terça-feira, 29 de setembro de 2015

Powerman Brasil 2015, um duatlhon aquático

Primeira edição do powerman em terras brasileiras, muito legal. Fiquei empolgado com a notícia mas logo vi que iria ficar muito perto do 70.3 do Rio, aí fiquei de fora. Claro, só até descobrir que haveria uma prova curta e a FETRISC divulgar o valor para o federado. Me inscrevi na hora para participar da estreia.

O fim de semana não tinha previsão boa e cheguei a ficar preocupado sábado a noite quando saí de casa ali pelas 21h. Muita chuva, trechos alagados por todo lado e previsão de continuar estragado. Na ida para a largada fiquei de frescura mental até ver uns staffs parados na chuva às 6 da manhã. Estavam no trevo de jurerê com a SC 401 e provavelmente ficariam ali até o fim da prova. Estavam lá pra gente poder correr. E depois, mais tarde, quando vi as duas duplas de cegos competindo, fiquei com vontade de me auto espancar pela frescura de ui ui ui que chuva :-D. Fantástico, sensacional mesmo vê-los competir.

Saca só a competitividade da criançada :-)
A prova pra mim começou sábado depois do treino de transição 2300 + 80 km, quando fiquei por jurerê esperando a turma para a prova Kids. O Arthur e a galerinha se divertiram na provinha de duathlon mirim, 3 distâncias para categorias de 7 a 13 anos. Incrível a competitividade e o estilo da gurizada correndo, muito legal mesmo de ver. Não tinha quem não se empolgasse vendo aquilo.

Vídeo do Fabrício, que foi lá ver com a família

A provinha saiu sem chuva, só uma garoa leve, mas na hora de deixar as bikes no checkin para a prova domingo já havia chuva, que não parou mais até o dia seguinte.

As bikes foram dormir assim
E acordaram assim
Era um tal de carregar a bike no ombro pra não sujar hahahahah
Consegui acordar às 5:15 e me enrolar até 6:10 pra sair de casa, já meio apavorado por lembrar que a transição fechava 6:40 e eu ainda tinha que por sapatilha, capacete, água, tirar a capa e organizar a bagunça toda. Cheguei faltando 3 minutos, arrumei tudo instantaneamente e fui pro aquecimento, coberto de anorak. Corridinhas e tirinhos pra acordar a carcaça e avisar que vinha porrada pela frente.

A organização atrasou a largada em 15 min para vistoriar o percurso de ciclismo, muito bom. Falando em organização, não vi coisa a reclamar, começou com pé direito. Espero que fique no calendário.

Ultimas orientações com O Chefe
A largada foi conjunta para as provas 5-20-5 e 10-60-10. Um ritmo forte desde o início, saí sem muita referência e logo encaixei um ritmo legal mantendo o Neto pouco à frente, fomos constante até entrar na transição com o locutor anunciando que éramos os dois primeiros do short.

Lá estava um verdadeiro pântano, consegui escorregar na lama quando fiz a curva pra entrar na fileira da minha bike, lavei a mão numa poça e saí atolando até os tablados de plástico. Comecei a pedalar com barulho de freio pegando na areia do aro, entrei em todas as poças d'água que vi no asfalto e até sair da reta do valão não havia mais barulho, tudo limpinho.

Segui forte procurando o Neto que sumiu, virei o retorno já bem longe dele e no fim da primeira volta o Ricelli me passou na bike. Ali começamos a passar o pessoal do short na primeira volta e fui ultrapassado por uns 2 ou 3 atletas do longo, então embolou legal e não vi mais os dois à frente.

Tentei pedalar o mais forte que dava, sem olhar muito pros números, até porque não dava tempo. Não gosto de pedalar na chuva e fiquei ultra ligado o tempo todo na estrada, ainda assim acertei um buraco grande. Foi bom não estar com a roda de prova :-).

No fim do pedal passei por uma dupla com bike tandem para cegos. Impressionante ver aquilo, sério.

Entrei na transição e saí rápido, tão rápido que enfiei a lingueta toda pra dentro no pé direito, tive que parar porque o treco estava incomodando os dedos e o tênis ficou frouxo. Segui sem ver gente em lugar nenhum e acelerei quando vi o Ricelli no retorno. O Neto já tava com a prova ganha, sorrindo de orelha a orelha.

Cheguei no pórtico com o locutor anunciando quarto lugar, mas sabia que era terceiro. Depois vi que um atleta chegou em segundo mas fez só uma volta na bike.

Como a retirada da bike era só às 13:30 e a premiação às 15, fui pra casa dos meus pais nos ingleses almoçar e tirar uma soneca, pois fiquei com grande cansaço :-). De lá voltei pra pegar a branquela, lavei o que pude numa torneira e meti a bike no carro até segunda de manhã, quando deixei direto na revisão.

