domingo, 27 de março de 2011

Travessia do Campeche dupla e domingo ciclistico

Sempre gostei muito de mar, então assim que achei que dava pra completar comecei numas travessias, lá por 2001. Fiz muitas, sempre meia-boca nos tempos, mas curtindo. Gostei demais dessa do Campeche, que vai da praia até a ilha. Tem cara realmente de travessia, pois liga uma ilha à outra num marzão escancarado de tão aberto. Não fazia há tempos.

Nesta semana a turma foi se mexendo e eu me mexi também na sexta a noite pra ir junto. Não consegui me inscrever a tempo, mas fui 'ao largo' da prova ;-). Depois do longo de quarta que pareceu maior do que era, do pedal de séries na quinta e do intervalado punk da sexta, eu estava era bem cansado. Não só das pernas, mas no todo. Pensei em não ir, mas lembrei de como era legal aquela travessia e fui armado até os dentes, neoprene, todas as tralhas e bike no carro pra pedalar depois. Ainda bem que levei a roupa, poucas vezes nadei (se nadei) numa água tão gelada.

Visual da praia e  ilha as 8 da matina
Encontrei o Aracajú com a Cínthia e logo a Fabiana. Fomos aquecer e esperar a largada, um pouco mais à esquerda devido à corrente e vento de nordeste. Largou com foguetes e nos jogamos na arrebentação. O mar estava bravo, ondas desencontradas, gelado e escuro. O céu nublado também ajudou a formar o clima. Saí bem tranquilo golfinhando e mergulhando sob às ondas indo quase até a areia do fundo, mas mesmo assim uma me revirou todo lá embaixo e mexeu o óculos. Quando comecei a nadar encaixei um ritmo e fui embora, respirando sempre pro lado do vento e das ondas para poder olhar a ponta da ilha sem ter que levantar demais a cabeça. Perto da ilha a corrente ficou doida e deu trabalho aprumar na chegada. Passei em 20º com 32 min já bem cansado, e fui comer umas frutas. O Aracajú chegou e logo a Fabi, sobreviveram ao marzão na primeira travessia ;-), muito bom !!! O Aracajú nadou com o GPS na touca e marcou 2090 mts. Como ele desviou um pouco pra direita da praia, imagino que a travessia tenha mesmo é uns 1800 mts, e não os 1500 anunciados. Sempre achei isso, agora tá satelitalmente confirmado, hehehe.

O barco que levaria os atletas de volta pra praia começou a encher e eu fiquei pensando se valia a pena voltar a nado. Um cara apareceu, depois outro e aí fui pro mar sem pensar muito mais. Metemos a cara na volta, vento mais forte e mar ainda bem agitado no meio do canal. Mirei o tempo todo numa torre de celular, pois praia mesmo não dava pra ver quase nunca. Veio o jetski dos salva-vidas perguntar se estava tudo bem, se queria carona... Querer, eu queria ;-) Esvaziei os óculos duas vezes... Cansei pacas e cheguei na praia com 43 min depois de pastar muito pra voltar da arrebentação, caí num redemoinho doido junto com um povo que pulou do segundo barco. O jet teve que arrastar uns quase até a areia, tava feio.

Me despedi da turma e fui pro carro fazer a transição, ajeitei tudo e sai pra pedalar às 11:00. O trânsito estava pesado, então fui direto pra estrada da tapera e fiz 6 voltas de 8 km, tranquilaço (trânsito, não o treino, que tinha uma hora forte no meio). Fiquei totalmente podre, tomei uma garrafa de endurox R4 e fui pra casa esfomeado. O pescoço travou feio, acho que de tanto levantar a cabeça na natação, ou da posição no clipe na bike.

Domingão de tempo bom, saí bem cedo pra aproveitar o dia que anunciava-se ótimo. Assim que saí de casa, o primeiro pelotão do Audax 200 vinha subindo a rua. Fui por coqueiros e logo os caras me alcançaram na ponte, achei o Jacó lá esperando a turma passar e fomos juntos até o trevo da seta, onde eles se foram pro sul e eu voltei pra girar. Fiz a via expressa sul duas vezes, juntei com o Diovane e fomos pra beira-mar. A turma da Ironmind passou lá e seguimos na pista fechada para a prova de ciclismo. Dois eventos ciclísticos de porte em Floripa no mesmo dia azul, agradável e de algum vento(depende de quem pedala). Muito bom andar no meio da pista e ver os carros indo pela marginal, hehehe.

