segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Semana da pesada

Fazia tempo que eu não fechava uma semana tão disciplinada. O volume tá baixo, mas foi meio puxada: no domingo foram os 80 Km de bike seguidos de 6 Km de corrida. Segunda foram 12 Km leves mais uma musculação enrolada, terça encaixei 25 de bike e natação longa, 2000 direto. Aí quarta foi o longo de 16 Km num ritmo moderado, quinta musculação decente e corridinha de esteira (eca). Sexta fui fazer o progressivo de corrida, 12 Km com 4 Z2, 4 Z3 e 4 Z4 - nos finalmentes na subidinha pro bom abrigo bateu na Z5, e tudo fechou meio no desespero.

Sábado foi treino de transição completo no taikô, com 1800 de natação lerda em 33 min, aí 48 Km bem feitos na bike, com muito trecho contra vento a 35 Km/h e então corrida de 5 Km forte. Nesse trecho botei o morrinho para a praia do forte no meio do percurso, já que em jaraguá do sul tem um morro na corrida. Saiu ardido, mas os 5 Km ficaram em 4:38min/km.

Domingo pra fechar teve a corrida de aventura do Sesi. Mas aí é pro próximo post, já, já.

domingo, 13 de setembro de 2009

Registro da semana

Semaninha chuvosa, não rolaram muitos treinos, mas os que sairam foram bons. Na terça fui nadar, 300 aquecendo bem leve e depois 1500 direto em 30:14, fechando com mais 200 pra soltar. O s 1500 estão empacados na casa dos 30 min, não foi forte mas pra mole não serviu.

Quarta a chuva pegou e perdi o longo, aí fui quinta com chuvisco mesmo depois do dentista. Programei o garmin para 15 Km @ 5min/Km e me mandei. Foi moderado, fechando os 15 Km @ 4min52seg, muito bom.

Sexta não saiu nada além de uma musculação fuleira, me preparei todo pra sábado e amanheceu uma chuva danada. Aí sábado a noite combinei o longo com o Alexandre. Acordei sem despertador as 7:50 e vi um raio de sol no meio de muitas nuvens baixas. Não dei muita bola, arrumei tudo com calma e saí as 9 em ponto, encontrando o Alexandre na baía sul. Rumamos para o sul e logo o sol saiu, entramos na estrada para a tapera para fazer km, fomos até os açores e voltamos com vento em popa pra descontar da ida. Voltei por coqueiros leve e saí pra correr depois de tomar um gel doado pelo Alexandre (só hoje de manhã fui ver que estou zerado de suplementos). De pedal foram 80 Km em 2h50 e na corrida 6 Km em exatos 30 min. Quando entrei no prédio o porteiro se espantou de me ver chegando depois de ter saído as nove da manhã e perguntou se eu não estava cansado. Eu estava era bem pra caramba, beleza de treino.

sábado, 12 de setembro de 2009

Travessia Anitápolis - Urubici

Travessia de montanha há muito planejada, tomou forma rapidamente e com quórum recorde. Combinamos toda a logística por email para uma travessia de Anitápolis, aos pés da serra, até Urubici, lá em cima. O Adriano, íntimo que está das cidades serranas, armou o transporte de Anitápolis até o início da trilha do índio, que sobe até o campo dos padres. O Dariva cuidou do transporte numa van de 15 lugares até Anitápolis e de Urubici pra Floripa no final da caminhada, durante o feriado da independência.

Saímos da praça de Anitápolis abarrotando uma kombi e uma bandeirantes rumo sul pelas estradinhas fantásticas para bike. Em poucos trechos tivemos que esvaziar a kombi para permitir a subida nuns trechos de pedras, mas os carros, incluso o pálio do Flávio, chegaram sem problemas até bem perto do início da trilha.

Reunimo-nos para ajeitar os equipos aos pés dos paredões e começamos a subida lá pelas 11 da manhã, tendo saído de Floripa às 6:30. Subida curta mas forte e bem empinada, tinha belos visuais e muita mata, entrecortada por córregos cristalinos. Depois de uma hora e pouco, duas no máximo, chegamos no alto do campo dos padres, com desnível de aprox. 600 metros. Lá paramos para descansar e almoçar, reagrupar o povo depois da subidona e nos despedimos do Flávio e da Patrícia, que voltariam tudo no meio das núvens para seguir pela 282 até Urubici.