A premiação foi legal. No geral do short o Ricelli levou uma penalidade e acabei ficando como vice campeão, com o Neto ganhando a primeira edição brasileira do powerman ! Foi a primeira vez que fui ao pódio geral de uma prova de *athlon*. Foi no duatlhon também que ganhei a primeira vez a categoria, em 2010. Agora falta um triathlon :-). No feminino a chegada foi incrível, com a Júlia e Vitória correndo juntas toda a segunda perna de corrida e decidindo no sprint.

Em resumo foi bem legal, não era prova alvo e teve treino sem folga na semana, afiou bem pro Rio. Valeu muito, ambiente bacana, organização muito boa e galera se divertindo pra valer mesmo no temporal. Um aguaceiro sob o qual eu não tinha competido ainda. Nem em jaraguá do sul, onde tem chuva a cada duas provas, choveu tanto durante a prova. A galera da prova longa desceu a lenha sem medo da chuva. Tempos absurdamente rápidos, Mariana e Matheus campeões dos respectivos naipes como diz a Naida :-). Parabéns a todos que não se intimidaram com a chuva a fizeram dum domingo cinza um dia bonito.

Que venha pra ficar, e numa próxima oportunidade quem sabe vou perturbar na prova longa :-). Agora é polir pro 70.3 do Rio, que tá logo ali ! Valeu !

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Dados técnicos:

Consegui me atrapalhar não sei como com os laps, só sei que quando saí da T1 e apertei a atividade parou e tive que selecionar bike novamente kkkk.


Tomei um gel meia hora antes da largada e outro no final da bike. O café da manhã foi tapioca com queijo e pasta de amendoim, café com leite e banada. O pedal saiu forte a .93 do FTP, por curiosidade idêntico ao duathlon da fetrisc. A média achei muito baixa. Não sei se é a água, a rugosidade do asfalto ou os retornos, mas no dia anterior com 40 W a menos saiu 1 km/h a mais na SC. Não entendi :-)

O percurso da corrida teve bastante lajota e trechos alagados, mas não chegou a atrapalhar. O que deixou o pedal tenso foram os buracos que vi de carro na SC na ida, mas depois soubemos que todos que pedalaram lá não tiveram maiores problemas. Parece que a organização naquele atraso de 15 min foi lá conferir o percurso, arrumar os cones e sinalizar as crateras. Show !

sábado, 5 de setembro de 2015

1ª Etapa do Catarinense de Duathlon - São José 2015

Sem mais delongas sobre as ardências de uma prova de duathlon, já tem bastante coisa escrita aqui no blog :-). É muito legal repetir uma prova para efeitos de comparação. Diferentemente do triathlon, o duathlon tem um constância maior das condições no mesmo percurso pela ausência do mar, e dessa vez o dia foi bem parecido, sol bonito, pouco vento e temperatura agradável mas um pouco quente pra agosto.

Ver a evolução sempre é algo bom. E numa prova curta e rápida, as melhoras são poucas mas perceptíveis. Foi a prova mais rápida de duathlon que já fiz, 1h01min17seg, mais rápido que blumenau onde entrei num pelote forte.

Mas o legal foi a percepção, sempre boa. A recuperação então foi excelente.

Largada forte como sempre, saí com os Fabrícios, Neto e o Luiz, socamos a bota nos primeiros metros e logo a coisa se estabilizou até o km 2, quando chegamos no Fabrício Oliveira que estava escapado. No km 3 seguramos e o Fabrício Abido ficou um pouco.

Entrei na transição com 3:33 de média, muito bom. Muito ofegante mas nada anormal, sai pra bike junto com o Neto e Fabrício e consegui perdê-los ! Incrível, mas engatei o pé direito e quando fui enfiar o esquerdo derrubei a sapatilha e pesquei com o dedão. Uns 20 segundos foram suficientes pros caras abrirem e aí saí desesperado.

Fiquei uma volta esgoelado ao máximo e na segunda fui pifando, achei melhor deixar do que me matar, não teria jeito de alcançar o massaranduba num pelote. O Fabrício estava uns 500 m atrás no máximo, pensei em esperar mas resolvi seguir mantendo o ritmo sem apertar nem soltar. No fim das contas saiu uma potência legal, IF .93 quase constante, mas queria chegar em 1, pois em prova muito curta achei que deveria dar. Talvez pelos 90 km de sábado, corrida forte, canseira da tarde toda na escola do arthur ou moleza mesmo saiu .93, mas já foi bom !