Juntamos o pelote vermelho e fomos pro norte, mas no terceiro morro, o de santo antônio, perdi a turma e segui solo até a vargem grande, onde reagrupamos uns perdidos. O Alexandre tinha saído antes e girado 15 km mais, mas mesmo assim unimos forças anti-eólicas e seguimos no pedal junto com um xará paulista recém chegado à equipe. O Marcos tinha me contado que tomou uma ferroada de marimbondo ontem no pedal. Fiquei imaginando a ínfima probabilidade disso acontecer numa rodovia, e hoje eu tomei uma ardida na perna. Dei um soco no bicho mas ele escapou. Se fosse no rosto eu teria me auto-nocauteado. Fechamos os 140 km até que bem, mas as minhas pernas estavam mal. Os últimos 20 foram só na vontade, as pernas estavam moles pra fazer força, mas travadas ao mesmo tempo. Saí pra correr depois de tomar um gel e meia garrafinha dágua, logo já estava morto de sede. Tenho ficado sempre morto de sede ultimamente. Fui pra ~8km a ~4:30min/mk (difícil a vida pós GPS que está na UTI) e voltei realmente torto e troquei umas palavras sem nexo com o porteiro, que sempre me pergunta quantos kms eu caminho quando saio pra correr.

Demorei um pouco pra me recompor, tomei whey e fui almoçar a surpresa que a minha esposa preparou. Quase comi o prato e a panela junto.

Depois saí com o pequeno pra procurar uma pipa pra comprar. Não faço mais idéia de como se faz uma, fui em 2 parques e na beira-mar e não achei. Andamos 3 voltas no parque de coqueiros, fiz levantamento de moleque no parquinho, aí fomos ver a chegada do Audax. Achei o Pasquini que fechou em 12º, o cara tá detonando, e também vi o Clécio chegando. Muito show ver a galera na chegada dessas provas, sempre dá vontade de estar do lado de dentro ;-) Baita domingão.

domingo, 20 de março de 2011

Ventania maluca e meia-maratona de Florianópolis

Foto do Adriano de Floripa sob a lua gigante de ontem
O fim de semana foi forte. Não teve tanto volume, mas a pancadaria foi bem grande. No treino de sábado o que aliviou foi a natação, mar flat com roupa de borracha, moleza rápida nos 3 km. Depois saímos para 120 km de pedal.

Ventava bastante de sul. Decidimos que era pra lutar com o vento até ranger os dentes. Saímos em pelote o Alexandre, Edu, Roni, Luiz e eu. O Luiz faria o curto e retornou no pedágio, fomos até o Floripa Shopping com ânimo e voltamos muito rápido propelidos pelo vento. Fácil andar a 44-46 km/h. Seguimos com o Roni de locomotiva e fechamos uma volta completa e aí saímos pra outra. O Roni e o Edu saíram para 100 km e retornaram, sobrou o Alexandre e eu pra lutar contra o poder eólico. Na verdade não me sobrou muita coisa não, pois quase enrosquei a língua nos raios da roda dianteira pra não desgrudar do alucinado. Depois da segunda volta ainda faltou distância e fomos de novo até o pedágio, os restos que sobraram das pernas. Quando fiquei feliz que a volta era a favor do vento, de novo o Alexandre inventa de socar a bota pra fechar de vez, foi um sufoco. Ainda rodamos 2 km dentro de jurerê pra fechar a distância ;-) Missão cumprida com boa média para a condição.

Um susto: botei duas câmeras debaixo do banco, presas que nem a minha cara. Uma caiu e enrolou toda na roda traseira, esticou até não poder mais, trançou nas pastilhas de freio. Ainda bem que o Luiz avisou, eu provavelmente iria pedalar até não poder mais e então cair de maduro. Consegui desenroscar a muito custo.

Hoje foi o domingo de meia-maratona de Floripa. Madrugamos e saímos o Adriano, o Maycon e eu pra beira-mar. Ajeitamos tudo e largamos. Saí todo errado, lá no meio do bolo e mal vi quando passei o tapete. Apertei o passo e logo entrou na velocidade de cruzeiro. Foi melhorando e passei os 10 km com 42 min e segui enfraquecendo. A FC não subia de jeito nenhum, as pernas estavam bem (relativamente falando, claro).