O William-gps e o Aracajú-tex começaram a navegar rumo a um local para acampar nas margens do Canoas, mas o Dariva logo fui fuçando caminhos no meio dos campos e em pouco tempo chegamos num belo local pra acampar, plano, protegido de vento e na beira do rio. Antes das 16 horas o campo-base já estava pronto e logo seria hora de começar a preparar a comilança.

O Sérgio se foi rumo a uma colina para fotografar com mais horizonte e ficamos a preparar fogo, o Hélio parecia um lenhador trazendo galhos secos e troncos caídos para a fogueira, já tendo recrutado o Hugo para a função também. Antes mesmo de anoitecer o Dariva já comecou a preparar o super carreteiro do jantar e acendemos a fogueira numa noite totalmente limpa, e relativamente fria - atingiu 5 graus.

Domingo cedo o Cesário já tinha se atirado no gélido Canoas, desmontamos a cidade de barracas e rumamos para a cachoeira do Canoas, aquela explorada ano passado. Escondemos as mochilas um pouco antes e nos mandamos pelas estradinhas antigas e trilhinhas até a borda do peráu que mostra todo o esplendor da fantástica cachoeira. Embascados, já planejávamos uma ida por baixo no verão, num baita canyoning, vamos ver se sai mesmo.

Retornamos para o caminho, com navegação perfeita (dessa vez não toquei no GPS) numa caminhada já mais longa neste dia. Encontramos uma convenção de búfalos, passamos pelo acampamento do ano passado e seguimos nos campo. Uma garoa leve nos fez parar na casa caída para almoçar. Quem tinha capa cobriu as mochilas, anoraks em cima e tocamos para logo caminhar sem chuvinha de novo, essa foi a única aparição de água celestial durante a pernada. A coisa estava ficando mais pesada. O Anastácio declarou que acamparíamos em qualquer lugar até as 16 horas no máximo. No meio da trilha sem lembrar direito da distância até o canion do espraiado, nosso alvo do dia, concordamos. Calculamos uns tempos e chegamos antes na bifurcação que subia rumo ao espraiado, as 15:40. Lá reunimos e decidimos subir um pouco, ali era muito podre pra acampar. Subimos e em poucos minutos já dava pra ver o canion. O Tiago e o Hélio juraram que enforcariam alguém se não tivéssemos ido lá, tão perto que estávamos.


Chegamos no início da trilha para o canion com um ventinho forte. Facções queriam acampar ao redor da casa que havia ali, mas sem dar muito tempo pra pensar, o outro bando começou a descer rumo aos penhascos. Logo nos vimos nuns charcos ventosos, que não pareciam muito acolhedores, pulamos uma cerca e seguimos. Mais embaixo vislumbramos o campo-base perfeito, pertinho de um rio, num lugar mais baixo e plano. O Sérgio e o Tiago se mandaram para ver os Cânions, armamos a cidade novamente dessa vez já as 17:45. Alguns poucos destemidos se atiraram no rio para desinfecção geral, eu me limitei a lavar as partes mais podres.

Um belo fim de tarde depois de um dia todo nublado coroou o pedaço mais duro da travessia. O Fábio fez belas fotos e novamente arrumamos a fogueira e o jantar (nós quer dizer o Dariva). O fogareiro deu um pouco de trabalho, mas o Aracajú habilmente descobriu e sanou o problema na bomba. A meia noite o céu abriu totalmente, parecia dia com aquela lua cheia. Um pouco de vento agitou as coisas, e uma pataca de capim bem embaixo do meu isolante térmico me manteve semi-acordado boa parte da noite.



