segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Dê exemplo para as crianças

Se você tem filhos e pratica esporte, dê o exemplo, traga eles e deixem ver de perto. Se não tem, da mesma forma dê o exemplo, as crianças estão sempre olhando.

Há tempos queria postar essa ;-). Não tem nada melhor do que ver um pequeno empolgado com esportes. Ainda não descobriu o videogame (só o iPad) e a diversão é primariamente outdoor. Meio caminho andado.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Notícias da NatGeo

Vamos aparecer na National Geographic, HAHAHA.


Todas as trilhas da costa da lagoa

Domingo passado fizemos um treino excelente com a galera do Pé na Lama. Uma turma fissurada por trilha, coisa rara de se ver. Saímos da igreja do canto dos araçás (que eu não sabia onde era) depois da galera esperar o meu atraso e fomos até o começo da trilha aquecendo.

Começamos a correr bem cedo ainda, mas já calor. Depois de passar a entrada para Ratones decidimos seguir até o posto 23, troca do revezamento do Mountain Do, que fechava mais ou menos 10 km do início. Essa trilha não é de graça, não tem muita altimetria até ali mas tem pouco trecho rápido, é um sobe e desce constante e curto, praticamente um serrote :-).

Ali decidimos separar a galera, a turma que tinha que fazer menos kilometragem voltou e eu segui com a Débora Ultra Power Woman para Ratones, com a ideia de voltar pela outra trilha, fazendo numa paulada só as duas morrebas que ligam o norte da costa da lagoa com Ratones.

Subimos morrendo de calor aquela pedreira toda e no cume começamos a correr numa trilha de pinheiros toda fechada espetacular, pra mim o melhor trecho do percurso. Descemos até o bairro e seguimos pelo asfalto rumo sul para engatar na outra trilha. O calor estava cruel e parecia que exalava do asfalto. A Débora atacou um bar pra comprar algo gelado e enquanto isso aproveitei pra fazer uma parada fisiológica de alta complexidade.

Seguimos e logo pegamos a estrada de terra e então começamos a subir a outra trilha. Caímos na trilha da costa de novo e voltamos pra base. Fiquei com pânico de calor e me joguei no primeiro pedaço de córrego que me coube. Foi um alívio. E então seguimos trôpegos e chegamos na estrada de calçamento até a igreja, que foi percorrida num pace espetacular e desesperador de 6min/km.

Eu tenho percebido que os paces estão podres nestes longos de domingo. A pancada do fim de semana é forte e o calor anda azedo (longo sexta, transição completa sábado e outro longo mais comprido ainda domingo). Isso está sendo bom para conhecer as possibilidades, mas me surpreende. Nem no iron e no final do desafrio era tão difícil manter o pace. Mas a experiência conta e eu sei que isso é derivado do cansaço acumulado (espero). E melhor, mostra a pedreira que vai ser o terceiro dia do El Cruce Colúmbia !!

Galera treinando forte !
Ponto 23, costa da lagoa.
Foi um belo treino, 28 km e 1000 m de subida acumulada (consegui esquecer de disparar o GPS no início).

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Avaliação de produtos - Mochilas de hidratação Kalenji e Quechua

Os produtos das marcas Decathlon são de excelente custo benefício, e para o Cruce Colúmbia eu estava procurando alguns itens para testar e recebi duas mochilhas, a Kalenji Small e a Quechua Raid Trail Extend 12, esta última é um lançamento. O propósito de cada modelo é um pouco diferente, e procurei testar cada uma nas condições aproximadas de uso.

A Kalenji tem capacidade menor e facilidades para porta trecos normalmente usados em corridas curtas e perto de casa ou do carro. Já a Quechua tem maior capacidade e é expansível, permitindo uso em treinos ou provas curtos e nos mais longos, porém não tem tantos bolsos quanto a Kalenji.

Antes de entrar no review, algumas observações: tenho uma 'bronca' de mochilas de hidratação: é bem mais complicado parar e encher do que uma garrafinha, mas a contrapartida é a maior capacidade e facilidade de transporte, pois fica grudada às costas e não sem mexe nada, ao contrário das garrafas em cintos que sempre incomodam um pouco. Também na minha opinião o calor exagerado prejudica o uso de qualquer mochila de hidratação, pois querendo ou não é uma camada de isolante bem grosso às costas e o volume maior de água também demora mais para acabar e consequentemente esquenta mais rápido. Mas é o preço a pagar pela praticidade em beber e capacidade de carga. 

Testes


Os testes com a Kalenji foram basicamente treinos de corrida de até duas horas, onde só levei água e um gel ou barrinha. É extremanente bem isolada, a água fiou fria até quase no final do treino e as costas não sentiram o calor mesmo num dia bem quente, principalmente pelo tamanho reduzido. As alças fecham bem para alguém com alguma estrutura, porém pessoas pequenas podem sentir falta de mais regulagem. Os bolsos são muitos e práticos, com prendedor para chave do carro e acessos laterais e externos. Um ponto que me incomodou foi a fita do monitor cardíaco, que ficou espremida pelo peitoral da mochila. Resolvi isso soltando um pouco as alças e deixando-a mais 'baixa' nas costas.

