domingo, 28 de novembro de 2010

Corrida do BIG 2010


Uma semana depois da maratona de Curitiba e outra corrida, dessa vez 10 km na prova do BIG organizada pela Corpore e SportsDo. Corri um dia na semana e senti os pés e calcanhares ainda. Nadei um dia e só. Sábado fui pro treino de transição, 2000 de natação zen sem relógio e 45 de bike de queimar a garganta. Fiquei o sábado todo na função e fui dormir tarde.

Acordei com a Daiane e o Arthur, arrumamos tudo e fomos lá para o Iguatemi para a primeira corrida do BIG, percurso e local idênticos ao da track & field de setembro. Uma turma legal da Dígitro participou, da AndarIlha só eu e o Hélio (a Taty dessa vez era da organização) e da Ironmind só vi o Lucas e algumas meninas da corrida. Larguei sem conseguir tomar o gel por falta de água e saí forte demais, fiquei desesperado com o peso nas pernas logo de início. Reduzi e consegui entrar num ritmo uns 5 minutos depois e então foi só manter. Um pouco de vento na ida, a favor na volta e então repete, duas voltas. O sol saiu ao final, depois do km 7 e eu senti muita falta dos óculos escuros, não consigo correr direito sem. Cheguei tentando umas ultrapassagens em 40:38, semi-tranquilo, só com dor no calcanhar direito, tenho que gelar o dito cujo de novo.

Depois da prova oficial tinha a corrida infantil. Eu inscrevi o Arthur na categoria até 4 anos. O guri ficou empolgado até a hora de sair de casa hoje cedo, quando começou a reclamar do número na camiseta - arrancou tudo, embolou e queria jogar no lixo ! Na hora de organizar a largada (mais 5 pirralhos), um trabalho, pois ele queria ir de bicicleta. Foi uma confusão alinhar todos e finalmente largou. Eram 50 metros e ele parou uns 15 metros depois de largar. A Daiane tentou correr com ele, mas quando ele finalmente se jogou no chão eu peguei-o no colo e cruzamos a linha de chegada com ele já rindo e querendo saber cadê a medalha ;-). Primeira corrida oficial do pimpolho !!!!!

Fiscal tentando converncer o Arthur a não usar a bike ;-)

O Hélio correu e sumiu. O Jacó deu uma de joão sem braço e só levou a Samantha, filha dele, para participar da corrida de 200 mts. Chegou muito bem a pequena corredora !

Resultado da prova aqui. Já estava online 5 min após a premiação, organização excelente. O pódio ficou perto, 4º na categoria. 25º geral.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Maratona de Curitiba 2010



Viajamos daqui no sábado o Maurício, Taty e Rafael, Loreno e eu. Paramos no Sinuelo e chegamos no local do kit às 16:30. Kit devidamente obtido (bem fraquinho) e passeio na feirinha. De lá nos espalhamos e eu fui achar o Clodoaldo e o Ronaldo lá na loja nova da Decathlon. Saímos para pernar e então fomos pra casa do Clodoaldo jantar. Depois do excelente abastecimento ficamos conversando sobre tudo e assistindo vídeos de escalada até a meia-noite. Fui dormir quase a uma da madruga depois de organizar as coisas (tralha danada só pra correr) e pensar na estratégia para a prova. A dúvida era o calor que prometia e a ondulação do terreno.

Acordei às 5:10 e depois do café da manhã saímos eu e o Clodoaldo pra catar o André, que acompanharia de bike. Seguimos para a largada, ajeitamos tudo no carro e fomos aquecer. Não aqueci quase nada e tive que correr para uma parada técnica de segundo nível. Voltei 5 min antes da largada e fui lá pro fundão do bolo, foi a prova mais cheia de gente que já participei. Encontrei o Arthur e o Chiquinho prontos para a ação, junto com o Danton da Ironmind. Trocamos boa sorte e largou sob muita música, gritaria e aplausos do público, clima eletrizante. Andei até o tapete e comecei a tentar correr, o que foi muito difícil pois não havia espaço não preenchido por alguém. Saí desviando pelos lados e depois de uns 3 min comecei a correr forte em descida, fechando o primeiro km quase a 5min/km.

