segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

XTerra Floripa - Resultados

Nos saímos muito bem: 24 e 26 no geral masculino dentre 238 corredores, 6 e 7 na categoria 35 a 39 anos, dentre 34 atletas. As meninas dispensam comentários, 4 e 5 geral e primeironas na categoria.

Show, AndarIlha !

Detalhes aqui, aqui e aqui.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Tamanho não é documento - Nissan XTerra 8 Km Night Run

Confesso que só me inscrevi porque Jacó, o infrequente, se inscreveu primeiro. Não dei muita bola para uma corridinha de míseros 8 Km no início, mas aí a empolgação da turma e o kit legalzinho com um headlamp muito boa me convenceram a ir lá brincar.

Saí de casa já tarde para a largada que aconteceria as 20 horas ou assim que escurecesse. Na beira-mar a luz estava muito boa, dava vontade de parar para fotografar o fim de tarde que há muito não via, mas tive que me contentar com duas fotos de celular no semáforo. Catei o Hélio e o William e rumamos à barra da lagoa para a largada. Lá a Taty já tinha obtido o kit de todos, inclusive o do Jacó, que não sabendo disso foi lá exigir outro na organização.

Encontramos o povo todo, compareceram para correr a Fabi, Jacó, Taty, William e eu. O Anastácio se inscreveu e sumiu. O Hélio foi dar apoio moral e servir de guarda-volumes e fotógrafo oficial. Ficamos lá na aglomeração e naquela energia de pré-corrida, animada a muito som e redbull. Um pouco depois das 20 horas, já quase escurecendo, a largada aconteceu de supetão. Saímos forte na praia de headlamp na testa, primeiro para tentar não pegar engarrafamento no início das trilhas, e segundo para tentar um tempo decente numa corridinha tão curta. Curta sim, fácil não.

Saí acelerado, passei a Taty lá no projeto Tamar e fui esbaforido pras trilhas na florestinha do rio vermelho. Os trechos iniciais eram só raíz atravessada na trilha, torci os tornozelos várias vezes sem maiores danos e tentei seguir junto a um bolo de gente que ia passando um monte de outras gentes.

No primeiro posto de hidratação o Jacó chega do meu lado, até então eu não sabia se ele estava pra frente ou pra trás. Muito legal correr ao lado do grande amigo, o apoiador das primeiras investidas esportivas lá nos idos do século passado. O cara tá correndo muito, trechos até 10 Km acho que são pra ele, que é leve e muito rápido. A lanterna tinha um facho concentrado muito bom, mas era de curto alcance. Estranho correr assim rápido a noite, experiência diferente. Nunca vi tanto staff no percurso, tinha hora que a distância entre eles não devia passar de 100 metros. Uns tentavam ajudar iluminando o caminho, mas acabavam jogando luz nos nossos olhos, um desastre.

Fomos indo passando um monte de gente, o Jacó mostrava toda sua competitividade sussurando (até parece que alguém estava interessado): 'vai, pelo lado, vamos passar mais este aí !'.

Saíamos um de cada lado da vítima da vez, passávamos o cara e davamos uma acelerada para desestimular o dito a contra-atacar. Terminamos um trecho de trilha e pensei que iria para a praia. Não, não iria. Era duninhas o que tínhamos que correr. Nesta hora o polar começou a berrar acima de 183 bpm, cansei e desliguei o bicho. Foi forte pra caramba manter o ritmo naquele terreno, e não acabava. Aí voltou pra trilha, entramos num trecho com fitas de cada lado e muitas árvores no caminho, era um verdadeiro 'slalom' para correr alí, muito legal.

Finalmente praia ! Eu estava com as pernas muito pesadas, já meio podre, mas a areia estava dura. O Jacó passou na frente e foi puxando, aí eu passei novamente. Em certo momento me vi querendo que a corrida acabasse, que a chegada chegasse logo. Aí pensei: 'pára de ser preguiçoso ! são só 8 Km e faltam menos de dois, vai correr seu lerdo !'. Comecei a encurtar a passada e aumentar a frequencia, adiantou porque deixei o Jacó um pouco pra trás. Atitudo mental é tudo. Na praia 3 caras nos passaram, um deles o Ramiro.

Apertei o passo o que consegui para chegar bem, prova é sempre assim: nunca consigo não forçar o máximo. Já no funil de chegada o povo gritou 'vai, passa', mas não tinha ninguém na minha frente. Era o Jacó que vinha babando no meu encalço, resultando numa chegada sincronizada, acho que deu empate ou a diferença foi de apenas 'um pescoço', hehehe.

