segunda-feira, 22 de abril de 2013

IMB 2013 - Semana 15 - Abril espetacular

Mar. Foto da Jana Perrone.
Finalmente o outono deu as caras, com seus dias espetacularmente azuis. É a melhor estação do ano aqui em Floripa... tempo firme, céu azul e temperatura boa durante o dia, friozinho e céu laranja ao amanhecer e anoitecer.

Buenas, esta semana foi das boas... bem pesada na corrida e tudo 100 %. Foram 70 km de run bem feitos, uma rodagem de 15, um intervalado com ardor e um longo bem longo de 30km e uma T2 de 10. A bike trouxe de volta os treinos duas vezes por semana de volta.

A natação foi muito boa também com destaque para o sábado espetacular em jurerê, a água mais cristalina que eu vi por lá até hoje. O ritmo das coisas vem encaixando e o cansaço batendo, tem hora que já não sei mais que treino estou fazendo, ou como estou fazendo, dada a quantidade de coisa que tem pra fazer. Tive de novo que correr ao meio dia e fazer uma natação na aurora do dia pra não perder nada.

E novamente um destaque no longo de bike. Dessa vez arrumei a alimentação e não pifei no treino, que tinha 160 km com ritmos mais fortes no meio. Saiu legal e testei a alimentação pra prova, só faltou dois mini-sandubinhas de peito de peru. Coisa impressionante é achar 160 'pouco' depois de ter feito um '180', não é tanta diferença assim mas no psicológico faz muita. A corrida dessa vez foi de 10 km e saiu tranquila. E segunda-feira, hoje, não restam sobras de dor muscular alguma. Isso sempre me deixa com a impressão de que 'não treinei direito', mas preciso ver pelo lado bom e achar que 'estou bem treinado'. Cabeça é uma coisa séria...

Os dias assim fazem valer o tranco que é treinar pro Iron. E a parceria dos amigos de labuta deixam tudo mais divertido. Fica aí um micro-vídeo feito na ida pro pedal com a galera. Não houve mais imagens pois consegui esquecer a câmera no carro. Ok, parece que chegou uma planilha aqui... peraí que vou ver... :-)


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Avaliação de produtos - Meias para corrida Kalenji

A Kalenji é a marca de corrida do grupo francês Oxylane, cujos produtos são vendidos exclusivamente nas lojas da Decatlhon, como esta que abriu recentemente aqui em Floripa. Oferece basicamente roupas, tênis, acessórios e sistemas de hidratação para corrida.

Já usava alguns itens da marca, como cinto e mochila de hidratação desde a maratona de Curitiba de 2010, e recebi recentemente alguns produtos da Kalenji para testar. Neste post, vamos falar da meia Run Intensive, uma meia de corrida com alguma compressão e bastante proteção nos pontos de atrito, além do fato óbvio que quase nunca vemos em modelos genéricos, que são pés individuais :-).

Usei pela primeira vez num treino de corrida intervalado, que foi curto mas bem intenso como todo intervalado deve ser. Eu estava com um bolha antiga que ganhei na meia maratona de Floripa e esqueci de por o esparadrapo, mas não tive nenhum problema. Só o fato de usar a primeira vez sem nenhum ponto de atrito já é positivo.

Depois da primeira lavagem usei a meia no longo de corrida de ontem, que foi de 30 km. Muito tranquilo, pude perceber um pouco da compressão no pé e ainda assim tinha bastante espaço para movimentar os dedos. Normalmente tenho sensação de aperto nos dedos com meias novas mas com essa isso não apareceu. Como o dia estava com temperatura agradável, não pude perceber a refrigeração do tecido mesh da parte de cima da meia, que parece bem arejada. Na próxima trilha também vou usá-la para testar num terreno mais acidentado, quando pontos de atrito incomuns surgem.

