quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ironman Brasil 2011 - N. 454

Pra quem quiser acompanhar a prova online (no caso de preguiça de ir lá ver ;-):

http://www.ironmanbrasil.com.br/br/2009/index.asp
http://ironman.com/events/ironman/brazil#axzz1NQCHFCdy

Meu número é o 454. Procurem os amigos no site do ironmanbrasil.com.br e acompanhem a galera !

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Fim de mais um ciclo de treinos, semana da prova já está aqui (não aí) !!

Ontem fechamos com chave de ouro mais um ciclo de treinamento para o Ironman. Falar mais um é estranho, pois há alguns anos eu pensava nisso lá no futuro distante, e agora estou aqui já indo pro terceiro. Incrível o que é possível fazer com vontade, pois é isso que move essa galera toda a virar madrugadas, arrancar tempo de onde não existe e encarar esse desafio todo que é o treino para um Ironman.

Sábado concluí uma natação irritante num mar quebrado pelo vento nordeste (nunca fiz tanto ziguezague, 4470 m) e depois um pedalzinho sussa. Na sequência assitimos a palestra do Roberto Lemos com todos os detalhes, novidades e dicas sobre a prova. Domingo a galera toda se reuniu em jurerê para uma volta no percurso. Encontramos muita gente treinando e fechamos os 90 km debaixo de um vento doido, pra ter idéia a máxima na descida do morro do estado foi 48 km/h com o vento na cara, o normal é chegar a 60 ou mais, facilmente, sem pedalar. Depois uma corridinha forte de 6 km pra encerrar e ir curtir o domingo cedo ;-).

E então o treino acabou. A semana ainda tem treino todos os dias, mas o que tinha pra ser feito já foi e agora é só deixar o corpo 'esperto' pra esperar a ação no domingo, quando 2000 atletas de todos os cantos vem para Floripa competir na maior prova de Triathlon da america latina. É realmente um privilégio concluir esta fase e então apenas 'esperar' pela prova. Chegar até aqui inteiro, disposto, saudável e cheio de vontade de largar não tem preço ;-).

E pra fechar, dado que ultimamente metade das perguntas que respondo é sobre o ironman, e a outra metade das coisas que falo também: um incentivo pra ir ver a prova, extraído do post do ano passado:

"É preciso estar lá pra ver e pra sentir. Se você não sabe do que estou falando, anote aí na agenda: 29/05/2011. Vá lá ver a largada, fique por lá nas transições, veja o campeão chegar e os últimos completarem a prova. Garanto que você não sairá indiferente."


Que venha o grande dia, domingo a ilha é nossa ;-) !!!! A cidade já está com as faixas de aviso de trânsito, a montagem da cidade do ironman no clube 12 já está praticamente pronta... começou !!
Chegada de 2010 ;-)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Salada de frutas de assuntos ?

Alguns assuntos aleatórios...

Treinos finais para o Ironman: é uma coisa científica, mas também uma arte seguir a planilha com alguma sabedoria. Saber administrar uma dorzinha ou parar tudo com outro sintoma estranho, dosar o esforço de acordo com o dia e o ânimo. Incrível como nesta fase já começamos a sentir a energia voltar. O objetivo é chegar no dia da prova com todos os sistemas prontos e carregados. Estas duas semanas daqui pra frente são muito, mas muito legais. Se alguém está treinando para o primeiro Ironman, aproveite !

Técnica da corrida: tenho pesquisado bastante. Além dos exercícios do chi-running, uma coisa que ajuda muito é ver fotos suas correndo. Vi algumas nesta volta a ilha e concluí que estou correndo 'sentado'. Já tinham me falado disto, mas foi só vendo a foto que entendi. Mudei rapidamente algumas coisas, e mágica ou descanso do início do polimento, parece que a corrida melhorou.

