Hoje a natação foi sensacional. Nunca antes na história desse país eu vi golfinhos tão perto da praia e em número tão grande. Menos de 50 metros de onde estávamos a iniciar o treino, montes deles, uns 12 ao menos no olhômetro, estavam lá brincando e caçando. Formavam um cerco perfeito, saltando e batendo as nadadeiras e os peixes apavorados pulavam no meio. Pena não ter uma câmera pra filmar aquilo, num mar de azeite e azul, sob céu mais azul ainda e sol forte.
Aí começamos a nadar, 1000 metros de ida até o Taikô em bom tempo e volta em mais 20 min, quase consegui acompanhar o Marcos até o final. Temperatura já dispensa o wetsuit, fomos só no pêlo e foi excelente, já que semana passada tinha passado calor na água (!). Fim da água, fomos para o pedal.
Saímos com umas núvens estranhas e já no retorno da Daniela começou uma chuva fraca, que ficou forte rapidamente. Eu ia por último, e vi quando um ônibus jogou muita água sobre o Palhares e o Marcos, que praticamente pegaram um 'tubo' no asfalto, água oleosa, eca ;-). Pouco depois furou o pneu do Marcos, paramos e aí então começou o ritmado pra valer. Ali já não tinha chovido e o sol voltou com força. Grudei que nem carrapato na roda, o Palhares puxando o tempo todo e fechamos os 30 km de ritmo numa média muito alta. Beleza de treino pra começar o finde, preparar para o próximo e então para o outro próximo, quando tem o sprint triathlon de Garopaba.
Crédito da foto: http://sabermaisanimais.blogspot.com/2009/10/golfinhos.html
Relatos, notícias, histórias e ideias sobre esportes de endurance: triathlon, trailrun, corridas de aventura, ultramaratonas, multisport, mountainbiking, travessias e montanhismo.
sábado, 19 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Novo domínio do blog
Já está no ar www.relatosderesistencia.com.br. Vejam aí se funciona e principalmente se não estraga os feed rss ou assinaturas ;-). Abraços !
domingo, 13 de novembro de 2011
Fim de semana bem treinado
E trabalhado. E aproveitado. Ufa, tá acabando mas ainda cabe um post :-)
Sexta-feira sai pro longo (se é que 15 km é longo) de corrida, tranquilo numa boa pra não ferrar com o sábado, corri quase tudo na grama e terrinhas ao lado da pista na beiramar de SJ. Aí no sábado rolou um treino de natação show. 30 minutos pra aquecer e então três sequências de uns 500 mts com trabalho de entrada e saída da água, sob as orientações do coach. Muito legal prestar atenção a detalhes e pegar as dicas tão importantes para provas curtas, onde em quaisquer '30 segundos' tem pódio em jogo.
Fizemos os blocos de entrada e saída em grupos de 4 pessoas sob olhares atentos dos demais, altamente instrutivo. O Sérgio Lopes ainda foi pra dentro dágua fotografar e pegou algumas cenas impressionantes, pessoas correndo quase sobre a água, vejam se identificam os indivíduos ;-)
Depois um pedal de 42 km no ritmo (de arder as pernas destreinadas) e então uma corridinha moderada de 6 km pra terminar de começar o dia, onde fiz um progressivo de novo sem olhar pro relógio, só na percepção e foi legal, todos os kms mais fortes que os anteriores, fechando a 3:55.
Hoje fiquei em casa até as 12 hs, quando saí solo pra um pedal de 80 km em Santo Amaro. Sem paciência de ir pra SC de novo, fui pras bandas das retas desertas de carros e povoadas de bois de Santo Amaro e Varginha, maravilha pra pedalar num dia sem vento (quase) e sem sol. Só peguei uma chuvinha de molhar bobo na volta, só que bem nos 4 km de BR-282, atenção total. Depois fiz uma transição rápida pra almoço atrasado e então mais 2 horas correndo atrás do Arthur no parque de coqueiros ;-). Ufa.