Voltando à contagem de voltas, na quarta o Fabrício e o Eurico vinham chegando e o pelote à frente estava lá longe, consegui a proeza de pedalar 100% do tempo sozinho hahaha.

No final da última volta o Fabrício chegou e aí entramos na T2 juntos. Avisei da entrada, escaldado que estava do ano passado quando passei reto, e aí esqueci de tirar a sapatilha. Tirei um pé na verdade e tive que sair correndo calçado, o Fabrício esqueceu também e saíram duas toupeiras tamancando na T2 kkkkk.

O Neto e o Fabrício Oliveira já estavam longe mas saí forte, acabei conseguindo passar um cara que pedalou com eles e mais nada, corri sozinho do mesmo jeito que pedalei. E gostei disso, não teve ritmo alheio e não saí muito estragado. Boa prova !

Uma clima muito legal essas provas locais. Uma baita experiência encontrar os amigos pra sofrer um pouco, um dia legal e mais um pódio, 1o cat e 7o geral. Gostei mesmo. A galera arrebentou, ironmind dominando os pódios, Julia 2a geral, Guilherme 3o cat, Fabrícios campeões da categoria, eu idem, Vitória 5a geral. Povinho que treina.

Vamos ver se vou encarar a segunda etapa na prova curta do powerman dia 27 de setembro, provavelmente sim. Ah, link do garmin aqui.

Saindo da T2

Pódio da 40-44

A prova era com vácou :-) ;-)

Deixei a bike perto do massaranduba e corri com ele, mas consegui perder o bonde

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Mundial de Ironman 70.3



Na próxima semana acontecerá o mundial de Ironman 70.3, dessa vez na Áustria, um lugar aparentemente sensacional. Faz algum tempo que esse mundial passou a ser itinerante, um ano em cada país (e continente ao que parece). Algo muito interessante, pois dada a logística e dificuldade de classificação, nada melhor do que conhecer um lugar diferente caso se consiga a vaga. Um incentivo a mais para quem gosta de viajar ;-).

Será apenas a quarta cidade a sediar um mundial de 70.3, sendo a primeira fora da América do Norte e o percurso não deixará por menos. Ano que vem consta que será na Austrália, bem longe e tão interessante quanto.

Vamos ver se o Gomes vai segurar o título dos europeus que estarão praticamente em casa, notadamente Kienle e o Raelert. O Fernando Palhares e o André "Puma" estarão lá representando a galera de Floripa e Blumenau, estarei de olho nos números dos caras no Ironmobile.

Site oficial e curiosidades da prova podem ser vistos aqui e aqui.




quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Challenge Maceió

Teremos neste final de semana o segundo evento Challenge no Brasil, também na distância half ironman. Esperemos pela prova full, que deve vir em 2016 ou 2017. Por hora, vários amigos indo conhecer maceió e sofrer um pouco :-). Boa prova !

Abaixo a programação oficial e demais eventos.



Franquia global de triathlon Challenge Family chega ao nordeste brasileiro

Além das competições de natação, ciclismo e corrida, o evento conta com congresso científico, simpósios técnicos e Expo Feira

As provas de triathlon Challenge Family serão realizadas pela primeira vez no nordeste do país e pela segunda vez na América Latina, de 20 a 23 de agosto, em Maceió. O Challenge se diferencia das outras provas de triathlon por buscar unir a família e divulgar o esporte e o estilo de vida saudável. A Dash Sports, organizadora das etapas nacionais, espera movimentar mais de R$ 20 milhões nas cidades em que as competições irão ocorrer.

Além da categoria principal Half Distance (que consiste em 1,9km de natação, 90km de ciclismo e mais 21,1km de corrida), haverá a Sprint Distance, que possui metade do percurso, uma prova voltada só para as mulheres (corrida ou caminhada de 5km) e outras específicas para as crianças de sete a 15 anos, com o percurso variando de acordo com a idade (o maior é para jovens de 13 a 15 anos, composto por 150m de natação, 3km de ciclismo e 1km de corrida).

Com o objetivo de fomentar os conhecimentos, paralelamente às competições haverão congressos de Ciências Aplicadas ao Triathlon e simpósios técnicos. Para esses eventos em Maceió é possível fazer inscrição até o dia 20 de agosto pelo email contato@challenge-maceio.com.br
. Além das competições e dos eventos acadêmicos, será realizada uma Expo Feira aberta ao público, que contará com expositores de diversos segmentos como vestuário, mecânica especializada e alimentação.

