Rumo à primeira prova internacional ;-) ! Domingo 28 de outubro, por volta das 8 horas, 10 no Brasil. A prova tem largadas por ondas na natação, percurso de bike de uma só volta de 90 km e corrida de 21 por cima das ilhotas. Parece legal. O clima pode ser um desafio a parte, mas a previsão é de bolinha amarela por enquanto. Talvez tenha vento. A água precisa ser transparente e estará quente. Vamos ver. Quando tiver o número divulgarei no twitter @rpina73, quem quiser acompanhar é só seguir no live.ironman.com. Mais detalhes sobre a prova no site oficial. Boa prova a todos !!!!
Fui !
Relatos, notícias, histórias e ideias sobre esportes de endurance: triathlon, trailrun, corridas de aventura, ultramaratonas, multisport, mountainbiking, travessias e montanhismo.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Lance Armstrong - The End... ?
A correria anda grande, mas não consigo deixar de postar alguma conclusão. Como disse da última vez, esperava algum fato concreto, e ele veio, na forma de um relatório resumido de 200 páginas da USADA.
Não resta dúvida de que o nosso outrora atleta de referência participou da grande farsa do doping no ciclismo. Pois bem, mesmo Armstrong não confessando, coisa que ele não vai fazer nunca pois já disse que estava limpo em juízo, fez isto de forma indireta de duas maneiras: Deixando de lutar. Quem viu o sujeito sair de um câncer e soltar a célebre frase 'A dor é temporária, desistir é para sempre', já entendeu desde agosto... um cara assim não desistiria se tivesse razão. E a outra veio hoje, ao retirar da bio do Twitter a referência às sete vitórias no Tour. Se fosse inocente, morreria teimando e se apresentando para sempre como o hepta-campeão.
Portanto, enganou o público sim, ao dizer em livro autobiográfico que “Our team had “zero tolerance” for any form of doping, we said. It sounded like the usual clichéd statement, but we meant it. We were absolutely innocent.". Isto foi quando a França abriu um processo de mais de um ano para investigar especificamente ele.
Claro que ele ainda é um atleta fenomenal embora trapaceiro, todos mentiram igual e ele venceu mesmo assim. Mas jogou sujo, fora das regras. Intimidou pessoas e tentou destruir a reputação de quem levantou dúvidas sobre a sua inocência. Mas também há coisa forçadas na minha opinião. Os atletas ainda em atividades que confessaram e delataram o esquema receberam apenas seis meses de suspensão e alguns vão correr no Tour no próximo ano. O Contador voltou de um gancho e já venceu uma Volta importante. Não faz sentido, tem que punir todo mundo da mesma forma. O relatório da USADA também tem claramente algumas coisas incoerentes. Em alguns pontos diz que como fulano disse tal coisa, só pode ser verdade, pois que motivo teria ele para inventar ou mentir ? Esse argumento aparece várias vezes e não é nada coerente. Ou seja, realmente o objetivo foi fazer o maior de todos os tempos de exemplo, mostrar que se até Lance Armstrong foi destronado e destruído, ninguém ficará impune.
Obviamente há opiniões e opiniões, uma dúzia de atletas saiu da sombra e confessou e acusou meio mundo, mas existem opiniões contrárias e gente que até agora, mesmo punido pela USADA não quis fazer acordo de delação por não ter provas ou por não querer jogar mais M no ventilador. Há muito mais envolvido nisso do que um atleta-celebridade.
Bom, o ciclismo e o esporte de alto desempenho vai tomar um baque mas vai se reerguer, esperamos todos, mais honesto. E Lance Armstrong certamente não será apagado da história do ciclismo como quer o presidente da UCI. Vai ficar de exemplo, para o mal e para o bem (Livestrong). Por enquanto.
Não resta dúvida de que o nosso outrora atleta de referência participou da grande farsa do doping no ciclismo. Pois bem, mesmo Armstrong não confessando, coisa que ele não vai fazer nunca pois já disse que estava limpo em juízo, fez isto de forma indireta de duas maneiras: Deixando de lutar. Quem viu o sujeito sair de um câncer e soltar a célebre frase 'A dor é temporária, desistir é para sempre', já entendeu desde agosto... um cara assim não desistiria se tivesse razão. E a outra veio hoje, ao retirar da bio do Twitter a referência às sete vitórias no Tour. Se fosse inocente, morreria teimando e se apresentando para sempre como o hepta-campeão.
Portanto, enganou o público sim, ao dizer em livro autobiográfico que “Our team had “zero tolerance” for any form of doping, we said. It sounded like the usual clichéd statement, but we meant it. We were absolutely innocent.". Isto foi quando a França abriu um processo de mais de um ano para investigar especificamente ele.
Claro que ele ainda é um atleta fenomenal embora trapaceiro, todos mentiram igual e ele venceu mesmo assim. Mas jogou sujo, fora das regras. Intimidou pessoas e tentou destruir a reputação de quem levantou dúvidas sobre a sua inocência. Mas também há coisa forçadas na minha opinião. Os atletas ainda em atividades que confessaram e delataram o esquema receberam apenas seis meses de suspensão e alguns vão correr no Tour no próximo ano. O Contador voltou de um gancho e já venceu uma Volta importante. Não faz sentido, tem que punir todo mundo da mesma forma. O relatório da USADA também tem claramente algumas coisas incoerentes. Em alguns pontos diz que como fulano disse tal coisa, só pode ser verdade, pois que motivo teria ele para inventar ou mentir ? Esse argumento aparece várias vezes e não é nada coerente. Ou seja, realmente o objetivo foi fazer o maior de todos os tempos de exemplo, mostrar que se até Lance Armstrong foi destronado e destruído, ninguém ficará impune.
