Mais uma volta a ilha, a minha nona participação contando duas extra-oficiais. Essa prova é um resumo de tudo de bom que tem na corrida: trabalho em equipe, motivação, estratégia, desafio, cenários espetaculares, suor e sofrimento, diversão garantida.
Acordei as 4:10 e saí as 4:30 de taxi para encontrar o povo na largada. O Dariva foi junto e agrupamos com a turma toda da AndarIlha que correria esta edição, Anastácio, Dariva, Hélio, Fabiana, Tiago, William e o Zízimo, convidado especial, além do escriba aqui. O Anastácio largou e nos mandamos para o posto 2 no casa design. Amanheceu e saímos para o Cesusc, onde eu largaria para meu primeiro trecho. Minha idéia era moderar e não me destruir muito para o treino longo de domingo. Mas como é difícil ! A estratégia foi engatar numa FC moderada a alta e grudar nisso. Foi difícil resistir mas segurei bem e consegui fechar num ritmo bom mas sem forçar demais até jurerê. Engraçado correr lá, NUNCA tinha feito isso, correr na SC até jurerê, mesmo passando lá toda semana ;-).
Depois fomos para o final da praia, o Dariva e o Anastácio se divertiram na trilhinha da praia do forte (única trilha da prova toda) e então o Zízimo se mandou para ponta das canas. Eu fiquei lá esperando e logo corri de novo, segundo trecho até a praia brava. Fui já mais combalido e segurando ainda mais, pois o sol já fritava e os morros começavam. Acertei a previsão de tempo com erro de 1 seg, média de 4:31. A esta altura já estava faminto, mas a correria era grande e não comi nada, bebi água e tomei um gel. Fui direto para os Ingleses deixar o Anastácio e toquei para o Santinho para o meu último trecho, sem água no carro e sem comida. Peguei água do Gai da Ironmind que estava correndo também, taquei mais 2 gel e fiquei lá esperando o Anastácio. Ele veio, e eu não vi. Questão de segundos, mas serviu pra ele achar que eu não estava lá, coisa grave. Saí correndo morro acima (altimetria pior do que a brava, pasmem) e logo entrei na trilha de dunas depois do resort. Trilha e descida fantásticas nas dunas e logo sobe e desce e então plano de areia fofa. Tudo até o km 3. Visual SENSACIONAL do topo das dunas, mar do Moçambique azul esverdeado, ondas perfeitas, céu azul, dunas brancas, vegetação. O trecho mais bonito da volta a ilha na minha opinião. Já muito quente e desidratado, segui mantendo o ritmo até o posto de troca, com umas dores 'do lado' e a boca já colada de tão seca. Coisa horrível. O Zízimo me salvou com uma garrafa de água, coisa que eu não tinha para dar pro Anastácio. Ô turma bem preparada ;-).
Cheguei no carro e tomei R4, paramos numa padaria e comi pra caramba. Fui pro campeche esperar carona pra casa da Daiane pois teria que sair mais cedo, comi mais duas vezes noutra padaria. Em casa almocei e apaguei por 1 hora e acordei mais ou menos regenerado...
Depois fiquei sabendo que fechamos em 13h12min, tempo excelente. A turma se divertiu como sempre, todos se superaram e curtiram muito. Como é bom correr essa prova com essa turma !!! Valeu muito. Obrigado turma.
No mais, o fim de semana foi intenso. Depois da volta à ilha, compromissos mil no sábado e fui dormir a 1 da madruga. No outro dia, 5:20 já estava de pé. Saí as 6:20 pra pedalar o longo com a galera da Ironmind. Muita gente pedalando, enxame ciclístico na beira-mar e na estrada. Fechei 172 km a duras penas, mas o pior foi a corrida de 12 km depois, essa foi doída. O ritmo foi bom para o ventão nordeste. Os últimos treinos estão bem, só vento por todo lado.
Relatos, notícias, histórias e ideias sobre esportes de endurance: triathlon, trailrun, corridas de aventura, ultramaratonas, multisport, mountainbiking, travessias e montanhismo.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
Iornman+ na Páscoa
Somando todo o volume desde quinta, sobra um tantinho de um Iron ;-). Nada fora do normal para a época, e tudo 100 % bem. Na quinta-feira teria que nadar e pedalar 60 km intervalado. Como não estava muito a fim de ir até jurerê pra nadar 2000 m e a chuva ameaçava, saí às 8 horas pro pedal antes que o céu caísse. Só que caiu foi logo. Desisti de ir pra santo amaro, tentei ir pro norte, BR entupida, trânsito pesado e complicado pela marginal. Voltei pra girar na beira mar continental mas aí o pneu arriou. Um rasgo botou um ovo de câmera e mister tuff pra fora, vim pedalando 6 km até em casa e NÃO estourou !! Fechei apenas 34 km e fui pra musculação imundo mesmo. Depois curti o dia de sol que abriu ao meio dia e fui pedalar com o Arthur na bike, mais 15 km de treino de força pra conta, quase fechou, hehehe.
Sexta rolou um treino de corrida coletivo da Ironmind lá no Taikô. Fizemos a volta grande e uma pequena do Ironman Brasil, e depois mais uns goles pra fechar 34 km debaixo de um sol espetacular. O bom abastecimento providenciado pelo Roberto salvou-me de uma fusão do reator que seria certeira. Saiu um ritmo legal e pela primeira vez treinei nas morrebas do caminho do Rei. Corri todos os morros, que fora do Iron não assustam tanto ;-). Esse ano vou tentar correr tudo pra ver no que dá ! Voltando pra casa fomos almoçar no ribeirão e re-hidratar com suco de cevada. Proteína e Carboidrato, quase um R4, aquele almoço.