Em novembro é a vez de Florianópolis receber o evento, de 26 a 29. Responsável pela organização dos eventos, Carlos Fernando Menezes, diretor da Dash Sports, afirma que este é um marco para o esporte no Brasil, com a realização de dois eventos deste porte para o país. “Maceió, ao lado de Florianópolis, são duas cidades com estruturas únicas para o esporte. O Challenge já tem mais de 40 provas pelo mundo e se estabelecer no Brasil respalda o potencial do país para continuar incentivando o setor”, aponta.

A triatleta Fernanda Keller foi embaixadora do evento em 2014 e conhece o Challenge há muitos anos. Ela elogia o estilo da prova: "Os atletas tem prazer em participar do Challenge porque é uma prova pra toda família". Fernanda afirma que é importante compreenderem que é um evento para a cidade, como ocorre em Roth, na Alemanha onde nasceu o Challenge. "Tenho o triatlon correndo nas veias e fico muito feliz de ver o circuito Challenge crescendo no Brasil", afirma a triatleta.

A cada ano a participação do Brasil na principal etapa Challenge do mundo aumenta. Esse ano, o Challenge Roth contou com 22 representantes do país. Rodrigo Frazão foi um desses brasileiros. Ele pratica o triathlon há mais de dez anos e afirma que “o Challenge não é só uma prova, é um festival para toda a família”. Outra competidora foi a triatleta Valéria Rosati. Primeira colocada na sua categoria no Campeonato Brasileiro de Triathlon de Longa Distância 2015, Valéria descreve o Challenge Family como “um evento enorme e ao mesmo tempo próximo dos atletas, onde é possível sentir a essência pura e o amor ao triathlon”.

Para mais informações sobre os eventos e para ver a programação acesse os sites: http://challenge-maceio.com.br e www.challenge-florianopolis.com.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Veteranos

Há uma boa discussão sobre esportes de endurance serem benéficos a longo prazo. Exageros à parte (do sedentarismo absoluto à insanidade por movimento), o meio termo parece promissor :-).

Será ? Bom, quando vejo maratona sub3 horas aos 71 anos, sou tentado a crer que sim ;-)

Aqui um artigo muito interessante sobre o mundial de master que está acontecendo em Lyon/França.



quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Percepções e cadências

É interessante como vamos ficando mais atento à detalhes a medida que o traquejo com os treinos vai aumentando. A ultima semana foi estranha, e me peguei várias vezes sabendo que a coisa não estava boa, o que era confirmado depois analisando as variações sutis nos dados. Explicando...

Depois de uma semana de férias extremamente ativas, voltei pros treinos numa porrada só. Sexta feira natação paulada e intervalado de corrida na sequência. Sábado transição completa forte e domingo um pedal em serra mais forte ainda, onde fiquei mais de 3 horas acima de 80 % do FTP. Tudo muito legal. Mas a gente não é máquina, e o intensivão que era pra acordar o corpo depois de uma semana """OFF""" parece que cobrou seu preço (entre muitas aspas, pois foi cansativo pra caramba, já que férias boas tem que ser exatamente assim).

Aí na segunda feira saiu uma corrida boa, mas nem tanto. Apesar do ritmo dentro do alvo, a percepção é que estava mais difícil do que o normal. No dia seguinte um pedal onde a potência alvo só saiu a muito custo, onde parecia que a cadência não estava boa, e então o desastre do longo de corrida. Não lembro de ter me arrastado tanto. Talvez por estar com certa indisposição nas tubulações digestivas, mas o treino foi muito além do cansativo, cheguei exausto. Então no dia seguinte a natação foi pior do que a de uma âncora.

Graças à experiência sabia que aquilo era normal, mas comecei a fuçar os dados dos treinos. Vi que a natação estava com a cadência de braçadas bem mais baixa que o normal (muito bom ter dados em volume pra comparar). Isso seria causa ou consequência ? Idem para a corrida, onde mal chegava a 180 ppm no miolo plano do treino.

Então fiz um pedal sem meta na quinta a noite, relativamente forte mas na mountainbike, bem despretensioso mas também desnutrido e com pouca água, o que me fez caprichar na alimentação pós treino.

O intevalado de corrida do dia seguinte foi mais cruel ainda. Os tempos saíram, mas a sensação de esforço absurdo era clara. Depois fui olhar e em tiros onde a cadência fica acima de 200-205 ppm, não passou de 190 naquele dia. De novo, causa ou consequência ?

O pedal longo foi igualmente estranho pra fechar uma semana estranha. Não conseguia gerar potência na cadência usual no plano, foi só baixando um pouco que saiu o mínimo. Com isso fiquei pensando que a semana seguinte seria um desastre e programando um OFF na segunda feira.

Mas aí era dia dos pais, me alimentei muito bem, descansei legal e como no dia anterior tinha dado uma escaladinha, acabei fazendo uns alongamentos leves e um pouco de funcional pra destravar a lombar que ficou reclamando (sei lá porque lombar vai doer de ficar parado dando segurança :-).