Obviamente há opiniões e opiniões, uma dúzia de atletas saiu da sombra e confessou e acusou meio mundo, mas existem opiniões contrárias e gente que até agora, mesmo punido pela USADA não quis fazer acordo de delação por não ter provas ou por não querer jogar mais M no ventilador. Há muito mais envolvido nisso do que um atleta-celebridade.
Bom, o ciclismo e o esporte de alto desempenho vai tomar um baque mas vai se reerguer, esperamos todos, mais honesto. E Lance Armstrong certamente não será apagado da história do ciclismo como quer o presidente da UCI. Vai ficar de exemplo, para o mal e para o bem (Livestrong). Por enquanto.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Polimento com lixa
A duas semanas do 70.3 de Miami, os treinos vão bem. Bem bagunçados, forçados e adulterados por conta própria, hehe. A agenda ainda está lotada e tenho adaptado do jeito que dá a correria literal com a figurada. E então na semana que vem deve haver algum polimento, que para 70.3 imagino ser de só uma semana (será o primeiro70.3 oficial e como prova foco).
Sexta-feira fiz um treino de rolo estranho. Fiquei sozinho em casa às 11 horas e como o tempo estava nublado e chuviscando, fui pra sacada. Comecei a pedalar e lá pelas tantas das séries senti um calor anormal. Já estava sem camisa mas sem ventilador, pois não estava muito calor. Só descobri o que era quando vi a sombra: o sol saiu e veio me torrar, fiquei virado pra dentro vendo a TV e não percebi. Dessa vez eu tinha me pesado antes pois achava que desidratava muito nestes treinos indoor e queria medir. Foram 2,5 kg mesmo repondo uma caramanhola. Tomei 1L de água de côco antes do almoço e acho que ajudou.
| Início da praia da Barra às 6 já com sol bem forte. Deveria ter saído mais cedo. |
Na última semana rolou um longo de corrida muito bom e assustador na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro, onde às 6:30 os termômetros já marcavam 32 graus e às 8:10 estavam com 38. Um vento leve salvou o dia, pois nos 20 km de corrida tomei uma água de côco e um gatorade e passei o dia com sede, a coisa foi séria e eu não estou acostumado com isso não. Mas foi bom pra aclimatar.
Sexta-feira fiz um treino de rolo estranho. Fiquei sozinho em casa às 11 horas e como o tempo estava nublado e chuviscando, fui pra sacada. Comecei a pedalar e lá pelas tantas das séries senti um calor anormal. Já estava sem camisa mas sem ventilador, pois não estava muito calor. Só descobri o que era quando vi a sombra: o sol saiu e veio me torrar, fiquei virado pra dentro vendo a TV e não percebi. Dessa vez eu tinha me pesado antes pois achava que desidratava muito nestes treinos indoor e queria medir. Foram 2,5 kg mesmo repondo uma caramanhola. Tomei 1L de água de côco antes do almoço e acho que ajudou.
Fizemos uma viagem à Urubici no sábado e aproveitei (na verdade fiz lobby e fugi) pra uma corrida muito boa pelas estradas margeando o rio Canoas, com o Hélio seguindo uma parte a cavalo e o Adriano na MTB na ida. Terra batida em terreno levemente ondulado cercado de verde e do rio cristalino, coisa realmente horrível ;-). Valeu como fartlek verticalizado em altitude.
| Treininho com escolta do Capitão a cavalo e do Adriano de MTB. Estradas pra correr até perder de vista e cansar. |
E domingo foi uma pancada. Combinei com o Sérgio e tocamos 115 km pela SC-401 quase sem vento e céu nublado, excelente pra pedalar e toda a galera estava lá aproveitando o clima perfeito. O ritmo foi muito bom e na corrida de transição eu errei a conta, eram 7 km e corri 10 bem forçados. Esse treino foi no limite nutritivo, saí só com uma garrafa com os restos de uma lata de accelerade e dois GU, nada de bananas e bisnaguinhas em casa, que dirá mariola. No abastecimento de água tomei uma coca-cola e depois em coqueiros entrei numa mercearia e comprei três bananas. No começo da corrida tomei outra coca-cola na padaria e aí foi tudo bem, mas senti a quebrada chegando rápido no final da bike, santas bananas.
Buenas, agora começa mais uma semana onde pretendo manter o ritmo para então desacelerar na próxima, vamos vendo o que rola. Breve mais news da prova em Miami.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Wishlist
| Matherhorn. Foto do Adriano. |
Meio-Ironman Pucón 70.3 - a prova de meio-ironman mais bonita do mundo segundo Mark Allen :-). E pra melhorar tem o Villa Rica bem no umbigo de tudo, pois ainda preciso pisar naquele topo. Esta será em jan/2014,
Ultra Trail du Mont-Blanc - Trail Run de '100 milhas', cerca de 168 km que sempre mudam um pouco devido às condições climáticas. Simplesmente uma corrida em trilhas no coração dos alpes, com 9600 metros de ganho de altitude vertical. Uma prova para a qual tem-se que reaprender a correr, dedicando horas e horas e mais horas às trilhas empinadas. Um visual absurdamente bonito. Não há classificatórias mas é preciso comprovar ter concluído uma ultra. O Desafrio Urubici até onde lembro credencia para esta prova.
