quarta-feira, 29 de abril de 2015

Longão de Jurerê FETRISC, a amostra grátis do Ironman Florianópolis

Pedal na búzios
Não sei mais quem falou, mas a descrição encaixa bem. Uma prova de triathlon de longa distância - mais ou menos um terço de um Ironman, ou dois terços de um meio, um olímpico e meio, tudo mais ou menos - no mesmo local do Iron, um mês antes. Bem legal, sorte de quem veio. Abaixo o clima da transição antes da prova, de noite igua ao Iron ;-))


Acho que agora vou fazer sempre, pois mesmo ano passado sem Iron eu fiz. E dessa vez saiu tudo perfeito, literalmente. Não fiz besteiras na transição, a roupa de borracha não entalou e nem comi nada que me deixasse estragado. Claro que sempre tem os quases. Quando algo dá errado, foi por um detalhe, e quando dá tudo certo também. Os quase errado foram a noite mal dormida e um exagero relativo no treino de bike no dia anterior, além de quase ter errado o caminho na corrida (seria a imbecilidade mais estúpida da história), mas o Fabrício me salvou.

A galera de sempre estava lá, prova no quintal de casa dá nisso. Alguns poucos atletas de outros estados e o grosso mesmo dos 160 eram da região e provavelmente a maioria vai pro Ironman.

A largada foi a de sempre, com a "Dona" Naida botando ordem na marmanjada afobada: "se eu ver alguma cabecinha debaixo da faixa não vai largar" :-)))). E largamos num mar especial. Nadei entalado e relativamente tranquilo até a primeira boia e então totalmente sozinho. Na volta pra praia olhei de relance pra trás e vi que puxava um trenzinho aquático. Segunda volta solta e espetacular, poucas vezes nadei num mar tão bonito, liso, sei lá o que era, talvez o sol com uma luz perfeita, só sei que fiquei viajando até ver que estava respirando muito fácil e aí apertei o torniquete pra fechar a água, 30 min cravado e ~2000m, gostei.

Corri pra T1 que era longe e me mandei pra bike, o Cini saiu comigo da transição e desapareceu à frente. Daí entramos no circuito de cinco voltas com duas passagens nas lajotas, 10 no total. Algo bem travado e técnico, mas muito bom tirando a vibração no trecho de não asfalto.

Fiz o pedal mais constante que pude, apesar de levantar e sprintar nas retomadas nos retornos de 180º. Ainda assim foi constante, com IF 1,02. Pedalei o tempo todo mantendo atletas de referência nos retornos e passagens, sem quase olhar para números. Foi na medida do possível, não sei se conseguiria forçar mais mesmo que não tivesse que correr. Creio que a semana de treinos limitou o potencial suicida na bike.

No terço final do pedal o Sandro me passou e abriu, se não fosse o medidor provavelmente eu acharia que estava lento e poderia tentar ir atrás, mas como vi que estava mantendo tudo igual, fiquei ali na mesma. Gostei desse brinquedo.

Fiquei espantado de entrar na T2 sem o Miranda ter me passado e saí correndo colocando número, viseira e gel no bolso tudo ao mesmo tempo. Entrei no circuito nas ruazinhas atrás da búzios, contornos e esquinas pra todo lado. Muito legal pois dava pra ver os atletas várias vezes, mas aí achei que estava muito forte. Só que a corrida não era longa e resolvi manter o ritmo para ver no que dava. Como disse o Roberto na largada, explicando a regra para um recorde mundial pessoal: sair forte, manter e sprintar no final. Só que não deu pra sprintar, veio uma dor do lado e princípio de travamento nas virilhas, daí no km 10 segurei um pouco.

O Miranda veio no km 12 como um raio, tentei ir junto e parei pra não morrer. Foi como uma martelada do Thor, mas ainda assim gostei muito de ter segurado o maníaco até esse ponto na corrida. Chegada e dispersão muito boas com frutas e isotônico e logo papo com todo mundo, premiação e casa. E fome, muita fome.

Esse ano consegui reduzir o tempo do ano passado em 7 min e melhorar uma posição no pódio, onde dada a composição do mesmo, fiquei muito feliz. Uma galera realmente forte, referências desde que comecei a treinar triathlon.