Encontrei o Clodoaldo e o Ronaldo, depois achei o Raphael Bonatto e trocamos um aperto de mão. Depois disso comecei a encaixar o ritmo e entrei em velocidade de cruzeiro. O percurso era ondulado mas plenamente corrível. Fizemos uma volta pro norte e aos 6 km passamos perto da chegada novamente. Lá pelo km 13 encontrei o Maurício e segui numa descida suave e rápida. Se não tivesse monitorado a FC eu teria feito asneira nesta prova. Na mesma FC hora era 5min/km ora era 4min/km. O desnível é muito sutil (falso plano) e era importante dosar muito bem o esforço. Nada melhor do que manter o olho no conta-giros.

Perto do km 15 começamos a passar umas mulheres (que largaram meia hora antes) e pouco depois ouvi uma comentar que já tinham se passado 18 km ! Não acreditei. Eu estava só monitorando pace, pace médio e FC. Não via tempo nem distância. Rapidinho foi a meia e vi 1h35min. Achei o Antônio Raulino e a Taty quase no mesmo ponto e fui adiante. Lá pelo km 24 estava me sentindo tão bem que cheguei a ficar preocupado. A altimetria era totalmente variada, não tinha nada realmente plano, mas era muito sutil e até alí não incomodava muito.

Segui tomando gel periodicamente, pegando sempre água e esponja com água gelada, pois apesar de nublado estava abafado. Mas sem sol já ajudava muito. Haviam dois postos de isotônico, só que vinha uma garrafa de meio litro. Peguei nos dois, dei uns goles, tampei e joguei fora - despercídio, poderia vir num copinho, sei lá.

Conheço Curitiba apenas muito superficialmente, então correr lá foi muito legal. A prova dá uma volta enorme na cidade toda sem repetir trecho, de forma que o tour é completo. Eu nunca sabia onde estava e isso era divertido. Teve uma descida enorme de mais de 2 km, acho que na avenida marechal floriano. Ao final dela tinha uma subida empinada bem parecida com a Ivo Silveira aqui de Floripa, só que mais curta. Foi a pior, subi sem olhar pra cima de uma vez só pra ver se acabava mais rápido.

Altimetria da maratona.

No km 30 o pace médio tinha melhorado 2 seg em relação a meia. Comecei a delirar que faria um split negativo, que bateria 3h10. Fiquei alucinado e esqueci de tomar um gel e quando vi já tinha passado o posto dágua. Segui até o próximo, peguei dois copos, tomei o gel e lembrei de tomar bcaa. Engoli os dois comprimidos e só tinha sobrado meio copinho. A água não foi suficiente pra descer e aquilo ficou entalado na garganta. Tive que pedir água para uma assessoria que tinha uma tenda no percurso. Alí pelo km 33 o sol saiu forte e eu estava com sede, catei mais 2 copos dágua no posto seguinte e comecei a me arrastar. Do céu ao inferno em 3 km.

O ritmo caiu demais. Tinha acabado de tomar gel, estava bem hidratado mas começou a ficar lento. As solas dos pés começaram a doer forte. Fui meio torto até o 36 e aí reuni os restos que sobraram, empurrei mais um gel, respirei fundo e comecei a apertar o ritmo agora ignorando a FC e a dor, o que tinha era pra gastar até o final. No km 39 uma subida malvada apareceu mas depois desceu forte debaixo de um viaduto e consegui retomar o ritmo. O Raulino chegou novamente. Eu tinha levado 20 km pra alcançá-lo, passei e ele chegou de novo no km 40. Parciais diferentes para resultado igual. Seguimos no mesmo pace até a reta final, que era uma subidinha safada até a chegada. Já dava pra ouvir a música. Mais um pouco e o pórtico já era visível. Sprintamos como as condições permitiam e fechamos a prova em grande estilo cravando 3:16:15.