Norseman - O triathlon na distância de ironman mais difícil do mundo. Os 3800 metros de natação são num lago em um fiorte, os 180 km de bike sobem mais de 5000 metros verticais e a corrida termina com 1800 metros de subida em trilha. Não há classificação. Precisa treinar para um Ironman e ao mesmo tempo botar muita subida no percurso.
XTerra Manaus - Correr um Triathlon no coração da amazônia não deve ser uma coisa comum. Apesar de muito curta, o local vale a viagem.
El Cruce Columbia - Ultramaratona de trilha de 100 km em formato expedição, 3 dias cruzando a região dos lagos no norte da patagônia, um dos lugares mais incríveis do mundo.
Mundial de Ironman em Kona Hawaii - óbvio. Campeonato mundial e berço do Ironman, local de condições duras para os atletas na ilha vulcânica ainda em formação. Só que pra este a classificação é dura, e também não é mole. Mas é possível.
Escalada do Matherhorn - a montanha símbolo do alpinismo, faz a fronteira da Itália e Suíça. Pela sua forma, história e localização privilegiada no miolo montanhoso dos alpes, é uma obrigação de aspirantes a montanhistas sérios. No estado atual preciso escalar alguns meses pra ter condições mínimas.
Kilimanjaro - O monte das neves eternas na África, quase seis mil metros de altitude saindo do nada no meio da savana. Condicionamento físico e adaptação à altutide bastam para por os pés lá em cima, além de sorte com o clima.
Quanto tempo pra fazer tudo isso ? Quanto custa ? Não sei e não quero saber. Mas uma coisa é certa, é diversão garantida por um bom tempo. Talvez uns 5 anos no mínimo ;-). E aí, qual a sua lista dos desejos ?
domingo, 7 de outubro de 2012
Alguns treinos
Pois então, os treinos se intensificam e eu ando com a agenda mais cheia do que lata de sardinha compactada. Esta semana foi muito boa com treinos muito consistentes.
No domingo foi o treino dentro da maratona já relatado aqui. Aí na segunda já não consegui treinar e fiz os dois treinos da terça na porrada. Saí com braços moles da piscina e o pedal no rolo foi de desidratar serragem. Anda muito quente aqui em Floripa pra época do ano. A bike parece que vem melhorando (medições no rolo, porque na rua tem tanto vento que não dá pra saber direito).
Quarta saiu um intervalado violento, 4 x 4 km com paces progressivos terminando muito forte. A coisa doeu mesmo, mas é muito bom ver que tenho conseguido sustentar ritmos até pouco tempo atrás difíceis sem a sensação de 'vou morrer, vou morrer'.
Quinta é o dia leve da semana, só uma natação que terminei às 21:30 com a piscina já fechada - o zelador já estava começando a jogar produtos na piscina comigo ainda dentro ;-). Esse dia foi extra-longo.
Sexta tentei fazer o longo cedo mas o Murphy infantil resolveu atacar e o Arthur acordou duas vezes a noite, além de estar chovendo quando acordei trôpego às 6. Resultado, longo a noite em véspera de treino simulado. Saiu forte demais, exagerei e já nos 16 km vi que tinha me ferrado para o dia seguinte.
Sábado rolou um baita simulado da Ironmind. Tempo feio, ventoso e com chuva e mesmo assim os maníacos estavam todos lá. Saímos para um treino de natação perpendicular à praia até a bóia e volta, 4 vezes. Bom pra navegar tentando ver uma ervilha amarela no meio das ondas. Depois fomos para o pedal com chuva começando e ao final o sol deu as graças, bem na hora da corridinha. Fechou um belo simulado de 1500-48-6 com bom ritmo.
Hoje foi o longo de pedal. Como agora sou amigo do vento, fico feliz ao ouvir o nordeste uivando já ao amanhecer. Este é um vento maligno que vai aumentando conforme o dia avança, então ouvi-lo a esta hora mostra que o dia será bom. Marquei sair às 6:30 mas a noite foi longa e picotada, dormi quase como o Amyr Klink na circunagevação da Antártida. Saí às 9 horas já com sol forte e alto, rumei para jurerê e fiz 3,5 voltas no circuito. Encontrei o povo já espalhado e desempelotado, pois tinham saído cedo. Fiz parte de uma volta com o Tales e o Ricardo, encontrei o Diovane e os demais só vi vindo e indo pelo outro lado da pista, galera toda treinando. Na última volta parei para ajudar um cara que estava com pneu furado. Ofereci uma câmera e ele pediu a bomba, esperei desmontar e montar o pneu e aproveitei para me alimentar e fazer número um. Só que passei o pneu da bike numa poça de lama sem querer, e uma coisa estranha aconteceu: a roda traseira travou, o espaço de 2 mm que fica do quadro foi preenchido com areia e começou a lixar tudo, tive que desmontar e limpar. Esguichei água com a boca para limpar uns detalhes do quadro e ficou tudo legal. A parada quebrou um pouco mas o treino rendeu, tentei manter os batimentos sempre acima de 140, pois pelo teste de FTP no rolo essa seria uma FC boa para um longo. Mas não é fácil não, as pernas queimam muito. As médias deram boas para o vento que estava.
É isso aí, vamos que vamos. Sempre em frente, para o alto e avante !
No domingo foi o treino dentro da maratona já relatado aqui. Aí na segunda já não consegui treinar e fiz os dois treinos da terça na porrada. Saí com braços moles da piscina e o pedal no rolo foi de desidratar serragem. Anda muito quente aqui em Floripa pra época do ano. A bike parece que vem melhorando (medições no rolo, porque na rua tem tanto vento que não dá pra saber direito).