E então segunda a corrida saiu perfeita. Totalmente perfeita, muito boa mesmo. Um ritmo excelente, cadência alta e sensação de esforço baixa, o que foi confirmado olhando os dados. Na natação do dia seguinte também foquei em melhorar a cadência das braçadas e o ritmo saiu decente.

O que me leva a uma conclusão: temos realmente que conseguir focar na forma, na técnica. Isso provavelmente é a causa  do bom e mau desempenho, acaba sendo o sintoma também de excessos, é onde o problema mais aparece. E interessante, essa análise rápida e superficial mostrou que a percepção andou junto dos números e a sensação de treino 'duro', 'ruim', 'sofrido', veio acompanhada de uma cadência mais baixa que o normal (relativamente falando, pros meus números). Então parece que se confirma o que o chefe falou uma vez, que desempenhos inspirados normalmente estão associados a cadência mais alta (de novo, a cadência da pessoa, só dela). E pelo que vi, parece que nas três modalidades...

E aí ? Concorda ? Discorda ? Ou sem corda ?


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Para o alto e avante !

Subir é legal. Sempre gostei, comecei a pedalar subindo morro, o treino era sempre subir alguma coisa. Mas é um treino diferente e não específico, e acaba não tendo muito quando a prova alvo é triathlon e plana.

Mas julho é diferente. Sempre tem uns 'muita inclinação' na indicação da planilha, e aí lá vamos nós procurar serras. Uns pedais bem interessantes tem saído e de onde vieram esses tem mais.

Como já escrevi alguma vez, velocidade média é relativa. Na verdade não quer dizer quase nada :-). Só quando é prova, claro, porque aí isso é o que vale (ainda não inventaram competição de batimento cardíaco, potência, ganho altimétrico, etc).

Então julho foi assim até agora: volta da varginha e anitápolis num fim de semana, são bonifácio no outro e então urubici de MTB nos dois dias, aproximadamente 5000 m de subida (no barômetro !). Uma coisa bem diferente.

A novidade foi o percurso de Anitápolis que nunca tinha ido, e a insanidade foi repetir a última serra pra são bonifácio com garoa. Qualquer hora vou fazer aquilo lá duas vezes inteiro, mas pra isso tem que treinar mais hehehe. Como diz o Fabrício, isso TEM que melhorar alguma coisa :-).

O pedal de ontem foi o mais estranho. Havia subido uma pirambeira forte no sábado, aí fui explorar domingo. Bem menos frio que sábado, saí mais cedo e peguei todas as entradas de terra que achei no percurso que faço de TT até o corvo branco. No final, os últimos 20 km me acabaram. Não saía do lugar, um vento absurdo contra e pernas pesadas, era pra pedalar 3 horas e parei com 2h40 totalmente vazio, não estava rendendo nada.

Incrível como a média acostuma mal. Na TT 100 km que eram o treino sairiam em 3 horas e pouquinho... na MTB tive que tirar a velocidade do display pra não me desesperar, 20, 23 km/h com o vento nas fuças, 62 km em 2h40 ;-). Na MTB o legal mesmo é terra e trilha.

Se achar bergamota, pare !

São pedro, a 20 km de casa

Avencal inferior. MTB nos leva sempre a lugares feios.

Anitápolis

Morro de voo livre, Urubici lá embaixo

Anitápolis. Tava frio.

Urubici

Boa pra correr também, mas MTB deu pro gasto

Avencal vista de cima. 80 m de queda livre.
Dá pra passar voando de tirolesa por cima também

Anitápolis, asfalto perfeito

A cidade

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Décimo DesaFRIO Urubici !

Coisa linda !
Dez anos correndo a mesma prova, meu recorde :-) !!! 530 KM de sobe e desce o morro da Igreja (veja bem, dez anos ;-), ponto mais alto do sul do Brasil (fora as controvérsias do morro do bela vista e pico paraná, sempre com algumas dezenas de metros de diferença) :-)).

Uma prova legal ! Acho que farei enquanto puder. E lá fomos novamente, depois do Ironman, 4 semanas exatamente. Esse ano corremos o Anastácio, Fabrício, Diogo & Cínthia e eu. Três solos e uma dupla de dois. O Hélio e Tiago correram da largada até o véu de noiva só pra conhecer a nova subida.

Ficamos em casa e o Aracajú foi de madrugada pra Urubici, nos encontramos pra um café e seguimos para a largada sob frio de 7 graus, nada aterrorizante e céu limpo. Tinha previsão de vento no windguru, portanto levei um colete corta-vento.