É uma ótima opção, custa R$ 24 e tem um custo benefício muito interessante.



quarta-feira, 17 de abril de 2013

IMB 2013 - Semana 14 - A maior quebrada de todos os tempos

Semana pós prova é sempre estranha. As coisas não vão muito fáceis até terça, aí quarta vem um intervalado pra travar tudo de novo. Mas a natação de terça foi muito bem, a de quinta também, parece tudo muito bem encaixado na água.

Quinta fiz um treino no rolo surpreendente, umas potências nunca antes vistas, apesar do suador descontrolado. Sequei 1,8 km tomando 700 ml em 1h05. Sexta-feira fiz um treino longo de corrida muito bom, mas também muito apressado. Dada a correria absurda que foi a semana, tive que correr sexta a noite (fui correndo pro aniversário da mamãe :-). Saí direto do trabalho e fui até quase o trevo da seta e retornei pela beira-mar até o córrego grande e finalizei no santa mônica. Constante e moderado.

Sábado uma natação excelente, 4,3 km no mar calmo de jurerê. Depois um pedal girado de 54 km pra preparar as pernas pro treino de domingo.

O longo de bike

Saímos domingo às 6 horas pra BR-101 sul. Deixamos o carro no posto de gasolina após o morro dos cavalos e fizemos um trecho de 45 km até imbituba, fechando 90 km por volta e 180 em duas, melhor que isso não existe. Percurso perfeito, asfalto liso e limpo, acostamento largo e pouco movimento. Um trecho sensacional pra pedalar.

Um leve vento sul foi acordando junto com o sol. Fizemos a primeira perna de 45 km e reunimos a galera, pois o percurso era desconhecido. Tudo 100 % excelente. Voltamos com vento em popa numa boa, esforço moderado e altamente tranquilo. Me alimentei bem, mas misturei: gel, accelerade, banana e binaguinha com geleia e queijo e gatorade na parada. A banana parecia estar verde.

Segunda volta, ali pelo túnel do terceiro pólo (Paulo Lopes) comecei a ficar fraco. Depois do túnel fiquei com as pernas ocas, absolutamente sem força nenhuma e assim fui me arrastando por mais 20 km até o retorno em imbituba, onde consegui vomitar algo (parecia meia banana com cobertura de accelerade de morango). O treco saiu feito um toco, depois veio mais alguma coisa. Coisa incrível foi a FC, já estava com vento nas costas há uns 2 km e a FC em 145, que é uma região de esforço considerável. Despencou pra 125-130 e ficou ali. Assim, simplesmente.

Segui meia-boca com medo de comer mais alguma coisa, mas comi um gel empurrado e depois de 1 hora parei pra uma coca-cola. Tomei também duas caixinhas de água de côco. No finalzinho, já no elevado da praia do sonho, fui inventar de comer a última banana. Mastiguei e quando engoli voltou tudo.

Foi um treino extra punk mentalmente falando. Estava muito bem até o km 120 e depois implodi. Simplesmente pifei total, quebrei feito graveto. A desgraceira pode ser vista aqui. Tenho umas hipóteses... a banana verde foi a raiz do problema. O negócio não digeriu e ficou lá. Fui botando gel e accelerade em cima e com o esforço elevado, pois a primeira volta foi em ritmo de prova, o estômago fechou, deu shutdown como falam os gringos. Aí o glicogênio foi sendo consumido até acabar e eu dar de cara na parede. O desempenho dali em diante é na base da força de vontade e do metabolismo de gordura, o que deixa as coisas muuito leeentas. O batimento elevado me foi explicado pelo meu nutricionista. Ao se preparar para vomitar, o corpo libera adrenalina, que é pra fazer a coisa ruim ir embora logo. Estava com a FC alta por isso e não pelo esforço, que era nenhum. Depois disso a FC despencou e alguma decência voltou, mas um mínimo para chegar ao carro.

E então saímos todos juntos pra correr, corri fácil e tranquilo, segurando o ritmo pra não ir além de 4:30. Coisa impressionante. Como diz meu amigo Anastácio, o corpo humano é mais resistente do que parece.