Pódio ! 3º cat e 19º geral
Muito obrigado aos atletas que me fizeram ir mais rápido do que achei que dava. E parabéns à toda a galera que não sabe brincar e entra em prova longa em ritmo de curta, a todos que competiram, dos que estrearam aos campeões. Agradecimento especial ao Chefe, que tem criado treinos bem exigentes sem me partir no meio, além de nos dar o exemplo de como é que se compete.

Na próxima vez é o grandão do dia 31. Até maio.

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Dados técnicos

Tomei duas medidas de GU Endurance diluído em água e um gel na bike. Na corrida, outro gel empurrado no km 6. Tudo perfeito, exceto uma fome louca no final. Café da manhã foi duas fatias de pão preto com geléia, café com leite, nacos de queijo e castanhas do pará, às 4:15 para uma largada às 6:45. Dados do garmin estão aqui. Resultados gerais aqui. Pódio geral:

1 Alexander Loiola AITRI
2 Matheus Ghiggi TRIAL
3 José Augusto Antunes TRIAL
4 Felipe Manente ADTRISC
5 Vitor Lemes ADTRISC

1 Mariana Borges ATGF
2 Julia Romariz ATGF
3 Alessandra de Carvalho TRIAL
4 Ana Carla Prade ASBENTRI
5 Vanuza Maciel ATGF

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Fotos



Run




Ultrapassagem do cone


Mais run
Outro run

domingo, 19 de abril de 2015

A pancadaria de abril

Povo do longo de bike
Abril como sempre é um mês divertido no caminho do Ironman Floripa no final de maio. Pra não deixar esse passar da metade sem nenhuma atualização das maluquices, aí vai.

Como não sou triatleta profissional, e mesmo que fosse, ainda teria as outras coisas, tipo vida social, trabalho, etc ;-), tem que dar um jeito de encaixar o volume crescente de treinos nos tempos que sobram.

Na semana passada estive em Brasília para aniversário do meu tio. Saímos de floripa sábado às 6:40 e chegamos no hotel às 9:20. A turma toda já tinha ido na sexta, daí largamos as malas e fomos pro café da manhã. Agilmente percebi que seria o melhor momento para enfiar o longo de corrida, subi, me ajeitei e saí de fininho. 28 km rodando pelo planalto central.

Saí só com dinheiro e boné, sem protetor solar. Comprei um gatorade no km 3 e segui reto toda vida numa via larga de 4 pistas e acostamento com ciclofaixa. Toquei até o pontão do lago sul, local do 70.3, rodei um pouco e voltei. Só fui tomar água de novo no km 20, o que aliado ao calor de 30 graus, alguma secura e altitude, me deixaram feito uma uva passa o resto do dia. Cheguei no hotel e em 30 min já estava saindo pra almoçar, depois às 16 direto pra festa até a 1 da manhã. Chegou pouca coisa mais que o bagaço do resto de mim no hotel.

Domingo planejei nadar no lago paranoá, pra fazer dois longos no fim de semana que não teria bike. Fui até o pontão, não me deixaram entrar na água. Mas também não entraria, lanchas enormes na margem pra lá e pra cá não indicavam ser uma boa ideia. Achei um local de standup com algumas boias e me meti lá. Mas a raia era de 300 m, jetskis passavam a toda e algumas lanchas marolavam tudo. Tem mais embarcação lá essa época do que em Floripa inteira no verão. Foi uma natação tensa, toda hora olhando pros lados com aquela barulheira de motor, não bom. Também achei a água bem pesada, sei lá. Caiu uma ventania e o horizonte ficou preto, daí me mandei pra terminar de festar e voltar pra floripa às 21.

Segunda treinos normais violentos, daí terça uma bike boa e quarta um longão ardido. 30 km já é bastante coisa indepedente de qualquer coisa. Rodei constante o tempo todo, e pela segunda vez, com absoluto conforto.

Na terça antes de Brasília achei um skechers go run ultra na netshoes. Comprei e chegou sexta. Peguei e fui viajar, corri os 28 com o tênis recém saído da caixa. Quarta corri 30. Que tênis fantástico ! Uma coisa estranha, muito leve mas com bom amortecimento, alto mas de baixo drop. Solado para uso misto em trilhas, acho que achei o tênis para o desafrio esse ano.

Sábado fui fazer o teste de FTP na bike. Uma coisa muito ardida, em uma hora em pouco e quase 50 km existem os 20 min mais longos da existência de um ciclista. Um máximo do que é possível fazer naquele tempo. Coisa linda, de queimar a garganta.