Quarta saiu um intervalado violento, 4 x 4 km com paces progressivos terminando muito forte. A coisa doeu mesmo, mas é muito bom ver que tenho conseguido sustentar ritmos até pouco tempo atrás difíceis sem a sensação de 'vou morrer, vou morrer'.
Quinta é o dia leve da semana, só uma natação que terminei às 21:30 com a piscina já fechada - o zelador já estava começando a jogar produtos na piscina comigo ainda dentro ;-). Esse dia foi extra-longo.
Sexta tentei fazer o longo cedo mas o Murphy infantil resolveu atacar e o Arthur acordou duas vezes a noite, além de estar chovendo quando acordei trôpego às 6. Resultado, longo a noite em véspera de treino simulado. Saiu forte demais, exagerei e já nos 16 km vi que tinha me ferrado para o dia seguinte.
| Ironminds em atividade |
Hoje foi o longo de pedal. Como agora sou amigo do vento, fico feliz ao ouvir o nordeste uivando já ao amanhecer. Este é um vento maligno que vai aumentando conforme o dia avança, então ouvi-lo a esta hora mostra que o dia será bom. Marquei sair às 6:30 mas a noite foi longa e picotada, dormi quase como o Amyr Klink na circunagevação da Antártida. Saí às 9 horas já com sol forte e alto, rumei para jurerê e fiz 3,5 voltas no circuito. Encontrei o povo já espalhado e desempelotado, pois tinham saído cedo. Fiz parte de uma volta com o Tales e o Ricardo, encontrei o Diovane e os demais só vi vindo e indo pelo outro lado da pista, galera toda treinando. Na última volta parei para ajudar um cara que estava com pneu furado. Ofereci uma câmera e ele pediu a bomba, esperei desmontar e montar o pneu e aproveitei para me alimentar e fazer número um. Só que passei o pneu da bike numa poça de lama sem querer, e uma coisa estranha aconteceu: a roda traseira travou, o espaço de 2 mm que fica do quadro foi preenchido com areia e começou a lixar tudo, tive que desmontar e limpar. Esguichei água com a boca para limpar uns detalhes do quadro e ficou tudo legal. A parada quebrou um pouco mas o treino rendeu, tentei manter os batimentos sempre acima de 140, pois pelo teste de FTP no rolo essa seria uma FC boa para um longo. Mas não é fácil não, as pernas queimam muito. As médias deram boas para o vento que estava.
É isso aí, vamos que vamos. Sempre em frente, para o alto e avante !
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Mais sobre Lance Armstrong
Escrevi um pequeno texto quando a notícia da nova investigação sobre o Lance Armstrong começou. A coisa que mais parecia estranha era que tudo parecia muito estranho na época, e ainda tenho algumas estranhezas a comentar. Como há muita discussão sobre isto especialmente nos grupos do facebook, isso aqui é pra levantar polêmica mesmo ;-).
Não defendo nem condeno, até porque não há divulgação de nada além de acusações e do fato estranho dele deixar de brigar. Isso também não importa nada pois ninguém fora ele e os investigadores sabem de detalhes. Mas gosto sim de ver o sujeito competir e de pensar que de vez em quando alguém se sobressai da média, alguém eleva o nível de um esporte, embora também às vezes isso seja fraude que acaba aparecendo. Se o Zatopek fosse vivo teria necessariamente que ser um dopado pra ser aquele ponto fora da curva que era ? Se a USADA quer limpar o esporte e fazer dele um exemplo, cadê a divulgação das provas ? Não das acusações, mas das provas. Porque não divulgar ?! E porque diabos punir retroativamente além do limite estabelecido e ainda por cima banir de esportes outros que não o que ele supostamente cometeu os atos ilícitos, 10, 20 anos depois ? Até aquela nadadora que virou quase um homem, que foi pega e reincidiu descaradamente, foi banida da natação e virou arremessadora de peso ou fisiculturist.
Mas o que me parece estranho atualmente é: em todos os anos que o LA dominou o TdF, nos cinco com a equipe da USPS, houveram vários atletas na própria equipe que poderiam assumir o posto de número um. Aquilo lá é uma empresa, com o cara que se acha capaz contratado como domestique tendo que ficar quieto e ajudar o líder a vencer. O próprio Tyler que escreveu o livro de agora, The Secret Race, era um destes e saiu pra tentar a sorte noutra equipe. As equipes rivais viam o desempenho absurdo do LA o tempo todo, investigavam, estudavam, filmavam e esmiuçavam tudo sobre o cara. Como é que nada de podre apareceu naquela época ? Também tinham todos culpa no cartório e não queriam jogar pedra nos outros tendo telhado de vidro ? Todos, 100 % de absolutamente todos eles ? Nenhum das centenas de testes serviu pra dar nem um positivozinho que fosse na contraprova ?
Não estamos falando de 20 ou 30 anos atrás, mas de 2005, 2006. E também de 2009, quando o sujeito voltou da aposentadoria pra ficar em terceiro lugar no Tour. Como é possível não ter aparecido uma foto ? Uma gravação de áudio, de gravadorzinho de fita mesmo ? Um vídeo ? Um email, uma receita médica ou comprovante de compra de material que provasse de forma clara as acusações de doping, conspiração, contrabando, suborno, etc ? Com tanta aberração rolando solta como Tyler Hamilton fala no livro, seria possível que um jornalista sequer não tenha conseguido nada, nadinha ? Ou conseguiram e nunca veio a tona, e porquê ? O livro do Tyler é estrondoso (só li a resenha), mas basicamente fala o oposto absoluto do livro do LA, 'cada segundo conta', lançado em 2005 ou 2006 (este eu li).
