quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Últimos treinos e próximas provas

Visual no morro das pedras, ilha do campeche ao fundo

Tentando engatar um ritmo de treino para o Olímpico do final de outubro... tá difícil, mas vai. Como não estou fazendo longos de corrida, decido não correr o praias e trilhas. Bateu um desespero, pois consta que será a última edição e a prova é sensacional. Mas sem treino não dá, eu sei que não consigo ir pra 'brincar' e o estrago seria grande.

Neste sábado rolou um belo treino de transição de 2000 de natação num mar calmo e gelado. Verde e debaixo de sol, foi muito bom voltar a nadar no marzão de jurerê. Depois saímos pra um pedal complexo em termos de trânsito, 45 km com um pneu furado logo na descida para o trevo dos ingleses, tudo com muito vento sempre de todos os lados. A corrida foi beleza, 6 km moderados numa boa. Terminei relativamente inteiro, fazia tempo que não fazia um treino com as três modalidades.

Domingo dormi demais, acordei depois que o povo já estava no pedal e fiquei com o pequeno até umas 9:30. Saí sem saber pra onde e fui pro sul até os açores. Uma baita dia, vento sul menor que sábado e um mar sensacional. Cheio de gente surfando na armação. Tive mais um pneu furado na volta já perto de casa, acho que achei a causa: a fita anti-furo estava torcida, parece ter sido no local parecido do furo anterior. Espero que tenha arrumado.

Ontem fui pra uma corridinha legal e encontrei o Maurício e turma na pista de SJ. Sempre saem mais kms e num ritmo melhor, com papo rolando solto. Voltei muito empolgado e fui pra academia.

Hoje saí pra um treino intervalado de bike depois de ver o dia todo de sol e vento nulo. Claro que ele (O VENTO) voltou na hora que comecei a pedalar, mas os intervalos foram bons devido justamente ao vento, pois tem que ter alguma resistência que nos impeça de andar muito rápido na ciclovia cheia de gente perdida que não olha pra onde vai. Cada perigo... Quase atropelei um poodle, sob gritos desesperados da dona. E aí uns alongamentos pra fechar.

Parece que vai engrenar. Mas logo vai desengrenar de novo, para engrenar de verdade só no mountaindo onde vamos corrrer em octeto e vou pegar o último trecho pra deitar o cabelo. Depois é o Olímpico em Jaraguá do Sul, no parque da Malwee, um lago sensacional, ciclismo na cidade e corrida cheia de morros dentro das matas do parque. Uma prova imperdível.

domingo, 18 de setembro de 2011

Treinando por treinar...

Ontem dei uma corridinha de 12 km a noite e a vontade de pedalar que já vinha desde sexta se materializou ainda mais. Marquei com o Alexandre às 7:30 na ponte (qual lado, não marcamos). Acordei antes do despertador, céu avermelhado. Aí quando fui descer, tudo cinzento. Botei manguito e uma regata de corrida por baixo da camiseta de ciclismo (quase fervi depois). Cheguei no parque de coqueiros às 7:29 e atravessei a ponte, encontrando o companheiro de pedal no trapiche.

Giramos para o sul até o trevo da seta, ventinho levantando. Na volta o Alexandre percebeu um ovo no pneu, mas seguimos pois não parecia grave. Ao passar pela rodoviária ouvi um estouro, parecia aqueles que carro ou moto com carburador desregulado produzem. Segui e olhei pra trás e não vi ninguém, voltei e vinha o Alexandre empurrando a bike, o pneu tinha explodido. Segui até a UFSC e voltei ao trapiche, quando a esposa dele já estava lá com um pneu novo.

Depois disso seguimos para o norte, vimos uma galera da Ironmind treinando, passamos pelo trecho da SC 401 em duplicação até a vargem grande, com uma parada para uma coca-cola. Ao sair do mercadinho, voltei para onde tinha vindo e não para o lado certo, nem sabia para onde tinha que ir, não olhava a kilometragem há tempos. Voltamos com vento a favor até o trapiche e segui pra casa, fechando exatos 100 km.