Sexta-feira sai pro longo (se é que 15 km é longo) de corrida, tranquilo numa boa pra não ferrar com o sábado, corri quase tudo na grama e terrinhas ao lado da pista na beiramar de SJ. Aí no sábado rolou um treino de natação show. 30 minutos pra aquecer e então três sequências de uns 500 mts com trabalho de entrada e saída da água, sob as orientações do coach. Muito legal prestar atenção a detalhes e pegar as dicas tão importantes para provas curtas, onde em quaisquer '30 segundos' tem pódio em jogo.
Fizemos os blocos de entrada e saída em grupos de 4 pessoas sob olhares atentos dos demais, altamente instrutivo. O Sérgio Lopes ainda foi pra dentro dágua fotografar e pegou algumas cenas impressionantes, pessoas correndo quase sobre a água, vejam se identificam os indivíduos ;-)
| Galera voando pra entrar na água, foto do Sérgio |
Depois um pedal de 42 km no ritmo (de arder as pernas destreinadas) e então uma corridinha moderada de 6 km pra terminar de começar o dia, onde fiz um progressivo de novo sem olhar pro relógio, só na percepção e foi legal, todos os kms mais fortes que os anteriores, fechando a 3:55.
Hoje fiquei em casa até as 12 hs, quando saí solo pra um pedal de 80 km em Santo Amaro. Sem paciência de ir pra SC de novo, fui pras bandas das retas desertas de carros e povoadas de bois de Santo Amaro e Varginha, maravilha pra pedalar num dia sem vento (quase) e sem sol. Só peguei uma chuvinha de molhar bobo na volta, só que bem nos 4 km de BR-282, atenção total. Depois fiz uma transição rápida pra almoço atrasado e então mais 2 horas correndo atrás do Arthur no parque de coqueiros ;-). Ufa.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
O intervalado nosso de cada semana, com garmim pra ajudar.
Estou pra ver coisa mais eficiente pra melhorar a velocidade na corrida do que esses treinos intervalados semanais. Antes detestava, hoje já sinto falta e fico com a consciência pesada quando perco um. São difíceis e doídos, mas quando chega o dia do intervalado é por o tênis, carregar o treino no carrasco garmin e sair com a determinação de completar mais uma sessão.
Na proposta desta quarta eram 3 km de aquecimento progressivo e duas séries de 8x400 mts, mais 1 km solto que esticou um pouco. Como todos sabem, a série trata de realizar os percursos no pace desejado, descansar um tiquinho e sair de novo, coisa muito facilitada com um gps pra controlar. Hoje o treino era um pouco diferente, 400 num pace forte, saindo a cada 2min10seg. Belo treino, só atrapalhado levemente pelo vento nordeste que complicou alguns tiros além do necessário. Sem graça nenhuma.
Agora um pouco de utilidade pública: o funcionamento do modo de treino avançado no garmin parece coisa
desconhecida por parte do povo que usa os bichinhos ;-). É bem simples, sendo possível programar osofrimento treino no PC ou direto no relógio (coisa que eu prefiro). Basicamente, é necessário criar um treino e então executá-lo. A tela de dados é esperta o suficiente para colocar as informações mais relevantes do tiro, assim se o objetivo é percorrer uma distância num dado pace, a tela mostra a distância para completar e o pace médio do tiro, muito fácil. Aí o dito-cujo apita para parar e entrar no intervalo de recuperação e apita novamente para começar o novo tiro. Vamos ver se consigo ajudar:
Na proposta desta quarta eram 3 km de aquecimento progressivo e duas séries de 8x400 mts, mais 1 km solto que esticou um pouco. Como todos sabem, a série trata de realizar os percursos no pace desejado, descansar um tiquinho e sair de novo, coisa muito facilitada com um gps pra controlar. Hoje o treino era um pouco diferente, 400 num pace forte, saindo a cada 2min10seg. Belo treino, só atrapalhado levemente pelo vento nordeste que complicou alguns tiros além do necessário. Sem graça nenhuma.
Agora um pouco de utilidade pública: o funcionamento do modo de treino avançado no garmin parece coisa
desconhecida por parte do povo que usa os bichinhos ;-). É bem simples, sendo possível programar o
- No modo corrida, vá ao menu principal
- Escolha Training (Treino se o garmim estiver em português lusitano)
- Escolha Workouts (acho que é exercício)
- Escolha Custom para programar um intervalado. A opção Interval é muito simples e de pouco uso
- Crie um treino novo em New. Ele nomeia sequencialmente os treinos de run00 até run99 (acho, não cheguei lá ;-). Você pode editar o nome se quiser, basta selecionar o campo e ter paciência.