Passei pelo meu pai perto do Shopping Iguatemi e fiz o retorno na UFSC já sendo bem ultrapassado, deu uma quebrada do km 14 ao 17, mas depois de retornar melhorou um pouco. Passaram por mim o Palhares e o Jack da Ironmind aparentemente com o turbo ligado, faltou levantar poeira, coisa incrível. Segui perseguindo uns atletas e chegei sprintando com um cara que veio não sei de onde. Não cheguei nada acabado, só com alguma dor nas panturrilhas, que piorariam com o passar do dia. A turma da Ironmind foi muito forte, vários abaixo de 1h30.

O Adriano chegou bem no alvo estimado e completou a primeira meia-maratona da vida. Pra quem fez 10 km em setembro e meia agora, já tô começando a pensar numa maratona pra inocular no cara. Sobre a prova, bem organizada e abastecida, percurso bom que poderia melhorar eliminando os elevados. Tomei 2 GU e uns goles de gatorade, estou treinando engolir o gatorade numa bocada só correndo, mas o resultado dessa fez foi lavar a cara e a camisa toda de isotônico. Recebi o resultado por SMS umas duas horas depois, parece que foi 73 geral com 1h30min50seg. O GPS marcou 21,340 mts (vários outros também), o pace de 4:14/km foi melhor que o pensado e pior do que poderia ter sido se saísse mais constante e junto de uma turma de pace parecido. De novo, não conseguir negativar - a segunda metade foi 2 min mais lenta que a primeira. Vou tentar fazer uns treinos disso, parece que era o segredo do Dave Scott, haha.

Bom, depois foi curtir o domingo de sol e céu azul do primeiro dia de outono, a melhor estação do ano. Depois da prova usei uma meia de compressão que comprei recentemente pra ver se ajudava as pobres batatas, acho que melhorou um pouco, vamos ver amanhã como estará. Ainda não tem resultado oficial e espero a cobertura fotográfica do Hélio, que mesmo tendo corrido o Multisport ontem acordou pra ir lá me levar o GPS (o meu tá moribundo) e acompanhar a turma de bike. Valeu capitão !

quarta-feira, 16 de março de 2011

Treinos violentos e detalhes que fazem a diferença

Treinos violentos são aqueles em que dá vontade de xingar o relógio, o asfalto ou os malditos azulejos. Mas são treinos muito bons psicologicamente. Gosto dos intervalados de corrida, mas não gosto na piscina. Donde boto a maior ênfase na água. Na bike estou neutro e tenho gostado recentemente. Mas são todos muito ardidos.

Ontem na piscina os braços queimaram, achei que iriam soltar dos ombros. Normalmente nado sozinho ao largo da aula de natação, com o meu treino específico. Só que quase sempre esqueço o relógio e uso aquele de ponteiros gigantes de 60 min que tem nas piscinas, nada muito preciso. Aí não sei direito qual meu tempo certo para 50, 100, 200 mts. Pra mais distância o erro é menor e dá pra ter uma idéia boa. Dessa vez fui levar ao pé da letra e fiz 2 tiros pra ver o que era bem certinho Z3 e Z4. Sei que quase nunca faço abaixo de 1:40, e isso foi o alvo para os tiros de Z3. Depois 1:38 foi o mehor que saiu e foi o alvo pra Z4. Após muitas braçadas lá foram 10 x 100. Os primeiros não baixaram de 1:45 no relojão. Já no segundo bloco pedi para o prof. pegar os tempos e disse que era pra ser em 1:35. Saiu 1:37 até 1:30, certamente meu recorde lerdo, mas recorde. Muito, muito cansado (tinha feito musculação pras pernas antes). Xinguei alguns palavrões subaquáticos no final.

Já na corrida de hoje vi o treino mais complexo já realizado. Deu 12 etapas no garmin (o ressucitado), com 10 x 200 mts no final. Só que no meio tinha uma série de 5x400 depois de 2 km @ 4min/km, antes de 2 km @ 3:55. Estes foram dureza, me impus manter o ritmo apesar das pernas pesadas, e bufando feito doido saiu 3:57. Aí os 10x200 foram o tiro de misericórdia, falta até coordenação pra correr tão rápido. Fiquei pensando de que planeta são esses caras que correm maratona abaixo de 3min/km.... Donde por coincidência tropecei no vídeo abaixo... no blog http://bucktriatleta.blogspot.com/2011/03/sub-2-hour-marathon-american-record.html. Muito didático, vários dos pontos são apontados em técnicas recentes de corrida, vale a pena assistir como detalhes podem fazer diferença. Um pouco espalhafatoso (a começar pelo título) e comercial no final, mas ainda assim vale os 12 minutos ;-)



O bom desses treinos é que é possível ver uma evolução, a percepção ao final é sempre muito boa (depois de a respiração volta ao normal): realização, missão cumprida. Recomendo. Com moderação ;-)

domingo, 13 de março de 2011

Nem na chuva...


