Relatos, notícias, histórias e ideias sobre esportes de endurance: triathlon, trailrun, corridas de aventura, ultramaratonas, multisport, mountainbiking, travessias e montanhismo.
Dessa vez eu tenho medo. Sei lá porquê, mas acho que correr 5 vezes depois do ironman não deu muita confiança de que ainda sei correr morros. Descer está sendo um desastre. Domingo fiz um longuinho de 22 km pegando todos os morrinhos de coqueiros e estreito que achei, muito meia boca pois são muito nanicos. Mas não fiquei cansado nem quebrado, isso é bom.
Só que o ritmo vai ser uma incógnita. Mas falta pouco, logo conto como é que foi o Desafrio Urubici 2011, 53 km de montanha até o topo do morro da igreja e retorno à cidade. Altimetria tranquila, como mostra o log do GPS de 2010. Bora lá equipe AndarIlha dominar a prova, com a Fabi, o Hélio, Tiago e eu, mais o William de bike.
Depois de um período de tanta correria, ficar assim uma semana de molho, quase sem ter 'nada pra fazer' é uma maravilha ;-). Mas ontem bateu vontade de esticar e fui nadar. Só 35 min, sei lá que distância, apenas para movimentar o esqueleto. Vamos a algumas conclusões pessoais depois da prova, que se servirem pra alguma coisa pra mais alguém ou se causar discussão, já vale escrever:
Na natação não adianta treinar e navegar errado. Aumentei o tempo em só 2 min, aparentemente o ano passado estava mais curto, mas mesmo assim foi uma bobeira que custou energia. Tem que orientar direito e o tempo todo. Bastaram umas poucas braçadas sem olhar pra frente e perdi o grupo e fui parar em cima das pedras na saída no P12. Acho que também aquele gel no meio do percurso ajuda, não a natação, mas a sair mais tranquilo para a bike.
Dada a grande probabilidade de vento por aqui, e sabendo que ele normalmente acorda mais tarde, a conclusão é que tenho sim que forçar mais no início da bike. Primeiro, para pegar o mínimo de vento forte possível, segundo para poder reduzir um pouco no final para preparar para a corrida. Sempre fiquei preocupado em não decair a média ou o esforço, mas acho que isso acaba sendo natural. Acabei gostando do resultado, apesar do ventão e da penalidade sacana, reduzi 10 minutos do ano passado, onde diz a lenda o percurso estava mais curto e o vento bonzinho.
Já na corrida, o foco é muito necessário. É fácil demais desconcentrar e acabar relaxando, vendo tanta gente, amigos, familiares e empolgados em geral. Também é fácil quebrar o ritmo com os postos de alimentação e hidratação. Tem demais, e a não ser por alguma condição especial, abastecer em todos eles é desnecessário. Uma coisa que me quebrou um pouco desta vez foi o psicológico, tomar aquela penalidade me avacalhou a concentração. Acho que demorei a voltar ao normal. O Aracajú me disse que eu parecia 'deprimido' ;-) no final da primeira volta da corrida. O ritmo realmente foi menor do que o esperado, mas o legal é que consegui voltar e melhorar o pace médio dos últimos 10 km em relação à segunda volta, o que é muito bom. E também tem a questão do ritmo: nunca consegui fazer uma maratona 'negativando', e no iron nunca tentei. É ir pra cima e tentar ao máximo manter o ritmo no final, que vai cair sempre. A menos, claro, dos dois últimos km naquele corredor humano sensacional, onde uma energia oculta emerge das profundezas do ser e passamos o último km sempre melhor que os anteriores. Resultou num tempo pouco melhor que o ano passado, e aqui acho que poderia ter reduzido bem mais. Será que suguei muito na bike ? Acho que não...
Sobre a alimentação, deu tudo certo: só gel, água, glicodry, 2 bisnaguihas e cocacola, além de gatorade. Não tive qualquer problema estomacal, mas realmente é difícil comer gel no terço final da maratona, aí só o líquido preto salva.