Até aí só foi criado um treino. Eles são feitos de várias etapas numeradas, cada uma podendo ter a duração definida por alguma variável (tempo, distância, etc) e ter uma meta (pace, velocidade, FC). O garmin emite os beeps dizendo pra você ficar dentro da meta programada, de forma que é bem fácil tentar manter o ritmo proposto. Aí você vai adicionando as etapas, e para criar os intervalados, use uma etapa especial de repetição para indicar um 'loop' na execução do treino, que basicamente vai seguir todas as etapas programadas até a própria etapa de repetição, criando o loop. Assim, por exemplo no treino abaixo:
3 km aquecimento, pace de 5:30 até 4:30
16 x 400 mts, intervalo de recuperação de 40 segundos, pace de 3:40
2 km solto
Faríamos o seguinte:
- Edite o primeiro step do treino, escolha Distance no campo Duration, preenchendo o valor com 3 km. Escolha a meta colocando Pace no campo Target. Aí então defina Custom para selecionar o pace mínimo e máximo desejado, de 5:30 até 4:30.
- Crie outro step com Duration Distance e preencha a própria com 400 metros. Escolha a meta colocando Pace no campo Target. Aí então defina Custom para selecionar o pace mínimo e máximo desejado, de 3:45 até 3:35 (pra ficar no meio, 3:40 ;-)
- Crie um step e no Duration coloque Time, para indicar o tempo de intervalo, preenchendo com 40 seg; Deixem sem Target;
- Crie um step e escolha repeat para o Duration. Em Number of Reps, escolha a quantidade de repetições, 16 no caso. Aí diga até onde o fluxo do treino tem que voltar, ou seja, Back to Step preenchido com 2 (step 2 é onde inicia o tiro de 400 mts, depois tem o intervalo e aí então repete).
- Crie outro step com Duration Distance e preencha a própria com 2 km, deixando sem Target (porque é pra soltar, não continuar se matando).
Pronto. Agora pressione Mode para voltar à tela dos treinos. Para começar, basta selecionar o treino e escolher Do Workout e pressionar Start. Assim que terminar, soa uma musiquinha e você pode voltar a ser uma pessoa livre novamente ! Se não esqueci nada, era isto. O mais comum é ir editando os treinos e guardando os mais frequentes só pra ajustar os steps...
Agora, uma superprodução !! Tive a paciência de programar o treino debaixo da câmera (só errei no pace do aquecimento de 3 km, mas não vou fazer de novo). Vejamos como ficou:
domingo, 6 de novembro de 2011
Treininho no parque do córrego grande
| Pista |
Bom, o parque. Correr ali é uma maravilha, um bolsão de mata no meio da cidade, praticamente plano e com uma pista de 1,2 km de terra batida lisinha. Dá pra avistar inúmeros pássaros, ver jaboti, tartaruga, coelho e patos, se tiver sorte o jacarezinho. Dessa vez também vi um mico-miniatura e uns lagartos dentro das trilhas, que são minúsculas mas muito bonitas e corríveis. Céu azul e temperatura boa, mata verde, perfeito pra correr, simplesmente porque é bom. Sem preocupação com tempos, ritmos (que sairam até razoáveis). Um lugar daquele deveria ser mais explorado pra isso. Quase não vi ninguém correndo. Quem mora lá perto não sabe o que está perdendo, um terreno mais macio pra corrida, livre de barulho, carro, poluição. Quem mora longe (eu aqui) pode ir de bike e voltar, ou então emendar um passeio com a família (se bem que vão ficar cansados de olhar os loops). As voltas fechavam aproximadamente 1,7 km com as trilhinhas e fiz 7, só faltou água pois fiquei com preguiça de voltar lá na entrada pra pegar na bike.
| Início de uma das trilhas |
| Não sabe se corre ou fotografa a própria cara feia |
Nunca corro com o celular, mas como estava na bike e achei que teria dois quando voltasse, levei ensacado no bolso da bermuda de ciclismo. Ficou bom e consegui fazer umas fotos de corrida, coisa rara. Tudo fechou aproximadamente 2h20 de treino, com 32 km de pedal eólico na MTB e 11,5km de corrida. A ida na beiramar foi ridícula, nem 18km/h conseguia. A volta foi pouco melhor mas não muito, pois desidratei e cansei um pouco, e o caldo de cana de novo não estava lá, absurdo. Excelente !!