Largamos 'ao contrário'. O percurso mudou esse ano, agora subiu e desceu pelo mesmo lugar. Como a subida era diferente e mais longa, tivemos que largar na direção contrária no asfalto por 2 km e então retornar para seguir no rumo certo. Não é divertido pois é plano e asfaltado, mas pelo menos serviu de aquecimento.

Subida, fingindo correr

Fiz a prova praticamente toda junto do Fabrício. A subida nova parece mais rápida, mas o que ajudou mesmo foi o tempo seco, praticamente sem atoleiros exceto umas poucas partes lisas no falso plano antes do asfalto depois do véu da noiva. Lá foi a estratégia de sempre, só que mais forte. Chegamos no topo com 27 km e 2h36min, não sei se já tinha subido mais rápido que isso.

La cumbre !
Pouco antes do cume coloquei o corta vento porque o vento já estava cortando. A última subida estava com vento tão forte que ajudava a subir.

Depois do retorno no topo começamos a descer num bom ritmo, fiquei feliz de ter aquele corta vento no peito porque já estava sentindo umas alfinetadas na garganta e tossindo. Ventania potente. Quando chegamos no fim do asfalto comi o que pude. Fiquei a prova toda ultra hidratado. E mijando. Foram 3 vezes, a última a 6 km da chegada, bem a tempo de perder o terceiro lugar. Por um triz. Não, por um xixi.

A parte offroad da descida foi excelente. Apesar do cansaço consegui correr bem ali perseguindo o Fabrício, que só passei na descida monstra quando me joguei pra ver se acabava rápido. Lá embaixo ainda tinham mais 8 km de plano ondulado de terra batida, e depois da última água o Fabrício se foi e uns dois caras me passaram, eu passei mais dois e aí veio uma enxurrada de duplas. Como eu não via os números dos atletas, não sabia se eram duplas ou solo, e fui começando a me achar um cone de sinalização. Mas o ritmo estava decente ainda, 5:15 naquelas condições, e depois do xixi derradeiro não parei mais de correr , embora existisse uma vontade subconsciente que eu estava ignorando. Claro, exceto por ter tropeçado e quase beijado o chão a 1 km da chegada.
 
Araucária !
 
Curva !

Flying !
Dessa vez corri com o monitor cardíaco do garmin 920 pra ver a cadência, oscilação vertical e contato com o solo. Estava curioso pra ver os dados. Só que logo no início vi que não marcava nada, só a frequência cardíaca. Depois em casa fui descobrir que coloquei o sensor de cabeça pra baixo na cinta. Aí provavelmente o acelerômetro endoida e não marca nada. Aprendam :-).

Falando em batimento, foi estranho. Cravou em 158-160 a prova toda, inclusive na descida, onde eu olhei várias vezes e achei suspeito. Talvez tenha pensado estar desidratado e bebido demais por isso, sei lá. Analisando os outros anos, vi que a média pelo menos da prova foi idêntica. Faço sempre o desafrio a 158 bpm de média e pronto.

Não senti falta de força na subida e apenas uma vez umas fisgadas na musculatura, impressionante. O tênis que usei dessa vez foi perfeito. Corri com o Skechers GoRun Ultra, uma maravilha. Travei o cadarço lá em cima no último furinho e terminei a prova sem nenhuma unha preta, exceto pelo mindinho do pé esquerdo que sumiu dentro de uma bolha (foi a meia tenho certeza, havia um furo nela bem no lugar). Fora isso, uma destruição muscular mínima para uma prova tão dura. O único incômodo foi mesmo estomacal (enchi o bucho de líquido passando no posto do km 18) e a mijadeira descontrolada. Tenho que arrumar isso.

E cheguei ! Melhor tempo da história depois de 10 edições, alguma evolução tem nisso. O Fabrício mandou absurdamente bem na primeira ultra e chegou 2 min antes. Incrível o que a base para o Ironman faz... ele correu os últimos 8 km abaixo de 5 km/min. Tenho certeza de que se tivesse parciais, seria uma das melhores da prova. Nós não fizemos nenhum específico, e isso por si só é impressionante. O Anastácio veio logo depois, mais de uma hora mais rápido do que ele estimou. A dupla de dois bateu o recorde e o povo todo só elogiava a prova. E o Daniel Meyer estava lá de volta com um 6º geral. Tenho certeza que vou encontrá-lo em todas as provas da fetrisc e ecofloripa.

Não tem preço ! Não sei como a Daiane conseguiu essa foto

10 anos pra baixar de 5 horas hahahaha

Pequeno homem !