O pós prova foi algo estranho. Praticamente zerado de dores musculares. Nos outros irons e em provas mais curtas sempre ficava mais dolorido. Só usei meia de compressão segunda a tarde. Será que era pra ter forçado mais ? Ou terminar inteiro é bom :-) ? Uma coisa que fiz diferente foi usar accelerade e accel gel na prova. Como tem parte de proteína, será que isso é o efeito anunciado de reduzir o dano no tecido muscular ? Seja lá o que for, tá definida a alimentação de provas longas daqui pra frente !
O que aprendi ? Coisa pra caramba, não só na prova mas neste processo todo que é treinar para mais um iron. Mas como tudo que tem um lado bom tem outro melhor ainda, aprendi que posso melhorar e muito, sempre. Pode vir em mim, 2012 ;-).
Sol nascendo no Ironman Brasil 2011. Foto do Charles
Vamos logo aos fatos.
Pré-largada: saímos da casa do Ricardo eu e o Alexandre e fomos pra largada. Fui pra pintura dos números com as sacolas de percurso de corrida e bike. Esse ano familiares e/ou amigos não podem mais entregar as sacolas, então tem que ficar com a organização. Na de bike só deixei itens de emergência, mas na de corrida deixei gel e uma camiseta. Ajeitei as coisas na bike - dois mini-sandubas colados no guidão e 10 gels no porta comida, além de 2 garrafas de glicodry, pra fazer tudo autônomo. Fui pra tenda, arrumei as sacolas de transição e lembrei das de percurso. Dei uma baita volta e fui lá fora de novo entregar as sacolas, voltei, esqueci de por as sapatilhas na bike, voltei de novo pra tenda, os fiscais correndo com todo mundo lá de dentro, 'já vai largar, anda logo, vão pra praia...' Aí arrumei a bike, esqueci de passar protetor solar, entrei de novo e finalmente saí, ainda com tempo. Fomos pra praia. Encontrei a Daiane e as crianças, meu pai e o Adriano também. A Daiane fez umas camisetas e já me complicou a largada com água do lado de dentro dos óculos.
Natação: Fiz a primeira volta bem e sem erros. Tomei uma cotovelada no rosto logo no início, depois uns socos, uns caras puxando o pé, passei por cima de outros, dei um chute em alguma cabeça e fui afogado por uma barriga que passou por cima da minha cabeça no contorno da primeira bóia. Normal. Saí da água, comi um gel e entrei no mar de novo. Mirei na bóia e cheguei lá rápido, nadei um pouco ao lado do Marcos, que logo ligou as hélices auxiliares e sumiu. Contornei a bóia, depois a segunda e mirei certinho na chegada. Só que, anta, esqueci da corrente perto do costão e fui sem corrigir. Vi o Ricardo que estava de staff no pranchão de stand-up, olhei pra esquerda e o povo tava em fila indiana a uns 20 mts. Ih, tô errado. Olhei pra direita e tinha uma multidão sendo orientada pelos caiaques, e logo à frente as pedras. Acabei saindo bem em cima delas, ao lado do Israel. Tivemos que nos apoiar pra ajudar a sair dali com água no peito, porque nadar não estava adiantando muito. 1h05.
Início dos longos 180 km, foto do Adriano
T1: Congelei os pés na corrida até a tenda, decidi por meia e mais uma camiseta de lycra por cima. Saí rápidinho pro pedal, muito forte no início, mas acalmei até a SC-401 e só comecei a forçar mais lá.
Ciclismo: O vento não tinha levantado muito, fui firme e cheguei na beira-mar sul com os líderes já voltando, bando de alucinados. Mantive o ritmo razoavelmente constante, olho na cadência, comendo sempre e bebendo na medida certa. Um pedaço de fita isolante grudou no pneu dianteiro e ficou enroscando e fazendo barulho. Tive que parar num retorno pra tirar. Voltei com vento em popa, 40-42 km/h fácil na beira-mar. Se não soubesse que era o vento ajudando, ia achar que estava forçando além da conta. Primeira volta a 34km/h e pernas leves, saí pra segunda depois de arrancar a camiseta de cima, comi os sandubinhas e fui bater de frente com o vento, já bem mais forte. E que vento. Nos túneis, pelotões e revezamentos escandalosos. Fiscais passando e avisando, "ei, sai daí, vou penalizar". Uns caras insistindo em ficar na roda, tive que dar uns avisos umas duas vezes e declinar um oferecimento de vácuo. Voltei para o norte, de novo 40/h fácil nas retas alinhadas com o vento, morrinho do estado já sugando as pernas, mas ainda firme.