Dali sairam 270 W de FTP. Depois do teste ainda fui nadar o longo. Tive sorte, o vento parou e o mar alisou legal, fui até o beach village e voltei, dei uma volta na boia e fechei 4140 m numa boa sem forçar (porque não dava mesmo).

Hoje tentei usar o FTP novinho no longo de bike. E que longo ! Marcamos começar 6:30 no macimabú, duas voltas de 90 até imbituba. Uma galera boa, seguimos cada um no seu ritmo e distância pretendida, tentei me controlar no início e ajudou, só pifei um pouco nos últimos 15-20 km pois o vento estava miserável. Horrível mesmo, aquele lugar é bom de asfalto, pista, segurança, altimetria, mas tem um vórtex de vento escondido lá.

Terminei o treino estropiado mas feliz, saí pra correr 6 km com o mestre Manente e fiquei muito satisfeito com o resultado total. Uma galera boa, pneus furados, um caindo no mato na subida do morro de Paulo Lopes e muita, mas muita vontade de uma galera teimosa, focada e maníaca. Que dia !!

E agora ainda restam dois dias de feriado, e uns 10 de abril... Mas semana que vem tá tranquilo, tem só o  longão na FETRISC no domingo :-))))

Dia bom pra correr em Brasília...

O lago

quarta-feira, 25 de março de 2015

24 horas

O Jack Bauer daria um bom triatleta. Troca de modalidade o tempo todo, corre pra todo lado, não dorme e não morre nunca. Ok, o post não é sobre a série nem exatamente sobre 24 horas.

Na verdade é só um registro desvairado do ritmo às vezes alucinado que a gente, atletas amadores, se impõe. Não que seja ruim, pois é auto imposto e com um objetivo. Algo claro e cristalino, que só depende de nós mesmo. Em quantas esferas da vida temos isso exatamente assim ?

A sequencia de treinos vai muito bem. E aí depois de um longo de corrida sábado que era pra ter sido quarta e um pedal de 140 km no domingo veio um treino espetacular segunda feira, feriado de Floripa. Uma natação no mar que mais parecia uma piscina, muito boa. E aí o treino intervalado longo (agora tem tipo de intervalado, longo e curto). Pancadaria. Cansou.

Terça feira prometia. Acordei às 6:15 pra nadar, nadei e fui trabalhar. Trabalhei e fui pra casa almoçar, almocei e fui pedalar. 50 minutos entalados entre o almoço recém engolido e um voo a trabalho para Porto Alegre. Fiz o checkin no voo em cima da bike, no aquecimento. Bendito celular.

E aí quarta feira voltei de viagem às 17:15 e às 17:35 estava saindo pela porta pra correr 24 km. Não consegui não pensar que era pra estar desmontado em cima do sofá, dormi 5 horas depois de trabalhar até as 22:00 e passar a manhã de hoje de pé. Mas não, tinha treino. E tinha foco, no objetivo. Então na verdade o que parece demência é só vontade e pré disposição de fazer o que se tem planejado. Simples assim.

Claro, ter uma mãe como a minha ajuda. Num momento de auto mimimi dei notícia de que tinha chegado no grupo de whatsup da família, 'reclamando' que já teria que sair pra correr. A resposta veio simples: "vai firme filho, dorme depois".

E tem um detalhe: voltar pra Floripa é sempre bom. Chegar num dia azul é melhor ainda, mas correr em casa com um visual alaranjado de fim de tarde, debaixo de uma ventania louca de nordeste, com os visuais das pontes, das montanhas do tabuleiro e do mar é DUCAR@!H0 !

Diz que não é duca... foto do Adriano, que provavelmente estava pedalando por aí...

sexta-feira, 13 de março de 2015

3FUN Race Triathlon Canela

Desde 2013 quando ouvi falar dessa prova fiquei com vontade de ir. Pedal desnivelado, natação no lago e principalmente corrida em estrada de terra com morros. Perfeito. Daí em 2014 teve El Cruce e não deu pra ir, mas esse ano eu não perderia.

Saímos de Floripa o Fabrício e eu e chegamos em canela às 21:30 de sexta. Jantar com a turma da Ironmind e então saímos à caça das pousadas. Acabei ficando em outra e complicando a logística toda ;-).

Sábado fomos nadar no lago e reconhecer o percurso da corrida, que se mostrou interessante. À tarde foi dedicada ao almoço e um breve descanso antes de ir pro congresso técnico. Lá confirmamos que realmente haveria a prova longa de triathlon. Haviam rumores preocupantes de que a polícia rodoviária não liberaria o ciclismo.