Pela primeira vez consegui fazer uma maratona totalmente focada. Não andei um passo sequer, sem parada nenhuma. Só execução. Ritmo. Monitoração pró-ativa de todos os sistemas, uso adequado dos recursos e objetivo fixo. Muito instrutivo. Aprendi um monte de coisas sobre as partes que me compõe, mas principalmente sobre foco e força de vontade. Pois é só isso que move um amador a fazer uma maratona. Vontade. De qualquer coisa, mas é vontade, não é treino, nem preparo nem condicionamento. Isso é pré-requisito. Clima sensacional na prova, público sempre presente e participativo, bandas de música, abastecimento perfeito, percurso desafiador. Amigos por todos os lados. Perfeito.

Ao final ficamos lá curtindo a chegada, a premiação, jogando conversa fora, conhecendo a senhora de 70 anos brava pois não ficou em primeiro na categoria 65-99 anos. Depois fomos almoçar e finalmente pegamos a estrada pra casa, 4 horas de viagem de conversa divertida, com foco no tempo de 3:00:40 do Loreno, que não conseguiu fechar 2:59 e faturar uma aposta (suposto erro da organização que não contabilizou tempo líquido - vamos ver no resultado oficial ;-). Obrigado aos amigos que tornaram esta corrida especial. Maurício, Clodoaldo, Taty, Ronaldo, Loreno. Parabéns a todos, valeu muito !!!

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Resultados oficiais em http://www.cronoserv.com.br/resultados_info.asp?calendario_chv=633
03:16:51
Cat: 51/265
Geral: 264/1637

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Maratona. Com M maiúsculo.


Não é uma prova qualquer não. Uma Maratona inspira medo, e isso é bom. Pois esse medo pode ser bem canalizado e virar energia. Cada prova é uma prova, tem daquelas que vamos só pra participar, brincar, completar, curtir e aquelas que enfiamos umas metas malucas na cabeça e vamos com vontade de comer asfalto. Nesta estou faminto.

Talvez por ter feito só provas curtas no segundo semestre, ou então pra ver qual é o desempenho numa maratona solo depois de 36 meses desde a última oficial (essa aí da foto), estou com uma vontade enorme de largar domingo. Se o treino não foi aquilo tudo, a confiança é que a base está boa e com vontade e experiência vai dar tudo certo.

A largada será às sete da manhã e a temperatura não promete nenhum forno de assar pizza, talvez até chova. Também consta que foi retirada uma longa subida do percurso. Vamos ver o que pode acontecer. Já defini uma estratégia com o Roberto e meti o plano A na cabeça. Os outros planos, de B até Z, serão feitos na prova. Que venha Curitiba, a Maratona tida como a mais difícil do Brasil. Depois eu conto se é mesmo, hehehehe.

E pra provar que tudo é realmente muito relativo e que uma Maratona pode sim ser uma coisinha qualquer, o Raphael Bonatto estará em Curitiba fazendo a sua 27ª maratona em 27 dias e fechando este desafio monstro e inédito no Brasil. Amanhã enquanto os outros milhares de normais descansam, ele estará correndo 42,2 km no Ibirapuera em SP antes da prova de domingo, como tem feito há 26 dias pelas capitais do Brasil.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Longão de corrida e impostos irritantes


Para a corrida longa de hoje fui pra beira-mar munido de garrafas, géis e banana, hoje seria auto-apoio de mim mesmo. O treino doeu. Muito e na sola do pé, não entendi porquê. Foi uma dureza mental absurda fechar os 30 km hoje a noite, naquela ventania sul toda, numa semana cansativa. Deserto total na beiramar ao final, já passando das 22 horas. A tentação de parar no km 20, quando passei no carro de novo, foi enorme.