Foi um treino bem diferente, sem objetivo muito claro, teve força em morro, tiro contra o vento, plano a 55 km/h com vento a favor, pneu explodindo. Tudo muito tranquilo, quase um passeio matinal que acabou sendo um belo pedal. Estava há um tempo - maio ;-) ?! - sem pedalar mais de 3 horas e já estava sentindo falta. Simplesmente pelo prazer de treinar. Para aproveitar o dia. Pra sentir um pouco de cansaço longo. Depois em casa fui recepcionado por uma obra de arte da Daiane, arbóreo com camarão e tomate seco ;-), o qual foi saboreado com mais vinho do que deveria.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Track & Field Floripa 2011

Pois então, outra TF 10 km aconteceu hoje no Iguatemi em Floripa. Diferentemente do ano passado, dessa vez o sol brilhava num dia espetacular, coroando um fim de semana pra espantar a chuvarada horrível que atingiu SC esta semana. A temperatura estava muito boa para correr, praticamente sem vento durante a prova, depois caiu um vento sul doidão. 

Fui sozinho, ninguém em casa teve coragem de acordar às 6:30 pra me acompanhar ;-). Fiquei enrolando pra levantar e me dei mal porque tomei café muito tarde (chachoalhou um pouco) e saí atrasado às 7 para buscar a Taty:  chegamos no estacionamento já meio em cima da hora e não aqueci como queria - mas pelo menos aqueci, coisa rara. 

Depois de pegar o chip e aquecer num trote de 500 metros voltei pra concentração já lotada e me meti do lado de umas grades e alinhei na primeira fila, lá na frente junto à turma da Ironmind. Pouco antes da largada tinha conversado rapidamente com o Roberto para ver que pace poderia usar, com base no intervalado da semana passada. Ele arriscou 3:50 (eu imaginava abaixo de 3:55). Saí preparado para tentar fazer o mais constante possível, mas dada a empolgação, tanque cheio e povo alucinado, acabei fechando o primeiro km muito rápido com 3:34. Depois consegui encaixar 2 km à 3:45 e então um cara me passou e ficou pouco a frente, servindo de ótimo marcador de ritmo. Ele corria sem relógio e fiquei impressionado com a constância, e realmente eu não conseguia passar. 

Depois de 4 km bem cadenciados ao redor de 3:52 passou um camarada da tribo do esporte e eu fui junto. O pace era um pouco mais rápido e a minha idéia era aproveitar pra aumentar o desconforto - eu iria escrever 'para sair da zona de conforto', mas não existe conforto em correr forte. Só que foi de doer. Corremos emparelhados por 1 km e aí no úlitmo retorno começamos a pegar trânsito (não sei se dos 5 ou 10 km). Quando olhei o cara já tava lá na frente, e um outro me passou muito forte. Eu tinha resolvido programar o garmin para um intervalado, pois aí ele apita quando você sai da faixa do pace desejado, e na tela só fica pace médio do km, ou seja, só o que interessa ;-). Nos últimos 2 km o relógio começou a gritar e vi que o ritmo tinha ido pro espaço. Corri esses kms perseguindo os dois lá na frente e não deixando mais ninguém chegar, mas já bem combalido. A média deu exatamente o previsto, 3:51/km. Só que o tempo não. Acontece que a prova não tinha 10 km, deve ter dado uns 10,15 a 10,20 km. Botei o intervalado pra 10 km (deveria ter posto 11) e o treco parou antes do retorno que levava à chegada.

Quando entrei no funil o portal marcava 38:47. Saí feito doido sprintando com ninguém e passei com 38:58, missão cumprida de baixar de 39 min - nos 10 km deu 38:31 ;-). Foi uma baita prova, nível altíssimo (31 min para o campeão). A galera da Ironmind compareceu em peso e marcou a prova. Da AndarIlha, além da Taty e eu, o Hélio correu de treino e a surpresa ficou por conta do Queiróz que não tinha dito que iria, só o vi lá depois da chegada. Parabéns a todos !!!

Depois de recuperar e comer alguma coisa, fui aglutinar com a turma e ficamos lá congelando e batendo papo, e então às 10 horas vim pra casa para início dos trabalhos gastronômicos, belo início de domingo !!!