Além da turma citada, muitos amigos por todos os lados, o pessoal guiando a dupla de cegos (IMPRESSIONANTE), o Luciano e a Luana correndo minimalisticamente, sendo o primeiro DESCALÇO por 13 km morro acima até arrumar bolhas e por um tênis mínimo, Duks, Débora, e todos os outros que por favor me desculpem a falha de registro ;-).

Um ambiente simples, de corredor mesmo. Muito legal. Mas apesar disso, os malucos triplos estão se multiplicando. Dessa vez contei 4 que fizeram o iron, e o mais demente de todos tinha feito a maratona de porto alegre no meio também. Depois eu que sou doido ;-D.

A premiação foi legal. Recorde inacreditável no feminino e muita gente correndo abaixo de 5 horas. De certeza o tempo ajudou, mas acho que o percurso também ficou mais rápido.

Depois da prova fiz a massagem, aí chegando em casa fomos pro rio congelar as pernas até as partes, para então ir pro churrasco do William com cerveja artesanal, alemãs, de todos os tipos. Domingo as pernas estavam num estado impressionante, mas na semana seguinte a recuperação estava além do acreditável. Não sei qual das coisas deu certo, mas é fato que deu. Vou repetir tudo sempre. Nessa ordem. Que fique aqui registrado.

E depois, a desculpa. O Desafrio é desculpa pra reunir a turma há dez anos, e esse não seria diferente. Não sei quantas cervejas o Anastácio levou, mas creio que esvaziamos todas. Valeu !

A turma

O William não correu mas fez o churrasco :-), o que é tão relevante quanto

Churrasqueiro-mor e primeira dama

Duda e Daiane. Mãos do Aracajú à direita e meus restos ao fundo
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Dados técnicos

Percurso no garmin aqui.

52 km - 4h55min59seg (SUB 4h56min HUAHUAHAUA)
4º cat
34º geral

Comi 5 gels, dois comprimidos de sal, banana, água de coco e coca cola. Não faltou nada, só sobrou água. Tomei uma caneca grande de café preto antes da largada, não sei isso abriu a torneira, mas preciso ajustar. Apesar de ter aliviado a bexiga várias vezes o líquido estava alaranjado / esverdeado a tarde. Algo que ingeri, porque desidratação não pode ter sido.

domingo, 28 de junho de 2015

Escalavrado no lugar do Dedo de Deus, muito bom !

Escalavrado !
Quando uma coisa não dá certo é ruim ? Não necessariamente. Uma outra coisa pode surgir... e ser uma boa surpresa ! No fim de semana do dia 20 de junho fomos para Teresópolis/RJ escalar o Dedo de Deus. Uma empreitada relâmpago, o plano era chegar sexta a noite, dirigir até o albergue, pseudo dormir, escalar sábado e descansar domingo pra voltar.

Porém sexta choveu muito na serra dos órgãos e sábado pela manhã era só garoa e neblina. Inviável escalar o Dedo naquelas condições, quando cachoeiras caiam na pista da BR-116 vindas lá de cima. O Anastácio, Adriano e eu ainda acordamos às 5h pra ver. Foi parecido com o Mattherhorn, mas sem os russos. Na verdade só tinha uma multidão de vestibulandos de medicina no albergue da juventude teresopolitano.

Então tivemos que preencher o tempo. Com litros de cerveja... Depois de perambular no lugar da CBF (interesse nulo pra um desinteressado em futebol, mas era bonito) fomos almoçar e zanzar numa feira de comidas. Daí então achamos uma cervejaria, uma miniatura de vila alemã com umas cervejas boas e depois de uns litros percebemos que o céu parou de jogar água.

Um plano já antigo era escalar o escalavrado. Talvez no domingo... mas aí teve que ser no domingo. Olhamos alguns relatos no celular mesmo e depois de achar a entrada da trilha, fomos jantar pizza com mais cerveja e então dormir pra acordar cedo, o que se deu lá pelas 6:30 com céu azul.

Essa montanha é uma coisa impressionante. Tem uma das vias mais longas do Brasil, certamente a aderência mais longa, mas também uma trilha de escalaminhada muito divertida. Parece a corcova de um dinossauro, quando vista da estrada, com o Dedo ao lado... serra dos órgãos é um playgound...

Saímos do hostel já com tudo no carro, menos o casaco do Adriano que ficou na pizzaria. Deixei os dois na entrada da trilha e desci mais 2 km de carro até o posto garrafão para estacionar e voltei trotando estrada acima. Exatamente 8:30 começamos a subida, debaixo de uma micro garoa localizada bem em cima da gente. Ignorei sumariamente aquilo e segui.