Equipamentos: Cheguei a pedir dicas no twitter sobre tênis de corrida. Resolvi não resolver nada e comprar outro igual, já vai o quinto par. Semana passada decidi trocar o banco da bike, estava pra lá de sofrido pedalar naquilo, o hipoglós estava acabando rápido. Acabei trocando por outro do mesmo modelo. O resumo é o seguinte: fique com o que dá certo. Teste novidades, mas principalmente pra provas, vá com o que é conhecido. Vale pra tudo, até para os detalhes como as meias, e também é claro, com alimentação. Nunca, mas nunca mesmo teste um gel ou bebida com carboidratos numa prova. Coisas horríveis podem acontecer.

Vontade: Ontem domingão de chuva, garoa e mínimos períodos sem água caindo. Friozinho e vento sul moderado a forte. Tudo pra ficar em casa, no ninho. Fiquei bastante, almoço em família, mas aí no fim da tarde resolvi sair pra não deixar passar um treino de transição. Depois de pedalar uns 30 km na chuvinha chata e ventão, encontrei o Adriano e o Jacó. Tinham saído pra dar um girinho. Depois o Aracajú e a Cínthia correndo. Todos na noite de domingo, na chuva e no vento, quando todo mundo já está enfurnado em casa esperando a segunda-feira chegar ;-). Que vontade essa nossa ! Que coisa boa !!!

As entrevistas do Xampa: o André Cruz novamente agitando a web esportiva, organizou umas entrevistas com alvos que vão, foram ou irão para o Ironman, ficou muito legal.

Ah, e agora a semana de treinos: boa, produtiva, volume caindo mas com intensidade. Natação tá de cair os braços, mas tá dando resultados. Corrida longa ritmada, intervalado 3 x 5 km na sexta foi a cereja do bolo, natação excelente no mar sábado e tempo de sapo no domingo. Não parou de chover, aí saí as 17 hs pra 60 km de MTB em 2h40min (!) seguido de 10 km de corrida debaixo de chuva e vantania. Finalizado ainda domingo ;-).

Largada de 2010
Faltam 12 dias, 8 horas e 34 minutos para a prova. Menos, agora que você está lendo ;-)

domingo, 8 de maio de 2011

Do Bagaço ao Suco

Fim de semana de bons treinos, ainda que hoje tenha sido cruel. Ontem natação pra tempo no mar espelhado, sensacional. Usei o garmin na água, muito bom desde que você ative o modo swim, senão marca mais do que o dobro da distância.

Hoje a coisa ficou feia no pedal. Ventania nordeste (é pior do que sul pra pedalar) pra variar, parece que domingo é dia. Ao menos vai gastar tudo e no iron vai ser uma calmaria só ;-). Ouvi o vento uivando forte ainda dentro de casa. Sai e confirmei, tava forte.

Segui para a beira mar e encontramos o povo. Consegui furar o pneu dianteiro dentro do túnel, desgraça. Tive que correr empurrando a bike lá, nada agradável. Depois de girar uma vez a beiramar norte e sul, com um trecho grande a mais de 42 km/h, fui sobrando, FC muito alta. Tentei acompanhar o povo até o retorno sul no trevo da seta, e resolvi parar pra tirar o manguito. Escaparam e voltei com a cara no ventão tentando alcançá-los. Quase botei fogo nas pernas e não alcancei. Me cansei. Perdi todo mundo e saí pro norte sozinho, o que acabei fazendo certo, ao menos fui no meu ritmo. Encontrei a turma toda no mercadinho da vargem grande, mas parei bem rápido. Foi só esta e o pneu de parada no treino. Sofri mais do que o normal e fiquei zonzo ao final, vi que esqueci de comer direito. O trecho do centro até canasvieiras teve parciais de 10 km a 27 km de média, enquanto que cedo na beira mar teve duas a 37. Muito irregular.

Cheguei em casa e saí pra corrida com cinto de hidratação e um gel. Fui pra Sj e rodei 6 km até voltar. Difícil segurar o ritmo da ida na volta contra vento, até lá o infeliz atrapalhou. Fechou a 4:50, bem meia boca, mas teve morrinhos. Tirando o calorão, já estava bem melhor do que na bike, mas fiquei enjoado quando parei e demorei pra conseguir comer. Foi duro. Do bagaço que fiquei no km 70 do pedal, fechei reavivando parcialmente os 150 km à média sofrida de 30,8 e ainda achei um suco na corrida.