Perseguindo o cara do pace constante, foto da Simone/Ironmind

Dados técnicos:

Kit MUITO bom. O boné e a meia na loja já custam mais que a inscrição, fora a camiseta.
O percurso é ótimo, plano mas com retornos demais. Dessa vez fecharam 3 pistas e corríamos pela mão certa. Só não precisava errar a distância ;-).
Resultados já disponíveis aqui: Geral 16º, Categoria 3º.
Comi um gel antes da largada e tomei uns goles pequenos de água em todas as passagens nos postos (1 por perna, 2 em cada volta, 4 no total).

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Escalada do Cambirela

Tudo bem que não é escalada, mas tem lances de rocha. E com corda !
Depois de combinar algumas vezes, consegui juntar uma turma da Ironmind pra uma subida ao Cambirela, montanha símbolo aqui em Florianópolis, 940 metros acima do nível do mar (e começa lá mesmo). A tropa foi formada pelo Alexandre, Ricardo e os dois filhos, Renan e Raul, Marcos, Kilder, Luiz Otávio, Rodrigo e eu, além do Anastácio, guia doutorando que já subiu a montanha mais vezes esse ano que do que dá pra contar.

A idéia era subir pela trilha principal e descer pela da cachoeira seca. Subimos numa boa com a turma toda, os pequenos se mandaram depois de sair da floresta (antes do lance principal). Ficamos entrevistando uma vítima para a pesquisa do Anastácio e foram todos para o cume principal, não o norte. Fazia tempo que eu não ia até o cucuruto máximo, foi legal. Fizemos muitas fotos e logo descemos pela trilha da cachoeira seca, que estava um baita rio.

Um pouco de adrenalina no início, pois eu mal lembrava da trilha e o Anastácio não a conhecia. Mas a navegação coletiva foi perfeita e chegamos embaixo depois de 2h35min de pernada forte. Baita dia, amigos e montanha, combinação perfeita. Abaixo um vídeozinho da aventura:



Detalhes técnicos:

Aqui estão os logs de subida e descida do garmin. As trilha estão na imagem ao lado, numa montagem feita no google earth (a subida é a da direita).

A via de subida segue pela aresta norte do Cambirela. Inicia na rua dezesseis (que pelo mapa fica ao lado da rua quinze) seguindo plana por cerca de 500 metros e depois começa a subir de forma quase constante. Após passar a primeira porteira uma placa indica o caminho, pois lá embaixo nas propriedades particulares é muito fácil errar o acesso.

Uma vez na trilha, sobe-se por uma canaleta de chuva com mato bem fechado por cerca de 30 minutos até uma fonte de água, para então retornar 10 metros e entrar na trilha principal. A subida é toda feita na mata até a cota 600 m, e até lá existe apenas uma bifurcação com o caminho correto à esquerda, já que à direita a subida é direta até a canaleta de rocha, mas segue por um terreno totalmente erodido e com pedras soltas.

Os primeiros lances de corda começam pouco depois da cota 500 e dão acesso à base da parede que pode ser vista desde o começo da caminhada. Contornamos um pouco a rocha e então subimos por uma canaleta de uns 8 metros de altura, que normalmente tem uma corda esticada desde o topo. Depois da corda o terreno é mais inclinado e a vegetação é rasteira, permitindo vista livre para o norte e leste. Segue-se por mais uns 20 minutos em valetas bem erodidas e então chegamos ao 'ombro', a saliência que se vê na aresta norte da montanha. Pouco acima é o local do acampamento principal e dali até o cume é uma caminhada rápida.

A descida pela trilha da cachoeira seca vem do cume pelo mesmo caminho até pouco antes do 'ombro' e então desce à esquerda numa rampa de barro e pedras bem inclinada. Essa trilha perde altitude mais rapidamente no início e é praticamnte toda dentro da mata, seguindo pelo leito de um rio normalmente seco (exceto desta vez). Existem vários trechos de pedras soltas e uma única bifurcação que segue à direita (à esquerda entra-se no leito do rio), numa borda de precipício bem estreita e forrada de mato. No final da borda, uma rocha um pouco delicada e então mais trilha até um lance de corda de uns 6 metros de altura, próximo a grandes blocos de pedra em meio à floresta. Depois deste ponto a trilha vai ficando cada vez mais aberta e segue por trechos de bambuzal até ficar praticamente plana, finalizando nas pastagens na base da montanha. Dali até a estrada são mais 1,5 km por dentro de propriedades particulares, cercas, criações de gado e charcos alagados.