Ciclismo, foto do Adriano
Aí lá na reta depois do Floripa Shopping, ia eu sossegado a uns 38-40 constante e um cara passou e se meteu na minha frente. Ficou. Na reta, com vento a favor, embalado da descida... Demorei um pouco pra ver se ele ia embora, tirei pra esquerda e comecei a tentar a acelerar. Não sei quanto tempo fiquei atrás do sujeito, mas assim que fui pra esquerda um fiscal veio e mandou parar. Pqp, não acreditei. Tomei uma penalização, o cara seguiu. Saí com o fiscal ainda riscando o meu número, puto da vida. Fui puto até a subida do morro do cacupé, e desci do outro lado ainda furioso, mas me acalmei e concentrei em não vacilar de novo, senão seria desclassificado. Não deixei mais ninguém se aproximar até o retorno, quando embolou de novo. Fui cheio de dedos já no acesso à jurerê e cheguei na transição com 6h40 de prova.
Assim que entrei um fiscal já gritou lá, '454, penalty box'. Me botaram num quadrado, com um monitor com o meu número já com um timer regressivo de 5 min. Aproveitei pra ir no banheiro, mas ainda faltavam 4:30. "Moça, acelera esse relógio aí, por favor". "Deixa eu sair daqui". "Calma, relaxa". "Não relaxo". "Senta aí na cadeira". "Não sento". "Toma uma água". "Já tomei". A única vantagem de ficar ali é que te entregam a sacola de corrida na mão, não tem que entrar lá nos cabides pra pegar. Um dos caras que estava lá ainda contava vantagem, 'valeu a pena 5 min contra aquele vento todo'. Saí voando pra transição.
T2: Rápido.
Corrida: Fui devagar e arrumando tudo, bebi e encaixei a corrida, ritmo bom. Foi bem até os morros, andei os dois trechos piores, desci bem e fiz o retorno já meio estranho. Não estava rendendo. Na igrejinha vi o Alexandre parado com gelo no joelho, conversei com ele, fiquei preocupado e segui, pedi pro Kilder que vinha logo atrás não deixar ele parar (ele completou muito bem a prova !!!!). Desci pra jurerê de novo e tava pior, sem render, pernas boas, respiração torta, e não ia.
Uma dor estranha abaixo das costelas atrapalhava um pouco. Encontrei o Aracajú que me animou, fiz o retorno fechando a meia a 5:05/km, bem acima do que pretendia. Taquei mais um gel, tomei a primeira cocacola e concentrei em respirar direito. Andei em alguns postos e comi uma laranja, já não entrava mais gel e fui seguindo. Melhorou, e foi melhorando. A segunda volta saiu melhor, e a última ainda melhor do que a segunda. Lá pelos 36 km encontrei o Marcos, o monstro correu tudo de pé semi-trincado depois de ficar 2 meses sem correr. Entrei na búzios e um argentino veio me dizer 'vamos chegar de dia, uhhuuuuuu'. Esse era meu plano C ;-), o mais provável.
Chegada, céu ainda azul !!! Foto do Adriano
Corri os últimos km numa alegria indescritível, uma prova justa, sempre forçando o quanto podia. Entrei no pórtico com a família toda, o Adriano junto fotografando. Sensacional. A Daiane e a Laís é quem mais sentiram todo esse treino, e ainda assim, me apoiaram. Nada, absolutamente nada disso seria possível sem o apoio e a compreensão delas e do Arthurzinho (esse é mais difícil de convencer ;-). Muito, muito, muito obrigado meus amores !!!!
Parabéns a toda a turma que competiu, principalmente aos que enfrentaram as maiores dificuldades, e ainda assim, perseveraram ao extremo e concluiram a prova.