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| Voltas e mais voltas |
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| A volta no pedal |
terça-feira, 1 de novembro de 2011
É a técnica, não é o esforço !
A natação é a modalidade onde eu mais facilmente vejo os altos e baixos. Normalmente associo isto ao cansaço, só que talvez não seja o cansaço mesmo, e sim o desleixo com a técnica que advém dele. Dias bons e ruins (na percepção e nos tempos) tem se alternado constantemente, e eu vejo que tem a ver com cair na água já meio podre.
Hoje concluí o óbvio, que o que manda mais é a técnica. Claro que a gente já sabe, já ouviu, levou bronca e leu. Mas dessa vez foi experimentar diretamente o resultado. Explico.
Não corri ontem, então corri hoje e fui nadar. Foram só 10 km, mas corri moderado e fui direto pra piscina. Não estava desnutrido, pois me alimentei antes de correr e tomei um GU depois. Entrei na água já querendo sair e com preguiça da série de 10x100. Aqueci e fiz 600 de braço já convencido de que estava mesmo cansado e não ia dar em nada, mas já que estava com o pé na água mesmo continuei, além do mais melhor um treino ruim do que nenhum ;-). As primeiras 5 repetições foram horríveis, todo torto e cansando muito, fazendo força mesmo. Estando cansado qualquer forcinha já cansa ainda mais. Os tempos ficavam em 1:40 alto.
Aí tomei um 'pito' da professora, pois estava 'arrastando' as pernas, batendo-as em descompasso com as braçadas e ainda por cima não estava finalizando a braçada direito. Ok, fui lá corrigir e foquei em fazer certo, sem preocupação com o tempo. Eis que as outras 5x100 sairam mais fáceis na percepção e melhores, todas em 1:40 baixo, a última 1:38. Melhorar de 6 a 8 seg/100m é MUITA COISA, principalmente com a série no fim do treino. Donde concluo que preciso urgentemente dar um jeito de passar uma temporada na piscina com o Roberto na borda, corrigindo a infeliz, quer dizer, a técnica. Vamos ver se nas férias escolares rola.
Hoje concluí o óbvio, que o que manda mais é a técnica. Claro que a gente já sabe, já ouviu, levou bronca e leu. Mas dessa vez foi experimentar diretamente o resultado. Explico.
Não corri ontem, então corri hoje e fui nadar. Foram só 10 km, mas corri moderado e fui direto pra piscina. Não estava desnutrido, pois me alimentei antes de correr e tomei um GU depois. Entrei na água já querendo sair e com preguiça da série de 10x100. Aqueci e fiz 600 de braço já convencido de que estava mesmo cansado e não ia dar em nada, mas já que estava com o pé na água mesmo continuei, além do mais melhor um treino ruim do que nenhum ;-). As primeiras 5 repetições foram horríveis, todo torto e cansando muito, fazendo força mesmo. Estando cansado qualquer forcinha já cansa ainda mais. Os tempos ficavam em 1:40 alto.
Aí tomei um 'pito' da professora, pois estava 'arrastando' as pernas, batendo-as em descompasso com as braçadas e ainda por cima não estava finalizando a braçada direito. Ok, fui lá corrigir e foquei em fazer certo, sem preocupação com o tempo. Eis que as outras 5x100 sairam mais fáceis na percepção e melhores, todas em 1:40 baixo, a última 1:38. Melhorar de 6 a 8 seg/100m é MUITA COISA, principalmente com a série no fim do treino. Donde concluo que preciso urgentemente dar um jeito de passar uma temporada na piscina com o Roberto na borda, corrigindo a infeliz, quer dizer, a técnica. Vamos ver se nas férias escolares rola.
domingo, 23 de outubro de 2011
Olímpico e Praias que não fui...