Ficamos sabendo que a prova seria com trânsito liberado. Totalmente, nenhum cone no percurso além do início e fim do trecho de 28 km. Coisa diferente e interessante. Fui pra pedalar com a atenção de sempre como em um treino qualquer, e a prova se mostraria muito tranquila dessa forma, com pouquíssimo movimente de carros. Se tivesse um fluxo maior de veículos a história seria outra. Mas o povo do local decidiu assim, pareceu razoável ante à ameaça de não ter ciclismo (!).

A largada foi marcada para às 8:30, tarde na minha opinião. Amanheceu frio, 12 C quando fui tomar café da manhã na pousada. Dia azul típico da serra, mas daqueles que já indica que vai esquentar logo.

No parque fazenda da serra todo o evento iria se desenrolar: transições, lago de largada e chegada. Depois de arrumar todas as tralhas e me certificar de que havia tempo de sobra fui pra fila do banheiro, de onde saí às 8:25. Corri pro lago, me vesti e pulei na água, aqueci e voltei, para então esperar quase meia hora pela largada, que veio sem aviso. Quase não percebi, e ainda tive que botar o garmin em modo triathlon e dar a partida.

Comecei forte e asfixiado como sempre é bom fazer em largadas. Logo nenhum trânsito de braços nem pernas e segui nadando firme, contornei a boia e voltei reto mirando no cocho de cavalos que usamos de alvo no treino do dia anterior. Muito bom ter ido reconhecer a natação, não dava pra ver a segunda boia direito devido ao sol bem de frente.

Duas voltas e saí da água com pouco mais de 25 min pra 1600 m. Coisa linda., nessa hora pensei que treinar esgoelado na piscina parece que funciona. Daí então peguei meu Crocs e saí correndo ladeira abaixo pra T1 calçado com o chinelão. Ouvi alguns comentários durante esse trecho :-).

T1 feita rapidamente e segui pra subida de lajotas pra sair do parque, aí então pegava uma descida perigosa rumo a um trevo e então entrávamos na rodovia RS 235 que ia de Canela à São Francisco de Paula. Um percurso duro, com vento contra na ida. Sempre subindo ou descendo, 54 km e 600 m de desnível positivo acumulado. Gastei um bocado de perna na ida, sofri pra manter alguma decência nas subidas, estranhei bastante o cansaço. Apesar de estar há mais de mês sem pegar serra na bike, achei que seria mais tranquilo.

Só que foi sempre no talo, batimento lá em cima pros meus padrões. No terço final da ida o Miranda me passou, logo vi os líderes e o Roberto voltando furioso e logo chegamos ao retorno. Muito legal uma perna de bike de única volta.

Com vento à favor comecei a estranhar uma coisa: estava faltando marcha ! Desde a ultrapassagem eu mantinha o Miranda no visual, não mais que 60-80 m creio. Nas subidas até aproximava, mas ele sumia nas descidas. Ao passar pelo pedágio na volta pegamos um longo trecho em descidas, e ali me toquei: a roda de prova tinha um cassete 12 ! Com as minhas coroas compactas, 11 é bem melhor do que 12. Pra ter uma ideia, em treinos eu chegava a pedalar a 60km/h em descidas sem passar de 100 rpm, na prova a partir de 50km/h já batia em 105-110 rpm.

Assim, perdi algum tempo nas descidas mas economizei perna. Chegue na T2 bem e saí correndo feito louco, como sempre. Mas logo o terreno deu as ordens, uma subida azeda por sobre palhas de pinheiro até a estrada de terra.

Viramos pra direita e despencamos 4 km de descida suave mas constante, buracos e pedras pequenas e médias. Do jeito que eu gosto, deu pra socar bem a bota na primeira ida, vi o Roberto voltando em terceiro e o Miranda logo depois, contei estar em 12º nesse ponto da prova.

Os próximos 4 km foram azedos. Emparelhei com um cara e seguimos ombro a ombro, revezando a puxada. Ele acelerava na subida e eu na descida. Segunda volta e outra descida alucinada, passei alguns atletas e no retorno comi o terceiro gel da prova, agora era gastar o que tinha. O calor pegou e o povo sofreu naquela estrada poeirenta. Coisa muito legal pra um triathlon. Preciso achar outros assim.