domingo, 28 de agosto de 2011

Idéia fraca

O fim de semana de treinos começou na quinta-feira. Fui pra natação um tanto quanto estressado. Descontei na água. Aumentei o treino e saí de lá com os braços moídos mas satisfeito. Aí sexta aproveitei que o tempo estava bom e saí pro longo de 18 km. Fui pra beira-mar norte e lá no apoio da Ironmind encontrei o  Leandro Pimentel. Seguimos por 6 km em ritmo forte, e depois segui ainda no embalo até em casa, fechando um ótimo treino de ritmo. Achei que ficaria quebrado pra sábado, alonguei e me alimentei direito e parece que ficou bom.

Sábado saí cedo pra deixar a pequena na escola e fui pro Taikô. Não tinha vento algum, e na saída peguei a roupa de borracha: "vai que o mar tá bom". Estava com a garganta 'arranhando' um pouco mas não achei que era nada de mais. O Fernando Varela estava por lá pronto pra nadar, me empolguei com o mar liso e fomos pra água: Idéia fraca nº 1. Estava GELADO. A cabeça e o rosto doíam. O Valera ainda estava sem touca. Nadei até parar de doer e pouco depois do Campanário retornei, fechando uns 1500 mts. Saímos pra pedalar quando o Alexandre chegou.

Friozinho estava. Aí socamos a bota com o Alexandre puxando e no retorno eu sobrei completamente no morro de cacupé, só os alcancei porque eles me esperaram antes do pedágio. Fechamos 43 km em boa média e fui pra casa. Estava meio sonolento. Capotei a tarde toda, das 14:30 às 17:30, coisa que não é comum. Batata, garganta 'espetando' a noite, taquei chá, alho e limão nela. Ficou melhor.

Hoje acordei as sete pro pedal de 80 km que marcamos ontem. Estava muito podre, fui tomar um café com leite e me senti fraco. Voltei pra cama e mandei um sms pra avisar a galera. O tempo estava meia-boca, o chão da rua molhado mas não chovia, só que o vento uivava. A razão ganhou.

Acordei lá pelas 9 melhor, fiquei brincando com o Arthur até as 12:30 e saímos pra almoçar. Na volta a Daiane me deixou em casa e saiu. Decidi que o tempo tinha ficado bom (tinha sol) e iria pedalar um pouco. Imaginei ir pra Varginha (via BR-101 sul). Só que tinha acabado de almoçar e achei melhor esperar um pouco, deitei no sofá e acordei 40min depois: Idéia fraca nº 2. Saí apressado, arrumei tudo em 10 min e desci pro pedal: Idéia fraca nº 3. Pneu dianteiro furado, troquei e fui. Antes da entrada para a BR-282 a chuva veio. Aí apertou e decidi voltar, o movimento estava grande na marginal pois tinha uma obra na pista. A chuva ficou mais forte e entrei na pedra branca, para onde tinha um buraco nas núvens, imaginando que lá poderia pedir resgate se o aguaceiro ficasse realmente forte. Mas lá a coisa estava melhor, de forma que fiquei girando no percurso do duathlon e prova de ciclismo. Estava calor e com um vento nordeste quente, não me preocupei com a garganta mas não forcei o ritmo e mantive os batimentos bem baixos, ~130 bpm. Acho que expurgou a virulência, pois agora parece tudo bem melhor. Talvez seja esse vinho aqui que estou tomando.

E pra ficar melhor ainda: quando cheguei em casa lavei a bike da imundice toda que ficou e subi. Obviamente o sol já tinha saído, consegui pedalar no único horário do dia que choveu aqui hoje. Incrível.

Visual do fim de tarde, depois de pegar chuva

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Mountain Do Praia do Rosa 2011

A segunda edição do MountainDo praia do Rosa foi sensacional. Depois do ciclone do ano passado que destruiu a praia, este ano o percurso esteve perfeito e a organização idem, nota dez. Saímos de Floripa o Anastácio, Tiago e eu às 10 horas e chegamos ao local do evento em torno de 12:20, depois de almoçar massa com frango à beira mar da praia de Garopaba. Pegamos os kits e então fomos enrolar, pois a largada seria só às 15 horas. Logo apareceu o Varela e o Queiróz, e pouco depois a Taty. Fui circular na 'feirinha', até isso tinha na sede do evento. Achei boa parte da turma da Ironmind e voltei pra me arrumar pra correr - até então era calça comprida e moletom, fazia frio.