No mais sobre o pedal, vento por todo lado: Surround 3D multichannel 7.1. Mas dava pra desenvolver bem e mandamos bala até que meu pneu furou na vargem pequena. De lá voltamos e ainda tivemos que entrar em jurerê pra fechar distância, que deu certinha com 180,5 km até em casa. Pedal forte, boa média pra condição eólica e corrida de 8 km subsequente à 4:30 mole, mole a 144 bpm. Fiquei feliz com o treino, acertei bem a alimentação, valeu muito.
Na passagem pelo elevado dias velho, quase parei para fotografar as bandeiras. Assim, cito aqui uma foto que nos indica aos ilhéus que a coisa tá feia mesmo. Só muda que nesta o vento tá nordeste, e hoje era de sul, daqueles gelados - até o sol sair o pé passou frio.
Sexta rolou um treino de corrida coletivo da Ironmind lá no Taikô. Fizemos a volta grande e uma pequena do Ironman Brasil, e depois mais uns goles pra fechar 34 km debaixo de um sol espetacular. O bom abastecimento providenciado pelo Roberto salvou-me de uma fusão do reator que seria certeira. Saiu um ritmo legal e pela primeira vez treinei nas morrebas do caminho do Rei. Corri todos os morros, que fora do Iron não assustam tanto ;-). Esse ano vou tentar correr tudo pra ver no que dá ! Voltando pra casa fomos almoçar no ribeirão e re-hidratar com suco de cevada. Proteína e Carboidrato, quase um R4, aquele almoço.
Sábado simulado de transição com 4000 de natação e 70 km de bike. O pedal era pra ser solto, zona 2, mas foi bem mais forte do que isso. Poupei ao máximo pro treino de domingo e fiz uma reposição legal quando cheguei em casa, e depois almocei de novo. Choveu pesado a tarde quase o resto do dia todo, mas olhando a previsão prometia vento-sul-limpa-nuvens-e-cansa-ciclistas.
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Acordei hoje domingo às 5:15, que coisa indecente. Arrumei tudo (que já estava arrumado) e olhei pro céu, totalmente estrelado. O barulho nas árvores denunciava o vento. O windguru dizia que seria sempre de sul moderado a forte, até o meio da tarde. O que não tem remédio, remediado está, ao menos tivemos sol. Saí pro centro às 6:00 ainda escuro e encontrei com o Diovani e Alexandre. Concordamos e fugir da BR pelo movimento e vento, pois voltar 90 km com vento contra seria crueldade. Giramos da beira-mar ao trevo da seta duas vezes e rumamos pro norte. Volta completa nas vargens e uma parada estratégica no mini mercado da vargem grande, o nosso specialneeds do ciclismo. Uma coca-cola de 2 litros não foi esvaziada, então deixamos no freezer pra uma segunda volta, na qual foi devidamente sorvida. Naquela parada meio mundo estava por lá ou então passando, todos treinando aproveitando o sol a cinco semanas do dia D.
No mais sobre o pedal, vento por todo lado: Surround 3D multichannel 7.1. Mas dava pra desenvolver bem e mandamos bala até que meu pneu furou na vargem pequena. De lá voltamos e ainda tivemos que entrar em jurerê pra fechar distância, que deu certinha com 180,5 km até em casa. Pedal forte, boa média pra condição eólica e corrida de 8 km subsequente à 4:30 mole, mole a 144 bpm. Fiquei feliz com o treino, acertei bem a alimentação, valeu muito.
Na passagem pelo elevado dias velho, quase parei para fotografar as bandeiras. Assim, cito aqui uma foto que nos indica aos ilhéus que a coisa tá feia mesmo. Só muda que nesta o vento tá nordeste, e hoje era de sul, daqueles gelados - até o sol sair o pé passou frio.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Nadando na gelatina
Pois bem, mais um fim de semana para a conta do Ironman 2011. Já sinto o cheiro da largada... ;-). Esta semana foi das boas, recuperação ativa após a prova de Caiobá com 30 km de corrida na quarta-feira e série de natação destrutiva na quinta.
Sábado rolou um treino que dá o título do post. Nadamos 4000 m em jurerê, num mar flat e transparente, água cristalina com ótima temperatura. Tudo pra ser um ótimo treino, exceto pelo meu estado lastimável. Algo não prestou na corrida de sexta, ou foi a musculação que inventei de fazer também. Os braços estavam leeeerdos que só vendo, e tinha uma corrente bem forte. O mais estranho foi a quantidade absurda de mini aguas-vivas gelatinosas, milhões delas, nadávamos com elas batendo no rosto, pés e mãos, muito doido.
Fomos 1000 mts em 25 min, depois voltamos até o P12 em 2000 com 32 min com corrente a favor, para retornar os 1000 até o Taikô em mais 24 min. Ainda bem que dava pra ver o fundo e uns peixinhos, pois daí percebia-se algum progresso: olhar para a praia era um desespero, não saia do lugar. Depois girei 70 km de bike pra fechar a manhã.
Domingão prometia tempo bom, saímos o Alexandre, Roni e eu pra BR, mas ao amanhecer achamos o céu meia-boca e fomos pra ilha. Giramos duas vezes a beiramar inteira até o trevo da seta, excelente. Aí o Alexandre teve um pneu furado. Pra não perder a prática, a câmera substituta também resolveu murchar depois de trocada. Aí o pelotão nos encontrou e o Marcos ficou pra acompanhar. Fomos até a UFSC e aí mais um pneu furado. Nessa hora não tinha mais câmera, e abandonamos o Alexandre para remendar as que tinham. Na última hora o Roni jogou uma câmera nova. Fomos pro norte, retornamos na retirada do caminhão do acidente do sábado na SC e entramos em jurerê e Daniela. Lá o Alexandre nos alcançou de novo (não remendou nada, só trocou a câmera e foi na raça sem estepe - já sei o que se passa: o pneu dele é folgado. Quando sabe que tem reserva, vai furando, quando não tem jeito, fica quieto e vai até o final ;-).