Vi que estava em 11º e voltei o mais forte possível. Nos últimos 4 km consegui passar alguns atletas e cheguei desmontado. Depois de me recompor fomos pra premiação, almoço, arrumar tudo no carro e então pegar a estrada pra voltar pra casa, mais seis horas depois de 3:20 de pancadaria pura. A quarta modalidade.

Valeu demais a prova, o lugar, os amigos e o clima sensacional. Vamos ver se teremos a prova novamente ano que vem, espero que sim. Vou virar freguês.

Fiquei extremamente satisfeito com o resultado dos treinos. O caminho está certo. Falta muito mas ainda assim falta pouco pra dia 31 de maio, o objetivo do primeiro semestre. Vai ser bom.

Um agradecimento especial ao Saul pelas fotos sensacionais que fez. Muito obrigado.

Até a próxima, que é logo.

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Dados técnicos:
Swim: 1,6 km (eram 1500)
Bike: 54 km (6 a menos que o previsto)
Run: 17,5 km (1,5 a mais que o previsto).
Garmin aqui.
Consumi duas medidas de GU Endurance na água da bike e 3 gels na prova.

Agora às fotos...

Igreja de pedra em Canela

Visual da janela do quarto

Mais janela

Natação excelente

Lago e pedaço da estrada da corrida
Inspecionando o lago com escolta local



À esquerda na foto o pai do Fabrício, pouco antes da largada.
Ele foi lá na T1 buscar minha Crocs para eu ir correndo com as patinhas protegidas :-)
Valeu !



Treino coletivo Ironmind. Formação de nado assíncrono, como diz o Éder ;-)

Largada de uma das provas. Além da longa, teve short, travessia e corrida rústica

Antes da largada.
Saindo da água

Corrida
Mais chegada


1º na 40-44 e 7º geral. Missão cumprida: dar trabalho pros adversários :-)


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Processamento de dados - garminconnect, strava e stravaplus

Pra uma mente analítica e descontrolada por treinos, essas modernas ferramentas web de tratamento dos dados são um prato cheio. Agora com o garmin 920 tem ainda mais tralha pra analisar (na corrida agora é pace, fc, cadência, oscilação vertical, contato com o solo, sem os óbvios tempo e distância). Breve haverão dados em watts também.

Mastigar esses dados em planilhas é divertido, mas nada é mais interessante do que explorar um pouco essas ferramentas que evoluem a cada dia. O garminconnect demorou mas parece que está com uma solução de segmentos estável.

Consegui ver por exemplo que no percurso do treino dos sábados na bike, tive uma evolução legal nos últimos tempos, coisa que ainda estou procurando entender a causa. Só por ser neurótico mesmo, por que está muito bom !

Leaderboard de mim mesmo


Como qualquer ferramenta, serve pra coisas boas e não tão boas. As não tão boas são as palhaçadas de sacanear os dados (andar de moto com o garmin em bike, 'esquecer de desligar' e sair de carro em modo corrida), usar ferramentas web para 'turbinar' os treinos e competição descontrolada.

Já as boas são muitas. Competição saudável com os amigos, encontrar rotas e principalmente comparar os próprios resultados sem ter que ficar planilhando tudo são as principais. E essas soluções de segmentos permitem exatamente isso.

No strava por exemplo, você pode ver graficamente a evolução em um determinado percurso. Esse começo de temporada pro ironman tem tido uns treinos com estruturas semelhantes na semana, e fazendo no mesmo percurso quando vi tinha uma relação de resultados bem legal pra brincar. Por exemplo, descobri que as corridas de 18 km estão as mas rápidas desde que comecei a prestar atenção na cadência. Os batimentos ficam bem na Z2 nesses treinos. Ou seja, está havendo evolução.

Corridas no mesmo percurso e a evolução

É bem mais fácil ver isso dessa forma do que olhando uma lista de treinos misturados no garminconnect e tentando comparar só um com outro. Dessa maneira compara tudo com tudo, bem legal.


Na bike idem, agora com segmentos nos dois aplicativos. E outro dia descobri um 'turbo' pro strava, um plugin pra chrome chamado stravaplus, um negócio que expande as features do strava (parece que algumas são iguais as que tem na versão paga). Fica 'infiltrado' dentro da página do strava, e parece que não é autorizado pelo strava. Não entendi como é feito ;-).

Mas é bacana. Funciona pra ciclismo por enquanto e mostra uns histogramas bem interessantes da distribuição do esforço, ritmos, etc.