A França abriu um processo enorme contra o LA durante uns dois anos do auge dele no Tour e desistiu. Os jornalistas franceses que quase não gostam de um escândalo, que conseguem fotos de topless da princesa da Inglaterra, não teriam conseguido alguma coisinha pra estampar num tablóide ? Não seria muito difícil conseguir que uma camareira ou gerente de hotel, secretária de médico, motorista, etc, vazasse alguma coisa. Muito estranho.
Sobre as acusações da USADA, que levaram ao banimento preventivo. A evidência seria uma amostra de sangue de 2009 testada novamente, além de depoimentos de vários outros atletas, mas mantidos em sigilo. A amostra é que é curiosa: não entendo patavinas, mas pelo pouco que li o EPO não é detectado, mas sim o efeito dele, que basicamente é um aumento no hematócrito. O fato é que o hematócrito do LA sempre deu muito alto, mas muito alto mesmo, assim como o VO2Máx. Só que sempre era uma constante, não variava nada e continua no mesmo patamar elevado nesta amostra de 2009. E a acusação de agora é que isso é alto demais e não pode ser normal. Estranho, não ? Provavelmente é porque ele se dopava constantemente do mesmo jeito há vários e vários anos então, de forma sistemática, e continuou fazendo isso nos dois anos de aposentado para voltar em 2009.
Há um outro argumento que diz que o negócio do LA é desleal mesmo se todos se dopassem, porque ele tinha acesso à tecnologia de ponta, médicos super-especializados e muito dinheiro, portanto estaria em posição de vantagem frente aos demais dopados. Mas isto é lugar comum no esporte. Quem tem mais recursos tem acesso aos melhores médicos, fisioterapeutas, técnicas, dorme em câmera hipo-bárica, viaja de primeira classe e descansa mais. Portanto, argumento estranho. Se tá todo mundo podre, então tem que botar todo mundo no mesmo saco e anular os títulos e não retirar de um dopado e dar pra outro. Doping é trapaça e se todo mundo está dopado não é pra punir só o campeão, tem que cancelar tudo.
Estranho por estranho, ainda curto ver o cara competir e espero como todos que gostam do esporte, ver alguma sombra de fato concreto nisso tudo. Porque encardido e abusado o cara é, viram com que número ele fez questão de correr semi-pelado a prova do Superfrog que venceu neste final de semana ? Sete, claro !
domingo, 30 de setembro de 2012
Maratona de Santa Catarina 2012 - Olhando de fora
Dessa vez acompanhei a maratona de fora. Bom, mais ou menos de fora, meio de dentro também. Saí de casa às 6:30 de bike sob leve garoa e fui pra passarela do samba para a largada da Maratona, junto das provas de 10 e 5 km. Minha mãe estreou numa prova fazendo os 10 km de trote leve e caminhada e o Adriano na maratona.
A parte de 'dentro' da participação foi largar lá no fundo e fazer um longo de 24 km. Saí de leve com o Adriano e depois do túnel encaixei um ritmo legal e segui por mais 21 km. Voltei quando os líderes passavam pelo km 31, o Adriano Bastos e o Queniano grudados.
Nunca dei tanto grito de incentivo para os amigos correndo, parecia um doido. Apesar de correndo também, não estava competindo, então era como se estivesse lá acompanhando a galera. Vi tanta gente que não tenho como lembrar todos, mas não posso deixar de citar toda a galera da Ironmind, o Maurício Bertuzzi, sempre correndo bem e nesta marcando incríveis 3h03min com o primeiro lugar na categoria. O Arthur e chiquinho novamente detonando com um belo tempo. O Tremel vindo de um ultraman e mandando uma maratona de 3h09. A grande ultramaratonista Débora fazendo um treininho de 42 km para correr o MountainDo Lagoa em dupla com a Taty. Meu grande amigo Alexandre guiando um cego, foi de arrepiar. Cadeirantes, Quenianos, gente normal, atletas de performance, estreantes, pessoas de todo tipo curtindo o desafio único que é correr uma Maratona.
Nunca dei tanto grito de incentivo para os amigos correndo, parecia um doido. Apesar de correndo também, não estava competindo, então era como se estivesse lá acompanhando a galera. Vi tanta gente que não tenho como lembrar todos, mas não posso deixar de citar toda a galera da Ironmind, o Maurício Bertuzzi, sempre correndo bem e nesta marcando incríveis 3h03min com o primeiro lugar na categoria. O Arthur e chiquinho novamente detonando com um belo tempo. O Tremel vindo de um ultraman e mandando uma maratona de 3h09. A grande ultramaratonista Débora fazendo um treininho de 42 km para correr o MountainDo Lagoa em dupla com a Taty. Meu grande amigo Alexandre guiando um cego, foi de arrepiar. Cadeirantes, Quenianos, gente normal, atletas de performance, estreantes, pessoas de todo tipo curtindo o desafio único que é correr uma Maratona.
| Chiquinho, Arthur e Maurício, ícones das corridas em Florianópolis ! |
| Algo sinistro, agudo e grave aconteceu na panturrilha do Adriano, mas não durou mais do que a foto, km 38 |
| Passando no km 31 |
Terminei o treino e fui pra tenda da Ironmind buscar a bike. Saí de lá pedalando com o Celinho até que começamos a encontrar um monte de gente e perto do trapiche achamos o Varela, que seguiu conosco até achar o Adriano lá perto da polícia federal e logo depois a Ludimyla. O Jacó também acompanhava. Seguimos encontrando gente, indo e vindo o tempo todo.