Nem na chuva paramos. Este ano tem algo diferente. Tenho feito mais treinos na chuva do que nunca. A corrida até que é legal, mas bike é mesmo um saco e deixa tudo emporcalhado. Natação obviamente tanto faz se não vier acompanhada de ventania. Mas o treino sai de qualquer jeito. Durante o carnaval foi chuva na bike sábado, domingo e terça. Sexta última foi o intervalado de corrida, já saí com chuva. Ridículo foi ficar no intervalo de 1min30 esperando parado na chuva na ciclovia deserta...

Nos anos anteriores eu nem saia de casa pra jurerê nos sábados se estivesse chovendo, este fui todos e consegui pedalar sempre. A turma da Ironmind também está mais tarada, fissurada ou desesperada do que nunca, pois sempre tem um pelote treinando.

Ontem saí daqui com chuva da boa, lá em jurerê tudo seco, nadamos num mar ferrado totalmente quebrado com vento e corrente contrários e aí o pedal sem chuva, 50 km com pancada. Depois disso choveu todos os instantes do dia sem parar nada, e era muita água.

Não achei que rolaria sair cedo, e às 8:40 de hoje ainda chovia legal. Só que foi parando, olhei a previsão e dizia que a tarde seria sem chuva, aí falei com o Alexandre e saímos lá pelas 11:00. Antes eu fui treinar com o Arthur na garagem, deu umas voltas na bike e depois correu uns 200 mts comigo pelo condomínio ;-).

Nos encontramos na ponte e o Jacó apareceu por coincidência, saímos para o norte e seguimos para a SC 401, o Jacó acompanhou até o casa design e voltou. Até aí tinha solzinho... Chegamos no morro do cacupé e garou mas parou rápido, aí furou um pneu do Alexandre, trocamos e no pedágio só dava pra ver uma cortina dágua à frente. Tínhamos combinado com o Marcos mas voltamos frente àquela água toda, na esperança de fugir da chuva. Só que ela foi mais esperta e nos cercou já no morro do cacupé de novo e dali em diante foi água direto.

Na beiramar fomos pela pista, dado o pouco movimento e asfalto perfeito, encaixamos o ritmo e foi 37-38 até o centro sul. Aí mais chuva, agora forte e o trânsito nojento indo para o rio tavares, onde outro pneu do Alexandre furou. Passei uma câmera minha e era bico curto, não serviria pra nenhum de nós dois - achei que tinha duas reservas, mas só tinha uma. Passei a outra e aí ficamos sem mais reserva, se furasse era chamar o resgate. Trocamos debaixo de chuva e fomos pra estrada da tapera, lá o pneu do Alexandre estava estranho, fomos mexer, esvaziamos, ajeitamos o que parecia ser um mal encaixe da câmera e ao encher a porcaria furou de novo. Já era.

Pensamos em chamar o resgate, mas aí tentamos usar a bico curto. O bico não ficava nem um cm pra fora, tivemos que segurar os dois a bomba sem a rosca encaixada e conseguimos encher o suficiente pra rodar !! Aí já que estávamos ferrados mesmo, rodamos mais duas voltas naquela estrada show, metade molhada e com garoa, a outra metade SECA e com solzinho, e a pista tem 4 km !! De lá voltamos e vim pra casa com 95 km no lugar de 130, isso porque ainda girei um pouco na beira mar do estreito. Tinha sol e vi que não tinha boné na garagem. Subi, peguei ele e o GPS e desci. O GPS estava sem bateria e logo fechou de vez. Céu bem preto pra todos os lados e cortina dágua caindo em cima do aeroporto e cambirela. Corri 8 km e voltei metade com chuvarada de novo. Haja chuva. Agora to com preguiça de limpar a bike, tá lastimável a pobrezinha, mas vou lá dar um jeito já já.

