

Track and Field Florianópolis 2010

Uma horda de corredores animados compareceu no shopping iguatemi Floripa hoje cedo, para correr a edição 2010 do circuito track and field. Eu nunca tinha participado desta prova nem de uma de exatamente 10 km, então fui lá conferir. Deixei a Daiane com o Arthur no parquinho e fui buscar o chip e agilizar pra largar. Uma chuvinha chata serviu pra acumular o público do lado de dentro do shopping e nós na rua.

Trotei pra aquecer um pouco e fomos pra largada junto do Hélio, Taty e do Varela. Não vi o Adriano, que estrearia numa prova de corrida, nem na largada nem em nenhum os retornos, mas ele completou muito bem os 10 km com seis semanas de treinos em 55:13, bem abaixo do máximo de 1 hora que estabeleceu. O Maycon também inaugurou sua era de corredor.

Larguei forte mas controlando o ritmo pra não exagerar, segurei no início pra não pagar o pato no final mas mesmo assim o ritmo decaiu um pouco entre os km 7 e 8. Ali pelos 500 metros o Alexandre chegou junto, tinha largado de dentro do shopping atrasado e estava num sprint pra alcançar a galera :-). Grudei num bolo de gente da Ironmind e mais a frente iam outros, domindando a prova, com o Roberto na liderança. Cheguei no Arthur e fiquei realmente impressionado em vê-lo correr empurrando a cadeira de rodas àquela velocidade, sensacional.

Fiz a primeira volta pouco mais forte do que a segunda e terminei num pace igual ao do primeiro km, o que deixa a impressão de que dava pra ter forçado mais. A FCmáx não foi muito alta provavelmente devido a temperatura e à chuva, mas mesmo assim a média deu 178. Uma coisa que atrapalha um pouco são os retornos. Como havia uma prova de 5 km junto, o circuito era de 2,5 km de ida e 2,5 de volta, fechando 3 retornos para quem faria 10 km. Quase cai num escorregão em cima do tablado plástico que tinha sobre a grama para cruzar a pista.

Fiquei um pouco esperando na chegada mas comecei a passar muito frio, fui buscar a mochila com a roupa e perdi várias chegadas, mas vi a Taty chegando em 6º geral feminino, bem perto da 5ª colocada. Logo chegaram o Nilson, Adriano e o Maycon.

Fechei com o tempo oficial de 39min03seg (recebido por sms 1 h depois da prova). A meta era bater 40 min, mas fiquei pensando que deveria ter colocado o alvo abaixo de 39, hehehe. Se não tivesse os retornos daria certo ;-).
Resultados Oficiais: Categoria 35-39: 2º lugar, Geral 19º lugar.


O dono da medalha ;-)
Fotos do Jacó.

domingo, 5 de setembro de 2010

O Retorno do Rei


Hoje o astro rei voltou a brilhar por aqui. Não que estivesse chovendo, mas há uns dez dias não tinha céu azul, só fumaça das queimadas e neblina da grossa. Pois quando acordei e vi o céu laranja e azul escuro pulei logo nas roupas de bike e saí pra achar o Alexandre e o Kilder debaixo da ponte na ilha.

Saímos para o sul e fizemos um pedal fantástico, muito bom. Foi um intervalado involuntário, trechos a 20-25 contra vento, 45 a favor, morrinhos pequenos e muito vento contra. Esticamos até os açores e no retorno paramos no morro das pedras pra apreciar a paisagem, das melhores da ilha.

Eu troquei o selin da bike ontem. O Profile que estava nela perdeu o gel nas laterais da abertura e ontem me vi pedalando no plástico da base do banco, coisa horrível. Aí troquei, e pra ajudar mexi na posição do clipe. Quando já tinha feito tudo lembrei das dicas do Max para anotar algumas distâncias quando trocar alguma pedaço da bike. Mas como não fiz isso, acabei com um 'auto-fit' que hoje no treino de 86 km mostrou estar exagerado apenas na altura do banco. Abaixei um pouco e tudo certo, sem maiores traumas a não ser nas partes, que agora vão precisar se adaptar a um novo shape.

Chegando em casa saí pra uma corridinha de 6 km pra compensar a não-corrida de ontem. Tudo muito bem e muito moderado, apenas para soltar as pernas. Belo início de dia, como saí as 7h as 10:45 já estava em casa. A foto é de celular da ponte hoje as 7:30.

sábado, 4 de setembro de 2010

Superação constante


Hoje fui pro treino de transição empolgado, há tempos não nadava no mar lá em jurerê. Apesar da empolgação, a superação foi maior. É preciso muito treino e concentração pra conseguir esquecer a sapatilha num treino de bike. E também o relógio para a natação. Acho que não falta mais nada, pois já esqueci capacete, roupa de borracha, de ciclismo, óculos e tênis.