Sei que é normal, mas assusta :-). Nunca fiz o iron com calor, até chuva teve na corrida ano passado. Se estiver quente como tem sido estes últimos longos, serão muitos e muitos litros, na casa da dezena, pra compensar. E cápsulas de sal também. Que venha o que vier, o importante é fazer o nosso melhor, e ISSO EU VOU FAZER !!!!!!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Falta pouco !

Falta pouco, papai smurf ?! Sim, falta pouco, falta pouco ! Se o figura azul treinasse para o iron, estaria sempre lá à frente, dizendo que falta pouco.

Tenho conseguido treinar direito e cumprir praticamente tudo, várias semanas seguidas fechando 100 %. O cansaço já bate, mas se não estivesse assim era pra ter algo errado. O treinamento é desenhado para nos levar ao extremo entre 5 e 4 semanas da prova, e depois vai reduzindo o volume e recuperando as energias. O difícil nestas horas é segurar o ritmo e/ou não querer inventar.

Mas vamos ao assunto: horários esquisitos para treinar. Vida de quem trabalha o dia todo é assim, mas ultimamente tem complicado mais um pouco. Não consigo sair antes do trabalho para treinar, é um efeito cascata de um dia depois do outro. Tudo começa no domingo, segunda cedo sem chance de correr. Aí a noite rola a corrida. Terça é o dia mais leve, então nada de acordar de madrugada, pois a natação é longa. Aí quarta é o longo de corrida, invíavel cedo e  me deixa aniquilado pra nadar quinta cedo. Portanto, tenho nadado algumas quintas no horário do almoço. Muito estranho, saio tonto da água e depois haja comida. Quando não consigo é tudo a noite, natação e pedal, que acaba quase às 23 hs. Como não conisgo conceber intevalado com sono, sexta também não rola treino cedo, deixando tudo pra noite, o que deixa a canseira pra sábado de manhã. Domingo nem se comenta.

Nas quintas a coisa normalmente é lerda ao extremo. Parece que a cabeça sabe que depois de nadar vai ter que correr, aí a natação já não rende e o pedal não presta muito, várias vezes faço só a série principal direito e só fico girando e testando a paciência. Mas nas últimas tem sido legal. Hoje nadei ao meio dia e consegui ótimos tempos na série de 12 x 100. A noite chamei o Jacó (exímio pedalador) e fomos socar a bota em 40 km. Passei trabalho pra acompanhar o elemento em piques de 40, 43/h na MTB, eu de pneu slick e esgoelado e ele de biscoitão. Acho que pedalar está no DNA dele. Voltei pra casa bem mais inteiro do que nos dias que nado e pedalo meia-boca. O difícil é conseguir cair na água na hora do rango.

Diz a figura azul: Falta pouco, falta pouco !!!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Volta a Ilha 2011

Mais uma volta a ilha, a minha nona participação contando duas extra-oficiais. Essa prova é um resumo de tudo de bom que tem na corrida: trabalho em equipe, motivação, estratégia, desafio, cenários espetaculares, suor e sofrimento, diversão garantida.

Acordei as 4:10 e saí as 4:30 de taxi para encontrar o povo na largada. O Dariva foi junto e agrupamos com a turma toda da AndarIlha que correria esta edição, Anastácio, Dariva, Hélio, Fabiana, Tiago, William e o Zízimo, convidado especial, além do escriba aqui. O Anastácio largou e nos mandamos para o posto 2 no casa design. Amanheceu e saímos para o Cesusc, onde eu largaria para meu primeiro trecho. Minha idéia era moderar e não me destruir muito para o treino longo de domingo. Mas como é difícil ! A estratégia foi engatar numa FC moderada a alta e grudar nisso. Foi difícil resistir mas segurei bem e consegui fechar num ritmo bom mas sem forçar demais até jurerê. Engraçado correr lá, NUNCA tinha feito isso, correr na SC até jurerê, mesmo passando lá toda semana ;-).