Às seis da madrugada o falatório comecou e logo estávamos todos sonolentos andando até as beiradas do espraiado para apreciar o astro-rei acordar. Espetacular. O Tiago novamente foi até o dente de tubarão, eu fiquei pelas primeiras bordas e o pessoal se espalhou. O Sérgio fez mais um monte de filmes, e todas as câmeras sofreram de amnésia preventiva com tanto a fotografar

Retornamos ao acampamento, o Fábio e o Cesário ainda foram mergulhar numas piscinas mais acima no rio, e às 9 em ponto o Anastácio deu o sinal pra começar a pernada de volta à civilização. Subimos, pegamos a estradinha e descemos tudo até o vale do canoas, chegando no refúgio as 12:30. A van estava marcada para as 13. As 13:30 o Fábio puxou o telefone satelital e conseguimos falar com o motorista, que estava 'perto'. Nos abrigamos da chuvinha que começava numa varanda de uma casa e as 14:30 o transporte apareceu. Voltamos para a cidade, largamos o Adriano e o Dariva que voltariam pra casa com as respectivas e pegamos a estrada, com a continuação de blackjack no DVD da van. Engarrafamentos, desvios, largamos o Tiago em santo amaro e chegamos na Dígitro às 19 horas.

Fim de uma expedição excelente, diferente, tranquila, revigorante e divertida. É realmente um privilégio indescritível poder perambular pelas highlands catarinenses dessa forma, durante três dias sem ver rastro de gente. Até breve.

Todas as fotos são do Sérgio, realmente excelentes. São as únicas que me chegaram às mãos até agora :-), pois não levei fotografadeira.

Aqui o vídeo do Hélio:

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Vídeo do Desafrio 2009

Falta tempo pra escrever, mas logo vem o relato da travessia do final de semana passada e dos últimos treinhos. Por hora, segue o vídeo by Hélio.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Treino duplo noturno

Raridade hoje, consegui encaixar bike e natação. Depois do trabalho cheguei em casa esfomeado além do normal, foram 2 mistos quentes, 2 bananas e quase meio litro de leite. Fui de bike até o 12, larguei a mochila e toquei para a beira-mar, indo até o santa monica. Depois voltei tranquilo com um pouco de vento a favor, tudo moderado. Foram 26 Km em 1h15 aprox.

Na natação era pra ser 300 educativos e 1500 direto. Fiz 200 de aquecimento leve e aí os 1500 contínuos, só com uma parada pra arrumar o óculos. Saiu em 30:27 e depois foram mais 200 medley pra soltar - sem borboleta ! Durante o treino ainda engoli uma garrafa de VO2 e uma barrinha de proteína ao chegar em casa.

Estou meio podre agora, mas tudo bem, fazia tempo que não encaixava duas modalidades num dia só. Acho que isso faltou no primeiro semestre, vamos ver se mantenho até o olímpico em outubro.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Últimos treinos com o Forerunner 305

Vamos a uma análise mais detalhada do 305. Depois do primeiro treininho, fui fazer um pedal na quinta-feira, 24 Km leves. Sexta fui fazer intervalado, e sábado mais um longuinho de bike. O treino de domingo seria em trilha e eu me perdi todo e não fui.

No treino de bike, coloquei no modo bike (oh !) e taquei na pochete da bike. Fiz o trajeto e depois vim analisar, sem muita interação. O interessante fica por conta das configurações por tipo de esporte e das telas de dados personalizadas. São duas de uso geral, mais uma para corrida, uma para bike. Você pode escolher entre várias dezenas de variáveis para mostrar até quatro de cada vez por tela. Por exemplo, botei na tela de corrida distância, ritmo atual, tempo total e FC. Na outra, coloquei tudo igual, porém as médias. Se colocar para modo bike, os paces viram velocidades automaticamente, muito esperto.

Em qualquer treino, é possível jogar o percurso no google earth facilmente. Basta clicar no treino com o botão direito e mandar ver no google. Rapidinho o earth se abre com todos os pontos lá em meus lugares temporários, pronto pra salvar. Cada ponto contém velocidade, tempo, fc, etc. Se no google exportarmos o arquivo KMZ, dá pra mandar pra uma série de serviços online.