Este modelo não tem alça da cintura, o que me causou estranheza no início, mas ficou bem presa com as duas peitorais e como é pequena não fez falta. Eu sempre uso mochilas com a cinta abdominal, é hábito. Então fiz questão de testar bem para ver se isso não incomodava, e com os dois litros de água, chave, gel e celular, não tive problemas. Este é o único item que mais fez falta.

A bolsa de água é de qualidade muito boa, melhor do que várias que já tive. Todos os usos a partir do primeiro foram sem qualquer alteração no gosto e a água sai fácil e rapidamente. Ela é totalmente retrátil e é bem fácil de recolocar. 

Já a Quechua é bem maior, vai até 12 litros mas é 'expansível'. A mochila é super simples e leve, tem apenas 260 gramas sem a bolsa, impressiona. O tecido externo é uma malha elástica e com a bolsa dágua ela fica pequena como a Kalenji, mas aceita bem mais coisa dentro. Em um teste, eu coloquei a lanterna de cabeça, corta-vento comprido, um gorro, óculos escuros mais a bolsa cheia e ainda sobrou bastante espaço.


Este modelo tem a cinta abdominal com dois bolsos expansíveis na lateral, ali já carreguei câmera fotográfica, celular e vários gels e barrinhas de banana. Notadamente é um modelo para provas mais longas, onde essa capacidade de carga é necessária. 

A bolsa é idêntica à da Kalenji. Num teste específico senti bastante calor na cintura, onde os bolsos e a cinta ficaram. O sistema que prende a cintura é um esquema de velcro muito fácil de regular e usar, mas é grosso e acaba esquentando mais do que o necessário. Ainda assim as costas parecem tão ou mais ventiladas do que a Kalenji, o tecido é bem mais fino e arejado. A peitoral por outro lado é minúscula e também bem prática. Também existem dois pequenos prendedores externos para levar o bastão de caminhada, que é essencial em provas longas de montanha.

Achei a Quechua mais firme ainda no corpo do que a Kalenji, talvez devido a soma do tecido elástico e da cinta abdominal, mas a diferença foi pequena. No vídeo abaixo dá pra ver que ela praticamente não se mexe durante a corrida.


Em resumo, a Kalenji é mais prática para treinos curtos e frequentes, já a Quechua me parece mais adequada a treinos longos ou provas, e será a escolha para correr o Cruce Colúmbia. Ainda falta um teste com mais peso em um treino longo, o que vai acontecer em breve, mas isso não deve mudar a avaliação.

Dados técnicos


MOCHILA HIDRATAÇÃO SMALL
  • Capacidade: 6 litros
  • Peso sem bolsa de água: 250 grs
  • Bolsa de água: 2 litros.
  • Facilidade: bolsos laterais, dorsais e interiores, colete com bolso arejado extensível.
  • Regulagem: colete ajustável com correias laterais elásticas.
  • Malha de rede arejada nas costas para bom controle da abrasão e da transpiração.
  • Bandas reflexivas para visibilidade à noite.
  • Apito laranja.
  • Composição: poliamida e poliéster
  • Preço online em 12/01/2013 - R$ 149,95

MOCHILA RAID TRAIL EXTEND 0 - 12 QUECHUA
  • Capacidade: 12 litros
  • Peso sem bolsa de água: 260 grs
  • Bolsa de água: 2 litros.
  • Facilidade: 1 bolso externo com ziper e dois na cintura.
  • Regulagem: cinto abdominal com velcro e peitoral
  • Composição ultraleve, muito estável, ventilada.
  • Bandas reflexivas para visibilidade à noite.
  • Apito laranja.
  • Composição: poliamida e poliéster
  • Preço online em 12/01/2013 - R$ 179,95

domingo, 12 de janeiro de 2014

Integralizando as corridas

Novidade estes treinos de corrida. Um em cima do outro, não dá tempo de cansar e já começa de novo. Estou surpreso com o estado que fico depois, bem inteiro, e também com a lerdeza que saem os ritmos.

É preciso desapegar do pace... toda hora me pego pensando "ah não, esse pace não, volta pelo menos pra uns cinquinho por km...", mas não volta. Os pés doem, a sede nesses dias de forno ligado fala alto e as pernas parece que tem peso extra dentro.

Quarta feira fiz o primeiro intervalado desde há muito tempo, acho que antes de novembro. E foi dos grandes, 14 km com 4x2 km em pace progressivo até meia-maratona. Os paces saíram bem no alvo, o que mostra que com um dia de descanso ainda há velocidade nessas pernas.