Tocamos a volta completa da SC, parada na vargem grande para abastecimento. Aí o Marcos nos encontra, com uns 15 km a mais rodados no mesmo tempo, tá pedalando que é uma locomotiva ;-) ! De lá até o trevo de jurerê tive princípios de câimbra e comecei a pifar, girei e recuperei minimamente pra fechar os 160 km até em casa. Larguei a bike às 13:15 e bora correr 8 km forçado. Voltei com o radiador fervendo além da conta, mas muito satisfeito de terminar um treino dureza me sentindo tão bem. Vai entender... Passei o resto do dia tentando repor as quase 6500 calorias que o Polar disse que eu torrei.
Sábado rolou um treino que dá o título do post. Nadamos 4000 m em jurerê, num mar flat e transparente, água cristalina com ótima temperatura. Tudo pra ser um ótimo treino, exceto pelo meu estado lastimável. Algo não prestou na corrida de sexta, ou foi a musculação que inventei de fazer também. Os braços estavam leeeerdos que só vendo, e tinha uma corrente bem forte. O mais estranho foi a quantidade absurda de mini aguas-vivas gelatinosas, milhões delas, nadávamos com elas batendo no rosto, pés e mãos, muito doido.
Fomos 1000 mts em 25 min, depois voltamos até o P12 em 2000 com 32 min com corrente a favor, para retornar os 1000 até o Taikô em mais 24 min. Ainda bem que dava pra ver o fundo e uns peixinhos, pois daí percebia-se algum progresso: olhar para a praia era um desespero, não saia do lugar. Depois girei 70 km de bike pra fechar a manhã.
Domingão prometia tempo bom, saímos o Alexandre, Roni e eu pra BR, mas ao amanhecer achamos o céu meia-boca e fomos pra ilha. Giramos duas vezes a beiramar inteira até o trevo da seta, excelente. Aí o Alexandre teve um pneu furado. Pra não perder a prática, a câmera substituta também resolveu murchar depois de trocada. Aí o pelotão nos encontrou e o Marcos ficou pra acompanhar. Fomos até a UFSC e aí mais um pneu furado. Nessa hora não tinha mais câmera, e abandonamos o Alexandre para remendar as que tinham. Na última hora o Roni jogou uma câmera nova. Fomos pro norte, retornamos na retirada do caminhão do acidente do sábado na SC e entramos em jurerê e Daniela. Lá o Alexandre nos alcançou de novo (não remendou nada, só trocou a câmera e foi na raça sem estepe - já sei o que se passa: o pneu dele é folgado. Quando sabe que tem reserva, vai furando, quando não tem jeito, fica quieto e vai até o final ;-).
Tocamos a volta completa da SC, parada na vargem grande para abastecimento. Aí o Marcos nos encontra, com uns 15 km a mais rodados no mesmo tempo, tá pedalando que é uma locomotiva ;-) ! De lá até o trevo de jurerê tive princípios de câimbra e comecei a pifar, girei e recuperei minimamente pra fechar os 160 km até em casa. Larguei a bike às 13:15 e bora correr 8 km forçado. Voltei com o radiador fervendo além da conta, mas muito satisfeito de terminar um treino dureza me sentindo tão bem. Vai entender... Passei o resto do dia tentando repor as quase 6500 calorias que o Polar disse que eu torrei.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Caiobá 2011 - Triathlon longa distância
Não é exatamente uma prova na distância de meio-ironman, mas desde o ano passado estava com vontade de conhecer esta prova e usá-la na preparação para o iron. Preparação, curtição, diversão, teste e sofrimento, tudo junto num triathlon de longa distância com 1900 m de natação, 84 km de bike e 21 km de corrida (mais precisamente, 2000, 82, 20.3 - GPS maníacos ;-).
Rapidinho largou a prova do short. Antes da largada do long, fui na água molhar o rosto e acalmar a respiração, olhar pro mar... percebi conchas e areia grossa na entrada da água, melhor não correr desesperado na largada. Reunimos a turma e logo chamaram pra alinhar, ainda faltando uns 15 min para às 8 da manhã. O Kilder perdeu os óculos e teria que nadar com a cara no sal, coisa terrível, mas foi valente e meteu os olhos no mar. Quando ele correu pra longe da largada pra tentar procurar alguém com óculos sobrando, largou ! Foi muito rápido, eu ainda estava com os óculos na testa, arrumei e saí trotando de leve pra água, andei até ficar na cintura e me joguei pra não parar mais. Nadei, se não bem, forte o tempo todo, ombros queimando ao final. Fiz a primeira volta num tempo parecido com a segunda, o que já é um grande avanço. A maré estava levemente vazante, então a primeira bóia era fácil de contornar, mas na segunda dava pra ver a corrente contra. Saí da água com 32 min.
Equipos e pequeno habitante |
Saí de casa sábado às nove horas com a Daiane e o Arthur, a Laís infelizmente não pode ir devido às aulas o dia todo. Fizemos as paradas tradicionais e necessárias para o pequeno se comportar e chegamos na balsa em Guaratuba ao meio-dia. Atravessamos a baía e então chegamos à Matinhos. Não passava por lá há tempos... lugar agradável (ao menos fora de temporada ;-) e bem cuidado, logo chegamos ao hotel depois de errar muito o caminho, típico. Encontramos a turma toda e fomos almoçar num buffet fraquinho.