Lá vimos que a primeira do feminino tinha acabado de chegar, logo a segunda e a terceira, aí uns 30 seg. depois vem a Taty, seguida pela Fabiana. Andarilha detonando novamente.

Fomos lá no Hélio que estava a fotografar na entrada da chegada para esperar o William e ficamos curtindo o final da prova. Lá bem ao longe no meio do moçambique uma minhoca de luzes brancas mostrava o tanto de gente que ainda estava correndo, imagem impressionante.

Como premiava até terceiro geral, nossas campeãs o foram na sua respectiva categoria, dois primeirões pra AndarIlha. A Fabi protagonizou uma cena hilária ao não acreditar que era a primeira, no que desceu do pódio para então voltar convencida e feliz com a vitória. Foi subir correndo e quase se espatifou com a cara no ponto mais alto.

A prova foi curta, mas bem dinâmica e divertida. A organização foi um show e o evento era poderoso. Fechei em 37min31seg, ritmo de 4:41/Km, FC média absurda: 181 bpm. Naquele terreno e sem treinar direito, achei muito bom. O Jacó fechou igual, o William um pouco depois, retornando que está da lesão na coxa. Dos 5, só a Fabi (acho) não está com alguma mazela, mas todos terminamos bem sem lembrar das desgraçacas.

Tô impressionado como 8 Km deu tanto pano pra manga neste post. Prova de que as distâncias e o tempo são relativos. Corrida de encerramento do ano, terminou a temporada 2008.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Correndo no vapor

Coisa estranha foi correr hoje depois da chuva. O ar estava pesado e úmido, com ausência de vento a beira-mar parecia uma sauna mal-cheirosa, não estava nada agradável correr por lá. Mesmo as 20 horas tinha carros pra todo lado, cheiro de escapamento e esgotos, eca.

Ainda assim o saldo até que foi positivo, primeiro treino de ritmo em 10 Km depois do conserto dos pés, a 5:15/Km numa boa em FC moderada.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Bike no morro do Lampião

Rolou um pedal forte ontem no campeche. Marquei algo com o Dariva, mas como sempre deveria ter esperado pelo pior. Encontramos o Márcio no armazém vieira (antes ficamos torrando no sol esperando pelo dito na ciclo-via). Aí fomos para o sul, para uma volta ao morro da lagoa.

Segui forte na retaguarda aproveitando o quebra-vento, mas algo já sedento e com fome, pois eram 17 hs e tinha almoçado antes das 12. Ok, fomos passando os carros do engarrafamento e no caminho do rio tavares o Dariva pegou uma direita em terra, quase areia de praia, numa rua longa que ia até o campeche. Quase no fim, escolhemos subir o morrinho.

Trilha destruída pelas águas, só pedra aparente. Empurrei quase todo o percurso da subida do morro do Lampião, colina cônica de 210 metros que vigia o campeche e região em 360 graus de vista livre e deslumbrante. Do topo, o suor valia a pena e o fim de tarde já dava as caras. Descemos pedalando onde dava, pois era muita pedra. Quase capotei e decidi empurrar bike-abaixo.

Já na estradinha a corrente do Márcio arrebentou (tá virando moda ?!) e precisamos de três elementos para consertá-la. Aí, volta tudo, vento contra na beira-mar sul e então casa, após 43 Km e 2h30 de pedal forte. Suguei um gatorade e meio litro dágua assim que pisei em casa. Bom treino de bike. Aqui tem a localização da coisa.

domingo, 30 de novembro de 2008

Voltando aos treinos, aos poucos

Neste final de semana era pra ter sulbrasilis e travessia do campeche. Coerentemente ambas foram adiadas devido às desgraças da chuva no estado. Já ansioso para testar o pé, fui pra um treininho leve na costa da lagoa com o Hélio. Trilha agradável como sempre pra uma corrida dominical, desta vez com chuva, sol, lama e calor úmido, mas os pés não doeram em nada, bom sinal. Vamos ver se continua assim para o xterra, chega de descansar do praias e trilhas.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Resistência à altitude


Interessante artigo sobre a resistência do corpo humano, notadamente o cérebro, à altitude. Espero ainda estar com os neurônios no lugar :-). Destaque para a razão pela qual escalamos:

"Escalar montanhas é uma atividade que tem se tornado cada vez mais popular ─ e por bons motivos. Proporciona experiências inesquecíveis, perfeita comunhão com a natureza, amizades que alimentam o espírito, experiências intensas e compensadoras que superam os limites da rotina. Envolvidos pela aventura e desafios que desenvolvem coragem, resistência e perseverança, os alpinistas são transportados para a paisagem selvagem das montanhas ─ embora esteja desaparecendo."