Aí quinta foi um treino de rolo de endurance, nada demais, e preparei pra sexta fazendo mais uns funcionais. Sexta eram 22 km, o que já é longo pros padrões de gente normal, mas não, tinha um mais longo ainda domingo. Assim, fiz na boa pra preservar as partes para sábado. Só que eu não contava com a astúcia da Daiane, que preparou ostras com camarão de jantar, claro que acompanhado de espumante. Acho que faltou um pouco de carboidrato e sobrou álcool.

Sim, porque sábado cedo eu estava acabado e não fui fazer a transição. Só que não queria deixar a corrida de lado, o bloco do final de semana era importante, então pedalei de MTB e depois fui de carro pro horto fazer voltas até fechar 12 km. Foi o treino mais lerdo da história, 12 km a passo de tartaruga manca, me senti oco o tempo todo, e só tinha um gel jogado no porta-trecos do carro desde não sei quando. Comi no km 4 e me arrastei até o fim. Aí fui na padaria e tomei um litro de suco, 3 pães com queijo e mais um chocoleite.

E domingo foi a paulada mor. Confesso que estava curioso pra ver se sobreviveria a uma semana com 88 km de run. E saiu... Fui de casa até o koxixos e depois subi o morro da cruz. Descobri um parque municipal novo e já abandonado (?) lá, entrei e fiz as trilhinhas todas e desci o monstrengo todo torto. Toquei de volta, entrei pelo estreito, subi tudo que é morrinho até fechar a distância, 28 km de puro deleite. Mas saiu. E com o morro no meio os morrinhos empalidecem, mas eles eram malvados. O que me leva a supor que esse negócio do Cruce vai realmente doer. Hoje fechou perto de um terço da altimetria do dia mais fácil e com apenas 28 km. Coisa linda.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Corridas, muito prazer !

Estou tendo uma grata surpresa nos treinos para o Cruce. Eu não gostava e correr em dias consecutivos, desde sempre. Só que a base está bem legal, e os treinos tem saído muuuito bons. É uma fase diferente de aprender a correr lento e indefinidamente, acumular corrida em cima de corrida, porque lá em fevereiro, dia 7 mais especificamente, começa a pancadaria patagônica.

Semana passada nadei no dia 31 no mar, às oito da noite. 2 km pra fechar com chave de ouro 2013. Foi o leve que teve. Quinta uma bike de VO2Máx no rolo de arder as orelhas e sexta já uma corrida de 18 km. Essa corrida foi sensacional.

Subi o vale do rio dos bugres em Urubici, uma estrada de terra rural margeando o rio e as plantações. Chuva torrencial da metade em diante e música no iPod, corri como há tempos não corria, não lembro de ter olhado no garmin muitas vezes, comi uma mariola e 250 ml de água e cheguei como se não tivesse corrido. Mas fiquei com a lombar travada até sábado a tarde, o que resolvi capinando uns matos safados. No fim de tarde depois que a chuva parou fiz um giro de MTB de 30 km tranquilo mas num frio desgraçado para época, 13C pra quem saiu de 35 é dose.

Poderia correr até cair as pernas nessa estrada...
Domingo foi um treino fora do normal. Fiquei pensando nas opções e resolvi ir até a cascata do avencal. Foram 5 km de asfalto plano pra ir, depois mais 1 subindo direto e então 5 em trilha ondulada, um espetáculo. Tive que ir com o GPS emprestado do William pois consegui deixar o meu ligado a noite toda. Alguns cachorros selvagens deram o toque de adrenalina na ida, e o visual da cachoeira gigante deu a endorfina para a volta. Testei também a mochila de hidratação Extend 12 da Quechua, que é a que usarei no Cruce. Muito boa, breve o review. 

Cascata do Avencal, 80 m de água despencando
E agora a porca torce o rabo. Essa semana tem 86 km de corrida e a próxima 92. Não sabia que cabia tanta corrida numa pessoa em uma semana só, vamos ver o que me aguarda.
  

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Run to the hills

Lá pelo km 14 estava tocando isso no iPod. Iron Maiden, não lembrado de ter ouvido a música antes. Tinha um refrão "run to the hills... run for your lives...", e eu comecei a descer alucinado um trecho, praticamente flutuando sobre a lama. Uma onda de endorfina.

Então, treininho de 18 km subindo e descendo o vale do rio dos bugres, margeando o próprio em estrada rural ondulada debaixo de uma chuva torrencial e ventinho azedo. Cheguei em Urubici às 10:30 com 31C, choveu muito e parou. Sai pra correr as 17:00 com 22C sem chuva e em 4 km caiu o vento e a chuvarada, 17,9C quando cheguei. Passar frio depois de fritar na ultima semana em floripa é dose.

Não sei porque, mas foi um treino sensacionalmente indizível. Três treinos em três dias de 2014, estamos indo bem !