O treino intervalado fui muito interessante. O relógio tem um treino específico, o interval workout. Neste modo, definimos a distância, repetições e intervalo - que pode ser em tempo ou distância. Fui pra beiramar e num ponto qualquer iniciei um trote. Quando fechou 2 Km, liguei o intervalado. Os beeps orientam para começar a correr e vem uma tela específica com a distância que falta pra completar o tiro, o pace e o tempo. Quando faltam 5 segundos para fechar, beepa e apita mais longo para parar, e então vem uma tela mandando descansar o tempo programado, em contagem regressiva. Ao expirar a moleza, dá um aviso sonoro de 5 segundos e vamos lá de novo, o ciclo se repete até o fim do programa. Acabaram-se as confusões de em que volta eu estou, será que iniciei o timer, descansei o tempo certo, onde era mesmo a marca da distância ?!

Acima o treino, FC e velocidade (pra mostrar é melhor que o pace) versus distância

Aqui a planilha dos tiros, com os intervalos de descanso

Uma confirmação: a precisão do gps é praticamente perfeita. No treino hoje medi a cada Km, o auto-lap apitava exatamente do lado da marcação. Outra função legal: o lap pode ser definido de qualquer forma: por distância, tempo ou coordenada (bom para pista). Isso é muito útil pra analisar o desempenho num treino ou corrida, pois permite que vejamos as variáveis principais para cada lap do percurso.

Única coisa estranha: os pinos para recarga e conexão ao PC ficam embaixo do relógio, no contato com a pele. Pinos metálicos junto com suor não deve ser uma coisa muito boa. Na dúvida sempre lavo junto com a cinta cardíaca. Sei lá, sal, água e metal normalmente dá ferrugem :-)

Pra melhorar, poderia ter botões mais moles e bateria de duração maior. Pra ficar perfeito, precisava de altímetro barométrico, termômetro e tamanho menor. Conexão internet e função de celular também cairiam bem, mas pra isso tem que esperar mais uns anos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Computador de bordo - Garmin 305

Testei o bicho hoje, excelente. Surpreendeu pela facilidade de uso e o tamanho avantajado não incomoda tanto como eu pensava (ainda não fui pra trilha, provavelmente vai grudar nuns cipós). Os botões são muito duros, mas dá pra usar. Tem mais função do que precisa, vamos ver e aí posto um resumão. Por hoje foi um treino de 16,2 Km, que até então eu achava que tinha 18 Km.

Dá pra mandar pro google earth ou pra vários serviços na web (valeu, Billo !). Um deles, o gps-sport usa o google maps e traça vários perfis, um muito legal é este:


Aqui o roteiro no google earth:


Números, números:
16,13 Km - 1h26min51seg - pace médio: 5min27seg, melhor pace: 3min59seg, fcmédia: 143, fcmax: 166

domingo, 23 de agosto de 2009

Volta ao mar e à speed

Voltando aos treinos em jurerê depois de várias semanas de ausência, ontem fui nadar no mar gélido, foram ~1800 mts em 35 min. Gelado pacas, mas o mar estava liso. Depois foi um giro de bike de 45 Km moderado. Só quem sentiu foi o pescoço. Fora isso, ainda estou na promessa que fiz pros cambitos de ficar uma semana sem correr depois do K42 semana passada.

Hoje saímos cedo pra um pedal em santo amaro, a chuva na serra só ficou ameaçando e nós fomos até o centrinho. O Ronaldo Pasquini nos acompanhou de MTB, pois está treinando pro Audax 300 em 2 semanas. Só deu chuva mesmo na beira-mar de são josé na volta. Fechou 68 Km em pouco mais de 2h30min de giro.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Pedal na ventania

Pedal noturno de 37 Km com média baixa, 21 km/h contra vento de 38 Km/h. Fui com o Dariva, na ida com o sudeste a favor era fácil 34 km/h sem fazer muita força. Entramos no itacorubi e subimos aquele morro impossível que sai no início da avenida principal, aí pegamos a avenida do parque são jorge e nos metemos numa trilhinha plana e alagada de umas centenas de metros, desviando de cavalo, charco e espinhos, só 'pra não dizer que não falamos das flores'. Saímos no córrego grande e então toca de volta pra casa. Lama, trilha, cavalo, espinhos e ventania num pedalzinho de quinta a noite. Tá bom.

Usain Bolt destruindo os 200 mts rasos

Direto do blog do Tuco, é impossível não ficar impressionado com a folga para o segundo colocado.