Ou como disse a Crissie Wellington: "No session/race ever goes 'perfectly'. Success is doing your very best with what you have. You can overcome imperfections 'perfectly' :)"

Jantar pré-treino longo

Amanhecer de outono. Só isso já vale o dia.

Os brinquedos

Fim do dia. Descanso foi correr atrás do Arthur no fim de tarde ;-)

terça-feira, 9 de abril de 2013

IMB 2013 - Semana 13 - Entrando no clima


Largada
Essa semana teve a primeira e única prova de triathlon antes do Ironman Brasil 2013. Muito boa, no local do Ironman, na hora aproximada da largada, exatamente quando o sol nasce. Um grande dia azul, mar calmo e sem vento, temperatura boa, tudo que é esperado para o dia do Iron :-).

Mas antes a semana, que foi um pouco diferente, com um longo de corrida bem curto e bastante natação. A bike de quinta-feira eu fiz esgoelado e suei feito um louco, num dia que não parecia estar quente. Acho que foi a umidade. Estou conseguindo encaixar bons treinos de natação mesmo com o cansaço acumulado e parece que está melhorando, embora eu não entenda muito bem como. Já a corrida está boa e tenho usado uma estratégia muito discutida no ano passado: correr os longos mais leve para poder fazer os treinos de intensidade com mais qualidade - em todas as modalidades.

Todos Preparados
É incrível como faz diferença. Correr a 10-15 seg mais lento causa um estrago muito, mas muito menor. No ano passado saiam uns longos a 4:30, 4:35. Só que na prova não vou conseguir sustentar este pace nem a pau, então tenho feito os treinos na casa de 4:50 e o resultado tem sido muito bom. A velocidade não sumiu, como deu pra notar na meia de Floripa. Acho que vai dar certo.

Tá, mas voltemos à prova. Como num mini-iron, saí de casa às 4:50 da madrugada e fui direto para Jurerê. Estacionei perto do Taikô, montei a bike, calibrei pneus e comi uma banana. Aí fui pro checkin procurar o Aracajú (vulgo Diogo), que pegou meu kit no congresso de sábado, quando eu estava num churrasco (não façam isso). E depois a noite comi sushi (não façam isso de novo).

Achei o Araca e deixei a bike, arrumei as tralhas e fui no banheiro. Voltei pra arrumar mais tralhas e fui pra praia aquecer. Mar flat e horizonte alaranjado anunciavam um belo dia, folhas dos coqueiros imóveis. Aqueci na água já quente e largamos na pancadaria de sempre, para duas voltas de aprox. 900 m que viraram 2 km. Um contorno na areia e saí pra transição depois de nadar solto, reto e bem. Ficou a sensação de que poderia ter forçado mais, mas saiu um tempo legal pros padrões de âncora aqui: 29:20.

Transição rápida e fui pra bike com o batimento bem alto, 165 bpm. Eram 6 voltas de 9 km (deveriam ser 10 km) com três retornos de 180º e duas passagens por 400 m de lajotas por volta. Soquei a bota no começo e o batimento ficou lá em cima e eu fui afogando, tive que deixar baixar pra uma zona suportável e segui me esgoelando.

Entrei num regime permanente razoavelmente forte mas ainda bem suportável, forçando a cada retomada ou ultrapassagem. A FC saiu bem alta, uma média de 157 não é baixo não. Só que não gostei nada do resultado. Muito lento e com um esforço significativo. Claro que fui sem roda e capacete aero, mas isso não afeta muito naquele circuito travado. Ainda não saiu o resultado, mas provavelmente vou ver de novo uma natação muito boa, corrida melhor ainda e bike sofrível :-). Tenho que dar um jeito nisso, o treino precisa ser compatível com a prova, e na bike isso tá me irritando. Tudo bem que foi só uma prova, com características bem diferentes, mas preciso melhorar. Arriscar mais na bike, a corrida é boa e deve dar pro gasto, vai ter que dar.