Então, fiquei de fora do Olímpico de Jaraguá do Sul pois não consegui me inscrever a tempo. Ao que parece a prova foi muito boa, com sol (ao contrário da chuva de 2009). E o praias e trilhas foi também sensacional com tempo bom e muito calor no domingo. A Tatiana da AndarIlha faturou o segundo lugar geral e o Alexandre da Ironmind mandou ver e ganhou a categoria na estréia na prova. Parabéns !!!!
Ontem não treinei por excesso de compromissos festivos, o que me deixou um tanto quanto ansioso de botar as pernas pra funcionar hoje. Combinei de sair pra acompanhar um pedaço do Praias e furei, acordei tarde pra ir à largada e não montei logística pra começar no Santinho e terminar na chegada lá em Ponta das Canas. Pois aí fui pedalar na SC-401 e encontrei uma galera esparsa, poucos dos que não foram pra Jaraguá. Voltei com o Diovani depois do Lins e do Panda entrarem pra Jurerê e fui pra casa. Lá o tênis estava parado me olhando e aí fui correr, há tempos não saia uma transição, 67 bike + 6 corrida.
Um fato ocorrido no MountainDo semana passada me fez fazer um teste nessa corrida. Aconteceu do GPS do Adriano ficar sem bateria, e os que ainda iriam correr armaram uma logística complexa para 4 pessoas correrem com 2 GPSs. Todos dependentes, eu incluso. Só que eu quase fui sem, pra ver qual é. Mas fui com por receio de forçar demais e quebrar. E aí hoje eu saí com o GPS e botei na tela de horário, sem ver nada. Nenhuma variável, nem umazinha. E corri os 6 km a 4:38. Tudo bem, mas o interessante foi que não forcei nem me preocupei muito com o ritmo e os 5 primeiros km sairam TODOS entre 4:31 e 4:33, praticamente constante ! O último km foi mais leve ao voltar pra casa com morrinho. Eu acho que não sei dosar, acho que não sei controlar, mas o corpo sabe ;-).
Depois do treininho correria pra levar a Laís no Enem e aí então supermercado relâmpago. Seguido disso, saí pra escalar com o Adriano, que levou o meu pai junto pra acompanhar a subida lá no Morro da Cruz. Visual de sempre do ponto máximo do centro da ilha, calor no sol. Trilha exuberante. E aí a casa caiu. Fui escalar e 'tijolei' os braços. Insisti e não conseguia mais fechar as mãos.
Sabiamente fui guiar outra via, a mais fácil do complexo. E meti três peças móveis numa fenda perfeita, passei o lance e travei. O cagaço falou mais alto, fui até um grampo, costurei e acabei tomando um baita arrasto da corda ao subir devido às proteções mal colocadas. Desci e caí. Aí o Adriano teve que escalar de novo a Zé Colméia e foi pela Caverna do Dragão até a parada da Orquídea, e com corda de cima tudo fica mais fácil, mas mesmo assim fui de braços bombando até lá em cima. Totalmente travado, boca seca e suando em bicas. Coisa linda, ficar um ano longe da pedra, aí entrar num buraco até acabar com os ante-braços e depois ir guiar em móvel ;-). Valeu a foto, mas a surra foi grande. Obviamente fiquei aniquilado. Podre mesmo, todo torcido e retorcido. Não só da escalada, mas da combinação das coisas.
Ontem não treinei por excesso de compromissos festivos, o que me deixou um tanto quanto ansioso de botar as pernas pra funcionar hoje. Combinei de sair pra acompanhar um pedaço do Praias e furei, acordei tarde pra ir à largada e não montei logística pra começar no Santinho e terminar na chegada lá em Ponta das Canas. Pois aí fui pedalar na SC-401 e encontrei uma galera esparsa, poucos dos que não foram pra Jaraguá. Voltei com o Diovani depois do Lins e do Panda entrarem pra Jurerê e fui pra casa. Lá o tênis estava parado me olhando e aí fui correr, há tempos não saia uma transição, 67 bike + 6 corrida.