O Arthur estava febril e com tosse, mas me convenceu a levá-lo à piscina. Deixei ele por lá com a Daiane e fui testar a bike recém revisada com as rodas novas. Rodei uns 8-10 km - o cateye pifou de novo. Fui a favor do vento na avenida litorânea e quando voltei deu pra sentir a força que teríamos que fazer no dia seguinte. Ajustei o que precisava na bike, desmontei o cateye todo e fui pro congresso técnico onde cheguei nos 10 minutos finais. Fomos descansar um pouco e aí saímos para jantar. Uma chuvarada danada caía há algum tempo e estava ficando feio com ventania, raios e trovões. Fomos pro restaurante combinado debaixo dágua mas ainda bem cedo. Só que não deu certo, esqueceram o pedido da nossa mesa e saímos famintos e revoltados para outro, onde achamos um cardápio especial para a prova, pratos individuais feitos de macarrão, frango, batata e uma saladinha. Comi até estufar.
Voltamos para o hotel já às 23 horas. Nunca consigo dormir cedo... Ajeitei mais alguma coisa, tentei encher o pneu e não consegui, dormi preocupado. Na manhã de domingo olhei logo pela janela, céu nublado e vento fraco, mas com cara de que limparia.
Café da manhã, ajeita tudo e desci pra transição a 150 mts do hotel. A Daiane ficou com o Arthur pra ir depois, estava bem doentinho com a garganda e nariz escorrendo.
Na transição deixei tudo bem arrumado, dessa vez até toalha pra limpar os pés eu levei. Voltei pro hotel pra vestir a roupa de borracha e desci pra praia mansa, local da largada, junto como Alexandre. O hotel fica numa península com a praia mansas dum lado e a brava do outro. Nadamos na primeira e depois corremos na segunda, muito legal. Há um morro com paredes rochosas expostas que servem de referência durante a natação e corrida ;-).
Rapidinho largou a prova do short. Antes da largada do long, fui na água molhar o rosto e acalmar a respiração, olhar pro mar... percebi conchas e areia grossa na entrada da água, melhor não correr desesperado na largada. Reunimos a turma e logo chamaram pra alinhar, ainda faltando uns 15 min para às 8 da manhã. O Kilder perdeu os óculos e teria que nadar com a cara no sal, coisa terrível, mas foi valente e meteu os olhos no mar. Quando ele correu pra longe da largada pra tentar procurar alguém com óculos sobrando, largou ! Foi muito rápido, eu ainda estava com os óculos na testa, arrumei e saí trotando de leve pra água, andei até ficar na cintura e me joguei pra não parar mais. Nadei, se não bem, forte o tempo todo, ombros queimando ao final. Fiz a primeira volta num tempo parecido com a segunda, o que já é um grande avanço. A maré estava levemente vazante, então a primeira bóia era fácil de contornar, mas na segunda dava pra ver a corrente contra. Saí da água com 32 min.
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Dando bom dia pro Arthur ;-) |
Fui pra transição correndo de leve e saí rápido pro pedal, no começo complicado com lombadas por toda a parte e piso ruim, mas logo depois de uns 4 km entrava numa rodovia de pistas duplas excelente, plana e com mato por todo lado. O vento estava a favor, foi fácil manter uma boa média nos 20 km de ida. O cateye resolveu viver e eu resolvi focar na cadência e FC, deixando a velocidade como consequência.
Girei o tempo todo a 85-95 rpm, fc moderada a alta pra pedal, mas bem suportável. No final senti as pernas arderem um pouco pois reduzi o giro pra forçar mais contra o vento da última perna. A única coisa irrtante no ciclismo foram os pelotões. Muita cara de pau. Blocos enormes, gente grudando na minha roda e atrapalhando, pelotes bloqueando o caminho... realmente não tem jeito... Me alimentei muito bem, accelerade, GU e gatorade.
Voltando pra região das lombadas pedalei um pouco fora do clipe, aumentei o giro e fiquei um pouco de pé na bike. O público ajudava e cheguei rápido na transição, que fiz bem rapidinha (mas não entendi no resultado, 3:40 é impossível ;-). Saí correndo e encotrei o Marcos dando força, não correu devido a uma lesão no pé, mas deve ter moído no pedal pois quando passei já estava lá com cara de tranquilo.
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Retorno próximo á chegada |
Apertei o ritmo na primeira volta. Na corrida é que é mais fácil ver o pessoal todo, marcar quem tá perto, tentar uma aproximação. Eram 3 voltas de 7 km, toda na orla e plana. A esta altura já tinha sol dos bons, o dia estava espetacular. Passei no retorno próximo à chegada, vi a Daiane e o Arthur, injeção de ânimo. Tentei correr constante, mas dei umas pifadas, tomei mais gel ou gatorade do que deveria e fiquei levemente embrulhado. Exceto por isso foi uma corrida bem constante, toda moderada a forte, o tempo todo pensando em como é que seria o ritmo no iron. Comecei a ficar fixado nisso, a sorte foi achar uns amigos da equipe pra marcar - não para perseguir, mas para fugir. Fugi do Sérgio a corrida toda. Passava pelos líderes numa velocidade absurda e achava que estava lento, a sorte eram os monitores, sem isso eu tenho certeza de quebraria, pois foi o tempo todo no fio da navalha...
Fechei a prova em 4h28min com uma corrida de 1:29:40, fiquei bem satisfeito. A bike e a natação também foram boas, com a bike mais fácil do que deveria, acho que poderia ter forçado mais, mas vai saber se não estragaria a corrida. Deixo os parabéns a todos que participaram da prova. A turma da Ironmind mandou ver numa prova de altíssimo nível. Só pra ter uma idéia, à minha frente em 30 segundos tinham 4 atletas da minha categoria ;-)
Belo dia, ótima prova, família acompanhando, amigos. Tudo perfeito. Depois foi colocar aquelas meias de compressão ridículas mas eficientes, arrumar todas as tralhas, almoçar, carregar o carro e dirigir de volta pra casa num fim de tarde sensacional. Ano que vem tem mais !
terça-feira, 5 de abril de 2011
Chuva descasca o pé, e sem alimentação você quebra.