Foto de http://blogdoederluiz.blogspot.com/2010/04/previsao-de-mais-chuva-para-os-proximos.html

quarta-feira, 9 de março de 2011

O Pulso Solitário

Imagine ficar duas horas totalmente sozinho, concentrado numa coisa só. Em meio a muita gente, mas sozinho com seus botões pensativos. E os botões ficam especialmente pensantes durante um período destes. Eles resolvem várias coisas que durante o dia normalmente não tem chance de resolver. Duas horas onde apenas uma variável importa. O vento e o relevo não importam nada. O trânsito não importa nada, nem os buracos nem os cachorros, velocidade ou cidadãos mal educados. Os problemas ficam em segundo plano, mas sendo trabalhados. O corpo cansa e a cabeça não o deixa parar, não permite. Uma parte parece que funciona no piloto automático. De repente não sei mais como parar de correr, é só deixar continuar. Nestes dias a impressão é que se não fosse o objetivo, correria até cair. Coisa muito interessante é correr focado tão somente no pulso, uma experiência pra lá de interessante. Variou tão pouco hoje que tinha hora que cheguei a duvidar se o monitor estava funcionando direito. Excelente.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Outra volta a ilha de bike !!!

Semana cheia e fim de semana mais cheio ainda, se é que isto é possível, principalmente nesta semana. Foi uma semana de volume, tudo cumprido, excessão dos 4 kms do longo de quarta que não deu tempo pra terminar. Na sexta-feira fui só olhar a planilha, tinha certeza de que eram uns 14 de ritmo e tudo bem. Mas lá havia um monstrinho. O intervalado mais doido que eu já fiz (devo ter matado os outros). Os 5 x 400 mts no final serviram pra entijolar tudo de vez, foram 15 km de pancadaria, suei em bicas como nem me lembrava fora de prova de trilha no sol do meio dia - fui a noite.

Tentei recuperar, hidratar, mas menos de 10 horas depois já estava caindo no mar para 3 km no sábado cedo, mar mexido pacas no nordeste forte. Levei 5 min a mais do que na semana passada e mareei na ida dado o balanço do mar e o café da manhã comido no caminho para jurerê. Depois tinha o pedal 'curto', que era pra ser 'intenso', já que era só de 80 km, hehehe. Já sobrei no início da brincadeira, mas recuperei e terminei decentemente, às 12:30. Pegamos a maior chuva na natação, mas depois parou e na dúvida taquei protetor solar. Sorte, pois saiu o sol bonito. Azar, pois esqueci das luvas e não protegi as costas das mãos, que ficaram incandescentes, ardendo até agora.

Hoje domingão, dia de longão, mas o pé dágua que caiu ontem a noite me fez duvidar que haveria pedal. De qualquer forma, rumo à missão, pois estava vendo tropa de elite 2 e missão dada é missão cumprida, haha. Arrumei tudo (meia hora), todas as comidas e tralhas e deixei tudo pronto, garrafas congeladas, roupas empilhadas, que é pra sair rápido cedo. Acordei na hora, 5:20 e chuvinha fina e visibilidade nula, não dava pra ver o outro lado da baía nem a beira-mar de sj. Falei com o Alexandre e deixamos pra mais terde. Mais tarde foi as 7:40, depois de ter levado a Laís no vestibular do IFSC. Combinei com o Alexandre na ponte pra rodar na ilha, já que BR era ruim devido à chuva iminente.

Resolvemos sair para o sul e encarar o ventão logo de início, que segundo consta teve rajadas de 40 km/h. Não respondi bem, tava devagar e pior que ontem. Tenho certeza de que o treino de sexta foi o culpado, me detonou legal. Fomos até os açores e voltamos pela lagoa e rio vermelho. Nos morros faltei empurrar a bike de tão lerdas que as pernas estavam. A média saiu praticamente nula, 26 km/h no geral, mas valeu muito o treino psicológico. Andar contra aquela ventania cansa, irrita e dá dor de cabeça, ô barulhão danado. Encontramos o Lins passeando de carro na subida dos ingleses, batemos papo e logo depois o pneu do Alexandre furou. Trocamos na maior calma do mundo e disso resultou um trecho de 10 km em mais de uma hora, hehehe. A volta a partir do trevo de canasvieiras foi direta e ainda fui achado e filmado pelo Adriano no trevo de Santo Antônio. Dado o estado lastimável o Alexandre ainda se ofereceu pra me levar de carro da trindade até em casa. Não, nada disso, quanto pior melhor e estes 12 km vão fazer falta depois ;-) - fechou em 146 km. Essa volta é muito boa, fiz em 2009 mas não tinha feito em 2010. Foi praticamente uma volta a ilha no pedal (abril tá chegando !!!) . Show.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Longo da madrugada, acordando aos poucos

Não sou de treinar muito cedo durante a semana. Final de semana vai e é tranquilo. Hoje teria compromissos a noite que impediriam o longo de corrida, então acordei as 5:30 pra rodar os 26 km. Saí as 5:50 e demorou 3 km pro ritmo baixar de 6min/km, tudo parecia em câmera lenta. Saí apenas 20 min depois de acordar, e foi difícil começar o movimento.