Um fato ocorrido no MountainDo semana passada me fez fazer um teste nessa corrida. Aconteceu do GPS do Adriano ficar sem bateria, e os que ainda iriam correr armaram uma logística complexa para 4 pessoas correrem com 2 GPSs. Todos dependentes, eu incluso. Só que eu quase fui sem, pra ver qual é. Mas fui com por receio de forçar demais e quebrar. E aí hoje eu saí com o GPS e botei na tela de horário, sem ver nada. Nenhuma variável, nem umazinha. E corri os 6 km a 4:38. Tudo bem, mas o interessante foi que não forcei nem me preocupei muito com o ritmo e os 5 primeiros km sairam TODOS entre 4:31 e 4:33, praticamente constante ! O último km foi mais leve ao voltar pra casa com morrinho. Eu acho que não sei dosar, acho que não sei controlar, mas o corpo sabe ;-).
Depois do treininho correria pra levar a Laís no Enem e aí então supermercado relâmpago. Seguido disso, saí pra escalar com o Adriano, que levou o meu pai junto pra acompanhar a subida lá no Morro da Cruz. Visual de sempre do ponto máximo do centro da ilha, calor no sol. Trilha exuberante. E aí a casa caiu. Fui escalar e 'tijolei' os braços. Insisti e não conseguia mais fechar as mãos.
Sabiamente fui guiar outra via, a mais fácil do complexo. E meti três peças móveis numa fenda perfeita, passei o lance e travei. O cagaço falou mais alto, fui até um grampo, costurei e acabei tomando um baita arrasto da corda ao subir devido às proteções mal colocadas. Desci e caí. Aí o Adriano teve que escalar de novo a Zé Colméia e foi pela Caverna do Dragão até a parada da Orquídea, e com corda de cima tudo fica mais fácil, mas mesmo assim fui de braços bombando até lá em cima. Totalmente travado, boca seca e suando em bicas. Coisa linda, ficar um ano longe da pedra, aí entrar num buraco até acabar com os ante-braços e depois ir guiar em móvel ;-). Valeu a foto, mas a surra foi grande. Obviamente fiquei aniquilado. Podre mesmo, todo torcido e retorcido. Não só da escalada, mas da combinação das coisas.
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| Foto do Adriano, que passou a segurança pro meu pai. Ainda bem que o freio era gri-gri ;-) |
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Correr, Emil Zatopek
| Londres 48. Foto no estádio de Wembley |
Emil começou a correr meio que sem querer, na fábrica onde trabalhava durante a segunda-guerra na ocupação Alemã. Dali até o fim da guerra, passando por três olimpíadas e finalmente a invasão Soviética, o livro narra os principais passos deste atleta que sempre esteve muito à frente do seu tempo. Treinava na neve, a noite, na floresta e nas estradas. Usava muita subida no treinamento. Corria com um ritmo muito variado, deixando os adversários loucos. Normalmente saia forte, reduzia, aí aglomerava com o primeiro pelotão e volta a ficar pra trás e então arrancava com tudo.
| Sobre o atleta, estádio de Wembley |
Criou um método próprio de treinamento, onde bem no início chegava a cair desmaiado para tentar descobrir o ritmo com o qual treinar. Corria intervalados enormes, 20 km em tiros de 200 metros, sempre na intensidade máxima. Bateu todos os recordes mundiais várias vezes nas distâncias acima de 5 km: 5mil, 10 mil, 15 mil, 20 km, onde foi o primeiro home a correr a distância abaixo de uma hora, recorde da hora, 25 km e 30 km.
Ganhou ouro nos 10 mil e prata nos 5 mil na olimpíada de Londres em 48, foi ouro nos 5 mil, 10 mil e na maratona na olimpíada de Helsinque em 52 (feito até agora não repetido). Tentou a maratona em Melbroune em 56 mas já estava em vias de se aposentar e recém operado de uma hérnia, terminou em sexto lugar. Ganhou a São Silvestre no Brasil com mais de um minuto de vantagem, foi herói nacional em praga quase a metade da vida. Militar de carreira (mas nunca em batalha), Emil foi tristemente destituído de todos os seus direitos após a invasão soviética na Primavera de Praga, acabou deportado para minas de urânio por seis anos e depois foi obrigado a trabalhar como lixeiro em praga, para finalmente ser enquadrado como arquivista. O livro termina aí e eu ainda vou procurar o que aconteceu, mas pelo menos achei uma entrevista de 88 no youtube, a coisa deve ter melhorado depois ;-).