Coisa boa e energeticamente positiva é nadar no mar cedinho. O sol conseguiu furar a neblina/fumaça e apesar do mar quebrado e mexido foi excelente. Muito bom mesmo. Embora não saiba o tempo, não importa. O estilo prego de ultimamente dificilmente daria algum tempo decente naqueles 2000 m, então melhor não saber. Saí do mar junto com o Alexandre, e fui me preparar pro pedal.

Quando já estava até de capacete, procurei o pisante. Cadê ? Puts, deve estar no carro. Corri até o carro e voltei até a bike para buscar a chave, corri de novo e cadê ? Não veio... Lembrei na hora, fui tirar a MTB com a sapatilha e capacete na mão, botei o capacete na cabeça e a sapatilha no chão e botei a speed no carro e fui embora. Decidido a não perder o treino de bike, fui de tênis mesmo. Horrível pedalar naquele pedalzinho keo com tênis largo. Impossível manter uma cadência mais alta, assim como fazer força direito. Estava pedalando junto do Marco quando notei uma vibração estranha... o asfalto estava bom, e a roda dianteira estava pulando. Paramos pra ver e o pneu estava escapando ! Formou um 'ovo' e estava quase pulando fora. Esvaziei, encaixei de volta na roda e seguimos.

Ao final do treininho de 50 Km o pé ficou dolorido e as pernas ficaram estranhas. Tudo muito estranho. Mas consegui acompanhar o pessoal roubando um pedaço perto de canasvieiras. Demora além do necessário e dedos dormentes me fizeram cancelar a corrida, eca.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Tiros pra matar

Ou quase. Fiz um treino de corrida hoje muito complexo. Um intervalado com tiros de 400 metros no final que eu sempre pulava, pois nunca achei útil tiros tão curtos. Mas eu nunca fiz tantos treinos de tiros, tem toda semana de todos os jeitos então hoje fui fiel à planilha.

O negócio doeu nos trechos de 400 m @ 3:25. Incrível como é difícil correr nesta velocidade, pelo menos atualmente. A perna trava, queima e fica pesada. E foram só 2 km no total na metralhadora. Não consegui manter o ritmo nos dois últimos tiros, mas isso foi depois de 10 km progressivo com os dois últimos a 3:55.

Tenho percebidos muita melhora com estes treinos, e tô até gostando, antes encarava como uma chatice esse corre/para desesperado, mas dá resultado. O interessante é que mesmo com volume reduzido os treinos de tiros melhoram a economia da corrida mais longa, e isso eu percebi no ano passado, pois treinei muitos tiros para o olímpico de outubro e consegui fazer um praias e trilhas de 84 km muito bom. Interessante ver como será numa corrida curta como a track & fields do dia 12.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Pedal na trilha da antena

Ontem rolou um pedal na trilha da antena, em Floripa. Eu tinha ido há alguns anos e não lembrava nada do caminho, além disso estava seco por pegar uma trilhinha de MTB. Fiquei quebrado dos treinos de sexta e sábado, com garganta podre, mas mesmo assim fui. Claro que atrasei o pessoal todo, pois me esperaram no centrosul o Adriano, Dariva, Cassol e Sérgio. Valeu a paciência e prometo chegar mais atrasado ainda da próxima vez.

Saímos às 8:00 pelo sul da ilha até a eletrosul e subimos o morrão. Uma estrada que foi passando de calçamento e terra batida até pedregulhos soltos e canaletas, subindo sempre. O primeiro terço é mais sofrido, depois de um mirante sensacional onde se vê a lagoa da conceição e a baía sul (túneis do ironman) ao mesmo tempo (!) segue-se mais suave em zigue-zague até a tal da antena lá no cucuruto da montanha. Encontramos o Hélio, Tiago e a Fabi subindo correndo, e fiquei surpreso ao descobrir que correndo se vai muito mais rapido do que pedalando lerdamente morro acima. Na descida os corredores foram pela trilha até o córrego grande e nós fomos de volta pelo caminho da ida para curtir um downhill acelerado.

O pneu do Dariva furou, aí chegamos na eletrosul e o Adriano e o Jacó, fominha que tinha ido só até a metade da subida quando descíamos, resolveram esticar até a lagoa pra pegar mais morros. Eu fui pra casa e furei o pneu dentro da UFSC, sendo socorrido pelo Cassol, pois o que eu pensava ser câmera reserva eram apenas sacos plásticos fazendo volume. Acho que eles fizeram uns 700 mts de subida naquela manhã, pois o morro da antena tem mais de 400 mts e o da lagoa deve beirar 300 na rampa de vôo livre. Aqui o link para o percurso do GPS do Cassol. Aqui mais detalhes da trilha no TrilhasBR. Quem tiver fotos mande !!!