Ou seja, tem coisa pra caramba pra fazer além de trabalhar, cuidar da vida, treinar, postar. Você também pode perder um tempão analisando os dados produzidos nos treinos ;-D. Enjoy.

O strava plus, muito bem bolado

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O treino de corrida mais esdrúxulo a história

Depois de um dia cheio fui pro funcional na Nura e ao sair de lá já era noite e os relâmpagos enfeitavam o céu. Achei que era uma trovoada de festim. Fui pra beira mar do estreito e começou a pingar, uma ventania louca e fui me esticar, saí do carro e buuum, um estouro e apagou toda a iluminação da pista e da ciclovia. Breu total. Fiquei no carro assistindo a chuva engrossar e nada e acenderem os postes.

Resolvi ir pra beira-mar de são josé. No caminho até lá o céu desabou e as ruas encheram, já foi complicado passar lá de carro. Entrei num estacionamento com tudo alagado e fiquei olhando a pista. Um tanto inviável fazer tiros naquele dilúvio. Os limpadores do parabrisa já não davam conta, enxergar seria difícil. Estava escaldado de ter ido pedalar vomitando ontem mas não queria deixar de correr o intervalado que já não tinha corrido na semana passada.

Fui pra casa pensando em esperar até as dez da noite, mas seria tarde. Resolvi ir pra maldita, a esteira. Só que a infeliz do condomínio é realmente podre. Fiz o aquecimento... durante, veio um vizinho olhar e perguntar quando tempo eu ainda levaria. Ele provavelmente iria correr só uns 20 min e eu disse que em meia hora sairia, talvez menos se parasse de chover. Só tem mais uma esteira na 'sala da academia', pior que a podre. Ele disse que voltaria em um hora.

Fiquei ali claustrofóbico escutando os trovões mas no final dos 4 km não aguentei. Sem condições. O teto é baixo, é abafado e eu estava derretendo e ficando zonzo ali dentro. Olhei pra rua e vi que tinha parado o temporal, só sobrou uma chuvinha fina e raios horizontais que não desciam pra terra.

Saí determinado a gastar o asfalto. Perto de casa só tem uma reta de 200 m de asfalto plano, o restante ou é em desnível ou em pavimentação de lajotas. Assim, fiquei ali feito um maluco, ensopado na ventania correndo de um lado pro outro. Nos intervalos, percebia olhos desconfiados espiando pelas janelas das casas.

Incomodei bastante um cachorro que latia sincronamente com as passagens dos 400 m. O treino era assim: 4 km aquecendo, 1 km fartlek com acelerações, 5x400m com 1 min de intervalo e aí 1 km e então descansava 1:30 e repetia os tiros de 400 e 1 km. Coisa simples mas engraçada de se fazer às 21:30 de uma noite chuvosa numa vizinhança residencial pacata.

Servi de sinalizador e ponto de informações pra três entregadores de pizza, respondi às horas pra uma senhora que passou de sombrinha descendo do ônibus e assustei uma mulher aparentemente voltando da academia.

O treino saiu, totalmente na marra e com um gostinho muito bom. Tempos são sempre relativos, até porque tinha um pouquinho de desnível e o pior, tinha que fazer retorno pra fechar 400 m, coisa horrível parar à zero no meio de um tiro pra acelerar de novo. Mas os blocos de 1 km me deixaram feliz. Saíram relativamente fáceis e constantes mesmo com curvas, descidas, retornos e aclives.

Tudo vale a pena quando a alma não é pequena. E amanhã cedo tem natação.

Valeu !

Veja a escala, 50 m. Dá pra ter ideia do trilho que ficou no asfalto hehehe

Dados, muitos dados. O melhor é a FC e os intervalos de 1 km.
O trabalho proposto saiu :-)

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Treinos perfeitos na benevolência eólica

Essa é uma boa definição. Um fim de semana de ventos calmos, mar calmo, sol mas com temperatura agradável pra época. Fazia tempo que eu não escrevia sobre treinos, que vão indo muito bem. Mas esse finde foi especial, principalmente hoje.

A pancadaria começou com o intervalado de corrida que fiz na sexta. A coisa caiu bem mas me detonou. Foram 15x400 com paces fortes e aí o treino sábado cedo.