Reparem a arrancada no começo desse vídeo, na prova seguinte ele dá uma volta ao vencer os 10 mil e a chegada da maratona entrando no estádio olímpico, Hensilque 52:
Uma história sensacional e comovente. Não achei outros livros sobre ele ainda, mas vou caçar. Se alguém conhecer manifeste-se ;-). Recomendado.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Mountain Do Lagoa 2011, agora em octeto !
Largada
Pois é, nós os fominhas decidimos dessa vez correr em octeto. Sempre fomos em quarteto, pois quanto pior melhor, mas sempre se pode piorar qualquer coisa, e correr pra morte um trecho só era uma curiosidade coletiva. Fechamos um octeto misto da AndarIlha para correr esta edição do Mountain Do Lagoa com o Adriano, Anastácio, Dariva, Tiago, William, Fabi, Taty e eu. O Adriano estreou em revezamentos e ao que soubemos gostou muito.
Uma boa galera da Ironmind também correu, em dupla, quartetos e octeto misto, com atletas avulsos espalhados por outras equipes, além do Alexandre, que foi pra treinar e acabou sequestrado para um quarteto às 7:30 da manhã ;-). Gente empolgada pra todo lado.
Largamos para os 73 km às oito horas, junto com as primeiras equipes. O Dariva foi no lugar do Varela, que não pode correr por compromissos profissionais. Largou mineirinho e chegou voando no final do trecho 1, comendo várias posições no percurso.
Aí o Anastácio se mandou para a Joaquina fechando o trecho das areias num pace de 5:12, de onde a Fabi decolou para a Mole, tendo feito um baita tempo. De lá fomos para a Barra da lagoa esperar a Taty, que veio pelas trilhas mais íngremes da prova. Fui lá na praia buscá-la e aproveitei pra aquecer um pouquinho. Resolvemos sempre 'ir buscar' o atleta no final do percurso pra acabar de vez com o sujeito e tirar um tempinho. O Tiago foi acelerar o William no trecho 5 até o Hotel engenho e então o Adriano partiu para o desconhecido e mandou ver muito bem. Seguiu sozinho e o Tiago foi de carro atrás para entregar o auto e largar para o trecho dele, o sétimo. Consta que o Adriano declamava elogios à elevação que foi ultrapassada para completar o percurso, batizando-a com algo como 'morro desgraçado'...
E aí eu fui deixado no ponto de ônibus fluvial (lagoa também é fluvial ?) que atravessa do Rio Vermelho até a Costa da Lagoa, início do último trecho do revezamento. O barco demorou a sair, aí chegamos lá do outro lado, lugar perfeito pra descansar e esperar ansioso o Tiago chegar. Fiz várias visitas ao banheiro, tinha bebido muito e o corpo é sábio, expulsa os excessos antes do esforço. Fiquei lá de papo com a turma e aí fui aquecer quando achei que o Tiago estava vindo. Muito cruel esperar sem notícias, sem saber quanto tempo falta. Fiquei atento às primeiras equipes a passar e marquei 20 min, então comecei a aquecer. O Tiago veio rápido.
Saí um pouco forte demais mas logo encaixei um ritmo suportável. Seriam 9 km de trilhas de sobe e desce dentro da mata exuberante e 3 km de asfalto até a chegada. Foi uma das melhores corridas em trilhas que eu já fiz. Sempre forte, mas controlada. Perfeita, tangenciando curvas, pulando nas pedras certas, sem escorregar ou tropeçar, correndo todas as subidas e me jogando nas descidas sem medo. Fiquei até surpreso, pois a última trilha tinha sido na Praia do Rosa. Ao sair no canto dos Araçás vi a Taty pegando a van da organização. A criatura correu o trecho dela e depois mais dois pra fechar o treino de 30 km para o Praias e Trilhas.