Saí pra o sul, voltei e tomei um gel pois o lanche estava longe no tempo, aí estiquei 14 km ida e volta até o córrego. Muito vento sul na cara em alguns trechos. Voltei morto de sede e comi outro gel, para então voltar até o CIC só movido pelo compromisso com a meta. Muito cruel manter ritmo próximo a 5min/km depois do 26. Curitiba vai doer. Ou não, talvez já tenha doído tudo nos treinos e vá ser um recorde ;-) !! Treino aqui, coisa ridícula a variação de ritmo, mas é culpa do vento, hehehe.

Então, estive num fim de semana prolongado passeando na capital argentina. Como sempre, na volta eu me revolto com o sistema tributário do Brasil. Chile, Argentina, Uruguay, pra ficar só nos emergentes (?) como nós que tem um sistema super simples, onde é possível retirar o imposto pago ao sair do país (já que você não vai usufruir da aplicação daqueles pilas por lá). Imagina fazer isso aqui no Brasil ! Impossível. O que nos leva a questão da tributação dos equipamentos esportivos... Porque raios um tênis que é feito na tailândia tem que custar aqui o triplo do que custa nos EUA ? Uma bike idem. Não dá pra entender... Ou dá: é uma conspiração pra que ninguém faça esportes, todo mundo seja sedentário, só pode ser. E agora ainda vem a reencarnação do imposto mais estúpido de todos, a CPMF.

Falando em Buenos Aires, tá explicado porque a segunda nacionalidade mais populosa no iron Brasil é argentina. A cidade é 100 % plana, asfalto perfeito e longas ciclovias, parques enormes por todo lado, muita gente treinando. Quase deu vontade de treinar por lá ;-)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Altos e baixos, mesmo no plano


Fiz uma coisa horrível no sábado. Meio sem tempo, inventei de ir correr quando sobrou uma brecha, mas isso só aconteceu às 14:30. 13:30 pelo horário do sol, que não tá nem aí pro nosso relógio aqui. Olhei a planilha e fiz o treino de sexta, já que quinta tinha sido o de quarta. Era um intervalado de corrida, mas com requintes de crueldade, série principal de 5 x 1600, progressivo onde era pra fechar o último rápido o suficiente pra dar nó nas pernas.

A manhã tinha sido de chuva, depois nublado e vento, donde saí sem muita preocupação em torrar, pois não estava tão calor assim. Desci até a beira-mar de são josé e nos 3 km de aquecimento o sol veio e vento se foi. O primeiro tiro foi de lascar. O segundo foi de matar. O terceiro interrompi no meio pra entrar num supermercado, quase tomei banho na pia do banheiro e engoli 500 ml dágua. Fiz o terceiro, aí o quarto torto e o último do jeito que conseguia, ainda assim foi o segundo melhor, não que isso seja algo incrível, pois todos foram mais lerdos do que o mais lento que era pra ser. Nenhum deles saiu direito naquele sol de rachar, isso que mal entrou novembro. A estupidez-mor foi errar na distância, e ao invés de fechar com 1 km faltando para soltar as pernas, fechei a 3,2 km de casa, para onde segui me arrastando depois de 14,2 km. Definitivamente treino de tiros não é pra ser feito no sol sem apoio. Não façam isso !!

Domingo foi um pedal muito show, bastante forçado, de 76 km. No final descobri a nova beira-mar do estreito não inaugurada, lugar perfeito pra treinos de tiro de bike (até a inauguração, claro !).

Hoje fui girar corrida e o treino fluiu magicamente. Não sei se pelo espetáculo do sol ou pela vontade de fazer uma corrida que preste, mas foi show. Muito bom mesmo correr no fim de tarde ao lado do mar e de frente pras montanhas de tantas histórias. Pena que não tenho câmera acoplada ao boné ou aos óculos de sol, mas o entardecer foi parecido com esse aí embaixo. Que bom que tem altos depois dos baixos !

Foto da Laís !