Oito semanas para o IMBrasil 2011, entrando na parte realmente cansativa dos treinos. Nesta semana que passou teve um longo de corrida muito bom, todo feito na chuva na parceria do Alexandre, encontrando a Fabi e o Roni, guerreiros aquáticos que não se abatem com uma chuvinha de alagar ciclovia. Muito bom ritmo, mas destruí completamente o segundo dedo do pé direito, um calo derreteu e foi arrancado pela fricção com a meia molhada. Tornou as corridas seguintes um teste de suporte à dor.
Já no final de semana eu testei alimentação. Fiz isso no treino de sexta, onde tenho ficado bem desidratado, sábado e domingo. Na sexta voltei do intervalado derretendo como sempre, mas tomei gatorade e bebi mais um litro de suco de manga (natural !). Sábado durante e depois do treino fiz reposição com mais gatorade e bastante água, parece que deu resultado. Acho que achei a causa da sede eterna: desitratação gradual acumulativa do fim de semana !

Domingo tentei calibrar a alimentação para a prova. Montei um pacote com aprox. 70 gramas de carboidrato por hora. Ficou difícil enfiar aquilo tudo nos bolsos da camisa. Fiz as contas e levei para 5h30, pois seriam 5-5:30 de pedal mais uns 40 min de corrida. Como desconta-se a primeira hora (se considerar que houve desayuno), deveria dar certo. E daria mesmo, não fosse a quantidade de pneus furados e parada para reabastecimento. Saímos para a BR 101 norte as 7 da manhã em grande grupo. O Lins foi o primeiro premiado, pneu furado logo no início. Depois furou de novo. Como ele iria ficar em Itajaí, nos separamos em camboriú e retornamos pelo morro do boi, divertido de subir. Descemos e furou um pneu do Alexandre.
Capítulo a parte: trocou e encheu, ao retirar a bomba veio junto a válvula do bico, lá se foi a câmera. Pegou outra, recolocou e encheu, furada. O João emprestou uma, até testou antes. Montou tudo, encheu e tava furada. Revisamos tudo de novo, nada. Pegamos uma com o Salada, aí funcionou !!!!
Nisso voltaram Jack, Arthur e Miranda. Tentamos ir na roda. Quando revesei pra 'puxar na roda deles', logo vi que fiquei sozinho. Parei no posto do avião pra esperar e lá vinham eles, o Salada teve outro pneu furado. Só saíram intactos os pneumáticos meus, do Diovani e do João. Voltamos no sol absoluto e contra o ventinho sul fraco. Quando passamos a ponte de tijucas comecei a pifar. Não entendi o que era, mas logo fiz as contas e vi que esqueci de comer direito nas paradas que totalizaram 1h15. Quebrei legal, mas logo nos primeiros sintomas tomei um gel, comi uma banana cozida (na camisa) e meia hora depois mais um gel, bastante água e mais um club social. Parece que resolveu, voltei ao pseudo-normal nos últimos 20 km e consegui correr legal depois do pedal de 160 km. A comida foi quase toda, só que tem que ser dosada igualmente no tempo, senão quebra do mesmo jeito. Outra hipótese plausível para a quebrada foi ter tentando acompanhar os três, e também ter saído desesperado atrás do povo quando passaram pelo avião, pois eu estava lá sentadão à sombra e passaram sem me ver. Mas acho mesmo que foi alimentação ;-).
domingo, 27 de março de 2011
Travessia do Campeche dupla e domingo ciclistico
Nesta semana a turma foi se mexendo e eu me mexi também na sexta a noite pra ir junto. Não consegui me inscrever a tempo, mas fui 'ao largo' da prova ;-). Depois do longo de quarta que pareceu maior do que era, do pedal de séries na quinta e do intervalado punk da sexta, eu estava era bem cansado. Não só das pernas, mas no todo. Pensei em não ir, mas lembrei de como era legal aquela travessia e fui armado até os dentes, neoprene, todas as tralhas e bike no carro pra pedalar depois. Ainda bem que levei a roupa, poucas vezes nadei (se nadei) numa água tão gelada.
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Visual da praia e ilha as 8 da matina |
O barco que levaria os atletas de volta pra praia começou a encher e eu fiquei pensando se valia a pena voltar a nado. Um cara apareceu, depois outro e aí fui pro mar sem pensar muito mais. Metemos a cara na volta, vento mais forte e mar ainda bem agitado no meio do canal. Mirei o tempo todo numa torre de celular, pois praia mesmo não dava pra ver quase nunca. Veio o jetski dos salva-vidas perguntar se estava tudo bem, se queria carona... Querer, eu queria ;-) Esvaziei os óculos duas vezes... Cansei pacas e cheguei na praia com 43 min depois de pastar muito pra voltar da arrebentação, caí num redemoinho doido junto com um povo que pulou do segundo barco. O jet teve que arrastar uns quase até a areia, tava feio.
Me despedi da turma e fui pro carro fazer a transição, ajeitei tudo e sai pra pedalar às 11:00. O trânsito estava pesado, então fui direto pra estrada da tapera e fiz 6 voltas de 8 km, tranquilaço (trânsito, não o treino, que tinha uma hora forte no meio). Fiquei totalmente podre, tomei uma garrafa de endurox R4 e fui pra casa esfomeado. O pescoço travou feio, acho que de tanto levantar a cabeça na natação, ou da posição no clipe na bike.