De volta à civilização resolvi que iria me matar pra valer. O pace estava em exatos 6:10/km e eu queria fechar em 5:50 (ano passado havia sido 6:24). Soquei a bota de verdade. Forcei nas subidas e desci de forma suicida, teve uma hora que a sola do tênis raspou no chão numa descida grande de lajotas, se caísse ali a coisa ia ser feia. Atravessei para o canto da lagoa e logo cheguei na subida do LIC, onde o Anastácio esperava para me puxar. E puxou o desgraçado, tocamos lenha a 3:40 e só desgrudei dele na descida final para a chegada. A galera toda se juntou e atravessamos o pórtico juntos. A Fabi ainda lembrou que eu tinha que passar o chip (bastão do revezamento, uma pulseira) na mesa que tinha o tapete de cronometragem. Acabei me jogando em cima da mesa com tudo, quase quebrei a dita-cuja e caí sentado, cena ridícula ;-). Fechei com pace de 5:32 e 1h6min, 11 minutos mais rápido que o ano passado (quando tinha corrido dois trechos antes).
Fechamos uma baita prova, cada um fez o seu melhor e se esfolou o quanto pode, valeu muito ! Parabéns pessoal, ano que vem tem mais !!!!! Obrigado pela parceria em mais esta prova. O resultado ficou 7h6min e 5º/39 lugar na categoria, muito show.
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| Foto do Gai, fotógrafo-mor da Ironmind |
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Depois das férias, dois dias e já Mountain Do Lagoa !!
Voltando das férias fui dar uma corridinha ontem. Era pra girar 10 km mas não resisti e tentei umas acelerações, um fartlek improvisado. Queria ver a quantas andava o batimento, o pace e a dor nas pernas. E não é que foi tudo bem, depois de 13 dias de absoluto destreino (mas nem de longe, morosidade ou descanso absoluto) ?! O ritmo foi legal e me deixou com esperanças de não dar um vexame muito grande no mountain do da lagoa amanhã. Dessa vez vamos em octeto misto e eu vou fechar a prova, então vai ser deitar o cabelo nas trilhas da costa da lagoa e depois voar no asfalto até o Lic. Vamos ver o que vai ser, a galera tá animada.
Os treinos da viagem se resumiram a 12 km pedalando a 10km/h, uma corrida de 3 km em volta de um parque (pra conhecer mais rápido) e até uma micro-pseudo escalada em blocos à beira-mar. Só pra não passar em branco ;-). Se descanso também é treino, e é, tô bem na foto :-)
De volta a vida normal ;-)...
Hoje girei 1h30 de bike só pra não esquecer como é, já que dia 22 tem olímpico em Jaraguá do Sul (e ainda estou aqui tentando me inscrever). A noite vou nadar uma meia hora só pra mexer os braços.
| Os tipos que pedalam corriqueiramente |
Preciso comentar um pouco sobre a viagem. Esportivamente falando, por onde passamos o que mais me impressionou foi o trânsito em Londres. O povo treina o tempo todo bike e corrida, mas é no trânsito o mais interessante. É incrível a quantidade de bicicletas em circulação. E não tem ciclovia não, o povo pedala no meio dos carros e é RESPEITADO. Nos cruzamentos há uma faixa de uns 6 ou 8 metros de largura onde as bikes param, aí tem uma faixa para os carros, que espera atrás das bikes. Os caras são meio loucos, pois andam muito rápido em tudo quanto é lado (na direita - errado lá), colado nos ônibus, etc. Andam sempre na pista, como as motos (que não existem) deveriam fazer. O volume de bikes no horário de pico é impressionante, tem horas que parece largada de prova, aquela massa de ciclistas vai com tudo no meio do trânsito caótico. Tem todo tipo de gente, claramente atletas treinando com mochila nas costas, mulheres de saia e salto, caras de terno e sobretudo. Realmente é uma questão cultural. Fora de parques não vi ciclovia praticamente nenhuma. O ar não é lá essas coisas e vi muita gente pedalando nos trechos mais congestionados usando máscara, mas a quantidade de parques é tão grande que sempre dá pra passar por dentro de um deles e cortar caminho.
Detalhe legal é o sistema de aluguel de bikes. Comuns naquelas bandas, basta cadastrar um cartão de crédito numa máquina e seguir umas instruções pra soltar uma bike, que pode ser devolvida em qualquer outra estação na cidade. O sistema calcula o tempo de uso e debita do cartão. Foi assim que demos umas pedaladas por lá. Para os moradores, é usado como conexão entre metros ou para pequenos deslocamentos, e para turistas, é o jeito mais fácil de arrumar uma bike.
| Litoral de Portugal |
De volta a vida normal ;-)...
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