Levei as garrafinhas do fuel belt congeladas, iam descongelando aos poucos e pingando água nas pernas. Eu também parecia estar descongelando. O movimento inicialmente de uma lesma foi aumentando aos poucos, o sol tímido saindo, carros aparecendo até que em 1 hora o pace médio já estava em 5:30, mas só depois de 15 km fui conseguir rodar perto dos 5min/km, fechando com 5:20, bem lento mas já totalmente acordado, últimos 4 km a 4:50. Não deu tempo de fechar os 26, precisaria de mais tempo, pensei em complentar a noite mas ficou pra próxima.

Quem inventou de treinar pra ironman fui eu, não tenho pra quem reclamar, mas essa manhã tive vontade de me dar uma surra ;-). Na verdade, dei - os últimos km foram uma auto-pancadaria. Mas acordei bem e passei o dia todo disposto, com treino já feito e missão cumprida, excelente no saldo geral.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Mega pedal

Semana de retomada, tive uma dor estranha no calcanhar na quinta, depois do longo de corrida de quarta. Muito estranha, parecia advinda de uma pancada. Ultimamente tá difícil, joelho, contratura na coxa, calcanhar... base volumosa, esta tem sido...

Tirando o treino de corrida de sexta, os outros sairam todos e muito bem. Sábado a natação encaixou legal e foi tranquila, o pedal eu segui à risca a planilha, aquecimento 20 km, 1 hora Z4 (no esforço, pois não levei o monitor) e depois mais giro até 60 km. Deu média boa e fiquei com as pernas pesadas.

Domingo perdi a hora, o celular voltou 2 horas do horário de verão e acordei às 6 pensando que eram 5 e logo recebi o sms de desespero da turma. Saí feito doido mas ainda fiz todos esperarem meia hora, o Rodrigo veio pela 101 até barreiros e pedalou tudo até coqueiros pra esperar. Saímos às 6:40. Logo o pneu do Edu furou, trocamos e seguimos, para trocar de novo, agora o traseiro, pouco depois de biguaçu. Finalmente começou a render e fomos direto até depois do pedágio. Abastecemos (o Rodrigo estava faminto, pedalando desde às 5:30) e voltamos. A ida tinha sido muito boa, imaginamos que teria vento contra, mas não tinha nada de vento. Depois surgiu um ventinho bem fraco, e o ritmo foi pras alturas.Tivemos uma parcial de 10 km com média de 41km/h, recorde absoluto com o Alexandre puxando. Claro que é relativo, pois o Colucci pedalava a 60 km/h pra ganhar o internacional de santos na mesma hora ;-)

Paramos no aqueduto de são miguel para cair no rio, mega refrigeração, pena que ali não era o fim do treino, hehehe. Dali seguimos e o Kilder foi pro estreito com o Alexandre e eu segui até a pedra branca com o Rodrigo pra fazer kilometragem. Abasteci de água gelada e voltei sob o sol das 11, com vento contra na subida. Acabado, não tive saco pra girar mais 6 km na beiramar de SJ e fechei com 134 km. Iria faltar perna pra correr, ainda bem que os 'bricks' só começam em março ! Muito sol e calor depois das 10, dessa vez o consumo foi: 1,5 L de água, 2 caramanholas de glicodry concentrado, 300 ml de coca-cola, 5 bananas passa, 2 bananas de verdade, 1 pessêgo, 2 club-social e um punhado de amendoim salgado.

O próximo final de semana está ainda pior melhor, tenho que levar a bike pra revisão, faz tempo e tá fazendo barulho por tudo quanto é lado depois de tanta chuva.

Treino em viagem, sem lamentações na Terra Santa

Mar da Galiléia
Na semana do dia 7 viajei a trabalho para Israel. Foi uma experiência muito interessante e intensa, e conseguir ver as coisas do ângulo que a corrida proporciona ajudou muito. Valeu demais. Os treinos ficaram ligeiramente comprometidos como haveria de ser, mas a viagem compensou, e além do mais consegui não sei como encaixar 3 sessões de corrida e 2 de natação. Fiquei orgulhoso de mim mesmo quando completei o longo de 20 km na quarta-feira ;-). Tudo foi milimetricamente cronometrado dentro do tempo existente, o cúmulo foi uma natação de exatos 40 minutos e 2000m numa piscina de 20, só deu tempo de tomar banho e sair pro próximo compromisso.