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Acho que me meti numa enrascada

Hoje o treino de corrida foi torto. Estranho. Dolorido. Irritante. Não lembro de ter feito um treino ruim assim este ano. Como não fiz o longo ontem, fui para 24 km hoje. Era pra ser ritmo progressivo, mas foi uma desgraça. Comecei duro e terminei arrastado. Tive vontade de interromper o treino várias vezes, mas fui até a ponta de baixo e depois voltei, passei na frente de casa fui até o parque de coqueiros dar uma volta. Choviscou e ventou friozinho. Fiquei pensando em como é que vou fazer a maratona de Curitiba em um mês nesse estado, mas acho que é passageiro, deve ser resto da prova de domingo. Mas os longos por vir deram medo hoje, fazia muito tempo que não corria mais de 20 km. O ritmo foi tão ruim que teve km a 6min/km. Fechou a 5:33 com fcmed muito baixa, 134. Não era cansaço, era perna mesmo. Pelo menos saiu um treino lipolítico, o que deve ajudar para a maratona. Vamos ver.

Também não deu certo o tênis novo no primeiro longo. Comprei um mais baixo e mais leve, mas já foram 100 km no bicho e ainda tá estranho, parece muito duro, toda vez dói alguma coisa no pé. Acho que viciei nos nimbus.

Ia esquecendo. Ontem fiz um treino em sampa, primeira vez que corri lá na rua. Extirpei um tempo dos compromissos de trabalho e corri 1 horinha em santo amaro, num parque perto da hípica. O percurso rotativo tá aqui. Foi bem leve e tranquilo, só pra oxigenar o cérebro, tudo ótimo não fosse o tombo idiota que levei. Ralei bem o joelho e o cotovelo, mas continuei o treino ;-0. Foi o pior tombo de corrida de todos os tempos, inclusive em trilhas.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Resultados do Olímpico

Sairam os resultados no site da CbTri. A prova foi realmente bem disputada, 1:47:10 para o campeão da Elite Henrique Siqueira, 1:57:40 para o campeão amador geral Frederico Monteiro.

Destaque para o Lucas Helal da Ironmind liderando parte da prova do amador e terminando em 3º na disputada 20-24. O Marco Pavarini ficou sem segundo na categoria, com o Arthur em primeiro na 45-49 anos !!

Acabei ficando numa média razoável nas três modalidades e fechando exatamente no plano A, 2:20:02 e 6º lugar. A natação apesar de ter saído melhor do que o esperado ainda está triste, pelo menos para olímpico. A corrida ainda foi a quarta da categoria mas poderia ter sido melhor, achei que não rendia o que deveria. Já o ciclismo ficou bem na média e foi melhor do que o usual, obviamente pela forma da prova, com vácuo liberado. Se tivesse conseguido engatar num pelotão mais cedo teria melhorado, mas aí não sei o que teria sido da corrida ;-).

domingo, 24 de outubro de 2010

Relato do Olímpico

Largada

Combinei com o Maurício Bertuzzi a carona às 5:20 da madrugada. Saímos para jurerê e chegamos em primeiro lugar no estacionamento ! Fomos para o bike checkin, tudo certo. Ajeitei as tralhas, testei os tênis, abasteci a bike. Aí tive a idéia de encher mais os pneus. Enchi o dianteiro e quando fui tirar a tampinha do traseiro, mal toquei e a válvula veio junto. Desastre, faltava meia hora pra largar. Aí o Danton me ajudou a segurar a bike, troquei, botei tudo no lugar e não consegui encher, o pino era curto e a roda era larga.

Só tinha aquela câmera. Uma alma caridosa da Ironmind (não lembro o nome, sorry) me emprestou uma bico longo e aí foi a vez de não conseguir enfiar o pneu na roda. Tirei de novo e recoloquei para então encher com todo o cuidado. Agora só tinha o pit-stop para tentar salvar um eventual furo. Coloquei a bike no suporte e fui buscar a roupa de borracha e os óculos, então percebi que a confusão toda fez aflorar um chamado na natureza de alta complexidade. Chamado resolvido, entrei na roupa e corri pra largada na praia. Percebi que o deck do P12 era escorregadio molhado. Mal cheguei, achei o Diogo e a Cínthia e então largou. Não aqueci 1 min, isso foi feito na troca dupla de pneus. Saí correndo feito louco e entrei na água bem a frente, só pra ser atropelado pelos mais rápidos. A natação era de 2 voltas num triângulo de bóias, a primeira estava em perfeito alinhamento com o sol que nascia no céu azul (espetacular, diga-se de passagem). Fiz muita força e errei a bóia, tive que acertar o rumo e perto da bóia tinha um caiaque (fibra de vidro). Numa braçada meti a mão no caiaque, amassando uns dedos. Fui pra segunda bóia rápido e quando contornei voltei pra praia seguindo a manada, pois não sabia direito pra onde era.