Pedal

Já a corrida começou travada, mas só na aparência. Esqueci de dar o lap ao sair da T2 e quando fui olhar não tinha pace nem nada, estava lá contando a transição ainda. Foram uns 500 m e quando passei para o modo corrida estava a 3:45 achando que estava lerdo. Incrível como é fácil correr muito forte saindo da bike. Segui num ritmo constante, a FC foi absolutamente igual em todos os laps, acho que corri no limiar o tempo todo.

Foram 16 km em 3 voltas na avenida dos búzios, onde passa o Iron, com um retorno no clube doze. Realmente prova pra entrar no clima. Na segunda volta tive que fazer um pitstop fisiológico de grande eficiência e na chegada consegui a proeza de passar reto do pórtico. Não sei como não vi os cones, as placas e o pórtico, mas corri pelo lado e cheguei na tenda de frutas perguntando onde é que terminava a prova. Voltei por trás da chegada e causei uma confusão nas staffs que estavam ali marcando o final da prova. Não sei se isso não gerou alguma penalização. Fechei a corrida à 4:14/km e a prova em 3h18min.

Depois fiquei lá esperando a premiação, saiu um quarto lugar na categoria. Uma prova muito disputada e de altíssimo nível, muitos atletas rápidos, fiquei contente mas ainda assim não satisfeito com a bike, só que surpreso com a natação e feliz com a corrida :-). Muito bom competir no lugar da prova, com amigos por todos os lados. Dia sensacional. O Aracajú fez sua estréia no triathlon numa prova lá longa e mandou ver, parabéns !!!

Voltei pra casa depois da premiação e tentei descansar por uns 30 min. Aí fui brincar com o Arthur, que queria ir no parque de coqueiros e no cinema. Optamos democraticamente pelo cinema ;-). Almocei às 15:00 e fui arrumar todas as tralhas, lavar as roupas e tirar a bike do carro. Aí descansei de novo e apaguei por uns 20 min. Fiquei novo.

Fomos assistir os Croods, um baita filme de animação. Situado na pré-história, fala de relacionamentos e inovação, uma coisa difícil de encaixar num desenho, não ? Bem bolado, tem um personagem que deve virar ícone, tipo o esquilo da era do gelo, vale a ida ao cinema (dá pra ir de meia de compressão e ficar com as pernas pra cima :-). Muito bom mesmo, fechou bem o dia que terminou cedo, não lembro de ter dormido antes das 23 horas há muito tempo...

E na segunda-feira corri 14 km. Eu não acreditava em corrida regenerativa mas tô passando a crer. Voltei melhor do que quando fui, e hoje terça estou zerado depois de nadar. Inacreditável dado o estado que estava segunda-feira cedo.

Os Croods

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Inspirational Quotes From Ironman Champions

Extraído e compilado daqui.


Mark Allen - Six-Time Ironman World Champion
"Until you face your fears, you don't move to the other side, where you find the power."

Dave Scott - Six-Time Ironman World Champion
"If you set a goal for yourself and are able to achieve it, you have won your race. Your goal can be to come in first, to improve your performance, or just finish the race; its up to you.

Chris McCormack - Two-Time Ironman World Champion
"Success in the sport is, above all else, about enduring suffering."

John Collins - The Father of Ironman
"The Pain is temporary, the memories will last the rest of your life."

Chrissie Wellington - Four-Time Ironman World Champion
"There is a special mystique about the marathon, for example, because of its length—but that's just the bit you do at the end of an Ironman"

Chris McCormack  -Two-Time Ironman World Champion
"You don't play triathlon. You play soccer; it's fun. You play baseball. Triathlon is work that can leave you crumpled in a heap, puking by the roadside. It's the physical brutality of climbing Mount Everest without the great view from the top of the world. What kind of person keeps coming back for more of that?"