Depois fomos para o final da praia, o Dariva e o Anastácio se divertiram na trilhinha da praia do forte (única trilha da prova toda) e então o Zízimo se mandou para ponta das canas. Eu fiquei lá esperando e logo corri de novo, segundo trecho até a praia brava. Fui já mais combalido e segurando ainda mais, pois o sol já fritava e os morros começavam. Acertei a previsão de tempo com erro de 1 seg, média de 4:31. A esta altura já estava faminto, mas a correria era grande e não comi nada, bebi água e tomei um gel. Fui direto para os Ingleses deixar o Anastácio e toquei para o Santinho para o meu último trecho, sem água no carro e sem comida. Peguei água do Gai da Ironmind que estava correndo também, taquei mais 2 gel e fiquei lá esperando o Anastácio. Ele veio, e eu não vi. Questão de segundos, mas serviu pra ele achar que eu não estava lá, coisa grave. Saí correndo morro acima (altimetria pior do que a brava, pasmem) e logo entrei na trilha de dunas depois do resort. Trilha e descida fantásticas nas dunas e logo sobe e desce e então plano de areia fofa. Tudo até o km 3. Visual SENSACIONAL do topo das dunas, mar do Moçambique azul esverdeado, ondas perfeitas, céu azul, dunas brancas, vegetação. O trecho mais bonito da volta a ilha na minha opinião. Já muito quente e desidratado, segui mantendo o ritmo até o posto de troca, com umas dores 'do lado' e a boca já colada de tão seca. Coisa horrível. O Zízimo me salvou com uma garrafa de água, coisa que eu não tinha para dar pro Anastácio. Ô turma bem preparada ;-).

Cheguei no carro e tomei R4, paramos numa padaria e comi pra caramba. Fui pro campeche esperar carona pra casa da Daiane pois teria que sair mais cedo, comi mais duas vezes noutra padaria. Em casa almocei e apaguei por 1 hora e acordei mais ou menos regenerado...

Depois fiquei sabendo que fechamos em 13h12min, tempo excelente. A turma se divertiu como sempre, todos se superaram e curtiram muito. Como é bom correr essa prova com essa turma !!! Valeu muito. Obrigado turma.




No mais, o fim de semana foi intenso. Depois da volta à ilha, compromissos mil no sábado e fui dormir a 1 da madruga. No outro dia, 5:20 já estava de pé. Saí as 6:20 pra pedalar o longo com a galera da Ironmind. Muita gente pedalando, enxame ciclístico na beira-mar e na estrada. Fechei 172 km a duras penas, mas o pior foi a corrida de 12 km depois, essa foi doída. O ritmo foi bom para o ventão nordeste. Os últimos treinos estão bem, só vento por todo lado.

domingo, 24 de abril de 2011

Iornman+ na Páscoa

Somando todo o volume desde quinta, sobra um tantinho de um Iron ;-). Nada fora do normal para a época, e tudo 100 % bem. Na quinta-feira teria que nadar e pedalar 60 km intervalado. Como não estava muito a fim de ir até jurerê pra nadar 2000 m e a chuva ameaçava, saí às 8 horas pro pedal antes que o céu caísse. Só que caiu foi logo. Desisti de ir pra santo amaro, tentei ir pro norte, BR entupida, trânsito pesado e complicado pela marginal. Voltei pra girar na beira mar continental mas aí o pneu arriou. Um rasgo botou um ovo de câmera e mister tuff pra fora, vim pedalando 6 km até em casa e NÃO estourou !! Fechei apenas 34 km e fui pra musculação imundo mesmo. Depois curti o dia de sol que abriu ao meio dia e fui pedalar com o Arthur na bike, mais 15 km de treino de força pra conta, quase fechou, hehehe.