O contorno do cone foi rápido, e novamente corri feito louco até a água de novo. Lá fiquei realmente ofegante, se tivesse com o monitor cardíaco tenho certeza de que daria recorde. Vi o Marcos Pavarini reentrando na água e pensei: vou grudar nele aqui e na bike. Não grudei em nenhuma esteira, mas fui certo até a bóia. Retornei e na virada da segunda mirei no que parecia ser o funil de entrada na praia. Quando saí da água fiquei contente, 27min e uns quebrados. Corri para a transição, o Luiz Otávio e um camarada de Brusque logo à frente. Quando lembrei que escorregava, um fiscal avisou bem na hora do ploft do Luiz no chão, mas levantou ileso e fez a transição rápida.


Transitei rápido e me mandei pra não sobrar. Cheguei no Sandro de Brusque e no Luiz, então seguimos revezando. Uma hora veio uma dupla e o Sandro se mandou, ficamos eu e o Luiz alternando a cara no vento. Foi assim por mais duas voltas. No meio da terceira veio um pelotão gigante e eu grudei nele. Nas retomadas era dicífil acompanhar, e tinha bastante retorno, 10 no total, mas depois de ver o Sandro sumir num pelotão menor, decidi vomitar antes de largar aquele ali. E funcionou, a média subiu bem, vinha a 32 e fechei o percurso de 38,5 km (cadê os outros 1,5 ?) a 34,5 km/h. Sinistro pedalar daquele jeito, muitos malucos colados, é estressante mas é legal. Num dado momento o Hugo puxou um pelote menor que sobrou e revezei com ele. Um momento de pânico ocorreu quando eu andava na roda do Luiz Otávio. Veio uma moto com a fiscal sinalizando pra ir pra direita, gritando alguma coisa. Aí o Luiz reduziu e chegou pro lado, eu cheguei a raspar o pneu no dele mas consegui controlar, felizmente não estava no clipe. Era o que faltava um tombo ali. Vi o Lukinhas liderando a prova, muito show.


Larguei a bike sem ter visto nem sombra do Marcos e fiz uma transição que poderia ser melhor, tive que trocar o relógio e o número caiu do porta número. Fiz tudo já correndo e engrenei num ritmo alucinado até uns 800 mts, quando percebi a besteira e reduzi. Como é fácil sair rápido demais de uma T2. Eram 4 voltas bem medidas. O Diogo acompanhou de bike mas foi espantado pelo fiscal. Fui tentando manter o ritmo suportável para não quebrar e deu certo, todos os kms fora num ritmo parecido, com uma leve quebrada no 7. Passei pelo Arthur e tive a impressão de que ele colocaria uma volta em mim na corrida ;-). Incrível é correr no meio da Elite. Mesmo eles largando meia hora depois, na corrida já estava tudo embolado. Os caras correm demais. Na bike é mais difícil ver a diferença, se bem que uns foguetes passaram. Na corrida parece que você está parado quando um descontrolado passa correndo a 3min/km, mesmo você estando lá se matando pra manter 4:10. Passei várias vezes pela Carla Moreno liderando o feminino, correndo forte com uma cara de quem está tranquila, tranquila... ;-).