Tudo isso é legal, mas impressionante mesmo foi o que fez o Arthur com o Chiquinho, orgulho treinar com eles:
Dados técnicos:
10:31 oficial. Geral 297, Categoria 69. Não acertei na mosca, o plano A era bem mais metido a besta, mas precisava de condições e execução perfeitas. Não teve nem uma coisa nem outra, então nos adaptamos e tocamos pra frente.
Nadei 2 min mais lento. O GPS marcou 4,4 km (alguém aí me confirma isso ???). A T1 foi rápida, o ciclismo deu média de 34 na primeira e 32 na segunda, fechando 32,8 naquele vento, drenou energia. A corrida foi estranha, mas consegui melhorar 5 min. Andei em alguns postos, achei que ajudou a aliviar a dor abdominal (acho que era muscular). Consumi 10 gel na bike (accel e gu), 2 garrafas de glicodry, gatorade e banana, além de dois sandubinhas. 1 Gel no meio da natação e mais 6 na corrida.
Como nos outros anos, o iron começa de vez no treino de natação de quinta. Saí mais cedo de casa e girei por 1 hora na beiramar de SJ sob forte vento sul. Testei legal a bike, a máquina tá nos trinques depois que peguei lá na centralbike ontem. Fui pra jurerê a caí no mar junto com a turma toda e mais trocentos atletas para uma volta da prova. Mar liso, temperatura boa e sol brilhante. Fiz um tempo legal que projeta um tempo mais legal ainda na prova, mas tudo depende, é claro. Depois, peguei o kit e me mandei pro trabalho, correria total.
Hoje lá alinhado para largar para o treino (é, tem faixa, buzina e tudo mais), tive uma sensação boa. Muito boa. Era gratidão. Sim, gratidão. Por ter ter uma família maravilhosa que aguenta as minhas ausências, por ter amigos mais loucos do que eu, por ter saúde, vontade, disposição, condições para treinar, apesar das dificuldades. Por ter treinado o melhor que pude, e estar cheio de vontade de ir pra batalha (a minha batalha !). Por poder curtir um evento desses no quintal de casa, com família e amigos fazendo parte. Obrigado ;-) !
Ontem fechamos com chave de ouro mais um ciclo de treinamento para o Ironman. Falar mais um é estranho, pois há alguns anos eu pensava nisso lá no futuro distante, e agora estou aqui já indo pro terceiro. Incrível o que é possível fazer com vontade, pois é isso que move essa galera toda a virar madrugadas, arrancar tempo de onde não existe e encarar esse desafio todo que é o treino para um Ironman.
Sábado concluí uma natação irritante num mar quebrado pelo vento nordeste (nunca fiz tanto ziguezague, 4470 m) e depois um pedalzinho sussa. Na sequência assitimos a palestra do Roberto Lemos com todos os detalhes, novidades e dicas sobre a prova. Domingo a galera toda se reuniu em jurerê para uma volta no percurso. Encontramos muita gente treinando e fechamos os 90 km debaixo de um vento doido, pra ter idéia a máxima na descida do morro do estado foi 48 km/h com o vento na cara, o normal é chegar a 60 ou mais, facilmente, sem pedalar. Depois uma corridinha forte de 6 km pra encerrar e ir curtir o domingo cedo ;-).
E então o treino acabou. A semana ainda tem treino todos os dias, mas o que tinha pra ser feito já foi e agora é só deixar o corpo 'esperto' pra esperar a ação no domingo, quando 2000 atletas de todos os cantos vem para Floripa competir na maior prova de Triathlon da america latina. É realmente um privilégio concluir esta fase e então apenas 'esperar' pela prova. Chegar até aqui inteiro, disposto, saudável e cheio de vontade de largar não tem preço ;-).
E pra fechar, dado que ultimamente metade das perguntas que respondo é sobre o ironman, e a outra metade das coisas que falo também: um incentivo pra ir ver a prova, extraído do post do ano passado:
"É preciso estar lá pra ver e pra sentir. Se você não sabe do que estou falando, anote aí na agenda: 29/05/2011. Vá lá ver a largada, fique por lá nas transições, veja o campeão chegar e os últimos completarem a prova. Garanto que você não sairá indiferente."