Sexta rolou um treino de corrida coletivo da Ironmind lá no Taikô. Fizemos a volta grande e uma pequena do Ironman Brasil, e depois mais uns goles pra fechar 34 km debaixo de um sol espetacular. O bom abastecimento providenciado pelo Roberto salvou-me de uma fusão do reator que seria certeira. Saiu um ritmo legal e pela primeira vez treinei nas morrebas do caminho do Rei. Corri todos os morros, que fora do Iron não assustam tanto ;-). Esse ano vou tentar correr tudo pra ver no que dá ! Voltando pra casa fomos almoçar no ribeirão e re-hidratar com suco de cevada. Proteína e Carboidrato, quase um R4, aquele almoço.

Sábado simulado de transição com 4000 de natação e 70 km de bike. O pedal era pra ser solto, zona 2, mas foi bem mais forte do que isso. Poupei ao máximo pro treino de domingo e fiz uma reposição legal quando cheguei em casa, e depois almocei de novo. Choveu pesado a tarde quase o resto do dia todo, mas olhando a previsão prometia vento-sul-limpa-nuvens-e-cansa-ciclistas.


Bandeiras. Quando está assim, tem vento.
 por JucaLodetti ID: 49488693

Acordei hoje domingo às 5:15, que coisa indecente. Arrumei tudo (que já estava arrumado) e olhei pro céu, totalmente estrelado. O barulho nas árvores denunciava o vento. O windguru dizia que seria sempre de sul moderado a forte, até o meio da tarde. O que não tem remédio, remediado está, ao menos tivemos sol. Saí pro centro às 6:00 ainda escuro e encontrei com o Diovani e Alexandre. Concordamos e fugir da BR pelo movimento e vento, pois voltar 90 km com vento contra seria crueldade. Giramos da beira-mar ao trevo da seta duas vezes e rumamos pro norte. Volta completa nas vargens e uma parada estratégica no mini mercado da vargem grande, o nosso specialneeds do ciclismo. Uma coca-cola de 2 litros não foi esvaziada, então deixamos no freezer pra uma  segunda volta, na qual foi devidamente sorvida. Naquela parada meio mundo estava por lá ou então passando, todos treinando aproveitando o sol a cinco semanas do dia D.

No mais sobre o pedal, vento por todo lado: Surround 3D multichannel 7.1. Mas dava pra desenvolver bem e mandamos bala até que meu pneu furou na vargem pequena. De lá voltamos e ainda tivemos que entrar em jurerê pra fechar distância, que deu certinha com 180,5 km até em casa. Pedal forte, boa média pra condição eólica e corrida de 8 km subsequente à 4:30 mole, mole a 144 bpm. Fiquei feliz com o treino, acertei bem a alimentação, valeu muito.

Na passagem pelo elevado dias velho, quase parei para fotografar as bandeiras. Assim, cito aqui uma foto que nos indica aos ilhéus que a coisa tá feia mesmo. Só muda que nesta o vento tá nordeste, e hoje era de sul, daqueles gelados - até o sol sair o pé passou frio.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Nadando na gelatina

Pois bem, mais um fim de semana para a conta do Ironman 2011. Já sinto o cheiro da largada... ;-). Esta semana foi das boas, recuperação ativa após a prova de Caiobá com 30 km de corrida na quarta-feira e série de natação destrutiva na quinta.

Sábado rolou um treino que dá o título do post. Nadamos 4000 m em jurerê, num mar flat e transparente, água cristalina com ótima temperatura. Tudo pra ser um ótimo treino, exceto pelo meu estado lastimável. Algo não prestou na corrida de sexta, ou foi a musculação que inventei de fazer também. Os braços estavam leeeerdos que só vendo, e tinha uma corrente bem forte. O mais estranho foi a quantidade absurda de mini aguas-vivas gelatinosas, milhões delas, nadávamos com elas batendo no rosto, pés e mãos, muito doido.

Fomos 1000 mts em 25 min, depois voltamos até o P12 em 2000 com 32 min com corrente a favor, para retornar os 1000 até o Taikô em mais 24 min. Ainda bem que dava pra ver o fundo e uns peixinhos, pois daí percebia-se algum progresso: olhar para a praia era um desespero, não saia do lugar. Depois girei 70 km de bike pra fechar a manhã.