Segunda-feira fiz um treino de corrida pós vôo longo, treino curto de 12 km na orla de Tel Aviv e Yafo. Muito, mas muito show. Incrível correr totalmente solo num lugar mais do que desconhecido, mas com boas dicas. Voltei inteiro e reciclado para começar a maratona de trabalho da semana, depois de 36 horas com 8 semi-dormidas.

Terça descobri a piscina do hotel. Na corrida de segunda tinha achado uma piscina perto de uma Marina, na verdade era um complexo com 4 piscinas a céu aberto aquecidas, fantástico. Não deu tempo de ir lá, mas a do hotel serviu. Fechei 2000 em 40 min exatos dentro de um cronograma apertado. Como não levei suplementos, este dia foi suplementado com Toblerone mesmo.

Quarta encaixei o treino longo antes do jantar. Abandonei os amigos que foram dar uma volta e fui para o norte e passei por rios, um deck de 3 km de extensão, usina termoelétrica, aeroporto e mais pontes, aí voltei quando começou a ficar deserto e a orla terminou numa avenida movimentada, até o hotel e fui de novo até Jaffa (Yafo), chegando até o porto. No meio do treino parei num bar de frutas e comi duas bananas e tomei uma pepsi. Que falta fazem os géis...


Quinta tarde da noite foi outro treino de natação, este mais longuinho e com mais uns 15 minutos de folga. Saiu numa ótima, foi muito bom pra relaxar a musculatura. Estava com uma dor estranha atrás da perna direita, no meio da coxa. Parace uma contratura, mas já dura mais de 1 semana e ficou ruim depois do treino, nadar ajudou.

Ruína de sinagoga em Capernaun
Sexta não houve treino. Acordei as 5:15 e desci as 5:30 para encontrar uma turma que treinava para uma ultra no deck às 6:00, só que faltou combinar com São Pedro pois chovia canivete, o que associado a uns 10 graus C fizeram-me desistir. Deixamos Tel Aviv e viajamos pelo norte de Israel até Nazareh, Mar da Galiléia e Colinas de Golan. No caminho vi um pelotão de ciclismo treinando nas estradas perfeitas... Simplesmente fantástico andar por um lugar tão cheio de significado e história. Visual incrível para todos os lados. O Mar na verdade é um lago, água doce, 200 mts abaixo do nível do mar. De lá descemos para o sul pela tensa fronteira com a Jordânia até Jerusalém. A meia noite entramos na cidade velha e fomos até o muro das lamentações praticamente vazio, bem diferente do que veríamos sábado. Entrar naquela cidade à noite com tudo deserto foi surreal. Muralhas impressionantes transpirando história, sonhei com a maratona de Jerusalém. A primeira será dia 25 de março e promete. Para quem gosta de correr em lugares interessantes, é uma ótima pedida.

Muralhas de Jerusalém
Sábado foi um dia de muita caminhada contemplativa. Andamos a manhã toda pela cidade antiga de Jerusalém, Via Dolorosa, Santo Sepulcro, Muro, Sala da Última Ceia. Cada lugar mais cheio de história do que o outro, simplesmente impressionante. Tudo, tudo muito impressionante. Ao voltar para o hotel para esperar o transporte até o aeroporto, vi que teria uns 40 minutos livres. Não tive dúvidas, vesti o traje de suor e saí correndo pelas colinas de Jerusalém. Mas a corrida obviamente não rendeu, a cada esquina era uma parada num ponto de interesse, fui até a cidade velha de novo, depois a um parque e um aparente sítio arqueológico a céu aberto. Voltei para o hotel com 7 km rodados debaixo de um frio de poucos graus, na noite anterior tivemos mínima de 4ºC. Depois foi voltar tudo e chegar em casa após 28 horas de viagem, exaustivo. Pensei que a corrida iria ajudar a dormir, mas ajudou foi a travar as pernas espremidas na fileira 55 do avião por 15 horas ;-). Semana muito diferente.

Parlamento de Israel com Ricky e Guilherme

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Fatos da semana

Resumo comentado da semana atribulada, foi dureza manter os treinos, mas com esta já se vão 36 dias sem nenhum OFF, mesmo que adaptando a atividade, já que teve dia de chuva, joelho torto, etc. Nos últimos 7 dias fechei quase 290 km de bike, algo muito inédito pra base.