Passando pela passarela de novo encontrei minha mãe feliz da vida com a medalha. O Adriano foi muito bem e passou pelo km 31 rapidamente e entrou no túnel, com o Anastácio e Nilson assistindo. Segui um pouco mais rápido para achar o Alexandre. Bonito demais ver ele e o Popeye guiando os dois caras, que correram muito e chegaram sub 4 horas.
| O Alexandre e o Gilmar |
Encontramos a Ludimyla indo bem e seguimos de volta para os últimos 5 km contra o vento forte e leve subida até o túnel e então a chegada. Encontramos o Aracajú e a Cínthia de bike. Fantástico ver alguém concluir uma maratona pela primeira vez. Parabéns brother !!! Logo chegou a Ludimyla também. Minha mãe tinha chegado do 10 km 1 min antes do meu tio Donizetti, ficaram se marcando e disputando durante a prova, hahaha.
Saindo de lá fui do jeito que estava pedalando até a casa dos meus pais para o almoço de comemoração. Saldo do dia: 24 km de corrida, 45 de bike e muita, muita curtição. Valeu. Muito bom. Mas que deu uma vontade monstro de correr os 42, ah deu :-).
| Missão cumprida !!!! Parabéns Adriano !!!!! |
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Velho ? Que velho ?
| Ed Whitlock na meia maratona de 1h38min, aos 81 anos. Olha o estilo da passada ! |
Normalmente associa-se a prática de esporte competitivo a pessoas muito jovens. Isso não é necessariamente verdade nos esportes de endurance. Cada vez mais acredito que a idade cronológica pouco importa e o limitante (claro, até certo ponto) está mesmo na cabeça. Tenho muitos amigos bem mais 'antigos' do que eu que treinam forte, muito mais forte. Nadam, pedalam e correm o que muito guri não faz. Uma coisa que me causa espanto é pessoas às vezes mais novas do que eu dizendo 'quando eu era novo conseguia fazer isso', 'agora com essa idade já não consigo mais aquilo'.
Eu tenho treinado mais e melhor do que há 10 anos atrás. Tudo está melhor, fisiologicamente, em termos de saúde e em resultados. Até onde isso vai ? Não sei, mas espero que vá muito longe. Ao infinito e além, como diria meu amigo Buzz.
Ultimamente a mídia tem dado mais atenção a casos excepcionais de atletas de idade muito avançada fazendo coisas inacreditáveis. Como o indiano de 100 anos que corre maratonas. Começou a correr com 89 anos, pasmem, e aos 90 completou uma maratona em 5h40min. Há também o canadense de 81 anos que bateu o recorde de maratona com 3h15min, um feito pra lá de impressionante mesmo em jovens atletas amadores. Esta mesma pessoa agora bateu o recorde da meia com 1h38min. E não foi folgado não, foi por apenas 29 segundos, o que quer dizer que mesmo nessa faixa etária a briga é boa. A 'desculpa' do velhinho é que ele não treinou direito pois tinha sofrido um acidente doméstico ;-), portanto poderia ter melhorado ainda mais o tempo.
Uma indiana de 96 anos vai corre a meia-maratona de Nova Delhi e dá um recado ao mundo: “Eu e meu filho vamos participar da Meia Maratona de Délhi. Estou muito animada. É uma mensagem para todas as pessoas ao nosso redor: Se tiver pés, correrá. Se tiver vontade, vencerá!”. Algo também digno de menção é o ciclista francês Robert Marchand, que aos 100 anos pedalou 100 km em 4h17min, batendo o recorde mundial (acho que só tem ele mesmo).
O que estamos vendo atualmente no triathlon, ou mais ainda no ironman, reforça isto. Os esportes de endurance, de longa duração, são cheios de exemplos de seniores mandando ver e deixando a gurizada pra trás. Basta citar que os dois últimos campeões mundiais e com chances de levar o título este ano estão beirando os 40 anos.
Tudo isso é muito impressionante e mostra que temos todos um longo caminho a percorrer. Imaginar que um cara de um século de idade consegue pegar sua bike e pedalar 100 km numa boa é de inspirar qualquer um, é ou não é ?! Assim sendo, pare de ler isso aqui e vá pra rua treinar ;-) ! Boa noite !
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Corrida de Aventura SESI 2012
| O caiaque foi legal, 10 km remando a coisa instável |
A largada foi em Jurerê Internacional, para onde fui de carona com o Rodrigo e a Rose, que faria o apoio. Chegamos lá um pouco em cima da hora, largamos as bikes e fomos escutar as últimas instruções e depois plotar os 16 PCs em 20 minutos. Foi uma correria e não consegui ler nada das instruções, apenas saímos correndo em disparada na hora que largou. Corremos pela praia até o canto do P12 e lá havia um PC virtual que gerou certa confusão para achar, pois estava plotado mais afastado da praia, mas a instrução dizia que era no canto da praia.
Anotamos o PC e seguimos pra praia do forte, lá em cima tinha que ter uma placa com três direções que seria um PC virtual. Marquei rapidamente uma placa de trânsito no meio da rua e tocamos pra achar outro virtual, que não achamos tão rápido. Depois de ir e vir, achamos a cruz que era o PC. Num descuido não vi que o próximo PC era no plano no topo do morro e despenquei pra praia, só percebendo o erro lá. Fiz todo mundo subir de volta e achamos a trilha correta, bem na entrada da cruz. Haveria outro PC virtual antes de chegar na praia da Daniela. Depois de uma corridinha muito boa na trilha, chegamos no começo da descida e nada do PC virtual.