Domingão prometia tempo bom, saímos o Alexandre, Roni e eu pra BR, mas ao amanhecer achamos o céu meia-boca e fomos pra ilha. Giramos duas vezes a beiramar inteira até o trevo da seta, excelente. Aí o Alexandre teve um pneu furado. Pra não perder a prática, a câmera substituta também resolveu murchar depois de trocada. Aí o pelotão nos encontrou e o Marcos ficou pra acompanhar. Fomos até a UFSC e aí mais um pneu furado. Nessa hora não tinha mais câmera, e abandonamos o Alexandre para remendar as que tinham. Na última hora o Roni jogou uma câmera nova. Fomos pro norte, retornamos na retirada do caminhão do acidente do sábado na SC e entramos em jurerê e Daniela. Lá o Alexandre nos alcançou de novo (não remendou nada, só trocou a câmera e foi na raça sem estepe - já sei o que se passa: o pneu dele é folgado. Quando sabe que tem reserva, vai furando, quando não tem jeito, fica quieto e vai até o final ;-).

Tocamos a volta completa da SC, parada na vargem grande para abastecimento. Aí o Marcos nos encontra, com uns 15 km a mais rodados no mesmo tempo, tá pedalando que é uma locomotiva ;-) ! De lá até o trevo de jurerê tive princípios de câimbra e comecei a pifar, girei e recuperei minimamente pra fechar os 160 km até em casa. Larguei a bike às 13:15 e bora correr 8 km forçado. Voltei com o radiador fervendo além da conta, mas muito satisfeito de terminar um treino dureza me sentindo tão bem. Vai entender... Passei o resto do dia tentando repor as quase 6500 calorias que o Polar disse que eu torrei.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Caiobá 2011 - Triathlon longa distância

Não é exatamente uma prova na distância de meio-ironman, mas desde o ano passado estava com vontade de conhecer esta prova e usá-la na preparação para o iron. Preparação, curtição, diversão, teste e sofrimento, tudo junto num triathlon de longa distância com 1900 m de natação, 84 km de bike e 21 km de corrida (mais precisamente, 2000, 82, 20.3 - GPS maníacos ;-).

Equipos e pequeno habitante
Saí de casa sábado às nove horas com a Daiane e o Arthur, a Laís infelizmente não pode ir devido às aulas o dia todo. Fizemos as paradas tradicionais e necessárias para o pequeno se comportar e chegamos na balsa em Guaratuba ao meio-dia. Atravessamos a baía e então chegamos à Matinhos. Não passava por lá há tempos... lugar agradável (ao menos fora de temporada ;-) e bem cuidado, logo chegamos ao hotel depois de errar muito o caminho, típico. Encontramos a turma toda e fomos almoçar num buffet fraquinho.

O Arthur estava febril e com tosse, mas me convenceu a levá-lo à piscina. Deixei ele por lá com a Daiane e fui testar a bike recém revisada com as rodas novas. Rodei uns 8-10 km - o cateye pifou de novo. Fui a favor do vento na avenida litorânea e quando voltei deu pra sentir a força que teríamos que fazer no dia seguinte. Ajustei o que precisava na bike, desmontei o cateye todo e fui pro congresso técnico onde cheguei nos 10 minutos finais.  Fomos descansar um pouco e aí saímos para jantar. Uma chuvarada danada caía há algum tempo e estava ficando feio com ventania, raios e trovões. Fomos pro restaurante combinado debaixo dágua mas ainda bem cedo. Só que não deu certo, esqueceram o pedido da nossa mesa e saímos famintos e revoltados para outro, onde achamos um cardápio especial para a prova, pratos individuais feitos de macarrão, frango, batata e uma saladinha. Comi até estufar.

Voltamos para o hotel já às 23 horas. Nunca consigo dormir cedo... Ajeitei mais alguma coisa, tentei encher o pneu e não consegui, dormi preocupado. Na manhã de domingo olhei logo pela janela, céu nublado e vento fraco, mas com cara de que limparia.

Café da manhã, ajeita tudo e desci pra transição a 150 mts do hotel. A Daiane ficou com o Arthur pra ir depois, estava bem doentinho com a garganda e nariz escorrendo. 