Que venha o grande dia, domingo a ilha é nossa ;-) !!!! A cidade já está com as faixas de aviso de trânsito, a montagem da cidade do ironman no clube 12 já está praticamente pronta... começou !!
Treinos finais para o Ironman: é uma coisa científica, mas também uma arte seguir a planilha com alguma sabedoria. Saber administrar uma dorzinha ou parar tudo com outro sintoma estranho, dosar o esforço de acordo com o dia e o ânimo. Incrível como nesta fase já começamos a sentir a energia voltar. O objetivo é chegar no dia da prova com todos os sistemas prontos e carregados. Estas duas semanas daqui pra frente são muito, mas muito legais. Se alguém está treinando para o primeiro Ironman, aproveite !
Técnica da corrida: tenho pesquisado bastante. Além dos exercícios do chi-running, uma coisa que ajuda muito é ver fotos suas correndo. Vi algumas nesta volta a ilha e concluí que estou correndo 'sentado'. Já tinham me falado disto, mas foi só vendo a foto que entendi. Mudei rapidamente algumas coisas, e mágica ou descanso do início do polimento, parece que a corrida melhorou.
Equipamentos: Cheguei a pedir dicas no twitter sobre tênis de corrida. Resolvi não resolver nada e comprar outro igual, já vai o quinto par. Semana passada decidi trocar o banco da bike, estava pra lá de sofrido pedalar naquilo, o hipoglós estava acabando rápido. Acabei trocando por outro do mesmo modelo. O resumo é o seguinte: fique com o que dá certo. Teste novidades, mas principalmente pra provas, vá com o que é conhecido. Vale pra tudo, até para os detalhes como as meias, e também é claro, com alimentação. Nunca, mas nunca mesmo teste um gel ou bebida com carboidratos numa prova. Coisas horríveis podem acontecer.
Vontade: Ontem domingão de chuva, garoa e mínimos períodos sem água caindo. Friozinho e vento sul moderado a forte. Tudo pra ficar em casa, no ninho. Fiquei bastante, almoço em família, mas aí no fim da tarde resolvi sair pra não deixar passar um treino de transição. Depois de pedalar uns 30 km na chuvinha chata e ventão, encontrei o Adriano e o Jacó. Tinham saído pra dar um girinho. Depois o Aracajú e a Cínthia correndo. Todos na noite de domingo, na chuva e no vento, quando todo mundo já está enfurnado em casa esperando a segunda-feira chegar ;-). Que vontade essa nossa ! Que coisa boa !!!
As entrevistas do Xampa: o André Cruz novamente agitando a web esportiva, organizou umas entrevistas com alvos que vão, foram ou irão para o Ironman, ficou muito legal.
Ah, e agora a semana de treinos: boa, produtiva, volume caindo mas com intensidade. Natação tá de cair os braços, mas tá dando resultados. Corrida longa ritmada, intervalado 3 x 5 km na sexta foi a cereja do bolo, natação excelente no mar sábado e tempo de sapo no domingo. Não parou de chover, aí saí as 17 hs pra 60 km de MTB em 2h40min (!) seguido de 10 km de corrida debaixo de chuva e vantania. Finalizado ainda domingo ;-).
Largada de 2010
Faltam 12 dias, 8 horas e 34 minutos para a prova. Menos, agora que você está lendo ;-)
Fim de semana de bons treinos, ainda que hoje tenha sido cruel. Ontem natação pra tempo no mar espelhado, sensacional. Usei o garmin na água, muito bom desde que você ative o modo swim, senão marca mais do que o dobro da distância.
Hoje a coisa ficou feia no pedal. Ventania nordeste (é pior do que sul pra pedalar) pra variar, parece que domingo é dia. Ao menos vai gastar tudo e no iron vai ser uma calmaria só ;-). Ouvi o vento uivando forte ainda dentro de casa. Sai e confirmei, tava forte.