Deveria ser algo pintado de vermelho numa pedra. Encontramos mais duas equipes e a Tractebel, com quem disputamos até o final. Uma equipe da categoria aventura acabou achando o PC e todo mundo viu, era uma pintura praticamente apagada numas lages de pedra no chão, seria difícil achar. Despencamos para a praia e chegamos no PC 5 em quarto lugar.
Seguimos correndo pelas ruas até o pontal, assinamos o PC em segundo lugar e voltamos para a AT do caiaque. Lá saímos correndo alucinados pelo lodo da maré baixa na baía norte arrastando dois ducks infláveis e começamos a remar. À frente estava a equipe líder e logo atrás a Tractebel. Remamos e quase na foz do rio Ratones vimos que os caiaques à frente atolaram. Os caras saíram puxando e como fomos na mesma direção logos batemos no fundo também. A baía ali tem meio metro na maré cheia. E aí começamos a puxar os barcos e vimos a Tractebel indo lá pela direita próximo à margem. Não tivemos dúvidas, seguimos no mesmo caminho. Os outros ficaram lá atolados, mas acho que se livraram da lama.
Deveria ser algo pintado de vermelho numa pedra. Encontramos mais duas equipes e a Tractebel, com quem disputamos até o final. Uma equipe da categoria aventura acabou achando o PC e todo mundo viu, era uma pintura praticamente apagada numas lages de pedra no chão, seria difícil achar. Despencamos para a praia e chegamos no PC 5 em quarto lugar.
Seguimos correndo pelas ruas até o pontal, assinamos o PC em segundo lugar e voltamos para a AT do caiaque. Lá saímos correndo alucinados pelo lodo da maré baixa na baía norte arrastando dois ducks infláveis e começamos a remar. À frente estava a equipe líder e logo atrás a Tractebel. Remamos e quase na foz do rio Ratones vimos que os caiaques à frente atolaram. Os caras saíram puxando e como fomos na mesma direção logos batemos no fundo também. A baía ali tem meio metro na maré cheia. E aí começamos a puxar os barcos e vimos a Tractebel indo lá pela direita próximo à margem. Não tivemos dúvidas, seguimos no mesmo caminho. Os outros ficaram lá atolados, mas acho que se livraram da lama.
Seguimos num ritmo muito bom e logo chegamos neles e fomos juntos. Pouco antes tive que parar duas vezes, fiz a asneira de tirar a camiseta de baixo ao entrar no caiaque, estava fervendo correndo com a camisa de ciclismo e o colete de prova por cima, mas o colete começou a assar os ombros e pescoço até sangrar e tive que fazer o processo de tirar o colete, a mochila, o colete de prova e o salva vidas, pegar a camiseta de ciclismo na mochila e vestir tudo de novo. Coisa rápida. Continuamos a navegar serpenteando o rio Ratones, lugar bonito pra caramba. Então passamos as pontes da SC-401 com bem pouca água e chegamos finalmente na AT para a corrida em Ratones. Meu cronometro arrebentou a pulseira e estava na mochila, não sei o tempo mas não deve ter levado menos de duas horas.
Corremos de lá até o canto dos araças num bom ritmo, percorrendo toda a fantástica trilha da costa da lagoa. Anotamos um PC virtual no caminho e seguimos encontrando outras equipes da aventura, mas na liderança da expedição. Ao chegar no PC com quase 5 horas de prova o alívio foi grande e a galera atacou os lanches que a Rose tinha preparado. Por azar o Rodrigo perdeu a mochila e seguimos até ali em racionamento de água e alimentação ;-).
Neste PC haveria um deslocamento de carro até a joaquina com o relógio parado. Então ficamos lá meio na calma e quando saímos a Tractebel estava chegando. Não conseguimos anotar a diferença, mas seria de no máximo 10 min (depois vimos que foi 7). Chegamos na joaquina e subimos as dunas para o circuito de orientação.
| Destruindo a corrida correndo feito doido |
Buenas, tropeçamos em mais um correto e azimutamos para o próximo, mas ao chegar lá, que era embaixo de novo, vimos que estava errado também. Só aí deixei o Aracajú respirar e me ajudar, no que ele rapidamente percebeu a cagada. Eu estava sistematicamente olhando o azimute do prisma anterior e tentando ir para o próximo, deveria olhar o azimute do prisma destino e não origem. Erro estúpido, navegador tapado. Aí óbvio que o próximo prisma correto estava no topo da grande duna novamente.
| Descendo uma das três vezes |
Seguimos de carro e cronometro parado novamente para a UFSC para então pegar as bikes. De lá saímos praticamente junto com a Tractebel. O percurso era a ciclovia até a ponte, onde fizemos um rapel e então voltamos para a chegada no monumento do soldado. Foram cerca de 14 km de bike, mas ainda assim perdemos mais 5 min, dada a destruição que foi correr feito camelos nas dunas. Cruzamos a linha de chegada 4 min depois dos líderes, mas resultado mesmo só na terça após a apuração de todos os PC, penalidades e do circuito de orientação.
E o resultado se manteve com a Tractebel em primeiro e Dígitro em segundo. Eles ainda erraram um PC virtual na costa da lagoa e nós a placa na praia do forte, então empatamos nos erros e venceu o mais rápido. Bela corrida, muito bem disputada até o final, parabéns a todos !!! Tirando a asneira das dunas, teria sido perfeita hahaha ;-).