Este pedal me deixou querendo uma MTB nova. Pelo menos uma com quadro de alumínio e relação mais adequada a subir paredes, além de um freio que não faça arrancar os dedos de tanto apertar, e uns pedais decentes. Não sei se tem upgrade na guerreira atual, acho que vou vender uma MTB relíquia, hehehe.

Entrevistas do Xampa

Fazia tempo que estava por publicar, lá vai. O André Cruz do Rio de Janeiro, o Xampa do blog http://blogdoxampa.wordpress.com/ fez uma série de entrevistas com triatletas e maratonistas para tentar concluir algumas coisas sobre os padrões de lesões em atletas. Ele me convidou a falar e publicou as nossas respostas no blog, com a conclusão aqui. Uma iniciativa muito interessante na blogosfera corredora. Respectivamente, obrigado pelo espaço e parabéns pela iniciativa !!

sábado, 28 de agosto de 2010

Livro Nascido para Correr


Terminei de ler ontem. O livro é um pouco prolixo demais, a tradução é ruim principalmente nos números, mas o enredo é muito bom e envolvente. Pelo menos não traduziram os apelidos dos personagens. Muito interessante, descreve as incríveis habilidades de corrida do dos Tarahumara, tribo de índios corredores do México.

O livro acabou criando todo esse buzz ao redor da corrida descalça, por descrever a forma como os Tarahumara correm longas distâncias calçando apenas sandálias de couro sem nunca adquir lesões. Tem personagens reais muito curiosos e relata também a teoria do 'homem corredor', segundo a qual a humanidade evoluiu como foi porquê conseguia correr por longas distâncias. Trás ao final uma ultra maratona onde os Tarahumara enfrentam alguns ultracorredores famosos dos EUA, como Scott Jurek, numa prova selvagem por dentro dos canions dos índios mexicanos.

Eu venho observando algumas mudanças na minha forma de correr, e curiosamente tenho tentado instintivamente correr de umas das maneiras descritas no livro, passos curtos e rápidos, com as pernas sempre abaixo do corpo, nunca lá na frente. Isso faz com que o pé aterrise chapado no chão, e não no calcanhar.

O livro diz que as maiores lesões são decorrentes do desuso da musculatura e tendões dos pés, verdadeiros amortecedores naturais, em função dos tênis mega-ultra amortecidos modernos. Os fabricantes de tênis devem ter adorado o livro, que diz que quanto mais caro pior é o tênis, e quanto mais velho, melhor ;-). Só que não consigo imaginar correr descalço nem na areia da praia, quanto mais ultras de 100 milhas, ou maratonas no asfalto. Mas que dá vontade de tentar, dá.

Aqui um vídeo que achei sobre a prova no México:

Penha 70.3, eu não fui


Essa eu passei as últimas semanas pensando em porque é que eu não fui correr o 70.3 em penha. Mas a decisão foi lá atrás em função das outras provas e viagem de férias. Mas a vontade essa semana era gigante. Ano que vem eu vou. A galera do Triathlon tá toda lá hoje, parece que os tempos no meio de penha foram sensacionais. Pra não passar em branco saí pra pedalar o longo de amanhã, porque amanhã tem trilha de MTB pra desenferrujar.

Fui pra varginha em santo amaro. Pedal agradável, clima bom e pouco vento na ida. Arrisquei a botar os fones de ouvido e curti o pedal seguindo o rio vendo bois, pasto e montanhas. Infelizmente encheram de lombadas por todos os lados naquela região, barreiras curtas e altas muito ruins de passar. Alguém deve ter feito porcaria naquelas estradas de asfalto perfeito.

Fui muito forte e voltei me arrastando com vento nordeste na cara. Estou muito enferrujado na bike, quase não consegui ficar no clipe por falta de uso do pescoço na posição. Foi um treino de 84 km com média sofrível de 28, mas muito bom pra arejar a cabeça.

Semana só de corrida, não consegui nadar nem pedalar nada. A corrida tá rendendo, ontem saiu um treino de 16 km com média muito boa e esforço só moderado. Sairam os resultados do duathlon pedra branca, fiquem em 13º geral e apesar de não sentir fui bem na bike. Mas acho que é porque foi curta, hoje doeu. Talvez por alimentação errada, já que cheguei do longo de ontem depois das 21 hs e não jantei.

Crédito da foto do pódio para o Robson/Marcelo Ferreira.

domingo, 22 de agosto de 2010

Triathlon sem água, mas com topo do pódio

Nunca tinha feito um Duathlon. Apesar dos treinos de transição recentes, prova mesmo nenhuma. Ontem sábado 21 saí para ajeitar a bike na CentralBike e logo depois fui almoçar às 11 horas. Já alimentado, arrastei o Adriano para me levar até a Pedra Branca, local da nona edição do Duathlon da FETRISC, válido pelo campeonato catarinense.