Domingo - Longo de bike. Saí de casa sozinho e fui pra SC-401, onde encontrei vários do pelote, inclusive o Maurício. Pedalamos uns trechos juntos, depois voltei pra girar na vargem grande e então fiz a besteira de grudar na roda do Marcos e Jack. Foi o pedal mais esgoelado que lembro de já ter feito, contra o vento desde o trevo de canasvieiras até ratones, passando pela vargem pequena, 34 km/h e FC lá em 175, absurdo pra pedal. A garganta começou a queimar e as pernas a arder, tive que largar o osso antes que não sobrasse mais nada pro resto do treino, que fechou 130 km em confusas 4,5 h, com 2 pneus furados (não meus) e um acidente. Calor dos infernos no final, e o caldo de cana não estava lá na beira-mar. Tive que tomar um gatorade e uma coca-cola. Depois que larguei a bike fui direto pra piscina do prédio brincar com o pequeno, e aí sim consegui refrescar o radiador. Muito quente, se tivesse que correr, só iria depois da piscina ;-).

Segunda - Corrida regenerativa. Era bom mesmo, porque estava precisando de um descanso pras pernas depois do pedal de domingo, mas acabei encontrando quem não devia (O Maurício), estiquei os 12 pra 15 km num ritmo de moer e fiquei mais quebrado do que antes do treino. Mas valeu, e compensou a semana passada leve de corrida.


Terça - Saí para a natação debaixo de um fim de chuva, de bike já que o carro estava no conserto. Cheguei no clube e a piscina estava fechada, sem aviso nenhum, exceto um cartaz que estava lá o mês inteiro avisando que estaria aberta de 1 a 31/jan. E dia 1º fev ? Sem secretaria aberta também, fui pra casa. Aí fui pra academia do prédio e entijolei os braços e fiz um pouquinho de pernas. 20 min depois acabei. "Isso não é treino, preciso pedalar". Tinha parado de chover, aí fui pedalar na beira-mar de sj, várias voltas em 1h10min encontrando todo mundo e fazendo tiros involuntários dada a quantidade de gente a se exercitar lá.


Quarta - Longão de corrida. Como a semana que vem será incógnita em termos de treinos, estiquei um pouquinho o longo pra 20 km. Tudo muito tranquilo e em calor moderado, com garoazinha ao final. Tirando a ida que é aquecimento em coqueiros e ponte e a volta que é cansaço, o miolo do treino saiu bem, dentro da Z2 apesar do calor. Bom correr com aquele cinto de hidratação com duas garrafinhas de whisky, uma vai malto concentrada e outra água congelada, 600 ml foi suficiente pra não ferver nem cair tonto.


Quinta - Com a piscina fechada (arhg !), fui pedalar. Fiz o treino de quinta ao pé da letra, quase levei anotado num papel. Dureza foi fazer as duas séries de 20 min a 85 % na beiramar de SJ, com aquele público todo. Teste para os reflexos.

Sexta - Corrida firme. Foram 15 km progressivos, mas no meio dei uma esticada e quebrada maior. Muito quente, cheguei totalmente ensopado e quase 1 lt de líquido depois ainda estava com dor de cabeça.
Sábado - Baita treino. Fui perguntar pro Roberto se fazia o longo de domingo ou o treino de transição, pois amanhã vou viajar. Ele mandou fazer a transição mas com o pedal longo. Pra que fui abrir a boca, hehehe. Cheguei cedo e tocamos para os 3000 de natação, mar quebrado com nordeste já forte as 7:45. O Alexandre apareceu, coisa boa. Esse é dos bons, mesmo depois do acidente da semana passada, arrumou bike emprestada e tava lá pra cumprir o treino, show. Nadamos braçada a braçada a ida até o beach village e voltamos. Estranho foi ir em 36 min e voltar em 26, não entendi. Só pode ser corrente ou vento, pois o esforço foi igual (pelo menos eu achei). Depois eu saí sozinho pros 100 km de bike. Dureza mental saber que todos fariam lá os 50-60 e eu ficaria mais 2 horas lá pernando naquele sol. Pelo menos adiantei o serviço de amanhã ;-). Foi muito duro, vento forte, sol inclemente (ficava sempre nos buracos das núvens) e um calor impossível. Drenei 4 caramanholas mais meio litro de caldo de cana e ainda um gatorade semi-congelado quando cheguei no carro. Esses treinos com muito calor me são sofridos, mas são muito bons pra dar consistência e confiança. Insistir quando é tão fácil parar vale a pena.