Um ponto que preciso comentar: como era domingo e a beiramar obviamente fica cheia, a organização botou staffs no trapiche num pedaço de uns 300 mts para nos obrigar a empurrar as bikes. De sapatilha de MTB, correr no asfalto é das piores coisas que pode existir para o tendão de aquiles. Ficou doendo dois dias. Poderiam ter colocado gente pra travar as bikes, sei lá eu, de patins que fosse, mas obrigar a andar empurrando foi roubada.
Então foi isso, relato resumido de uma corrida muito boa. Não corria aventura desde 2010, serviu pra matar a saudade e ver como eu gosto disso. Valeu galera !
| A equipe na chegada, a Rose salvou o dia fazendo o apoio, cansou mais do que nós. Valeu pessoal !!!! |
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Corrida matinal com jararaca e longo de bike quebrado
Tem coisas que achamos que nunca mudam. Uma delas é que eu acho que nunca consigo fazer um treino de corrida que preste pela manhã. Quando é prova, há todo um ritual que ajuda, mas no dia a dia quando o tempo é escasso e a correria literalmente é grande, onde cada minuto conta, achava que não funcionava. Mas funciona, basta decidir antes de dormir ;-).
Normalmente consigo correr bem o regenerativo, mas tiros ou longo nunca prestaram. E aí na semana passada eu estava a trabalho no Rio de Janeiro e com a agenda lotada, concluí que só madrugando pra fazer o longo. Para isto, peguei as dicas com o Xampa sobre onde correr e programei o despertador para 6:30. Só que fui traído pela bateria do celular que descarregou, ficou para o outro dia.
Normalmente consigo correr bem o regenerativo, mas tiros ou longo nunca prestaram. E aí na semana passada eu estava a trabalho no Rio de Janeiro e com a agenda lotada, concluí que só madrugando pra fazer o longo. Para isto, peguei as dicas com o Xampa sobre onde correr e programei o despertador para 6:30. Só que fui traído pela bateria do celular que descarregou, ficou para o outro dia.
Como os compromissos da quinta eram bem cedo, saí mais cedo ainda e às seis em ponto estava correndo pela orla da barra da tijuca sob um sol nascente e brisa agradável, ao lado de um mar azul convidativo. Que corrida sensacional ! Fui 10 km para o sul e voltei, ritmo muito bom e novamente de estômago completamente vazio (exceto por 2 gel GU no percurso). O detalhe curioso ficou para a segunda metade. A ciclovia vai uns 6 km de onde comecei para o sul, e aí a pista dupla e ciclovia acabam. Sobra uma passagem pela areia e uma ciclovia de lajotas do outro lado, na margem da lagoa. Lá tem-se vegetação dos dois lados e exceto pelo barulho dos carros e visão dos prédios ao longe, parece que você não está num lugar tão movimentado. E eis que ali na solidão absoluta do verde quase pisei numa jararaca bem nutrida. O coração disparou na hora e fiquei umas centenas de metros pensando nas consequências de tomar uma picada de cobra naquela situação. Quando voltei a bicha ainda estava lá com a cabeça erguida, tomando sol com a cara virada para o mato esperando o café da manhã.
Acabei o treino às 7:45 e segui para o longo dia que se iniciava, renovado e recarregado de energia como só uma corrida pode proporcionar.
Acabei o treino às 7:45 e segui para o longo dia que se iniciava, renovado e recarregado de energia como só uma corrida pode proporcionar.
E aí veio a sexta-feira e uma corrida imprestável, tiros no dia seguinte de longo não rola. E o sabadão iniciou cheio de sol e vento. Fui lá para o Taikô para um treino de T1 pois há tempos não nadava no mar. A roupa parece que encolheu, ou fiquei mais forte ;-).
Entrei no mar quebrado e mexido para 2,3 km de braçadas mais quebradas ainda e sem ritmo nenhum, mas a coisa saiu bem e terminei o treino em 39 min tranquilo e sem forçar. Arranquei a pele de foca e fui pedalar sozinho, o povo ou já tinha ido ou estava indo, e como eu faria 100 km pra antecipar o longo de bike, fui o mais rápido possível.
Fui até canasveiras já com vento forte, mas com pernas inteiras ia bem. Encontrei o Pedro e a Júlia na vargem pequena e tocamos num bom ritmo até o pedágio, já botei a língua de fora. Na volta contra o vento o Pedro resolveu que era dia de porrada e tocou horror, fui atrás aproveitando a roda e no retorno na vargem minha bomba caiu e eles sumiram, ainda bem ;-). Só que ainda faltavam 45 km e lá fui pra mais uma volta longa na ventania louca, pedágio - vargem grande - canasvieiras - vargem pequena e pedágio. E depois até a vargem e volta pra jurerê. Quebrei feio, bateu um sono horrível e vontade de parar. Não faltou alimentação, foi algum tipo de cansaço alienígena. Eu saí preocupado para o treino pois desde a última troca de pneu ainda não tinha comprado espátulas novas. E como o desgraçado do Murphy nunca dorme, no km 94 quase entrando para jurerê bati numa borda de buraco e o pneu dianteiro começou a esvaziar lentamente. Parei para encher, já que trocar não daria, e por sorte o furo era pequeno, de forma que com mais 3 enchidas cheguei ao carro totalmente acabado. Tomei meio litro de água de côco e depois um caldo de cana e segui pra casa. Passei o dia achando que não ia prestar para a corrida de aventura no domingo. Pra saber se prestou pra alguma coisa, aguarde cenas do próximo relato ;-).
Keep Running !
Assinar:
Postagens (Atom)