Na transição deixei tudo bem arrumado, dessa vez até toalha pra limpar os pés eu levei. Voltei pro hotel pra vestir a roupa de borracha e desci pra praia mansa, local da largada, junto como Alexandre. O hotel fica numa península com a praia mansas dum lado e a brava do outro. Nadamos na primeira e depois corremos na segunda, muito legal. Há um morro com  paredes rochosas expostas que servem de referência durante a natação e corrida ;-).

Rapidinho largou a prova do short. Antes da largada do long, fui na água molhar o rosto e acalmar a respiração, olhar pro mar... percebi conchas e areia grossa na entrada da água, melhor não correr desesperado na largada. Reunimos a turma e logo chamaram pra alinhar, ainda faltando uns 15 min para às 8 da manhã. O Kilder perdeu os óculos e teria que nadar com a cara no sal, coisa terrível, mas foi valente e meteu os olhos no mar. Quando ele correu pra longe da largada pra tentar procurar alguém com óculos sobrando, largou ! Foi muito rápido, eu ainda estava com os óculos na testa, arrumei e saí trotando de leve pra água, andei até ficar na cintura e me joguei pra não parar mais. Nadei, se não bem, forte o tempo todo, ombros queimando ao final. Fiz a primeira volta num tempo parecido com a segunda, o que já é um grande avanço. A maré estava levemente vazante, então a primeira bóia era fácil de contornar, mas na segunda dava pra ver a corrente contra. Saí da água com 32 min.
Dando bom dia pro Arthur ;-)
Fui pra transição correndo de leve e saí rápido pro pedal, no começo complicado com lombadas por toda a parte e piso ruim, mas logo depois de uns 4 km entrava numa rodovia de pistas duplas excelente, plana e com mato por todo lado. O vento estava a favor, foi fácil manter uma boa média nos 20 km de ida. O cateye resolveu viver e eu resolvi focar na cadência e FC, deixando a velocidade como consequência. 

Girei o tempo todo a 85-95 rpm, fc moderada a alta pra pedal, mas bem suportável. No final senti as pernas arderem um pouco pois reduzi o giro pra forçar mais contra o vento da última perna. A única coisa irrtante no  ciclismo foram os pelotões. Muita cara de pau. Blocos enormes, gente grudando na minha roda e atrapalhando, pelotes bloqueando o caminho... realmente não tem jeito... Me alimentei muito bem, accelerade, GU e gatorade.

Voltando pra região das lombadas pedalei um pouco fora do clipe, aumentei o giro e fiquei um pouco de pé na bike. O público ajudava e cheguei rápido na transição, que fiz bem rapidinha (mas não entendi no resultado, 3:40 é impossível ;-). Saí correndo e encotrei o Marcos dando força, não correu devido a uma lesão no pé, mas deve ter moído no pedal pois quando passei já estava lá com cara de tranquilo.

Retorno próximo á chegada
Apertei o ritmo na primeira volta. Na corrida é que é mais fácil ver o pessoal todo, marcar quem tá perto, tentar uma aproximação. Eram 3 voltas de 7 km, toda na orla e plana. A esta altura já tinha sol dos bons, o dia estava espetacular. Passei no retorno próximo à chegada, vi a Daiane e o Arthur, injeção de ânimo. Tentei correr constante, mas dei umas pifadas, tomei mais gel ou gatorade do que deveria e fiquei levemente embrulhado. Exceto por isso foi uma corrida bem constante, toda moderada a forte, o tempo todo pensando em como é que seria o ritmo no iron. Comecei a ficar fixado nisso, a sorte foi achar uns amigos da equipe pra marcar - não para perseguir, mas para fugir. Fugi do Sérgio a corrida toda. Passava pelos líderes numa velocidade absurda e achava que estava lento, a sorte eram os monitores, sem isso eu tenho certeza de quebraria, pois foi o tempo todo no fio da navalha...