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Questão de treino


Nos últimos 40 dias corrí 4 vezes. Em todas elas terminei com alguma dor esquisita, e agora é o tendão do dedão esquerdo que incomoda. Enquanto isso a chuva alaga tudo, e como não daria mesmo para correr, voltei as forças pra piscina.

Neste final de semana haveria a travessia do campeche, da praia à ilha em 1500 metros, em uma das mais bonitas travessias de Floripa. Só que a chuva e o mar grosso ajudaram a cancelar tudo. Cheguei a treinar por duas semanas (oh !) e estava bem animado, pois pela primeira vez desde agosto consegui cravar 3 semanas seguidas sem faltar nenhuma aula.

E se já estava achando que tinha desaprendido de vez a nadar, hoje consegui fechar 2200 metros em 45 minutos sem um esforço exagerado e fiquei bem contente. Questão de treino mesmo.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

MTB Open Acorjs - tudo errado, mas tudo bem

Salvo algum lapso imperdoável, é a primeira prova exclusiva de montainbike que eu faço. A largada era as 9 horas na colônia santana/são pedro, e acordei exatamente as 8:30. Na véspera tinha consertado a corrente, feito a inscrição e ajeitado a bike, então não perderia a prova mesmo largando atrasado.

Saí correndo de casa fantasiado de ciclista, taquei a bike no suporte e fui. No portão da garagem vi que esqueci os óculos. Na esquina, cadê minhas garrafas dágua ? Aí a caminho percebi que não tinha também gel de carbo e nem protetor solar. Parei num posto de gasolina pra comprar gatorade e água de côco e cheguei na largada com pessoas já amontoadas, estacionei longe e vim correndo com capacete e luvas em uma mão e bike na outra. Achei o Hélio e o Thiago e aí largou. Lembrei também que deveria ter alongado um pouco antes.

Saímos no plano e em 400 metros lá vem subidinha, aí vai ondulando e na primeira descida boa estoura a suspensão. Beleza, agora não dá pra curtir downhill. Fui com cuidado com medo de quebrar algo, pois as batidas eram secas e achei que o garfo poderia partir, mas depois descobri que eram os elastômeros que tinha sido esmagados e acabado com o curso da suspensão.

A bomba da bike caiu umas quatro vezes, aí meti a dita no bolso da camiseta e fui indo, até encontrar o Grande Morro. Absurdamente inclinado, só uma heroína do grupo onde eu estava subiu pedalando. Mas uma hora acaba e aí vem a enoooorme descida. Muito larga e lisa, daria pra desenvolver bem, mas fui travando com medo de me espatifar. Depois vieram uns trechos de asfalto bom pra tocar, desenvolvia 32, 35 Km/h, e então mais estradinha de terra por paisagens bonitas e mais morros.

Encontramos o povo da prova curta no Km 30, 10 pra eles, e seguimos em mais intermináveis morros até o final, já sedento e torrado de sol, passando por vilas, estradinhas, beira de rio e pirambeiras. Tudo muito pedalável, nota 10.

Cheguei em alguma colocação entre o primeiro e o último com 2h16min para os 40 Km. Achei a Taty que tinha feito a corrida de 12 Km e ainda vi i Hélio e o Thiago terminarem a bike, para então ir embora deixar a bike na oficina pra reciclar a suspensão. Muito boa prova, gostei da brincadeira, foi bom pra voltar aos pedais e preparar para a sulbrasilis.

Foto das tartarugas


Não, não tem a ver com corridas. Mas a foto é sensacional mesmo. E as bichinhas são muito resistentes, nadam oceanos e vivem longamente. Parece montagem e pode até ser, mas é realmente bela. A foto veio daqui, onde aliás tem muita coisa legal.

domingo, 2 de novembro de 2008

Duatlo forçado


Saudoso da bike, remendei duas câmaras, coloquei uma nova, taquei óleo e saí de casa no final da tarde de ontem. O plano era a volta ao morro da cruz com subida ao morro da lagoa. Lá no final da prainha um estouro seco e já era a corrente da bike. Nunca tinha acontecido comigo :-)

Aí a coisa ficou boa, estava 9,5 Km distantes de casa, mas sem celular resolvi voltar correndo. Isso, delícia é correr empurrando uma bike, de capacete e luva. Às vezes tentava usá-la de patinete com o pé no meio-fio, mas dava muito trabalho. Aproveitava os morrinos sempre que dava, e após 1h5min cheguei em casa, fechando um duatlo forçado de 19 Km :-). A ida tinha levado 25 minutos...