Saímos pra concentração da largada tarde, muito cheio de gente - éramos mais de 1000 atletas nas distâncias de 4, 9 e 18 km. Aí achei o Marcel da Ironmind e fui tentar voltar no carro pra pegar o número do Hélio (que não foi) para que ele corresse, sob clara pressão da equipe toda ;-). Infelizmente na correria não achamos e voltei correndo para a largada e saí com o Varela tentando arrumar espaço mais pra frente. Lá pela metade a contagem regressiva começou, largamos no meio da muvuca mesmo.

Resolvi sair forte para não pegar engarrafamento nas primeiras trilhas e deu certo. A largada era em declive, e o ritmo foi alucinante nos primeiros 500 metros, depois estabilizou em 4min/km até as dunas. Saí voando dunas abaixo rindo com os passos de gigante que dava na descida. Passei numa descida pelo menos umas 5 pessoas. Dali comecei a correr com um grupo que iria junto até o final, revezando posições e com marcação cerrada o tempo todo.

Seguimos para a praia do Ouvidor e as primeiras trilhas com morros chegaram. Um percurso mais técnico e eu não perdi muito espaço, o grupo se espalhou um pouco mas segui junto. Um trecho plano na praia vermelha e lá veio o povo mais rápido, só que não se distanciaram na trilha. Logo começamos a avistar a praia do Rosa. Um visual incrível o tempo todo nos acompanha neste prova, mas aquele era ímpar.

Chegamos na areia que estava em estado semi-gelatinoso e com maré alta. Logo um rio me obrigou a parar de frescura e enfiar até as canelas na água, que estava bem gelada. Seguimos com um baita vento sul na cara, e então um sujeito que não lembro o nome começou a revezar comigo a 'quebrar o vento'. Vácuo na corrida. Eu aproveitei e peguei também as pegadas já pisadas na areia mole. Chegamos ao fim da praia de 2 km na frente de todo o grupo. A proteção do vento não era o que mais ajudava, e sim o fato de revezar o esforço - a maior parte, psicológica - que ajudou a apertar o passo.

Logo no começo da trilha mais empinada do percurso meu cadarço soltou. Aproveitei pra respirar fundo e amarrei de novo e então saí atrás do grupo que escapou. Peguei o povo numa descida e então tocamos para os 2 km de trilha mais íngrimes da prova até a praia do Luz. Saímos numa estradinha aos 14 km com um staff anunciando que agora estava perto, que era só descida e que a entrada da próxima trilha era 'naquela mochila rosa alí no chão'. A trilha mais estreita e complicada do percurso nos levou a uma outra estrada de terra que só terminava na chegada.

Pega no final, já afogado. Foto do Marcel
Comecei a apertar o passo tentando buscar dois atletas que estavam correndo juntos e nos passaram no km 13. Um cara que eu tinha passado lá atrás veio forte e fui junto. Passamos o primeiro cara e o sujeito acelerou. Fui junto já esgoelado ao máximo. Numa descidinha na esquina da rua que dava na linha de chegada, ele se abriu 10 metros e não consegui mais chegar. Fomos nos aproximando com esta distância no segundo atleta mais a frente, mas no aclive (era declive na largada) afoguei completamente e os dois escaparam. Cheguei trotando antes de explodir com 1h30min, o último km virou a 4:08. Baita prova, excelente. Forcei do começo ao fim, como sempre.

O Varela chegou pouco antes da Taty, e aí então o Tiago e o Anastácio, que fizeram a prova no mesmo ritmo. O Queiróz veio e fomos tirar umas fotos de quem ainda estava lá, pouco antes de irmos embora. Parabéns a essa galera da AndarIlha que sempre marca presença nos MountainDo e à Ironmind, com destaque para o nosso treinador Roberto Lemos que foi vice numa batalha apertada com o Daniel Meyer, o campeão desta edição.