Fechei a prova em 4h28min com uma corrida de 1:29:40, fiquei bem satisfeito. A bike e a natação também foram boas, com a bike mais fácil do que deveria, acho que poderia ter forçado mais, mas vai saber se não estragaria a corrida. Deixo os parabéns a todos que participaram da prova. A turma da Ironmind mandou ver numa prova de altíssimo nível. Só pra ter uma idéia, à minha frente em 30 segundos tinham 4 atletas da minha categoria ;-)

Belo dia, ótima prova, família acompanhando, amigos. Tudo perfeito. Depois foi colocar aquelas meias de compressão ridículas mas eficientes, arrumar todas as tralhas, almoçar, carregar o carro e dirigir de volta pra casa num fim de tarde sensacional. Ano que vem tem mais !

terça-feira, 5 de abril de 2011

Chuva descasca o pé, e sem alimentação você quebra.

Oito semanas para o IMBrasil 2011, entrando na parte realmente cansativa dos treinos. Nesta semana que passou teve um longo de corrida muito bom, todo feito na chuva na parceria do Alexandre, encontrando a Fabi e o Roni, guerreiros aquáticos que não se abatem com uma chuvinha de alagar ciclovia. Muito bom ritmo, mas destruí completamente o segundo dedo do pé direito, um calo derreteu e foi arrancado pela fricção com a meia molhada. Tornou as corridas seguintes um teste de suporte à dor.

Já no final de semana eu testei alimentação. Fiz isso no treino de sexta, onde tenho ficado bem desidratado, sábado e domingo. Na sexta voltei do intervalado derretendo como sempre, mas tomei gatorade e bebi mais um litro de suco de manga (natural !). Sábado durante e depois do treino fiz reposição com mais gatorade e bastante água, parece que deu resultado. Acho que achei a causa da sede eterna: desitratação gradual acumulativa do fim de semana !

Domingo tentei calibrar a alimentação para a prova. Montei um pacote com aprox. 70 gramas de carboidrato por hora. Ficou difícil enfiar aquilo tudo nos bolsos da camisa. Fiz as contas e levei para 5h30, pois seriam 5-5:30 de pedal mais uns 40 min de corrida. Como desconta-se a primeira hora (se considerar que houve desayuno), deveria dar certo. E daria mesmo, não fosse a quantidade de pneus furados e parada para reabastecimento. Saímos para a BR 101 norte as 7 da manhã em grande grupo. O Lins foi o primeiro premiado, pneu furado logo no início. Depois furou de novo. Como ele iria ficar em Itajaí, nos separamos em camboriú e retornamos pelo morro do boi, divertido de subir. Descemos e furou um pneu do Alexandre. 

Capítulo a parte: trocou e encheu, ao retirar a bomba veio junto a válvula do bico, lá se foi a câmera. Pegou outra, recolocou e encheu, furada. O João emprestou uma, até testou antes. Montou tudo, encheu e tava furada. Revisamos tudo de novo, nada. Pegamos uma com o Salada, aí funcionou !!!!

Nisso voltaram Jack, Arthur e Miranda. Tentamos ir na roda. Quando revesei pra 'puxar na roda deles', logo vi que fiquei sozinho. Parei no posto do avião pra esperar e lá vinham eles, o Salada teve outro pneu furado. Só saíram intactos os pneumáticos meus, do Diovani e do João. Voltamos no sol absoluto e contra o ventinho sul fraco. Quando passamos a ponte de tijucas comecei a pifar. Não entendi o que era, mas logo fiz as contas e vi que esqueci de comer direito nas paradas que totalizaram 1h15. Quebrei legal, mas logo nos primeiros sintomas tomei um gel, comi uma banana cozida (na camisa) e meia hora depois mais um gel, bastante água e mais um club social. Parece que resolveu, voltei ao pseudo-normal nos últimos 20 km e consegui correr legal depois do pedal de 160 km. A comida foi quase toda, só que tem que ser dosada igualmente no tempo, senão quebra do mesmo jeito. Outra hipótese plausível para a quebrada foi ter tentando acompanhar os três, e também ter saído desesperado atrás do povo quando passaram pelo avião, pois eu estava lá sentadão à sombra e passaram sem me ver. Mas acho mesmo que foi alimentação ;-).