Domingão de tempo bom, saí bem cedo pra aproveitar o dia que anunciava-se ótimo. Assim que saí de casa, o primeiro pelotão do Audax 200 vinha subindo a rua. Fui por coqueiros e logo os caras me alcançaram na ponte, achei o Jacó lá esperando a turma passar e fomos juntos até o trevo da seta, onde eles se foram pro sul e eu voltei pra girar. Fiz a via expressa sul duas vezes, juntei com o Diovane e fomos pra beira-mar. A turma da Ironmind passou lá e seguimos na pista fechada para a prova de ciclismo. Dois eventos ciclísticos de porte em Floripa no mesmo dia azul, agradável e de algum vento(depende de quem pedala). Muito bom andar no meio da pista e ver os carros indo pela marginal, hehehe.
Juntamos o pelote vermelho e fomos pro norte, mas no terceiro morro, o de santo antônio, perdi a turma e segui solo até a vargem grande, onde reagrupamos uns perdidos. O Alexandre tinha saído antes e girado 15 km mais, mas mesmo assim unimos forças anti-eólicas e seguimos no pedal junto com um xará paulista recém chegado à equipe. O Marcos tinha me contado que tomou uma ferroada de marimbondo ontem no pedal. Fiquei imaginando a ínfima probabilidade disso acontecer numa rodovia, e hoje eu tomei uma ardida na perna. Dei um soco no bicho mas ele escapou. Se fosse no rosto eu teria me auto-nocauteado. Fechamos os 140 km até que bem, mas as minhas pernas estavam mal. Os últimos 20 foram só na vontade, as pernas estavam moles pra fazer força, mas travadas ao mesmo tempo. Saí pra correr depois de tomar um gel e meia garrafinha dágua, logo já estava morto de sede. Tenho ficado sempre morto de sede ultimamente. Fui pra ~8km a ~4:30min/mk (difícil a vida pós GPS que está na UTI) e voltei realmente torto e troquei umas palavras sem nexo com o porteiro, que sempre me pergunta quantos kms eu caminho quando saio pra correr.
Demorei um pouco pra me recompor, tomei whey e fui almoçar a surpresa que a minha esposa preparou. Quase comi o prato e a panela junto.
Depois saí com o pequeno pra procurar uma pipa pra comprar. Não faço mais idéia de como se faz uma, fui em 2 parques e na beira-mar e não achei. Andamos 3 voltas no parque de coqueiros, fiz levantamento de moleque no parquinho, aí fomos ver a chegada do Audax. Achei o Pasquini que fechou em 12º, o cara tá detonando, e também vi o Clécio chegando. Muito show ver a galera na chegada dessas provas, sempre dá vontade de estar do lado de dentro ;-) Baita domingão.
domingo, 20 de março de 2011
Ventania maluca e meia-maratona de Florianópolis
Foto do Adriano de Floripa sob a lua gigante de ontem |
Ventava bastante de sul. Decidimos que era pra lutar com o vento até ranger os dentes. Saímos em pelote o Alexandre, Edu, Roni, Luiz e eu. O Luiz faria o curto e retornou no pedágio, fomos até o Floripa Shopping com ânimo e voltamos muito rápido propelidos pelo vento. Fácil andar a 44-46 km/h. Seguimos com o Roni de locomotiva e fechamos uma volta completa e aí saímos pra outra. O Roni e o Edu saíram para 100 km e retornaram, sobrou o Alexandre e eu pra lutar contra o poder eólico. Na verdade não me sobrou muita coisa não, pois quase enrosquei a língua nos raios da roda dianteira pra não desgrudar do alucinado. Depois da segunda volta ainda faltou distância e fomos de novo até o pedágio, os restos que sobraram das pernas. Quando fiquei feliz que a volta era a favor do vento, de novo o Alexandre inventa de socar a bota pra fechar de vez, foi um sufoco. Ainda rodamos 2 km dentro de jurerê pra fechar a distância ;-) Missão cumprida com boa média para a condição.
Um susto: botei duas câmeras debaixo do banco, presas que nem a minha cara. Uma caiu e enrolou toda na roda traseira, esticou até não poder mais, trançou nas pastilhas de freio. Ainda bem que o Luiz avisou, eu provavelmente iria pedalar até não poder mais e então cair de maduro. Consegui desenroscar a muito custo.
Hoje foi o domingo de meia-maratona de Floripa. Madrugamos e saímos o Adriano, o Maycon e eu pra beira-mar. Ajeitamos tudo e largamos. Saí todo errado, lá no meio do bolo e mal vi quando passei o tapete. Apertei o passo e logo entrou na velocidade de cruzeiro. Foi melhorando e passei os 10 km com 42 min e segui enfraquecendo. A FC não subia de jeito nenhum, as pernas estavam bem (relativamente falando, claro).
Passei pelo meu pai perto do Shopping Iguatemi e fiz o retorno na UFSC já sendo bem ultrapassado, deu uma quebrada do km 14 ao 17, mas depois de retornar melhorou um pouco. Passaram por mim o Palhares e o Jack da Ironmind aparentemente com o turbo ligado, faltou levantar poeira, coisa incrível. Segui perseguindo uns atletas e chegei sprintando com um cara que veio não sei de onde. Não cheguei nada acabado, só com alguma dor nas panturrilhas, que piorariam com o passar do dia. A turma da Ironmind foi muito forte, vários abaixo de 1h30.