** Mark Allen - Six-Time Ironman World Champion
"You can keep going and your legs might hurt for a week or you can quit and your mind will hurt for a lifetime."

Mirinda Carfrae - Ironman World Champion
"You put me in a race where there's a lot on the line, especially when people tell me 'you can't win', or 'you're too small', you tell me those things and I'll find a way to prove you wrong."

IMB 2013 - Semana 12 - Treinos na páscoa

Semana puxada em todos os sentidos. Não tive tempo pra escrever muito pois gastei mais de uma hora editando a super-produção abaixo :-)


quarta-feira, 27 de março de 2013

IMB 2013 - Semana 11 - Meia maratona internacional de Florianópolis

Essa décima primeira semana foi boa... Saiu inteirinha bem feita. O longo de bike aconteceu sábado, pois no domingo teríamos a meia-maratona de Floripa. Começamos cedo, 6:30 na água, mar calmo e liso, zero vento e roupa de borracha facilitando tudo, 2200 m em 35 min na boa. Corrente benigna.

O pedal saiu no percurso do Iron, decidimos ir pro centro já que era feriado da cidade, mas tinha algum movimento. Fiz uma volta completa com o Marcos e Júlia e no pedágio me despedi deles, estava ficando acima do ritmo pretendido e queria rodar sozinho um pouco. Segui até canasveiras, voltei e fiz mais três voltas. Detalhe nutricional: levei 4 medidas de malto numa garrafa só e aquilo me estragou. Como o accelerade acabou, levei um saquinho com uma medida de R4 pra tomar no reabastecimento e isso ferrou de vez com o estômago. Devolvi alguma coisa verde na última volta, mas acabei terminando bem depois e ainda sobrou comida na bike. Foram 140 km moderados com o miolo de 125 km.

Descansei, dormi, almocei e a tarde já estava novo. Impressionado com a recuperação, tivemos pizza com vinho no jantar, o que foi uma boa carga de carbo para domingo.

Agora a meia, a melhor da história dessa pessoa aqui. E novamente depois de um longo pesado no sábado, é incrível como vamos nos adaptando. Dessa vez eu achava que estava menos treinado do que no ano passado, pois teve a lesão do aquiles em dezembro e realmente não estava conseguindo correr bem até final de fevereiro. Mas o apoio do Daniel Carvalho e do Matheus resolveram meus problemas. Em março já consegui fazer os tiros, mas mesmo assim achava que estava menos treinado na corrida.

Só que enfiei na cabeça que iria melhorar o ano passado, quando corri a 4:03/km. Ficou um gostinho de que era possível correr a 4 ou abaixo... Olha, é um esforço de concentração grande manter um ritmo forte por tanto tempo. É um forte suportável, claro, mas fica ali o tempo todo rondando o limiar.

Descobri nessa prova porque queniano não usa GPS: é porque eles de fato competem. Na frente, não tem ritmo, tem que marcar e conseguir segurar os ataques dos outros atletas e ver quem sobra mais no final. Acabei fazendo uma corrida de referência, acompanhando os amigos que eu sabia ter um ritmo daí pra mais forte. E deu bem certo, corri praticamente sem olhar o relógio, só olhava o pace médio de vez em quando e tentava não deixar o pessoal escapar :-).

O resultado foi uma corrida absolutamente constante, sempre no mesmo pace com pequeninas variações, coisa que não costumo fazer. Acho que estou aprendendo que é possível sair no pace alvo e ficar nele, sem sair alucinado e ir pifando.

A única encrenca foram as solas dos pés, que pegaram bastante do km 15 em diante. Fiz uma besteira no sábado... depois de terminar a bike, saí do estacionamento descalço e fui no taikô lavar o rosto no banheiro. Voltei de lá e topei com a 'bola' do pé esquerdo numa lajota levantada, arrancou uma tampinha entre a 'bola' e a base do dedão. Tratei a tarde e pareceu melhorar. E aí completei a burrice pegando uma meia nova, nunca antes usada, ao sair cedo no domingo. O resultado foram duas bolhas enormes em cada pé e a ferida sangrando bem. O que mais doeu foram as bolhas.