A trilha começa numa calha de chuva com umas rampas de pedra molhadas, fomos seguindo apreensivos, divagando sobre a chuva que viria e logo empaquei num trecho diagonal ensopado, com um grampo ao final. Confabulamos se decidimos seguir, atravessei com cuidado e depois de uns 40 min finalmente entramos numa trilha batida e subimos direto por uma meia hora para então encontrar mais umas rampas.

O Anastácio vinha com a corda e eu e o Adriano começamos a subir numa linha de grampos, aderência e agarrões bons e então uma aderência longa, depois de um tempo o Adriano clipou num grampo, fiz o mesmo no de cima. Esperamos a corda chegar, digo o Anastácio, encordei e costurei no grampo e segui para o próximo, uns 5-6 m adiante. Só que ali não era lugar pra estar de tênis. Depois percebi que o caminho era mais à esquerda, acabei indo pela direita bem na borda do precipício da face oeste e quando vi estava escorregando pedra abaixo. Consegui parar sem deslizar muito, respirei e segui afoito até o próximo grampo. Quase chegando lá comecei a escorregar muito, desci feito um gato com as unhas cravadas na pedra uns 2-3 m. Que sensação horrível. Só pensei em não quicar, nem virar de costas, senão iria cair ralando e lixando tudo até a corda segurar. Não deve ser bom cair numa aderência.

Desescalei até o grampo, desci e pendulei pra esquerda e então engatei onde deveria, segui até acabar a corda e fixei numa árvore pros dois virem. Depois seguimos pela crista propriamente dita, uns pedaços de trilha rala e mais rampas intermináveis, muito legal.

Encontramos uma galera do rio, passamos e seguimos pra cima. O Adriano esticou mais uma corda e então pensamos que já era o cume, mas tinha mais uma corcova e mais um trecho delicado. Aresta estreita e molhada, tive que passar segurando num tufo de grama usando os joelhos pra dar aderência.

Depois de outra esticada do Adriano fiquei pra enrolar a corda e então seguimos até o cume, num visual espetacular. O Dedo ali do lado, o pão de açúcar visível lá no rio de janeiro... sensacional. Muito sensacional principalmente fazer essa montanha que estava na minha lista desde 1998 com esses dois parceiros de sempre.

Curtimos um pouco, comemos alguma coisa e descemos rápido sem parar, rapéis positivos, desescaladas e rampas. No final, descendo um trecho molhado resolvi ir pela borda da vegetação, umas raízes boas facilitaram a progressão. "Vem por aqui Anastácio, as raizes estão firmes". Isso até pegar numa raíz não boa, ela quebrar e eu despencar batendo tudo nas pedras. Parei com o pé esquerdo entalado e os dois cotovelos na pedra, com a cara a poucos centímetros do chão.

O Anastácio assustou mas me fiz de tranquilo, continuamos a descer e encontramos o Adriano já na estrada. Só larguei as tralhas e desci correndo os 2 km até o carro, comprei um gatorade, lavei os braços e esfolados e peguei o carro. Voltamos até a pizzaria, depois até a locadora de carro com o GPS perdido e então galeão. Menos de 48 estávamos de volta em casa. Uma bate e volta digno e bem aproveitado. Tava com saudade dessas. Valeu !


The team

O Dedo no centro e a estrada pra teresópolis...

Cume. Foto da foto.

Lá tá o rio...

Decendo




Muito legal a chegada das nuvens...

 
 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Cuidado com o cão

Corredores e cachorros não são lá muito compatíveis. Os bichos gostam de agito, e a gente não gosta de dentes pontudos. Hoje tive um momento de presença de espírito e preciso registrar hahaha.

Voltava do treino por onde sempre passo. Ali tem umas casas e um conjunto habitacional, tem uns cachorros mas nada grande, só uns nanicos que nem se mexem quando a gente corre.

Aí já com 17 km nas pernas e meio podre vinha lá trotando no último km quando apareceu um nanico metido a besta, nem dei bola. Veio bem perto das canelas e tudo bem, não tinha nem dente direito pra arranhar a pele.

Então eis que vem detrás de um muro um outro cão grande. Preto, vira latas parrudo da altura das minhas coxas. Veio correndo rápido, latindo e babando raivoso com os dentes de foram em disparada atrás de mim.

Muito interessante a reação. Pensei, no que pareceu ser calmamente, que 'não vou ganhar esse sprint', e então virei na direção dele e corri pro cachorro apontando o dedo pra ele, e ele apontando os dentes pra mim. Foi o suficiente pro bicho frear, me olhar, virar de costas e ir embora.

Só depois de uns metros, já me afastando, é que parei pra olhar o tamanho do sujeito, bem grande e dentuço. Deu uma gelada pensar em levar umas mordidas a essa altura do campeonato com viagem na sexta-feira. Ufa.