Resultado: cat 8/59. geral 20/?00. Na minha avaliação o resultado foi pior que no ano passado. Achei que tinha ido muito pior, mas acrescentei apenas 7 min com o percurso em trilhas em comparação com a maioria de estradão do ano passado. Bom, mas não o suficiente para pódio na categoria, onde o terceiro fechou em 1h26. A diferença para o campeão ano passado tinha sido de 7 min e neste passou para 12. Mas valeu demais deixar o último vestígio de energia no caminho. Porque bom mesmo é chegar com a sensação de dever cumprido e pernas moídas, de ter feito o melhor possível e sem mais nada a acrescentar. Bom, muito bom !!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Todas as maratonas até agora

Passando no km 33 fingindo que estava correndo (pra não ser arrancado da prova pela família)

Dias desses li que o Galindez fez a primeira maratona solo no rio. Já fez inúmeras em provas de Ironman, mas nunca tinha feito uma solo - interessante ! Não sei porque fiquei lembrando da minha primeira, em 2003. A ignorância foi uma benção àquela época. Se tivesse noção do perigo talvez não tivesse me metido naquilo, e se não tivesse corrido talvez não tivesse ficado tão dependente ;-), e aí tudo poderia ter sido diferente.

Eu tinha corrido uma rústica de 9 km e uma meia (muito boa, 1h35min), aí fui pra maratona. Quase fiquei colado no asfalto. Saí forte demais e quebrei totalmente, vomitei até não ter mais o que sair, tive cãimbras em tudo quanto é parte das pernas e andei uns 10 km. Mas fui até o final e fechei em 4h17. Fui andar direito só lá para quinta feira da semana seguinte.

Estou escrevendo isso pra não perder a memória. Porque antes do advento desse blog eu registrava as coisas numa pagininha no hpg, que saiu do mapa. E tinha algumas antes de 2008, quando essa escrevinhação toda aqui começou.

A contagem está em 21, incluindo as ultras (Desafrio é Ultra !!). Depois de 2003, teve a de 2004, cuja missão era consertar as besteiras da primeira, nota dez. Aí então 2005, quando consegui baixar de 4 horas mas dei umas quebradas. Em 2006 o Hélio me convenceu a correr o Desafrio, 50 km. No ano seguinte, conseguiu me abduzir e fiz a inscrição para o Praias e Trilhas, 42 km num sábado e 42 num domingo, repetindo em 2008 e 2009, quando também fui quebrar lá no K42 em bombinhas. Desafrio foram mais 5 depois do primeiro. A última maratona de Florianópolis foi em 2008. As maratonas do Iron somam 3 e a de Curitiba, a melhor até agora saiu em 3h16. Isso tudo é muito bom.

Chegada de Curitiba

domingo, 14 de agosto de 2011

Corridinha nas trilhas !

Pois é, essa coisa de triathlon me afastou das corridas em trilha que eu tanto gosto. Não sobra muito tempo, e como a corrida é a modalidade de logística mais simples, quase sempre saio de casa já correndo. As trilhas estão a meia hora de carro daqui, então o que era raro tem ficado improvável.

Mas no segundo semestre é um pouco diferente ;-). Semana que vem tem o mountaindo da praia do rosa, onde no ano passado consegui a 7ª posição geral e primeiro na categoria. Visual fantástico e prova divertida, então vou lá de novo esse ano. Só que do jeito que estou, que nem gato de pantufa, vai ser estranho. Só corri trilha este ano no desafrio e uma vez na costa da lagoa, donde então hoje fomos pernar um pouco nos morrinhos do leste da ilha.

Saí de casa cedo e peguei o Hélio e o William no caminho. Seguimos pra joaquina e então corremos até o beco do surfista para o início da trilha que vai até a praia mole por cima dos morros. Que maravilha ! Oposto total de ontem, vento frio e céu carregado, tempo doido este que anda por aqui.

Na mole fomos pelo asfalto e pegamos a trilha da galheta e então até o fim da praia. Voltamos na boa direto pela estrada, 1h20 pra 11 km com duas paradas pra apreciar o visual, leveza total depois da corrida de ontem, mas já suficiente pra religar os reflexos de correr em trilha. Muito bom ! Depois foi curtir o dia dos pais ao lado da família toda, sem preço.