O Adriano chegou bem no alvo estimado e completou a primeira meia-maratona da vida. Pra quem fez 10 km em setembro e meia agora, já tô começando a pensar numa maratona pra inocular no cara. Sobre a prova, bem organizada e abastecida, percurso bom que poderia melhorar eliminando os elevados. Tomei 2 GU e uns goles de gatorade, estou treinando engolir o gatorade numa bocada só correndo, mas o resultado dessa fez foi lavar a cara e a camisa toda de isotônico. Recebi o resultado por SMS umas duas horas depois, parece que foi 73 geral com 1h30min50seg. O GPS marcou 21,340 mts (vários outros também), o pace de 4:14/km foi melhor que o pensado e pior do que poderia ter sido se saísse mais constante e junto de uma turma de pace parecido. De novo, não conseguir negativar - a segunda metade foi 2 min mais lenta que a primeira. Vou tentar fazer uns treinos disso, parece que era o segredo do Dave Scott, haha.
Bom, depois foi curtir o domingo de sol e céu azul do primeiro dia de outono, a melhor estação do ano. Depois da prova usei uma meia de compressão que comprei recentemente pra ver se ajudava as pobres batatas, acho que melhorou um pouco, vamos ver amanhã como estará. Ainda não tem resultado oficial e espero a cobertura fotográfica do Hélio, que mesmo tendo corrido o Multisport ontem acordou pra ir lá me levar o GPS (o meu tá moribundo) e acompanhar a turma de bike. Valeu capitão !
quarta-feira, 16 de março de 2011
Treinos violentos e detalhes que fazem a diferença
Treinos violentos são aqueles em que dá vontade de xingar o relógio, o asfalto ou os malditos azulejos. Mas são treinos muito bons psicologicamente. Gosto dos intervalados de corrida, mas não gosto na piscina. Donde boto a maior ênfase na água. Na bike estou neutro e tenho gostado recentemente. Mas são todos muito ardidos.
Ontem na piscina os braços queimaram, achei que iriam soltar dos ombros. Normalmente nado sozinho ao largo da aula de natação, com o meu treino específico. Só que quase sempre esqueço o relógio e uso aquele de ponteiros gigantes de 60 min que tem nas piscinas, nada muito preciso. Aí não sei direito qual meu tempo certo para 50, 100, 200 mts. Pra mais distância o erro é menor e dá pra ter uma idéia boa. Dessa vez fui levar ao pé da letra e fiz 2 tiros pra ver o que era bem certinho Z3 e Z4. Sei que quase nunca faço abaixo de 1:40, e isso foi o alvo para os tiros de Z3. Depois 1:38 foi o mehor que saiu e foi o alvo pra Z4. Após muitas braçadas lá foram 10 x 100. Os primeiros não baixaram de 1:45 no relojão. Já no segundo bloco pedi para o prof. pegar os tempos e disse que era pra ser em 1:35. Saiu 1:37 até 1:30, certamente meu recorde lerdo, mas recorde. Muito, muito cansado (tinha feito musculação pras pernas antes). Xinguei alguns palavrões subaquáticos no final.
Já na corrida de hoje vi o treino mais complexo já realizado. Deu 12 etapas no garmin (o ressucitado), com 10 x 200 mts no final. Só que no meio tinha uma série de 5x400 depois de 2 km @ 4min/km, antes de 2 km @ 3:55. Estes foram dureza, me impus manter o ritmo apesar das pernas pesadas, e bufando feito doido saiu 3:57. Aí os 10x200 foram o tiro de misericórdia, falta até coordenação pra correr tão rápido. Fiquei pensando de que planeta são esses caras que correm maratona abaixo de 3min/km.... Donde por coincidência tropecei no vídeo abaixo... no blog http://bucktriatleta.blogspot.com/2011/03/sub-2-hour-marathon-american-record.html. Muito didático, vários dos pontos são apontados em técnicas recentes de corrida, vale a pena assistir como detalhes podem fazer diferença. Um pouco espalhafatoso (a começar pelo título) e comercial no final, mas ainda assim vale os 12 minutos ;-)
O bom desses treinos é que é possível ver uma evolução, a percepção ao final é sempre muito boa (depois de a respiração volta ao normal): realização, missão cumprida. Recomendo. Com moderação ;-)
Ontem na piscina os braços queimaram, achei que iriam soltar dos ombros. Normalmente nado sozinho ao largo da aula de natação, com o meu treino específico. Só que quase sempre esqueço o relógio e uso aquele de ponteiros gigantes de 60 min que tem nas piscinas, nada muito preciso. Aí não sei direito qual meu tempo certo para 50, 100, 200 mts. Pra mais distância o erro é menor e dá pra ter uma idéia boa. Dessa vez fui levar ao pé da letra e fiz 2 tiros pra ver o que era bem certinho Z3 e Z4. Sei que quase nunca faço abaixo de 1:40, e isso foi o alvo para os tiros de Z3. Depois 1:38 foi o mehor que saiu e foi o alvo pra Z4. Após muitas braçadas lá foram 10 x 100. Os primeiros não baixaram de 1:45 no relojão. Já no segundo bloco pedi para o prof. pegar os tempos e disse que era pra ser em 1:35. Saiu 1:37 até 1:30, certamente meu recorde lerdo, mas recorde. Muito, muito cansado (tinha feito musculação pras pernas antes). Xinguei alguns palavrões subaquáticos no final.