Jurerê estava uma piscina. Água clara e quente, uma beleza. Fiz uma volta grande, aí encontrei a Julinha, fiquei confuso e acabei fazendo 3 tiros, pois ela estava com duas grandes e dois tiros. Valeu a pena esticar o treino naquele mar. Depois, um pedal padrão, com 1 volta forte no velódromo.

Senti um pouco as pernas, que antes da corrida de sexta estavam sentindo o treino de VO2Máx na bike da terça. Coisa em cascata. Saí do taikô direto pra casa, almoçamos e aí praia de novo ! Voltamos pra Jurerê pra ficar até às 20:00 e ainda fui no supermercado antes de desmontar. Desnecessário dizer que estava podre e marcando pedal às 6:15 de domingo. A intenção é que vale :-).

Bem que tentei, mas só me auto-guinchei pra fora da cama 6:30. Comecei a pedalar 7:15 rumo à BR norte. Toquei pra BR e encontrei um pelote gigante de ciclistas, coisa legal de ver. Aí fui tocando de forma absolutamente tranquila e rápida. Quase nada de vento no windguru e nas bandeirinhas nos postos de gasolina. Mas estava tranquilamente rápido. Vi o Milton pedalando em tijucas, aproveitando a vida no litoral catarinense :-).

Segui até porto belo depois do pedágio. Na volta parei no posto do avião pra abastecer água e encontrei dois MTB que estavam treinando pra um audax 300. Pelo que disseram o Manente tinha saído dali há pouco tempo.

Voltei e o pelote retornou bem na hora, segui em ritmo mais firme e encontrei mais um cara de TT, aí então o Fábio Carvalho, com quem troquei umas palavras e ele retornou pra camboriú. Depois passei por uma menina de TT. Tem gente pra caramba andando de TT por aqui na 101 :-).

Em biguaçu a galera do ciclismo me alcançou com o Régis Moluxco e aí segui mais forte tentando acompanhar, o que aconteceu rápido, logo arrefeceram e segui com mais uns 4 pelo estreito e então de volta pra casa. Maravilhado que estava com o dia perfeito e o treino sensacional, quase não vi o pneu traseiro furado na praia do meio, a 1 km de casa. Raios, tava virtualmente perfeito, mas isso não estragou nada. Calmamente já resetei o garmin e parei no ponto de ônibus pra trocar a câmera. Achei logo o culpado, um arame enfiado bem na banda de rodagem. Preciso botar mister tuff, não furaria de certeza.

Foi o pedal com percepção de esforço e batimento mais tranquilo que já fiz pra distância e velocidade. Coisa muito aprazível. Acho que o Dráuzio Varela tá errado. Não é só bom quando termina, é bom durante !

Natação de terça. Só pra constar a reabertura da piscina do clube doze, alívio !

Jurerê as 7:30 de sábado

Construindo alguma coisa

Cavou e achou água !

O posto do avião

Corrida longa, executada 100% na zona 2 (ok, 100% não pq tem que começar aquecendo :-)

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Dois treinos totalmente diferentes no mesmo lugar

Semana que passou estive na serra pra 'descansar'. Isso significou treino sábado, seguido de churrasco e então após breve intervalo, 4 horas seguidas cortando grama e limpando folhas de araucária. Um baita treino funcional / cross do tipo indefinido. Fiquei com o 'core' todo dolorido e aí então teve treino longo no domingo bem cedo.

O tempo ficou excelente sábado, pouco calor, céu aberto e visual bonito pra todo lado. Um percurso de 40 km com 30 em TT, bem feito. Saí inteiro, mas aí veio a "cortação" de grama. E depois um bocado de vinho a noite. E então bem cedo de domingo acordei com a chuva. Não era pra ela estar lá.

Mas aí uma hora depois limpou e achei que era definitivo. Saí às 8:30 pra pedalar 100 km no mesmo percurso do sábado, céu abrindo... e aí fui, voltei e fui de novo, tudo tranquilo mas um vento com ar de gelado. Fiz o último retorno nos pés da serra do corvo branco e retornei. Aí a coisa tava preta. Muito preta.

Tinham uma nuvem de 'frente' de tempestade em cima do morro da igreja e um vento gelado vindo de lá. A estrada é praticamente uma reta e o vento vinha nas fuças cada vez mais gelado, indicando que vinha coisa feia. Fui pensando em me abrigar num estábulo no caminho mas achando que daria tempo. Passei pela última coisa onde dava pra me esconder a uns 7 km do carro ainda sem chuva mas com trovões e raios e segui achando que daria tempo. Dois minutos depois chuvinha e chuvarada, escureceu tudo, os carros acenderam os faróis e gelou de vez. De óculos escuros, não conseguia ver o display do garmin, mas sem não aguentava os pingos nozóios. Era algo como essa nuvem no começo do vídeo abaixo, só que mais preta e vindo do morro da igreja.