No km final apertei um pouco o ritmo e comecei a alcançar um cara perto do funil, mas alguém avisou pra ele, aí começamos um sprint que não deu muito certo, mas cheguei babando. Tem que chegar sem gasolina no tanque, dessa vez foi perto da reserva, com 42min26seg. Não sei ao certo o tempo da prova, mas deve ter dado 2h19min. O plano A era até 2h20, na mosca. Realmente o ciclismo num olímpico com vácou não tem nada a ver com a perna de bike do ironman. Aqui parece que realmente o pelotão te puxa. Que diferença pedalar com a cara no vento ! Ainda sem resultados oficiais.

Foi muito bom fazer essa prova junto com o Maurício, um cara sensacional. Exemplo desde os tempos em que eu ia lá ver o iron, referência a ser alcançado na corrida. Fiquei muito feliz quando descobri que ele voltará ao iron ano que vem, bons treinos virão com certeza.

Fotos e vídeo do Diogo e da Cínthia, que acordaram de madrugada e foram até lá pedalando pra ver a prova. Espero que tenham ficando infectados, pois tem outro olímpico em dezembro !!!

Detalhes técnicos: o asfalto é o pior que poderia ser escolhido. Não sei porque não jogaram o percurso para a praia da daniela, pelo menos o piso seria melhor. Aquele trecho de lajotas já incomoda no ironman, mas passar 5 vezes ali em cada sentido é dureza, acho que daria pra esticar até a frente do campanário, talvez (é fácil falar sem saber de nada ;-). O trajeto da corrida era muito quebrado em esquinas, na primeira volta fiquei em dúvida, e numas curvas sempre tinha gente correndo no sentido errado (que fizeram ser mão inglesa).

sábado, 23 de outubro de 2010

Brasileiro de Triathlon Olímpico em Floripa !!

Amanhã Floripa respira Triathlon novamente em jurerê, com grandes nomes do cenário nacional competindo na última etapa do campeonato brasileiro. A largada das categorias será às 7:15 e da elite às 7:45.

Passei o dia todo fazendo zilhões de coisas, quero ver dormir direito agora. Às 5:30 da madruga partimos pra lá para preparar o checkin. Já deixei tudo ensacolado, uma de natação com a roupa de borracha, outra de corrida e ciclismo e a bike. Acho que não faltou nada, tralha pra caramba. Preparei uns gels e uma garrafa de clicodry pra a bike e grudei no canote do selin um tubo de tapa-furo e uma câmera, ficou meio ridículo.

A prova será com vácuo, novidade pra mim. Espero conseguir grudar num pelotão e ser arrastado, pois os treinos de ciclismo... sei não. Já a natação eu reforçei nas últimas duas semanas e deve estar prestando pra alguma coisa se eu conseguir ficar em alguma esteira lenta. A corrida tá boa, vamos ver.

Hoje cedo fui na Central Bike buscar a magrela da revisão. Pneu de prova, toda revisada e lubrificada, parece outra. Dei umas pedaladas por 5 km ao redor do bairro pra testar tudo e ficou 100 %. O Arthur foi comigo e experimentou todas as bikes infantis que tinha por lá ;-).

Buenos, a julgar pela lua monstra que saiu agora, o dia amanhã será excelente. Até lá.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Mountain Do Lagoa 2010

Voltei a correr o MountainDo da Lagoa depois de dois anos fora, estava com saudades dessa prova. E agora está mais interessante, um pouco mais longa e com base no LIC, fica mais acessível pra quem corre e pro público. Era também a primeira vez em que é possível aos quartetos correr dois trechos com intervalo e não emendados.


Turma reunida

A Equipe AndarIlha correu com dois quartetos mistos bem equilibrados. Reunimo-nos apenas na largada, equipe experiente organiza tudo com perfeição por email ;-). Depois de organizar melhor a logística dos carros e dos trechos a Fabi e o Varela largaram junto à muvuca do grupo das oito horas. A Fabi faria os trechos 1 e 2 emendados e a Taty correria do campeche à joaquina. O Aracajú foi seguir de carro para fotografar, a Taty foi pro trecho dela e eu fui junto do Hélio e do William para o centrinho da lagoa tomar outro café-da-manhã numa padaria. Revezamento é bom por isso, enquanto uns se matam, outros curtem despreocupados a prova.