X Duathlon Pedra Branca

Largada
Neste sábado à tarde aconteceu na Pedra Branca a décima edição do Duathlon da Fetrisc, nas distâncias de 5 km de corrida, 19 de ciclismo e 2,5 de corrida. Um dia de sol e calor de verão que há tempos não dava as caras por aqui ditou o tom na prova, que foi de alto nível e muito rápida. No ano passado com os morros eu tinha fechado em 1h11min, neste foram 1h02min de fogo na garganta.

Retiro o que eu disse sobre a prova do GP inverno. Essa sim é uma prova de explosão e nunca me matei tanto assim em evento algum. Deu uma fc média absurda já na primeira corrida (183), e a máxima bateu no teto. O calor colaborou bastante, mas a mania de sair forte também. As parciais dos primeiros 5 km foram um exemplo de inconstância: 03:23 03:45 03:57 03:59 04:23. A última está contaminada pela T1, que foi horrível.

Bom, a largada atrasou um pouco e largamos às 15:30 depois de uma espera de desidratar ao sol. No local da largada não batia vento, que estava reservado ao percurso do ciclismo. Todos alinhados e últimas instruções da organização e então a buzina.

Saí forte aproveitando o levíssimo declive e então no primeiro retorno, quando estava bem junto do primeiro grupo, bobeei no contorno do cone e todo mundo se mandou. Fechei o segundo retorno esgoelado e então na volta tinha um ventinho pra refrescar. A FC estava muito alta e não tinha tido água ainda, a boca estava seca e a garganta queimando demais, nunca comi serragem mas acho que a sensação era parecida ;-). No fechamento de primeira volta tinha água e sequei um copinho inteiro. Soquei a bota mais um pouco e alcancei um pequeno grupo e fomos juntos até a entrada na transição.


Deixei a bike posicionada bem no final da T1 e corri até lá no mesmo ritmo que vinha da corrida. Uma bike estava caída pra cima da minha, fui tirar e caiu o capacete da outra. Catei e botei no lugar, saí rápido e antes da faixa de 'monte', o fiscal achou que eu ia subir na bike. Fui dar bola e passei da faixa correndo, e então a idéia genial: pulei com as duas pernas em cima da bike num impulso só. Iria ganhar um segundo ! Só que o pedal girou e a sapatilha direita raspou no chão e soltou. Freei com a dianteira e a roda traseira levantou. Parei, soltei um palavrão, tomei bronca da fiscal, voltei 5 m pra pegar a sapatilha e então calçar na mão. Quando consegui começar a pedalar, o grupo que veio da corrida já estava fazendo a primeira curva lá na frente. Devem ter ido uns 20 s pro espaço. O problema não é esse, mas sim ficar sozinho. A saída era com vento na cara, e na ânsia de alcançar o pelotão o que consegui foi quase vomitar a coca-cola que tinha tomado pouco antes de largar.

Segui desesperado e logo comecei a ferver de verdade. Lembrei de beber água. Catei a caramanhola que estava no sol há pelo menos uma hora. Delícia tomar aquela água morna. Tenho certeza que pegava uma corzinha se jogasse um sache de chá dentro. Em 3 minutos a boca estava seca de novo, como se estivesse colada. Fiz duas voltas sozinho e então alcancei um cara que aparentemente estava esperando um pelote passar. Grudei na roda dele, não consegui nem passar para puxar, aí consegui dar uma acalmada. Chegou outro e empelotamos em três por uma volta e meia, quando veio um pelotão mais forte e levou todo mundo embora e eu sobrei. Comi um gel e foi horrível beber água quente em cima, quase vomitei de novo. Dali em diante não fiquei mais no clipe por um tempo, tive medo de voltar tudo com a cabeça baixa.

Comecei a puxar sozinho, já tinha me reestabelecido da corrida e dado uma baixada legal na FC. Forcei um pouco mais na quinta e sexta voltas, mas o pelote que tinha se formado não puxava, então continuei na boa pra começar a preparar para a segunda corrida, até que veio um mais rápido eu grudei na roda pra fechar o ciclismo. Entrei na área de transição alucinado e saí achando que estava arrebentando, quando vi o ritmo lerdo. Tomei mais uma água e joguei outra na cabeça e então comecei a encaixar uma corrida mais decente e assim fui até o fim. No úlitmo km ainda mirei em alguns atletas, não para passar porque estava muito longe, mas apenas para focar o pace e conseguir melhorar um pouco.