Acabei a prova inteiro, sem ficar absurdamente destruído, mas segunda-feira estava todo travado, abdômen e panturrilha doloridos. Fiquei andando meio torto o dia todo, e a noite acabei me convencendo a ir correr. E não é que regenerou mesmo ? Voltei bem melhor depois de 12 km bem leves. A natação de hoje melhorou bastante e até acredito que vou conseguir correr decentemente amanhã.

Gostei bastante de conseguir cumprir a meta. Ultimamente eu estou com um feeling ou chute muito bom, pois tenho conseguido bater umas estimativas muito bem na corrida. Preciso conseguir fazer isso na bike, mas lá as variáveis são muito mais amplas. Os resultados oficiais foram 1h24min08seg e 5º lugar na categoria dentre 109 atletas, 65º geral dentre 980 concluintes. Legal.

A semana também teve um intervalado inédito na esteira e uma bike urbana noturna na lagoa da conceição que foi sensacional. Semaninha boa mesmo. Que venha a páscoa e então o triathlon longo de jurerê. Grande abraço e fique com a gente :-).

Tentando acompanhar o Sérgio 
Galera da Ironmind concentrada para a largada.

quarta-feira, 20 de março de 2013

IMB 2013 - Semana 10 - A chuva...

Março tem trazido as águas acumuladas o verão todo... A semana 10 teve um bocado de chuva e ainda nesta continua. Não há destaques a destacar além do que já foi postado e do treino de domingo.

Tá, tem um destaque. No sábado não fui treinar no taikô já que um compromisso sexta a noite, excesso de sono e chuva cedo me fizeram dormir mais do que a cama. Pra não ficar no prejuízo saí pra nadar ao meio dia e fiz 3000 em 6 blocos de 500m, misturando bastante coisa, bem legal.

Depois pedalei girado MTB no fim da tarde, já com tempo aberto e vento sul entrando, o que anunciava o domingo que viria. E domingo tinha o longo de bike e eu inseri uma transição, pois não aconteceu no sábado. Como só tem mais dois finais de semana antes do longo de jurerê, achei bom não desperdiçar chance de pedalarecorrer.

O pedal do fim de tarde no sábado valeu !
Que longo mais longo ! Foram 142 km dentro do percurso do ironman, duas voltas completas na baía sul e várias voltas pequenas na beira-mar norte, que estava fechada para uma prova ciclística. Muito bom pedalar na pista assim. A prova dava umas voltas e terminava com a escalada no morro da cruz, muito interessante.

Depois de girar pela região central fui para o norte fazer os específicos do treino, com 3 blocos de 20 min por 10 de recuperação, onde os 20 min eram num esforço razoável, coisa de 80 % da FC. Depois tinha uma cereja no bolo que foi 45 min a 85 % no final do treino, que foi voltando contra o vento sul e com os morros da SC-401 no caminho, coisa linda. As médias dos trechos não falam por si, definitivamente.

Chegando em casa saí pra correr 6 km já meio esfomeado. A bike demorou bem mais do que o previsto, e comprei um gatorade na padaria pra salvar o dia. Na volta, piscina pra recuperar as pernas. Neste treino fiz um videozinho do percurso do iron que pode ser visto aqui.

Então tá, metade já foi, mas não é uma metade do tipo que significa 50 %, pois agora que o bicho pega. Ou não, tudo depende. De várias coisas, é claro.

terça-feira, 19 de março de 2013

Vídeo - Percurso da bike do Ironman Brasil

Temos aqui mais uma super produção de pedal feita com a GoPro 3 :-). Dessa vez foi um treino longo no percurso do Iron no domingo último. Foram 140 km com um vento sul nada divertido e depois uma corrida ritmada de 6 km. Tentei filmar alguns trechos-chave do percurso e organizar a coisa sob a ótica da volta. Bom, aí está. Pra quem já correu, pode relembrar. Quem vai correr, pode conhecer. E quem é curioso pode olhar :-)

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sábado, 16 de março de 2013

A cabeça manda, o corpo obedece...