Esperando na Joaquina

Seguimos para a Joaquina a tempo de ver passar a primeira equipe, uma dupla. Aproveitamos o dia pra fazer umas fotos diferentes por lá e loguinho já vimos ao longe vindo do sul a Fabi chegando. Fui pulando para o posto de troca, fiquei lá aquecendo e correndo no lugar até a Fabi chegar, para então sair para o trecho das dunas. Fui na manha subindo as colinas de areia, trotei no topo e despenquei do outro lado, entupindo os tênis de areia fininha. Atravessei para a trilha do morro da joaquina até a mole, já passando um monte de gente.

Desci a trilha numa boa e subi de novo para sair na estrada da mole, fechando o trecho alucinado no asfalto, até errei a entrada no estacionamento que tem o posto de troca. Larguei o bastão pro Hélio e fui correndo com o William para o projeto Tamar na barra da lagoa.
Fim do trecho 3 na praia mole

Lá encontramos a turma de novo, comi alguma coisa e tomei um monte de líquidos, o dia estava quente pra época e sem vento algum, raridade aqui nessa terra. O Hélio veio e eu segui para o trecho 5. Correr na floresta do rio vermelho é sempre legal. Fiquei lembrando de quantas corridas já fiz por lá. A primeira corrida de aventura em 2002 passou ali e eu atolei a bike na areia, quase morri numa prova de 13 horas seguidas quando nunca tinha feito nada parecido. XTerra noturno, Xtrial diurno, volta a ilha, moutaindo, sulbrasilis, paznaterra. Parece que tudo quanto é corrida explora aquelas trilhas.

Correr na sombra e no chão fofo era uma beleza, ia fácil. Quando pensava em sede lá tinha um posto dágua. Mas aí acabou a festa e o percurso foi pro sol sem vento e pra areia pegajosa do moçambique. Foi difícil manter o ritmo, mas em 4 km voltou pra estrada de terra e aí logo entrou para o rio vermelho, terminando no hotel engenho. Fiquei feliz de ter mantido ritmo sub-5 naquele trecho e passei o bastão pro William deitar o cabelo (raspado) no trecho 6.

O Rafael-Namorado-da-Taty me deu uma carona até o terminal de barco na lagoa, pois o Hélio o foi acompanhar os atletas no trecho 6 até ratones e preparar para correr o 7 junto com o Luciano. Lá no ponto-de-barco achei o Tiago e ficamos lá papeando e matando tempo. Depois de cansar entramos no barco que não saia nunca e finalmente atravessamos a lagoa para a costa. Aquele posto de troca é o mais legal da prova, inacessível para carros num lugar bonito pra danar. Montes de ansiosos esperando a vez de correr. De minha parte, fui ficando com sono e lerdeza. Quando calculei que o Hélio viria levantei e comecei a espantar a preguiça, mas o capitão veio muito rápido e quando o Tiago avisou eu vinha de uma visita à 'casinha' e me apressei pra engolir um gel e um copo dágua e me mandei trilha acima. Foi cruel começar esse trecho, lerdo e cansado. Mas um km de trilha fechada e cheia de sobe e desce foi suficiente pra aquecer e engatei um ritmo bom. Lá pelo meio da trilha fui passado por um atleta, tentei acompanhar, quase me matei e o cara sumiu de vista. Ao final da trilha passei um cara de uma dupla e segui o melhor que podia até a chegada, fechando os 12 km finais da prova de 73 km, ao todo levamos 7h21min na brincadeira. A segunda equipe AndarIlha chegou pouco mais de meia hora depois e encerramos a festa.

Chegando

As fotos são do Aracajú, exceto a da chegada que é do Varela, valeu Diogo, mesmo quando não corre participa !!!!


Vídeo oficial by Hélio, The Captain.



Amigos reunidos num lugar incrível, corrida e endorfina de sobra, não poderíamos querer mais. Valeu turma, obrigado !! Resultados oficiais aqui.


Cambito solitário esperando a hora de sofrer.
The End.