Fui pra área de dispersão, falei com os amigos, bebi dois gatorade direto e comemorei ! Vou dizer uma coisa, essa foi ardida. Que coisa ! Forcei demais mas não quebrei (acho que não dá tempo), mas passei um perrengue no começo do ciclismo.

Depois peguei a bike na transição e saí voando pra casa pra ir no encontro da galera da AndarIlha. Em 1h20 eu cheguei da prova, guardei tudo no carro, fui pra casa, tirei a bike e equipos do carro, tomei banho e dirigi mais 15 km. A correria não acabou na pedra branca ;-).

Depois falei por telefone com o Ferreira e parece que fiquei em 2º lugar na categoria e ele em quarto, muito bom ! O calor estava grande e o nível da prova visualmente mais alto que no ano passado. Não sei a geral, mas acho que entre 20. Ah, como fui sozinho, a foto é do facebook do Lucas Helal ;-).

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Duathlon simulado, evento ciclístico e cavalo solto.

A Pedra Branca !
Pois bem, sexta-feira me senti extremamente cansado depois de chegar em casa às 20 horas. Pensando que o treino era de tiros, que acabaria perto das 22 horas e que isso provavelmente anularia o rendimento no treino de sábado cedo, resumi a sessão desse dia a alguns alongamentos, abdominais e a um filme. Sábado saí cedo mas cheguei atrasado, portão da garagem estragado e máquina de cartão de crédito do posto de gasolina idem.

No taikô encontrei com o Sérgio Lopes e saímos para o treino de duathlon, 4 + 40 + 2. Saindo do estado semi-sonolento em que estava, logo tacamos um ritmo progressivo que terminou a 4/km com a língua de fora. Saí de manga comprida e botei a camiseta de ciclismo por cima ao pular na bike, para passar calor o pedal todo. Estava frio de manhã mas foi esquentando progressivamente. O pedal foi bem forçado e fechamos com exatos 40 km, bota precisão nisso.

O calor estava pegando, saí pra transição sem tomar água nenhuma e me sentido seco. Forçamos (pelo menos eu forcei pra caramba ;-) e terminamos o treino num ritmo bem forte - na verdade, foi tudo forte, FC muito alta o tempo todo, deve ser a falta de ritmo pois não estava calor pra isso. Deu 186 bpm na corrida, há tempos não batia nisso fora de provas. Belo treino na parceria do Sérgio, outros com certeza virão no caminho do iron 2012.

Aí no sábado a noite fui caçar percurso pro pedal de domingo e o Alexandre falou do ciclismo na pedra branca. Bela prova ciclística organizada pela federação catarinense, realizada na cidade pedra branca, onde será o duathlon da fetrisc no próximo sábado. Decidimos ir lá ver e chegamos pedalando na casa do Rodrigo , lá esperamos o Panda e saímos para girar no percurso. Eram 6 km com uma subidinha ardida e uma descida kamikaze que os caras faziam numa velocidade assustadora.

Largada de alguma categoria
 
Primeira curva

Três atletas e um equino
Largamos junto da galera, demos mais uma volta e passamos por engano por dentro do pórtico. Tomamos uma bronca da fiscal e seguimos para outra volta. Acabamos fazendo 4 ou 5 vezes o percurso, parando sempre no topo pra ver a galera sofrer. Num trecho de reta vinhamos papeando quando vimos um cavalo solto, amarrado com uma corda num bambú. O bicho estava bem acabado, coitado. Mas estava solto no meio de uma avenida, depois de uma curva durante uma prova ciclística. Ia dar merda. Aí fizemos a boa ação do dia, para compensar termos passado dentro do pórtico durante a prova. Levamos o equino para dentro de um pasto e prendemos o bambú por lá. Daí fomos ver a feirinha de equipos e a largada da elite e depois retornamos pedalando o restinho, pra fechar fantásticos 50 km à média estonteante de 22 km/h.