Esta semana tive umas percepções dessa máxima do treinamento de endurance. Eu tenho feito alguns treinos muito bons e outros nem tanto, mas por incrível que pareça os melhores são aqueles onde antes a vontade não era das maiores.

Na quarta-feira teve o longo de corrida de 24 km. Tudo tranquilo até que no fim da tarde surgiu uma letargia muito grande. Achei que estava ficando gripado, mas saí assim mesmo. Simplesmente cheguei em casa, me alimentei meia hora antes  (kit banana, pão com geléia e malto), catei tudo e saí. Sem ficar pensando se, como, porque ou quando. É preciso acordar sabendo que o treino será feito. Simples assim.

Foi uma corrida horrivelmente ruim. Ida mais ou menos, um pouco lerdo. Vento sul em popa, água... No retorno lá no itacorubi tomei um gel e voltei com uma dorzinha na sola dos dois pés, num lugar nunca antes doído. O vento sul veio de frente e eu fui tentando manter o ritmo, mas depois de passar a ponte simplesmente desmontei. Os últimos 4 km foram podres. É uma coisa que a experiência ensina, que isso acontece, que não é o fim do mundo e não precisa ficar achando razão. Que treinos assim constroem a 'casca' e os próximos serão melhores. Ah, e nada de gripe.

Quinta-feira a natação foi na boa e a noite tinha um treino no rolo. Uma coisa que eu nunca tinha visto, mas vi ainda na quarta a noite e só pensei: 'ok, vai sair'. Então já estava 'feito' quando acordei quinta. Mas a coisa foi cruel, viu ? Algumas vezes pensei em parar, as pernas ardiam na lateral, talvez restos do desgaste da corrida podre do dia anterior. Foram 2h7min, 60 km e vários intervalos longos em alta intensidade.

Sexta-feira é dia de intervalado de corrida, 2x10x400m. Só que chovia. No almoço um colega na empresa ainda comentou que viu um cara correndo na beira-mar antes de ir pro trabalho. Ficou com pena do sujeito estar correndo as sete da manhã na chuva. Discutimos sobre o bom que é correr na chuva. E então a noite, quando saí debaixo de muita água pro intervalado, também não tinha dúvidas, o treino já estava 'feito' desde cedo. E foi entalado entre sair do trabalho e um jantar em casa com amigos, depois de um dia com 40 min de almoço.

Intervalado na chuva tem seus requintes de crueldade. Correr  e parar e ficar lá esfriando debaixo d'água não é lá essas maravilhas. No segundo ou terceiro tido de 400 m pensei que ainda faltariam 17, era muito, precisava dar um jeito de encolher aquilo. Usar o plano B dos intervalados, que é fazer o volume em tempo run. Mas o treino já estava 'feito', então segui nos tiros. Lá pelo 12º tiro parou de chover, tirei a camisa, torci e continuei. Parado de frente pra uma reta deserta de quase 1 km, esperando o beep do garmin, comecei a rir sozinho. Tem que gostar muito... e eu gosto tanto, que por mais insano que pareça, é um prazer.

Esse é o tipo de pensamento que se tem que ter para entrar nessas provas longas. Simplesmente você tem que se convencer de que completará o treino ou a prova antes mesmo de começar. Claro que isso não quer dizer continuar a qualquer custo ou se matar de graça, mas é preciso determinar desde o começo quem é que manda. Senão, há tanta coisa no meio, tanto motivo fútil pra te convencer que aquilo ali é um absurdo, que é muito fácil sucumbir. Só porque a cabeça manda. Concordam ?

Não era bem assim a pista de sexta, mas era quase. Foto daqui.