Arrumei tudo e nem tive tempo de dar uma volta no percurso da bike, só fiquei ouvindo sobre o tal morrinho que teria. Achei e conheci pessoalmente o Marcelo Ferreira, legal encontrar pessoalmente essa galera de atletas do mundo virtual. Fui preparar a transição e depois encontrei com o Adriano e com o meu pai, que foram lá ver e fotografar. A largada foi com o infantil, muito legal ver a gurizada começar no esporte.

Uma coisa me deixou cheteado, um menino que foi dos primeiros a sair pra bike. Ele foi montar na bike e o pedal girou em falso, a corrente havia caído. O guri era bem pequeno, e ficou lá tentando segurar a bike e ajeitar a corrente. Perguntei se poderia ajudar, e não poderia. Ele ficou um baita tempo até conseguir resolver o problema, e saiu quase em último. Sei que é regra, mas no infantil não sei não. Um guri daqueles não conseguiria trocar um pneu. Se no ironman tem apoio, porque ali não poderia ter ao menos no infantil ? Isso poderia traumatizar o pequeno triatleta, sei lá.

Depois das crianças nós largamos. Seriam 4 voltas de corrida, depois 7 de ciclismo e mais 2 de corrida, fechando 8,1 km de pernada e 19,2 de pedal. Larguei forte pra caramba mas logo um grupo se destacou lá na frente. Como teria um povo fazendo a prova do Sesi com 2,5 km de corrida - 10 bike - 2,5 corrida, foi confuso acertar o ritmo. Quando o Sérgio da Ironmind me passou no final da primeira volta surtei quando vi o ritmo instantâneo, 2:58 numa leve descida de uma pontezinha (pra padrões normais, o percurso era plano). Reduzi mas fechei o primeiro km em 3:36 com a garganta queimando. Fui encaixando o ritmo e acabei mais consistente antes de ir pro pedal.

Fiz uma transição rápida mas não consegui grudar em nenum pelotão. Na verdade, não vi pelotão nenhum. A volta tinha 2.7 km e um morrinho bem chato em dois estágios. No início foi difícil baixar o batimento, as pernas ardiam e o peito queimava no esforço de alcançar umas pessoas lá na frente, o que eu não consegui. Eu não conseguia acompanhar ninguém, pois em quem eu chegava o ritmo era mais lento, quem me passava no plano eu pegava na subida mas não acompanhava na descida. Tinha uma descida kamikaze, as duas primeiras vezes desci freando bem. Umas curvas em cotovelo também me faziam reduzir bem a velociade. Nunca tinha pego um percurso técnico com essa bike e fui bem conservador para evitar um encontro mais íntimo com o asfalto.

Os três primeiros colocados me colocaram uma volta. Na verdade os dois primeros passaram tão rápido que eu nem esbocei reação de acompanhar. Aí o terceiro veio e consegui grudar nele por parte da quinta volta (sexta dele). Quando abri a sexta e ele a sétima, me pediu para que puxasse um pouco, lá fui eu pra ponta. Mas não durou nada, no morro o cara se mandou e eu não vi mais. Vi algumas outras pessoas empurrando a bike ali. Depois ainda revezei com a primeira do feminino, mas sempre apanhando na descida.

Larguei a bike e fui pros 2,8 km finais, bem ardidos por sinal. As pernas já estavam tijoladas, saí da transição atrás de outros dois atletas, passei um e segui brigando com outro até a chegada, que foi nervosa.

Fiquei por lá papeando com a galera e acertei uma carona com o Sérgio. Ficamos para a premiação, ele havia vencido a categoria dos jogos do Sesi. Depois fui verificar de curioso o resultado e fui surpreendido com a primeira colocação na categoria 35-39 anos. Não tinha idéia de como tinha sido, muito legal. Não vi o geral ainda, mas o quinto ficou 4 minutos na minha frente. Fui pro pódio ganhar a medalha (porque não era troféu !?) junto com o Ferreira em segundo e o cara da 3T (qual teu nome ?) e mais dois outros. Já era noite quando saímos de lá.

Fechei em 1h11m20seg de pancadaria pura. Os gráficos na bike de altitude, velocidade e fc ficaram engraçados. A segunda corrida deu a fcmáx e um ritmo no final que não dá pra crer muito. Na bike vi 64 km/h no cateye mas o GPS marcou máxima de 58. Insano isso naquela bike magrelinha, não tenho segurança ainda como tenho na MTB.

Fotos do Adriano, que tirou dois quilos e meio delas.