Fui no pânico até o carro e parei por lá mesmo com 82 km, ensopado até a alma e gelado. Não tinha um pano seco no carro, tirei a camiseta e me enfiei ensopado mesmo no porta malas, liguei o ar quente e fiquei um tempo ali. Dedinhdos do pé duros.

Incrível a variação tão extrema em dois dias seguidos. E aí a tarde mais chuva, um descanso e aí abriu sol de vez, arregaçou e esquentou pra valer. Umas 4 horas depois de passar frio no pedal estava morrendo de calor arrumando as malas pra voltar pra floripa. Esse Chuvalski não acerta uma na serra mesmo hahaha.

Aí os restos do sujeito. Ainda bem que tinha um chá de hortelã recém feito :-) !

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Run With Us - Strava: veja isso e saia correndo agora mesmo !

Incrível o poder de empolgação desse vídeo. Só fera, o Killian Jornet e cia, todos fraquinhos em cenários ímpares. Enjoy.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Quem fica parado é poste

Já é ano de Ironman ? Pois então, começou de mansinho e vai indo bem. Os treinos estão indo muito bem obrigado. Surpreendentemente as corridas no calor não estão me aniquilando como antes, até o batimento está subindo pouco no forno que tem feito esse ano.

A estrutura está um pouco diferente, tenho que conversar com o chefe pra entender melhor mas está muito legal. Tem intervalado pancada em tudo que é modalidade. Anaeróbios de 30 seg na bike, do tipo que acho que me fez evoluir bem no ano passado. A corrida tem umas malvadezas de 400 m que são sempre ardidas e legais e não lembrava de ter no início do ano.

Agora a natação é que pegou. Tá pegando porque tô fazendo mais força claro, mas eu não nadava com esse empenho nunca. E de alguma forma, a coisa sai nas provas. Mas agora a ideia é melhorar pra melhorar mais nas provas. E pra melhorar na piscina meu filho, tem que estar com vontade de sofrer dum jeito que eu não conhecia. Não tá saindo absolutamente nada que preste ainda, mas tô me esgoelando.

Mas o legal mesmo é não ficar parado. Porque a vida não é feita pra se ficar parado, não é pra se proteger de tudo e de todos o tempo todo, evitar ao máximo sair da zona de conforto. Quer coisa mais desconfortável do que tiros de 400 m de corrida ? Ou então 30 seg tentando explodir as pernas nas bikes, repetidos 18 vezes ? Treinar todo dia me faz ter no dia a dia aquilo que só consigo mesmo quando partimos para as montanhas, que é ficar de frente  pra natureza e à mercê dos elementos, de cara para a realidade mais simples das coisas. Ficar sozinho com os pensamentos por um tempo, ainda que não pense em nada. Viver o momento, cada batimento cardíaco, como quando se sobe uma aresta afiada de gelo à noite ou então uma encosta de pedregulhos de um volcão congelado. É um jeito de intensificar a existência no dia a dia.

Acho que por isso que gosto do outdoor. Cada treino pode ser uma aventura. Me pego seguidamente pedalando em lugares que não pega celular. Por isso acho que não gosto muito de treinar indoor, pra mim perde um pouco o objetivo. Cada treino longo é oportunidade de ir longe, e longe é legal.

Já tô com saudades daqueles longos de corrida em trilha de 5 horas que fiz pra Indomit, perdido nos cafundós do sul da ilha ou então me enfiando em estradas desconhecidas em Urubici. Para os longos de bike estou começando a pensar e aceitar sugestões.

E com isso tudo em mente, ou mesmo nada na hora da pancadaria dos treinos, começamos mais um ciclo de ironman. Algo que já me assustou um dia e hoje parece incorporado à rotina, já se vão três semanas de treinos ininterruptos e perfeitamente executados. Engraçado como o hábito faz o monge. Vamos em frente, que atrás vem gente. E também pelos lados e na frente, porque largar naquele mar é uma verdadeira máquina de lavar roupas humana. E como eu gosto daquela largada ! Faltam 130 dias !