Segui para a beira mar e encontramos o povo. Consegui furar o pneu dianteiro dentro do túnel, desgraça. Tive que correr empurrando a bike lá, nada agradável. Depois de girar uma vez a beiramar norte e sul, com um trecho grande a mais de 42 km/h, fui sobrando, FC muito alta. Tentei acompanhar o povo até o retorno sul no trevo da seta, e resolvi parar pra tirar o manguito. Escaparam e voltei com a cara no ventão tentando alcançá-los. Quase botei fogo nas pernas e não alcancei. Me cansei. Perdi todo mundo e saí pro norte sozinho, o que acabei fazendo certo, ao menos fui no meu ritmo. Encontrei a turma toda no mercadinho da vargem grande, mas parei bem rápido. Foi só esta e o pneu de parada no treino. Sofri mais do que o normal e fiquei zonzo ao final, vi que esqueci de comer direito. O trecho do centro até canasvieiras teve parciais de 10 km a 27 km de média, enquanto que cedo na beira mar teve duas a 37. Muito irregular.
Cheguei em casa e saí pra corrida com cinto de hidratação e um gel. Fui pra Sj e rodei 6 km até voltar. Difícil segurar o ritmo da ida na volta contra vento, até lá o infeliz atrapalhou. Fechou a 4:50, bem meia boca, mas teve morrinhos. Tirando o calorão, já estava bem melhor do que na bike, mas fiquei enjoado quando parei e demorei pra conseguir comer. Foi duro. Do bagaço que fiquei no km 70 do pedal, fechei reavivando parcialmente os 150 km à média sofrida de 30,8 e ainda achei um suco na corrida.
Sei que é normal, mas assusta :-). Nunca fiz o iron com calor, até chuva teve na corrida ano passado. Se estiver quente como tem sido estes últimos longos, serão muitos e muitos litros, na casa da dezena, pra compensar. E cápsulas de sal também. Que venha o que vier, o importante é fazer o nosso melhor, e ISSO EU VOU FAZER !!!!!!
Falta pouco, papai smurf ?! Sim, falta pouco, falta pouco ! Se o figura azul treinasse para o iron, estaria sempre lá à frente, dizendo que falta pouco.
Tenho conseguido treinar direito e cumprir praticamente tudo, várias semanas seguidas fechando 100 %. O cansaço já bate, mas se não estivesse assim era pra ter algo errado. O treinamento é desenhado para nos levar ao extremo entre 5 e 4 semanas da prova, e depois vai reduzindo o volume e recuperando as energias. O difícil nestas horas é segurar o ritmo e/ou não querer inventar.
Mas vamos ao assunto: horários esquisitos para treinar. Vida de quem trabalha o dia todo é assim, mas ultimamente tem complicado mais um pouco. Não consigo sair antes do trabalho para treinar, é um efeito cascata de um dia depois do outro. Tudo começa no domingo, segunda cedo sem chance de correr. Aí a noite rola a corrida. Terça é o dia mais leve, então nada de acordar de madrugada, pois a natação é longa. Aí quarta é o longo de corrida, invíavel cedo e me deixa aniquilado pra nadar quinta cedo. Portanto, tenho nadado algumas quintas no horário do almoço. Muito estranho, saio tonto da água e depois haja comida. Quando não consigo é tudo a noite, natação e pedal, que acaba quase às 23 hs. Como não conisgo conceber intevalado com sono, sexta também não rola treino cedo, deixando tudo pra noite, o que deixa a canseira pra sábado de manhã. Domingo nem se comenta.
Nas quintas a coisa normalmente é lerda ao extremo. Parece que a cabeça sabe que depois de nadar vai ter que correr, aí a natação já não rende e o pedal não presta muito, várias vezes faço só a série principal direito e só fico girando e testando a paciência. Mas nas últimas tem sido legal. Hoje nadei ao meio dia e consegui ótimos tempos na série de 12 x 100. A noite chamei o Jacó (exímio pedalador) e fomos socar a bota em 40 km. Passei trabalho pra acompanhar o elemento em piques de 40, 43/h na MTB, eu de pneu slick e esgoelado e ele de biscoitão. Acho que pedalar está no DNA dele. Voltei pra casa bem mais inteiro do que nos dias que nado e pedalo meia-boca. O difícil é conseguir cair na água na hora do rango.