Já na corrida de hoje vi o treino mais complexo já realizado. Deu 12 etapas no garmin (o ressucitado), com 10 x 200 mts no final. Só que no meio tinha uma série de 5x400 depois de 2 km @ 4min/km, antes de 2 km @ 3:55. Estes foram dureza, me impus manter o ritmo apesar das pernas pesadas, e bufando feito doido saiu 3:57. Aí os 10x200 foram o tiro de misericórdia, falta até coordenação pra correr tão rápido. Fiquei pensando de que planeta são esses caras que correm maratona abaixo de 3min/km.... Donde por coincidência tropecei no vídeo abaixo... no blog http://bucktriatleta.blogspot.com/2011/03/sub-2-hour-marathon-american-record.html. Muito didático, vários dos pontos são apontados em técnicas recentes de corrida, vale a pena assistir como detalhes podem fazer diferença. Um pouco espalhafatoso (a começar pelo título) e comercial no final, mas ainda assim vale os 12 minutos ;-)
O bom desses treinos é que é possível ver uma evolução, a percepção ao final é sempre muito boa (depois de a respiração volta ao normal): realização, missão cumprida. Recomendo. Com moderação ;-)
domingo, 13 de março de 2011
Nem na chuva...
Nem na chuva paramos. Este ano tem algo diferente. Tenho feito mais treinos na chuva do que nunca. A corrida até que é legal, mas bike é mesmo um saco e deixa tudo emporcalhado. Natação obviamente tanto faz se não vier acompanhada de ventania. Mas o treino sai de qualquer jeito. Durante o carnaval foi chuva na bike sábado, domingo e terça. Sexta última foi o intervalado de corrida, já saí com chuva. Ridículo foi ficar no intervalo de 1min30 esperando parado na chuva na ciclovia deserta...
Nos anos anteriores eu nem saia de casa pra jurerê nos sábados se estivesse chovendo, este fui todos e consegui pedalar sempre. A turma da Ironmind também está mais tarada, fissurada ou desesperada do que nunca, pois sempre tem um pelote treinando.
Ontem saí daqui com chuva da boa, lá em jurerê tudo seco, nadamos num mar ferrado totalmente quebrado com vento e corrente contrários e aí o pedal sem chuva, 50 km com pancada. Depois disso choveu todos os instantes do dia sem parar nada, e era muita água.
Não achei que rolaria sair cedo, e às 8:40 de hoje ainda chovia legal. Só que foi parando, olhei a previsão e dizia que a tarde seria sem chuva, aí falei com o Alexandre e saímos lá pelas 11:00. Antes eu fui treinar com o Arthur na garagem, deu umas voltas na bike e depois correu uns 200 mts comigo pelo condomínio ;-).
Nos encontramos na ponte e o Jacó apareceu por coincidência, saímos para o norte e seguimos para a SC 401, o Jacó acompanhou até o casa design e voltou. Até aí tinha solzinho... Chegamos no morro do cacupé e garou mas parou rápido, aí furou um pneu do Alexandre, trocamos e no pedágio só dava pra ver uma cortina dágua à frente. Tínhamos combinado com o Marcos mas voltamos frente àquela água toda, na esperança de fugir da chuva. Só que ela foi mais esperta e nos cercou já no morro do cacupé de novo e dali em diante foi água direto.
Na beiramar fomos pela pista, dado o pouco movimento e asfalto perfeito, encaixamos o ritmo e foi 37-38 até o centro sul. Aí mais chuva, agora forte e o trânsito nojento indo para o rio tavares, onde outro pneu do Alexandre furou. Passei uma câmera minha e era bico curto, não serviria pra nenhum de nós dois - achei que tinha duas reservas, mas só tinha uma. Passei a outra e aí ficamos sem mais reserva, se furasse era chamar o resgate. Trocamos debaixo de chuva e fomos pra estrada da tapera, lá o pneu do Alexandre estava estranho, fomos mexer, esvaziamos, ajeitamos o que parecia ser um mal encaixe da câmera e ao encher a porcaria furou de novo. Já era.
Pensamos em chamar o resgate, mas aí tentamos usar a bico curto. O bico não ficava nem um cm pra fora, tivemos que segurar os dois a bomba sem a rosca encaixada e conseguimos encher o suficiente pra rodar !! Aí já que estávamos ferrados mesmo, rodamos mais duas voltas naquela estrada show, metade molhada e com garoa, a outra metade SECA e com solzinho, e a pista tem 4 km !! De lá voltamos e vim pra casa com 95 km no lugar de 130, isso porque ainda girei um pouco na beira mar do estreito. Tinha sol e vi que não tinha boné na garagem. Subi, peguei ele e o GPS e desci. O GPS estava sem bateria e logo fechou de vez. Céu bem preto pra todos os lados e cortina dágua caindo em cima do aeroporto e cambirela. Corri 8 km e voltei metade com chuvarada de novo. Haja chuva. Agora to com preguiça de limpar a bike, tá lastimável a pobrezinha, mas vou lá dar um jeito já já.
Foto de http://blogdoederluiz.blogspot.com/2010/04/previsao-de-mais-chuva-para-os-proximos.html
quarta-feira, 9 de março de 2011
O Pulso Solitário
Imagine ficar duas horas totalmente sozinho, concentrado numa coisa só. Em meio a muita gente, mas sozinho com seus botões pensativos. E os botões ficam especialmente pensantes durante um período destes. Eles resolvem várias coisas que durante o dia normalmente não tem chance de resolver. Duas horas onde apenas uma variável importa. O vento e o relevo não importam nada. O trânsito não importa nada, nem os buracos nem os cachorros, velocidade ou cidadãos mal educados. Os problemas ficam em segundo plano, mas sendo trabalhados. O corpo cansa e a cabeça não o deixa parar, não permite. Uma parte parece que funciona no piloto automático. De repente não sei mais como parar de correr, é só deixar continuar. Nestes dias a impressão é que se não fosse o objetivo, correria até cair. Coisa muito interessante é correr focado tão somente no pulso, uma experiência pra lá de interessante. Variou tão pouco hoje que tinha hora que cheguei a duvidar se o monitor estava funcionando direito. Excelente.
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